— Veja bem, querida, eu só voltaria se...
— Pode parar, não quero mais.
— Como assim? Não me quer nunca mais?
— Porque você utilizou o futuro do pretérito, e isso é para os fracos.
— Como assim? O que mais eu poderia dizer?
— Nada, não diga mais nada. Sua atitude expressa a incerteza ao se referir a algo que poderia ter acontecido se alguma coisa acontecesse numa realidade paralela vinculada a uma situação do passado. E eu não sou mulher de viver de passado. Nem condiciono o futuro.
— Nunca acreditei que você faria tal coisa.
— Olha aí, você outra vez navegando na defensiva. Saiba que sua palavra deve ser suficiente e confiável, honesta e transparente, sem precisar recorrer a juramentos ou promessas para provar que está falando a verdade.
— Será que eu poderia ao menos...
— Não, não pode, nem poderá. Doravante, como ensina Matheus, seja o seu “sim”, “sim”, e o seu “não”, “não”.
— Querida, quem é esse tal de Doravante?
É isto aí!

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