está tenso
quinta-feira, 5 de outubro de 2023
todas as tensões
está tenso
O Grito
Texto 1: Wikipédia
O Grito é uma série de quatro pinturas do norueguês Edvard Munch, 1893. A obra representa uma figura andrógina num momento de profunda angústia e desespero. O plano de fundo é a doca do fiorde de Oslo ao pôr do sol
Autor: Edvard Munch
Data: 1893
Dimensões: 91 centímetro x 73,5 centímetro
Localização: Galeria Nacional (Noruega)
Técnica: Óleo sobre tela, Têmpera e Pastel sobre cartão
Texto 2: Stoodi (Blog Stoodi)
Quadro O grito (Edvard Munch)
Como a obra de arte é de origem norueguesa, o nome “O grito” é traduzido, sendo seu nome original Skrik. Vale ressaltar que essa pintura compõe uma série com outros três quadros, todos eles produzidos no final do século XIX pelo pintor norueguês Edvard Munch. Atualmente, os quatro quadros se encontram em Oslo, a capital da Noruega: dois no Museu Munch, um na Galeria Nacional e o outro como propriedade privada.
Em relação à sua análise, o quadro tem como plano de fundo o pôr do sol da doca de Oslofjord, em Oslo. Nele, o autor inseriu uma figura andrógina (algo que não é masculino nem feminino) sem cabelo, com uma forte expressão facial de grito e desenhada em cores frias. Tudo isso para evidenciar um momento de absoluta angústia, descrença existencial e dor acompanhada de um estado precário de saúde.
Outro ponto que merecer ser destacado no quadro é o desenho representado por linhas tortas, com intuito de dar ênfase ao clamor da figura, que emana um grito de socorro mesmo, como se as ondas sonoras saíssem de sua boca e contaminassem o ambiente ao redor. A angústia da personagem não está demonstrada apenas em seu grito, mas sim no embaralhado plano de fundo, o que sugere a distorção de mundo de uma pessoa que sofre.
Devido a todos esses elementos, um observador qualquer consegue identificar de forma quase que imediata e natural a angústia e a dor transmitidas pela figura, fato este que potencializa o impacto da obra, uma vez que propaga a sua mensagem por meio da sensibilização do público.
Poema
A versão do quadro de 1895 é a única que tem a moldura pintada pelo próprio Edvard Munch, contendo um poema que descreve de onde veio sua inspiração para desenvolver a obra.
O grito
Estava andando pela estrada com dois amigos
O sol se pondo com um céu vermelho sangue
Senti uma brisa de melancolia e parei
Paralisado, morto de cansaço…
… meus amigos continuaram andando — eu continuei parado
tremendo de ansiedade, senti o tremendo Grito da natureza.
Quem foi Edvard Munch?
Nascido em 1863 na capital da Noruega e falecido em 1944 em sua cidade natal, Edvard Munch foi um célebre pintor responsável pela obra mais famosa do movimento expressionista: O grito. Abordando em suas obras principalmente as temáticas morte e doença, estudou na Escola de Artes e Ofícios de Oslo e em Paris, onde foi muito influenciado pelas pinturas de Van Gogh e Gauguin.
Por ser um dos maiores expoentes do expressionismo, bem como por ser o pintor norueguês com maior visibilidade, foi criado em Oslo um museu exclusivo para suas obras. É importante frisar que o impacto de suas obras não foram restritos à época, visto que até hoje suas pinturas são estudadas e admiradas ao redor de todo o planeta.
terça-feira, 3 de outubro de 2023
Papo de Esquina
Casos normais da vida
segunda-feira, 2 de outubro de 2023
Mal da Circunferência
- Macleisson Maquilarem, quem é Macleisson Maquilarem?
- Pode entrar no consultório 3A, que o médico irá atendê-lo.
- Muito obrigado. Irei agora...
- O que o senhor está esperando?
- Nada, só uma coisa que me ateve os sentidos, mas já estou bem.
- Venha, vou levá-lo ao consultório. O médico está esperando.
- Bom dia, senhor Macleisson.
- Bom dia, a senhora é a secretaria do médico?
- Não, eu sou a médica. Algum problema?
- Sim ,muitos problemas, mas a senhora vai me examinar sem roupa?
- Se necessário, sim, mas vamos conversar primeiro, sente-se.
- (suando muito) Obrigado, vou sentar mesmo, estou precisando disto.
- Mas o que o trás aqui? O que está sentindo?
- A senhora vai achar bobagem, mas eu ... eu ... é ... eu tenho um negócio diferente.
- Como assim diferente?
- O Seu Jatinho, é que o nome dele é Jatonaldo Ja do pai, seu Jair, To do pai Torres e Naldo da mãe Aguinaldalinda. A Dona Linda tinha certeza que era uma menina e aí ia chamar Jatonalda Linda, separado, já que a linda da mãe é junto. Mas aí nasceu o Seu Jatinho e, bem, acho que é isto. Mas o Nome dele todo é Jatonaldo Lindo das Torres Dojair.
- Bem, já que o senhor me apresentou o Sr Jatinho, onde que ele entra nesta história da sua vinda a esta unidade de saúde?
- Ah, é esqueci de onde entrava o Seu Jatinho. O caso é que amanheço confuso, saio pro pasto e esqueço do nome das vacas, aí azeda o leite, pois os bezerros ficam nervosos, aí o dia começa atazanado, aí descobri que estou pelado, aí dá vontade de ir na privada fazer as coisas, mas estou longe da casa, ai corro e aí não chego a tempo. Mas o caso é que só gosto de fazer em casa, na minha privada e de uns tempos para cá tenho feito no caminho. Até que o mato ficou até mais viçoso, sabe como é... mas aí chego em casa e não lembro por que corri tanto. Aí outro dia o Seu Jatinho teve lá em casa, ele é mascate de ervas medicinais, faz chá disto, daquilo, sabe muito o Seu Jatinho. Aí ele me examinou, bateu os ouvidos nas minhas costas, examinou as unhas dos meus pés e apertou uns pontos doloridos na minha orelha direita e depois na orelha ... na orelha .. na outra orelha e aí disse que eu padecia do Mal da Circunferência.
- Mal da Circunferência... interessante
- É doutora, ocorre quando o matuto fica rodeando nele mesmo sem sair do lugar, até mesmo para as caganças e mijanças que teimam em circunferenciar fora do centro.
- Bem, vou examinar o senhor, passarei uma bateria de exames e aguardo seu retorno.
- Mas assim sem passar nem uma cibalena sequer?
É isto aí!
domingo, 1 de outubro de 2023
Encontros estranhos
Direção: Werner Herzog
Roteiro Werner Herzog
Elenco: Klaus Kinski, Isabelle Adjani, Bruno Ganz
A RH Ora, ora, um engraçadinho psicanalisado.
O Anônimo- Pelo visto somos dois os psicanalisados nesta sala.
A RH - Saiba, senhor, que a introdução da linguagem cria uma separação entre as palavras e as coisas, num movimento que em termos lacanianos pode ser definido como uma transposição de registro.
O Anônimo- Sei disto e sei que além disso, por intermédio da simbolização, algo morre no real, onde a rigor tinha apenas ex-sistência que é um termo que Lacan toma por empréstimo a Heidegger, e emerge no simbólico, onde passa a fazer parte da realidade
A RH - Isto mesmo, já que em Lacan difere do real enquanto registro.
O Anônimo - Sabia que em Freud o ato fundador da ordem simbólica está ligado à morte?
A RH - Você ... você ... não me é estranho. Você faz terapia com o dr ...
O Anônimo - Por favor, não fale mais nada. Há em mim uma satisfação que almeja a pulsão de morte
A RH - É a pulsão das nossas vibrações. É o gozo, este impulso desenfreado para o prazer gerando repetição, excesso, desprazer, sensações devastadoras que estão colocando em xeque nosso equilíbrio humano.
O Anônimo - Que se dane o arco simbólico entre o real indiferenciado do gozo absoluto e o real indiferenciado da morte. Vou te beijar toda.
A RH - Ai ai ai ui ui ui qual o seu ... no... qual o seu ... no ... ai aia ai me...aiai...
É isto aí!
sábado, 30 de setembro de 2023
O olhar fatal
Ato 1
Ele deixou escapar um "Vá à merda", disse alto ou gritou baixo, e num repente instantâneo dezenas de pares de olhos voltaram para o casal.
Ela continuou fuzilando-o com o olhar e ele, cabisbaixo, levantou-se e partiu rumo ao deserto.
Ato 2
Por que você sempre volta ao ponto de partida?E posso saber o por quê?
É isto aí!
Mudar dói.
E nem tudo são palavras, refletiu instintivamente, feito um lobo solitário nas colinas. Era frio, madrugada avançando, pensou no segredo, nos desejos secretos, nos acenos discretos e nas coisa que devoravam seus olhos. Balançou a cabeça a princípio com o espírito negativista, aí começou a sorrir, continuou a balançar a cabeça, agora no sentido da descoberta de como pode ser tão incoerente com seus sentimentos.
Fez um balanço das extraordinárias conquistas, das ordinárias derrotas e das ridículas ações reacionárias a fim de restaurar um status quo exclusivo do passado. Colocou as mãos na cabeça, perplexo com a sua imaturidade, de maneira que assombrado e atordoado, engoliu e seco seus sentimentos, todos eles ali, ávidos para interagir contra seus desejos, sobretudo os desejos da mudança.
Jurou que nunca mais daria sentido à suas dores, angústias, já que sentimentos são o que são e desejos são incompatíveis com as dores. Descobriu que mudar tem custo alto, mas para alimentar a esperança e eliminar o medo de ser feliz, o passado tem que ser o que é - só um passado.
É isto aí!
sexta-feira, 29 de setembro de 2023
Deixa eu dizer que amo você
Pertencimento
pé de cebola
terça-feira, 26 de setembro de 2023
Ainda uma vez - Adeus (Gonçalves Dias)
domingo, 24 de setembro de 2023
Discutindo a relação (Sobre absurdos e frações)
Cleodersom, eu menti para você.
Como assim, Neidiana Glover?
Menti mentindo. É esta angústia, sabe?
Por que você está falando isto, Neidiana Glover?
Porque você não percebeu. Se percebeu, não falou. Se não falou, me sinto triste.
Então você está triste porque achou que eu pensei que você mentiu? É isto?
Sim e não, Cleodersom.
E quais seriam os quereres do não, Neidiana Glover?
Como você é insensível, Cleodersom.
Então passou uns boizinhos de coisas entre nós dois, é isto Neidiana Glover?
Passou uma boiada, Cleodersom.
Boiada com chifre ou sem chifre, Neidiana Glover?
Mas isto é a ultrapassagem do limite do absurdo, seu, seu, seu bruto, deselegante, primitivo, troglodita. Saiba que pela matemática, demonstração por absurdo é uma prova de que algo é falso pela comprovação de que seu inverso é verdadeiro.
Matemática? Estou fora, Neidiana Glover, nunca fui bom de contas e agora isto, e sim, você está feia.
É isto aí
sexta-feira, 22 de setembro de 2023
Ai, Que Saudade D'ocê (Vital Farias)
A maré do ex-amor
Histórias de amor em Bucareste
Deixou o bilhete sob a xícara de café e partiu rumo ao vazio da sua existência, que acreditava estar em Bucareste. Há muitas semanas comparecia aos encontros oníricos com uma cigana romena, que insistia com sua presença para enfim serem felizes.
Ela acordou, não viu o papel mal escrito com lápis ou não deu maior atenção; dispensou na lixeira, arrumou a cozinha, escreveu um bilhete num post it neon, com lápis de sobrancelha e colou na porta da geladeira - querido, sinto muito, mas estou partindo para Bucareste para encontrar o amor da minha vida. Fui ser feliz!
À noite reencontravam-se no que chamavam de lar. Bucareste é muito longe, pensavam mutuamente ..., e viveram mais uma noite, um no sonho do outro e outra noite e outra noite, até que um dia, sem bilhetes, fugiram para dentro dos seus sonhos.
É isto aí!
Fonte da imagem: Casal Romani (Cigano) década de 1890
quinta-feira, 21 de setembro de 2023
Presença (Mário Quintana)
quarta-feira, 20 de setembro de 2023
Aprenda a chamar os Anjos por suas devidas competências
segunda-feira, 18 de setembro de 2023
Perdas e danos
Parecia manhã de março
ou setembro com chuvas
intensas e ensurdecedoras
nas ruas descalças da alma
mas era hoje na tarde triste
num tempo perdido e havido
entre a memória e a saudade.
É isto aí!







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