domingo, 18 de agosto de 2013

Gaby Moreno "Malagueña Salerosa" Uncommon Ground

Amapola...Gaby Moreno


A canção "Amapola" foi composta pelo compositor espanhol José María Lacalle García. Ela se tornou um padrão do repertório de rumba nos anos 1930 e depois fez parte das paradas de pop. Ao longo do tempo, a música teve diferentes versões, incluindo letras em outros idiomas, como inglês e francês. 

Amapola Gaby Moreno: Clique aqui:

Amapola, lindísima amapola
Será siempre mi alma tuya sola
Yo te quiero, amada niña mía
Igual que ama la flor la luz del día

Amapola, lindísima amapola
No seas tan ingrata y ámame
Amapola, amapola
¿Cómo puedes tú vivir tan sola?

Yo te quiero, amada niña mía
Igual que ama la flor la luz del día

Amapola, lindísima amapola
No seas tan ingrata y ámame
Amapola, amapola
¿Cómo puedes tú vivir tan sola?


GABY MORENO - Letter To A Mad Woman

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Marisa Monte & Cesária Évora - É Doce Morrer no Mar


Fonte da imagem - Last fm



É doce morrer no mar  ( Dorival Tostes Caymmi / Jorge Amado)

É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar

É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar

Saveiro partiu de noite, foi
Madrugada não voltou

O marinheiro bonito
sereia do mar levou

É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar

É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar

Saveiro partiu de noite, foi
Madrugada não voltou

O marinheiro bonito, sereia do mar levou
É doce morrer no mar

Nas ondas verdes do mar
É doce morrer no mar

Nas ondas verdes do mar
Nas ondas verdes do mar, meu bem

Ele se foi afogar
Fez sua cama de noivo
No colo de Iemanja

É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar

É doce morrer no mar
Nas ondas verdes do mar

Fonte: Musixmatch
Compositores: Dorival Tostes Caymmi / Jorge Amado


Negue, Cesaria Evora

sábado, 3 de agosto de 2013

O inferno somos nós outros



Toda semana um beato alardeia que o mundo vai acabar. Seus alardes são sempre em tom de ameaça e de pecado. Uns falaram do Sol, que está a cumprir profecias, apagando e depois acendendo de novo. Outros falam de atentados mortais contra os paladinos da justiça apache&sioux, e outros falam que já estamos na prorrogação do segundo tempo DC. O primeiro tempo, AC, acabou no ano Zero de Cristo, que nunca falou em fim do mundo, mas em fim dos tempos.

Mas é charmoso falar que o mundo vai acabar. Deliro também com a qualidade das manifestações por escrito em sites famosos da língua pátria. As grandes e poderosas mídias controlam estes espaços e publicam apenas os comentários contra a Cacica, como um simpático e democrático partisan italiano.

Mudando de assunto, mas não fugindo do tema de que alguém quer acabar com tudo que é meu, nos três principais sites deste final de semana, os comentários são sempre escatológicos. É sempre a mesma ladainha:

- Juri condena militares do Carandiru (Uol)
Comentários iniciais - Isto é coisa do PT e dos Petralhas.

- Quadrilha é presa em BH por fraudar o INSS (Uai)
Comentários iniciais - isto é coisa do PT e dos Petralhas

- Cartel de trens superfaturou R$ 577 milhões em SP e no DF, diz jornal (G1)
Comentários iniciais - isto é coisa do PT e dos Petralhas.

Aprendi por aí, nas esquinas da vida, pouco mas valioso pensamento de Sartre, ao salientar que quando nos abstemos da responsabilidade por nossas escolhas, estamos agindo segundo aquilo que denominou “má fé” da consciência, ou seja, estamos nos isentando de atentar para a liberdade que temos à nossa inteira disposição, de graça. A má fé consiste em fingirmos não ser livres e podermos então, debitar nossa infelicidade ou fracasso à causas externas a nós (os pais, o “inconsciente freudiano”, o ambiente, a personalidade indômita etc). Sartre chama isso de covardia. Não sendo livres para deixar de ser livres, estamos pois “condenados à liberdade”.

Existencialista fosse, com carteirinha de identificação e título na parede, diria que sem que possam sequer expiar suas faltas, descobrem o horror da nudez psíquica que os outros lhes evidenciam. Está revelado o verdadeiro inferno: a consciência não pode furtar-se a enfrentar outra consciência que a denuncia, por isso: “o inferno são os outros”.

“Os Outros” são todos aqueles que, voluntária ou involuntariamente, revelam de nós a nós mesmos. Algumas vezes, mesmo sufocados pela indesejada presença do outro, tememos magoar, romper, ferir e, a contra-gosto, os suportamos. Uma vez que a incapacidade de compreender e aceitar as fraquezas humanas torna a convivência realmente um inferno, o angustiante existencialismo ateu sartriano não nos deixa saída. Sem o mínimo de boa-vontade, não há paraíso possível.

É isto aí!





Outra Vez

Em 1977, um trágico acidente de carro na via Anhanguera, em São Paulo, pôs fim à vida de Milton Carlos, cantor e compositor, parceiro de sua irmã Isolda, com apenas 22 anos de idade.

Isolda, mesmo profundamente abalada com a morte prematura do irmão, companheiro e parceiro musical, compôs sozinha a sua mais importante e bela canção, "Outra vez", que foi gravada no mesmo ano por Roberto Carlos.


Acabou se tornando um dos maiores sucessos do cantor. A letra sugere o fim de um romance, mas na verdade é uma homenagem de Isolda a seu irmão, e trata de um amor fraterno que se mantém vivo através das lembranças.


Elis Regina & Adoniran Barbosa - Tiro ao álvaro



Um encontro de samba entre duas gerações e referências da música brasileira, Adoniran Barbosa e Elis Regina. Entre as músicas de Adoniran "Tito ao álvaro", “Iracema” e “Um samba no Bexiga”, divertem-se na mesa do boteco com risadas e comentários genuínos.

Adoniran elogiou Elis: “Não é porque o samba é meu, mas você canta como eu quero. Você leva a sério as coisas… não fica fazendo gracinha e não tem graça o samba, é um drama, é um drama”. Feliz, ela pede pela nota 10, mas ele lhe dá um belo 11,5.

O compositor, inspirado na cidade e nos personagens de São Paulo, e a intérprete terminam o encontro com um passeio. Caminham pelo Bexiga, onde ele mostra o que restou do bairro antigo ao som de “Saudosa Maloca”, composição de Adoniran, também interpretada por Elis.

Acesse o Youtube daqui e escute Tiro ao álvaro 
Acesse também a página do Adoniran Barbosa:


Censura:


Fonte do texto: tenhomaisdiscosqueamigos

“Tiro Ao Álvaro” (Adoniran Barbosa)

A censura não tinha limites. E ela pontuava não apenas o sentido das palavras, mas também a forma como eram pronunciadas.

Uma que foi pega de surpresa foi “Tiro Ao Álvaro“, do paulistano Adoniran Barbosa. Em 1973, o compositor teve cinco canções vetadas. Após o decreto do AI-5, Adoniran temeu lançar novas músicas justamente por conta da forte censura, e lançou um álbum com canções já gravadas anteriormente, algo como um compilado de sucessos.

Mas foi surpreendido, já que cinco das faixas do álbum foram censuradas. O documento oficial que veta “Tiro Ao Álvaro” (canção de 1960) dá a justificativa de “falta de gosto”. A letra brinca com a oralidade do povo de São Paulo ao contar com as palavras “tauba”, “automorve” e “revorve”. A resposta ao pedido de liberação veio com essas palavras circuladas.

Uma clara dedução é que o contexto sociocultural da letra foi completamente ignorado.

Clique aqui e escute no Youtube esta música cantada pela inusitada dupla Adoniram & Elis Regina, em 1978, no bar da Carmela, no famoso bairro do Bexiga.

Que pena (Ela já não gosta mais de mim)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Não cometi crime


Quando o Itamaraty foi invadido, no dia 20 de Junho, nesta onda de saques, ataques e manifestações livres, pensou-se em tudo, mas o que foi revelado provocou um enorme mal estar na trupe da Rede Marina. Um dos principais diretores do novo partido que está tendo parto lento e doloroso, liderou a invasão depredatória. Pego no flagra, publicou uma resposta no mínimo interessante, onde afirma que não cometeu nenhum crime, mas apenas usou a barra de ferro contra as estruturas.

A questão é: Se as Câmeras de Segurança não o tivessem flagrado, viria a público pedir perdão pelos seus atos?  

Abaixo, na íntegra, a defesa do cidadão:

Não cometi crime

20 de junho deste ano, uma quinta-feira, dia da maior das manifestações acontecidas em Brasília, dentro do ciclo de protestos de rua naquele período, em todo o país. Três dias antes houvera outra, aquela na qual os manifestantes subiram nas cúpulas do Congresso. Participei das duas. Na do dia 20, com mais de 60 mil pessoas tomando a Esplanada, havia um contingente policial muito maior e mais agressivo, com a presença da tropa de choque. Ao contrário da anterior, a estratégia repressiva era de impedir a qualquer custo que as pessoas novamente subissem sobre o Congresso ou passassem para a praça dos Três Poderes, onde fica o Palácio do Planalto.

Primeiro foi o uso do spray de pimenta, em seguida muitas bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para todos os lados. A tensão foi num crescendo e o único lugar que parecia mais desguarnecido de tropas era o Palácio do Itamaraty, para onde a PM praticamente empurrou uma parte dos manifestantes, ao continuar a jogar bombas sobre o gramado diante do Congresso. O ar estava tomado de gás, os olhos ardiam. Tirei a camiseta e coloquei no rosto para me proteger. E também corri para o lado do Itamaraty.

Esse foi o contexto de um dia no qual cometi muitos erros, mas só pude ter plena consciência deles retrospectivamente. O primeiro foi usar na manifestação a camiseta da Rede Sustentabilidade, que eu vestia porque vinha de uma atividade de coleta de assinaturas para a formação do partido. Havia entre nós uma avaliação de que a Rede deveria, como instituição, manter-se afastada das ruas, para evitar qualquer acusação equivocada (ou manipulada) de que queríamos nos aproveitar dos protestos, uma vez que, de várias maneiras, eles se identificavam muito com nossa trajetória e preocupações. Ficara acertado que os membros da Rede que quisessem participar deveriam fazê-lo como cidadãos, em caráter individual. No dia 20, eu me orgulhava ingenuamente de estar com a camiseta, mas em nenhum momento me passou pela cabeça o que estava por vir e que poderia ser danoso à Rede, algo sob medida para ser explorado por pessoas de má-fé.

Participo de movimentos sociais e manifestações locais desde que entrei na UnB, em 2006. Também participei das manifestações na Rio+20, na Cúpula dos Povos e outras em prol de direitos humanos e do meio ambiente. Mas nunca havia participado de protestos do porte e do alcance temático e político dos que ocorreram no mês de junho no Brasil e em Brasília. E nunca de nenhum que atraisse um aparato policial tão grande e violento como no dia 20.

A manifestação do dia 17 ocorrera sem depredações ou violência, principalmente porque a PM não reagiu ao acesso de manifestantes ao teto do Congresso. Fiquei extasiado, pois há muito tempo não se via, no Brasil, um fenômeno deste tipo, em que a população saía às ruas em peso clamando por causas que iam de melhores serviços públicos até a refundação da política.

No dia 20, o clima foi totalmente outro. Já começara com a declaração de confronto de autoridades policiais, segundo as quais todas as pessoas que descessem na Rodoviária seriam revistadas. A tensão aumentava na medida em que, a cada movimento da massa de manifestantes em direção ao Congresso ou aos acessos à praça dos Três Poderes, a polícia reagia violentamente. Até o momento em que nova investida da PM provocou uma certa reação de pânico e uma parte dos manifestantes foi em direção ao Itamaraty. Fui junto. Sem nenhuma intenção de depredar nada, mas tomado de raiva e sob intensa pressão.

Quando cheguei ao corredor estreito que dá entrada para o prédio, já havia ali muitas pessoas concentradas e começava o quebra-quebra. Vários manifestantes jogavam diferentes objetos contra as vidraças. Vi uma barra de ferro no chão e a agarrei, inicialmente com a intenção de me defender, caso as coisas piorassem por ali. Depois, com as emoções à flor da pele, a pressionei algumas vezes contra diferentes pontos de uma estrutura também de ferro do próprio prédio e em seguida a joguei. Não quebrei nada!

Fiquei ali por mais alguns minutos e retornei ao gramado da Esplanada, onde fui atingido na perna por uma bomba atirada pela polícia, que deixou um edema de uns 15 cms e uma cicatriz que ainda tenho. Quando cheguei em casa, mais calmo, tive a clara percepção de ter errado, mas fiquei aliviado por não ter, afinal, causado nenhum dano a um prédio público e, além disso, tombado como patrimônio nacional.

Quando a polícia começou a procurar os participantes do quebra-quebra, fui identificado em fotos nas quais estava com a barra de ferro nas mãos, mas em nenhuma delas estou quebrando nada.

No dia 24 de julho, por volta das 15 horas, enquanto trabalhava no processamento de documentos na sede da Rede em Brasília, fui chamado para fora da sala por uma mulher e um homem que se apresentaram como sendo da Polícia Civil. Disseram que eu deveria acompanhá-los para prestar um depoimento sobre as manifestações no Itamaraty. Pedi para ir no final da tarde, quando terminasse meu trabalho. Responderam que era melhor ir naquele momento para “evitar constrangimentos”. No caminho perguntei se não deveria chamar um advogado e me disseram que seria desnecessário.

Fui conduzido à 5ª Delegacia da Polícia Civil, onde falei com o delegado encarregado de investigações extraordinárias. Eu estava bastante tenso, já que nunca estive numa situação semelhante. Depois descobri que eu deveria ter ido apenas com uma intimação formal e acompanhado de advogado.

O delegado me inquiriu com uma câmera gravando. Perguntei mais uma vez se não precisaria de presença de um advogado e ele me reiterou que não. Disse que fazia parte de uma policia republicana e que a relação entre nós ali seria de confiança e que seria honesto comigo, esperando reciprocidade. Relatei fielmente, respondendo a suas perguntas, o que fui fazer na manifestação, a que horas cheguei, o percurso da manifestação e o meu. Mostrou-me fotos das ações no Itamaraty e admiti que estava lá e que escondia o rosto.

Após a inquirição, o delegado informou que o processo seguiria para a Polícia Federal, onde seria produzido um inquérito a ser enviado ao Ministério Público, que decidiria pela abertura, ou não, de processo judicial. Depois disso, assinei um termo de depoimento após ser mais uma vez ouvido por outro delegado. Declarei ainda qual era meu estado emocional e que não ocasionei nenhuma depredação ao prédio do Itamaraty. Finalmente, que agi por vontade própria, não tendo sido levado ou orientado a nada, por nenhuma pessoa ou organização.

Hoje vejo com clareza os excessos que cometi e o risco a que submeti a Rede, de ser caluniada ou passar a ser objeto de insinuações de ter algo a ver com os quebra-quebras durante as manifestações. Seria algo impensável, pois a linha política da Rede vai em outra direção, sem nenhuma afinidade com soluções violentas, venham de que lado vierem. Estou arrependido, errei politicamente, mas em nenhum momento cometi crime.

O que me resta é dizer a verdade, como estou fazendo aqui, e reconhecer meus atos. Peço desculpas sinceras a todos os companheiros e companheiras da Rede. Reafirmo que continuarei sendo um “enredado” convicto, persistente e esperançoso.


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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A Fatura do Fulano.




Leio tantas notícias, tantas palavras, tantas denúncias, tantas mortes, tantas guerras, tantas maldades, e não absorvo mais nada. Estou anestesiado.

Fulano é suspeito de roubar 425 milhões de reais do metrô - Ah! Deixa prá lá.

Fulano outro é suspeito de desviar 4,3 bilhões da Companhia de Abastecimento de Água - Ah! Será?

Outro Fulano é suspeito de desviar 50 milhões em precatórios - Só isto?

Fulano de Tal é suspeito de roubar 250 milhões da Previdência - Ah! Sozinho?

Fulano da Lata vendeu uma empresa de 100 bilhões por 4 bilhões - Coitado! devia estar muito necessitado!

Fulano da Prancha é suspeito de desviar 120 milhões da Norte Sul - Ah! Tem nada disto não!

Fulano dos Anzóis roubou 1 bilhão é foi inocentado pela idade - Nada como a velhice, hem!!!

Fulanos roubaram, roubam e roubarão. Crianças morreram, morrem e morrerão por estes roubos. Tenho uma dó danada de Fulano quando chegar a fatura.

É isto aí!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

O estranho desejo do galo




A estranha obsessão dos atleticanos por serem todos os torcedores do Cruzeiro as marias do seu íntimo e secreto desejo, causa-me uma reflexão psicanalítica. Claro que não tenho a bagagem dos grandes mestres, em face da minha formação bageliana, junto ao analista de Bagé, mas arrisco um palpite:

"Enquanto a histérica vai buscar seu desejo no desejo do Outro, isto é, no que ela imagina ser o desejo do Outro, o obsessivo vai buscá-lo em um além, o que faz com que ele faça o seu desejo passar à frente de tudo. Ao buscá-lo além, o que ele visa é o desejo como tal na medida em que ele nega o Outro. Vemos aí claramente a presença da pulsão de morte, como sustentação desse desejo puro. Mas o Outro é o lugar do desejo e, para constituir-se, o desejo do sujeito precisa deste apoio no Outro. A destruição do Outro representa a destruição do próprio desejo e é nisto que esbarra o obsessivo, revelando a profunda contradição entre ele e seu desejo. Na verdade, trata-se de uma contradição que é interna ao próprio desejo, tal como é abordado nesse caso, nesse mais além que o constitui. Disso decorrem as constantes idas e vindas do obsessivo, uma vez que a possibilidade de realização de seu desejo se apresenta como mortal. É desse momento que ele se afasta, na medida em que alcançá-lo significa matar o desejo. Lacan chama a atenção para o fato de que, mais do que uma distância do objeto, trata-se na neurose obsessiva de uma distância do desejo."


Fonte da reflexão: http://www.interseccaopsicanalitica.com.br/art078.htm

O Colchão D'Água



De modo geral, o colchão de água serve para evitar dores nas articulações e nas costas. Seu formato assegura mais alívio para que sofre com problemas de artrite, dor lombar e problemas na coluna vertebral. Mas, seus benefícios vão muito além!

Vantagens do colchão de água
Existem muitas opiniões divergentes sobre as qualidade dos colchões de água, vamos ver algumas vantagens:

O colchão de água é extremamente confortável, pois quem deita nele sente a impressão de estar quase “flutuando”.

Segundo estudos, ele é o único modelo de colchão que permite total apoio do corpo sem pontos de pressão em excesso. Ou seja, não causa dor.

Temperatura agradável, ao gosto do dono, graças ao seu sistema de aquecimento. Perfeito para proporcionar ótimas noites de sono. As crianças vão adorar dormir nesse colchão no quarto infantil!

Como usar um colchão d’água?
O colchão d’água deve ser usado como qualquer outro modelo. Basta encher a peça com água através de uma válvula, de acordo com as indicações do fabricante. Então, é só retirar parte do excesso de ar e fechá-la para vedar e evitar qualquer vazamento.

No campo das desvantagens, o colchão de água pode ser bem difícil de manusear, devido ao peso do líquido e mecanismo. Além disso, alguns especialistas indicam o modelo para usos esporádicos, lúdicos e terapêuticos, ou seja, apenas casos pontuais, não para o cotidiano.

O Colchão D'Água



De modo geral, o colchão de água serve para evitar dores nas articulações e nas costas. Seu formato assegura mais alívio para que sofre com problemas de artrite, dor lombar e problemas na coluna vertebral. Mas, seus benefícios vão muito além!

Vantagens do colchão de água
Existem muitas opiniões divergentes sobre as qualidade dos colchões de água, vamos ver algumas vantagens:

O colchão de água é extremamente confortável, pois quem deita nele sente a impressão de estar quase “flutuando”.

Segundo estudos, ele é o único modelo de colchão que permite total apoio do corpo sem pontos de pressão em excesso. Ou seja, não causa dor.

Temperatura agradável, ao gosto do dono, graças ao seu sistema de aquecimento. Perfeito para proporcionar ótimas noites de sono. As crianças vão adorar dormir nesse colchão no quarto infantil!

Como usar um colchão d’água?
O colchão d’água deve ser usado como qualquer outro modelo. Basta encher a peça com água através de uma válvula, de acordo com as indicações do fabricante. Então, é só retirar parte do excesso de ar e fechá-la para vedar e evitar qualquer vazamento.

No campo das desvantagens, o colchão de água pode ser bem difícil de manusear, devido ao peso do líquido e mecanismo. Além disso, alguns especialistas indicam o modelo para usos esporádicos, lúdicos e terapêuticos, ou seja, apenas casos pontuais, não para o cotidiano.

terça-feira, 30 de julho de 2013

A calçada.

Fico admirado com a quantidade de lacerdinhas sobrevoando a Pitangueira. É impressionante. Não largam da natureza simples e limitada da árvore. Mas, fazer o que? São pragas de jardim!

Mudando de assunto, hoje deparei com uma cena difícil prá muito caramba. Vinha devagar na direção do veículo, em rua movimentada, sem estacionamento à esquerda. Exatamente à minha esquerda vi um senhor, amparado em um par de muletas. Ele também me viu. Estava na calçada. Nossos olhares demoraram uma eternidade, fixados. 

Vi que estava passando mal. Procurei uma forma de estacionar para socorrer aquele homem, mas o tráfego intenso e o grande número de pessoas na calçada indicavam que alguém haveria de fazê-lo, até por que estava a quinze ou vinte metros de um hospital público.

Passei por ele, ambos olhando um nos olhos do outro. Fui resolver uma questão financeira, que durou cinco minutos, logo a dois quarteirões dali. Ao regressar, estava o corpo, já sem vida, na calçada. Puxa vida! Rezei por aquela alma, mas de coração apertado.

Em função disto, hoje estou meio que não querendo falar mais nada.

É isto aí!

"De que vale a um homem ganhar o mundo inteiro se perder sua alma?" (Mc 8, 36)



E o Papa esteve no Rio de Janeiro, promovendo uma festa devocional e apostólica entre os membros da Igreja. Foi interessante ver a Igreja Católica em tamanha dimensão, quando na Europa o esvaziamento da Fé é uma realidade dura e cruel. Em todas as igrejas, sem exceção.

Ao contrário da grande e esmagadora maioria, não creio que o nome acatado pelo atual Papa, Francisco, seja uma referência à Francisco de Assis e sim a Francisco Xavier, nascido Francisco de Jaso y Azpilicueta, (Xavier, 7 de Abril de 1506 — Sanchoão, 3 de Dezembro de 1552), que foi um missionário cristão do padroado português e apóstolo navarro. 

Ele foi pioneiro e co-fundador da Companhia de Jesus - à qual está vinculado o Papa, e a Igreja Católica Romana considera que tenha convertido mais pessoas ao Cristianismo do que qualquer outro missionário desde São Paulo, merecendo o epíteto de "Apóstolo do Oriente". Ele exerceu a sua atividade missionária no Oriente, especialmente na Índia e no Japão.

No dia 15 de agosto de 1534, Inácio de Loyola, junto com Francisco Xavier, Pedro Fabro, Alfonso Salmeron, Diego Laynez, Nicolau Bobedilla e Simão Rodrigues, fizeram votos de castidade e pobreza na Capela de Saint-Denis, em Montmartre (Paris), colocando-se a disposição do Papa, para serem enviados aonde houver maior necessidade, e desse modo estavam fundando, ainda sem saber, a Companhia de Jesus , congregação religiosa destinada ao ensino, à conversão e à caridade.

O lema de Francisco Xavier era: "De que vale a um homem ganhar o mundo inteiro se perder sua alma?" (Mc 8, 36)

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Quer pagar quanto?



Enquanto isto, por aqui, determinado time de futebol modernizou-se tanto, que seus executivos parecem com corretores da Bolsa de Valores:

Estão comprando títulos para agradar seus investidores!

A máquina do mundo




Carlos Drummond de Andrade

Um dos maiores poemas de Carlos Drummond de Andrade é "A Máquina do Mundo". A ideia de que o mundo era uma máquina esteve em voga desde a Antiguidade até a Renascença. No poema de Drummond, a máquina do mundo abre-se para o poeta em determinado momento, oferecendo-lhe uma total explicação da vida.

Publicado originalmente em Claro Enigma (1951), o poema “A Máquina do Mundo” é, sem dúvida, uma das obras-primas do escritor mineiro. Pelo tema, assim como pela sua forma, a composição se aproxima dos modelos da poesia clássica.

Desde o próprio título, se estabelece uma relação de intertextualidade com a obra épica Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, considerada um marco incontornável da literatura de língua portuguesa.
  
E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco

se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas

lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,

a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.

Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável

pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar

toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.

Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera

e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,

convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas.

Análise e interpretação do poema:

Complexo e de difícil compreensão, "A Máquina do Mundo" é um dos textos mais enigmáticos de Drummond. No ano de 2000, A Folha de São Paulo considerou que este é o maior poema brasileiro.

Habitualmente, a lírica do autor é associada à segunda geração do modernismo nacional, exprimindo algumas de suas características mais evidentes: ausência de rima, verso livre e temas cotidianos, entre outras. Em Claro Enigma, contudo, o modernista regressa às influências clássicas, tanto no tema como na forma.

Aqui, existe uma preocupação rigorosa com a métrica. Cada estrofe é um terceto, ou seja, é composta por três versos. Os versos, por sua vez, são todos decassílabos (formados por dez sílabas), adotando o mesmo ritmo de grandes obras como Os Lusíadas.

A ideia da "máquina do mundo" enquanto metáfora para as engrenagens que movem o Universo e os indivíduos também não é nova. Pelo contrário, estava bastante presente na literatura medieval e renascentista. Sua manifestação mais célebre é o canto X do poema épico escrito por Camões.

No texto, o navegador Vasco da Gama tem o privilégio de conhecer essa máquina, graças à ninfa Tétis. É assim que ele descobre o seu derradeiro destino e tudo aquilo que está por vir. O seu entusiasmo, no entanto, não ecoa nos versos escritos pelo poeta brasileiro.

A ação se inicia em Minas Gerais, local onde Drummond nasceu, algo que o aproxima deste sujeito. Numa cena cotidiana, o homem está caminhando pela estrada quando, de repente, tem uma enorme revelação. Ele, que se encontra exausto, "desenganado", não sabe como reagir a essa epifania.

Perante a "total explicação da vida", um conhecimento que vai além da compreensão humana, o eu-lírico decide abaixar os olhos e seguir o seu caminho. Assombrado pela grandiosidade de tudo que existe, permanece pequeno e frágil, sem esperança de compreender uma coisa tão maior do que ele.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Uma proposta para a Saúde Pública




Uma proposta básica para se iniciar uma conversa real em Saúde Pública neste país:

Considerando que estou vendo o Governo Federal e a oposição combinarem que nada mudará na Saúde Pública, estou apresentando esta proposta, que poderá ser modificada, questionada, excluida, discutida, lamentada, ignorada, mas o que vale é que um começo.

Se gostarem, repassem, discutam, vamos fazer chegar às ruas.

A princípio 1.000 municípios serão contemplados, e deverão ser os mais carentes do país. Nada de ir para Ipatinga ou Montes Claros, que adoram tomar tudo dos vizinhos.

No quadro coloco salários que estão dentro do mercado, para atrair os profissionais, porque falar em levar Médicos recém-formados para ficarem 2 anos no SUS, cá prá nós, é uma puta de uma sacanagem. Nem a Ditadura ousou tanto.

Perceberão que não citei Fisioterapeutas, Terapeutas Ocupacionais, Nutricionistas, etc, mas como disse é um começo.

Os recursos existem - estão no Fundo Social do Pré-Sal.

Os custos do Estado com Vigilância já estão pactuados com a União.

Considerando que R$ 2 bilhões do Pré-Sal devem ser diretamente direcionados à área de Educação, o governo calcula que outros R$ 2 bi deverão ser aplicados no Fundo Social, um tipo de poupança formada por recursos que a União recebe na produção do petróleo da camada pré-sal.

Pelo texto do Senado, o capital principal desse fundo será preservado e somente seus rendimentos financeiros serão usados, sendo 75% deles para a educação e 25% para a saúde.

Pela Proposta abaixo, estes 2 Bilhões/ano viram Saúde Pública de Qualidade.
R$ 500 milhões serão utilizados na infra-estrutura do município para receber os profissionais.
R$ 500 milhões/1000 municípios = 500 mil/município (Este gasto é único)
Estes 500 milhões nos anos seguintes irão para os demais municípios, à medida que o Pré Sal cresce em valores, se abrirão novas frentes.

Este capital investido no Programa não será inscrito nos gastos com Saúde do Município, que permanecerá obrigado a custear 15% do seu orçamento com Saúde Pública, mantendo seus serviços de rotina. O Congresso deverá criar uma Lei eliminando esta obrigatoriedade da Lei de Responsabilidade Fiscal

Não será permitida a terceirização destes serviços, exceto o serviço de Radiologia, que poderá ser local, regional ou nacional, via Online.

R$ 1,5 bilhões/ano = 150 milhões/mês
1000 municípios = R$ 150 mil/município.
União Valores em R$
Medicina 1 x 15.000 = 15.000
Farmácia 1 x 5.000 = 5.000
Enfermagem 1 x 5.000 = 5.000
Odontologia 1 x 5.000 = 5.000
Assistência Social 1 x 5.000 = 5.000
Análises Clínicas 1 x 5.000 = 5.000
Psicologia 1 x 5.000 = 5.000
Administrador Centro de Controle, Avaliação e Auditoria 1 x 5.000 = 5.000
Técnico Enfermagem 3 x 2.000 = 6.000
Técnico Análises Clínicas 3 x 2.000 = 6.000
Técnico Rx 2 x 2.000 = 4.000
Encargos Trabalhistas Regime CLT 34.000
Manutenção Rx, Análises Clínicas 50.000
Total da União 150.000

Estado
Vigilância Sanitária
Vigilância Epidemiológica
Vigilância Ambiental

Município
Serviços Gerais

Manutenção