quinta-feira, 27 de agosto de 2020
O tempo não passa
quarta-feira, 26 de agosto de 2020
Você coisou meu coração
Só pensando aqui sobre uma coisa que disse certa vez o poeta Fernando Pessoa: "O pensamento tem um vício. Cria um neologismo para o descrever - Coisar."
Esta coisa de coisar é algo que fascina desde priscas eras. Sim, ´verdade, você me faz feliz!
A Coisa vem do Latim Causa, no sentido de “motivo, razão de”. O interessante é que "Causa" é de origem desconhecida, anterior ao Latim, possivelmente se originou pelos etruscos, que habitavam a Itália em época anterior a Roma.
Você causou meu coração. E aqui a coisa fica interessante, já que o verbo Causar é bitransitivo, ou seja, é verbo duplamente transitivo, pois que pede simultaneamente dois complementos: objeto direto e objeto indireto. Mais coisado impossível.
É isto aí!
A duas palavras, três porradas.
Boa tarde amigos de todo o planeta, vamos começar mais um jogo decisivo em prol da necessidade humana de estar sempre procurando demonstrar que é capaz de superar o próximo, já que o próximo é o adversário, mas não é necessariamente um inimigo, mas é passível de derrota, mas pode virar o jogo, mas tem capacidade de resistir, mas se possível pode-se enfiar a porrada na falta de resposta melhor qualificada.
PS - Aliás, a porrada é uma paixão nacional, introduzido na pátria amada pelo saber lusitano. Há em terra do Tejo um provérbio sapiencial de séculos de transmissão oral - "A duas palavras, três porradas".
Segundo o dicionário lusitano do Porto a Porrada é uma pancada com moca. A Moca trata-se de um cacete com uma maça na extremidade. Os de mente suja, poluída e pervertida logo imaginarão um cacete fálico com uma maçã na ponta...é por estas e outras que está deitado eternamente. Esta Moca nada mais é do que um pau grosso e curto, de alta densidade.
Visto isto, começa o jogo.
Levantou a bola - porrada.
Bateu a falta, correu na linha de fundo - porrada.
O juiz virou o rosto e levou ... porrada.
O lateral sobe e ... porrada.
Pênalti, Pênalti. A falta foi fora da área, mas o que vale é a intenção da porrada
O técnico tomou as dores - porrada
Os bandeirinhas correram - porrada
A geral que aplaudia caiu ... na porrada
Fim do jogo? Não ... porrada...
É isto aí!
terça-feira, 25 de agosto de 2020
Quando fecho os olhos (Carlos Rennó)
E aí você surgiu na minha frente
E eu vi o espaço e o tempo em suspensão
Senti no ar a força diferente
De um momento eterno desde então
E aqui dentro de mim você demora
Já tornou-se parte mesmo do meu ser
E agora, em qualquer parte, a qualquer hora
Quando eu fecho os olhos, vejo só você
E cada um de nós é um a sós
E uma só pessoa somos nós
Unos num canto, numa voz
E cada um de nós é um a sós
E uma só pessoa somos nós
Unos num canto, numa voz
O amor une os amantes em um ímã
E num enigma claro se traduz
Extremos se atraem, se aproximam
E se completam como sombra e luz
E assim viemos, nos assimilando
Nos assemelhando, a nos absorver
E agora, não tem onde, não tem quando
Quando eu fecho os olhos, vejo só você
E cada um de nós é um a sós
E uma só pessoa somos nós
Unos num canto, numa voz
E cada um de nós é um a sós
E uma só pessoa somos nós
Unos num canto, numa voz
E aqui dentro de mim você demora
Já tornou-se parte mesmo do meu ser
E agora, em qualquer parte, a qualquer hora
Quando eu fecho os olhos, vejo só você
Só você, só você
Carlos Rennó é poeta, letrista e músico.
segunda-feira, 24 de agosto de 2020
Ausência (Murilo Rubião)
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| Anthropomorphic Cabinet (Salvador Dali 1936) |
Para que fugir se me acompanhará sempre a minha sombra?
se nunca encontrarei na solidão dos caminhos o silêncio!
Por todos os lugares, em toda a minha inútil existência
o eco da minha voz, a tortura do meu pensamento,
estarão onde eu for, mostrando-me o passado de que não posso fugir.
Verei nos lírios entornados à beira das estradas
a imagem de duas brancas mãos que um dia me acariciaram;
sentirei no crepúsculo sanguíneo das tardes exangues
os lábios que me sussurravam ao ouvido,
os lábios que não cansava de beijar.
Em tudo que eu pensar, em tudo que pousar meus olhos,
verei projetado, como uma sombra enorme,
a cobrir o meu corpo cansado de caminhar
um rosto de mulher, o rosto de minha amada!
E na tortura de alcançá-la nos meus sonhos impossíveis
eu a procurarei nos astros, na tranquilidade dos campos;
buscarei com os braços fatigados a sua visão fugidia...
E encontrarei apenas a minha voz angustiada,
os meus olhos extenuados pela procura da luz perdida,
a recordação pungente de um sentimento sempre revivido,
a minha dor imensa cobrindo as estradas
cheias de lírios, de silêncio, de luar...
* Revista Tentativa, Belo Horizonte, n. 8, nov. 1939.
Murilo Rubião:
Murilo Rubião nasceu a 1º de junho de 1916 em Silvestre Ferraz, hoje Carmo de Minas, Minas Gerais. Foi funcionário público, chefe de gabinete de Juscelino Kubitschek no governo de Minas Gerais e adido à embaixada brasileira. Como jornalista, criou em 1966 o Suplemento literário do Diário Oficial do Estado de Minas Gerais. Mestre do conto, publicou O ex-mágico (1947), A estrela vermelha (1953), Os dragões e outros contos (1965), O pirotécnico Zacarias (1974), O convidado (1974), A casa do girassol vermelho (1978) e O homem do boné cinzento e outras histórias (1990). Sabe-se que, além de contos, Rubião escreveu crônicas e poemas. Desse último gênero ainda organizou dois livrso que dedicou a uma namorada; o fim do namoro fez com que o incipiente poeta destruísse os livros. Dessa lavra terá restado os dois poemas aqui apresentados; são textos que estão preservados no arquivo do escritor na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais. A transcrição dos textos segue a oferecida por Suzana Yolanda Lenhardt Machado Cánovas nos anexos de sua tese O universe fantástico de Murilo Rubião à luz da hermenêutica simbólica (Porto Alegre, 2004). Murilo Rubião morreu em Belo Horizonte, a 16 de setembro de 1991.
sábado, 22 de agosto de 2020
Poema de sábado com chuva
Eu sei, você gosta de poesia,
da dança mística das letras
personificando as emoções.
Tem palavras que emocionam
outras são tímidas, inibidas
mas quando seus olhos
encontram os meus
todas aprazem e regozijam.
frases, sujeito, verbo,
predicados e sílabas
fazem valer a pena
dizer eu amo você!
É isto aí!
segunda-feira, 17 de agosto de 2020
Destiny (Curta-Metragem de Fabien Weibel e outros)
Destiny é um curta-metragem que Fabien Weibel dirigiu com Manuel Alligné, Sandrine Wurster e Victor Debatisse durante seus estudos na escola francesa "Bellecour Ecole". Aproveitem !
domingo, 16 de agosto de 2020
Não há uma receita pronta, mas existem caminhos (Paulo Abreu)
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
Silent Love (O amor é um trem correndo em trilhos sem fim e vai atropelar você de forma inesperada.)
O presente (tradução livre - Você roubou meu coração)
O Presente é a história de um casal comum, quando ele lhe dá uma pequena esfera puxada para fora do peito, ela não consegue se separar de seu novo presente ... mesmo depois que eles se separaram.
Fonte: The Gift
Watch our new trailer shortfilm!: https://www.youtube.com/watch?v=eNsH0...
Watch the Making of!: https://www.youtube.com/watch?v=8ef6u...
The Gift is the story of an ordinary couple, when he gives her a small sphere pulled out his chest, she can't separate herself from her new gift… even after they break up.
Prizes:
-Best Animation and Best in Event, Sound & Image Challenge 2014. Macau, China.
-Adult Jury Prize and Kid's Jury Prize, YoungAbout international film festival 2014. Bologna, Italy.
-Audience award, Innersound international new arts festival. Bucarest, Rumania.
-Best script, Curtmiratges festival, Barcelona, Spain. Finalist “Jury prize” y “Best music”.
-Best animated shortfilm. FECLAC 2013. Santiago, Chile.
-Best animated shortfilm. Mecal Chile 2013. Santiago, Chile.
-Mention animated shortfilm. Unframe festival 2013, La rioja, Argentina.
-Special mention. Libélula Fest 2013. Barcelona, Spain.
-Honorable mention. Fam Fest 2014. South Carolina, EEUU.
-Special Mention, V Festival de Cine: Infancia y Adolescencia “Ciudad de Bogotá” 2014, Bogotá, Colombia.
Escolhas (Curta animado)
Animação: "Alike "
De Daniel Martínez Lara & Rafa Cano Méndez | CGMeetup
www.youtube.com/c/Cgmeetup
domingo, 9 de agosto de 2020
We'll Meet Again - Vera Lynn (Nos encontraremos novamente)
sexta-feira, 7 de agosto de 2020
Esse seu olhar
quinta-feira, 6 de agosto de 2020
Conversas estranhas
O coisa e as pós-coisas
quarta-feira, 5 de agosto de 2020
"No te enamores …"(Martha Rivera Garrido)
terça-feira, 4 de agosto de 2020
Elogio do Beijo (Rita Grego)
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| O beijo - Rodin* |















