terça-feira, 19 de outubro de 2021

A pornografia e a violência contra as mulheres 3ª parte

Como a pornografia distorce o sexo e incita violência contra mulheres

3ª Parte

Fonte: Jornal Estado de Minas 

Erotização da violência

O pornô também erotiza a ausência do consentimento feminino. “É extremamente comum vídeos que mostram a 'forçação' de barra, simulações de estupro ou com homens que pressionam até a mulher ceder. Além disso tudo, ainda tem vídeos que mostram relações com mulheres drogadas, bêbadas, dormindo e, até mesmo, mortas”, comenta Izabella Forzani, do Recuse a Clicar.

Artigo publicado no Journal on Sexual Exploitation and Violence aponta que o infinito fornecimento de novas imagens que podem ser clicadas em segundos fundiram os conceitos de sexo e violência.

"Nós mulheres não aprendemos a desejar. Aprendemos a nos tornar desejáveis. E a gente sente prazer não pelo desejo que a gente tem pelo homem. Mas, pelo desejo que estamos provocando nele. Mulheres sentem prazer ao serem desejadas" (Valeska Zanello, professora do Departamento de Psicologia Clínica da Universidade de Brasília)

Pesquisas sobre filmes populares da pornografia revelaram que em 88% das cenas havia agressão verbal ou física, geralmente contra a mulher. “Acho muito sintomático que hoje meninas adorem apanhar no sexo. Será que é realmente natural? Ou será que são meninas e meninos que foram criados a partir de sexo violento que temos na pornografia?”, questiona Izabella (Recuse a Clicar).

Fonte do Vídeo: Rádio Acesa 
Acesse o site radioacesablogspot para ler a matéria completa do vídeo abaixo:

Dossiê Mulher: mais de 98 mil mulheres foram vítimas de violência no ano passado




A pornografia e a violência contra as mulheres 4ª parte

Como a pornografia distorce o sexo e incita violência contra mulheres

4ª Parte

Fonte: Jornal Estado de Minas

Padrão irreal de beleza

A pornografia reforça padrões irreais de beleza. A regra são mulheres jovens, sem pêlos, brancas, magras, genitálias rosadas e seios grandes, simetrias estéticas que o público masculino deseja. O que não se enquadra nessa lista é considerado exótico ou fetiche, como mulheres negras, gordas, asiáticas e lésbicas, por exemplo. “A pornografia não inventou, mas os reforça padrões de beleza a todo o tempo. E as pessoas que acabam saindo desse padrão têm a autoestima muito afetada. Se vende (na pornografia) que aquele tipo de corpo é o corpo atraente”, explica  Izabella Forzani (Recuse a clicar).

Para os homens, a figura que representa masculinidade nas imagens também pode ser bem prejudicial. “A pornografia também traz o padrão do corpo masculino irreal. O pênis de um homem pode ser problemático para eles, como homens que não iniciam a vida sexual ativa por vergonha do pênis, que não corresponde ao que ele vê”, comenta a advogada e administradora da página Recuse a Clicar.

Outro efeito devastador da pornografia é como ela objetifica a mulher. No roteiro de um filme pornô, a mulher na maioria absoluta dos casos só existe para dar prazer ao homem. É submissa, tem seus desejos ignorados, é violentada e infantilizada. Na lógica da educação sexual às avessas, a mulher também pode aprender com a pornografia a reproduzir performances e, muitas vezes, a fingir prazer dentro desse cenário violento. E nesse jogo de encenação, a mulher incorpora o papel de ser um objeto.

“Nós mulheres não aprendemos a desejar. Aprendemos a nos tornar desejáveis. E a gente sente prazer não pelo desejo que a gente tem pelo homem. Mas, pelo desejo que estamos provocando nele. Mulheres sentem prazer ao serem desejadas”, afirma a doutora em psicologia Valeska Zanello. “Mulheres aprendem a sentir prazer em serem consideradas objeto muito desejado. A auto-objetificação é resultado desse processo”, acrescenta.

Fonte do vídeo no Youtube: Portal Uai

Advogada, socióloga e vítima de agressão sexual explicam como a sociedade compactua com a violência contra as mulheres. Brasil tem um caso de estupro a cada 8 minutos.







 

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Quintas ao Vivo com o Choro das 3 - Live do Forró



LIVES Quintas/Thursdays - 21H - 9pm (Brazil Time).

Corina Meyer Ferreira - flauta
Eduardo  Ferreira - pandeiro
Elisa Meyer Ferreira - bandolim
Lia Meyer Ferreira - violão de 7 cordas

Participação especial:
Antonio Freire, voz e violão
Borracha, triângulo
José de Sá, zabumba
Leroy Amendola - Acordeon

Este sensacional grupo que divulga a cultura musical nacional, lamentavelmente perdeu em junho/21 para o COVID o músico e pai das três meninas - Eduardo Ferreira. 

Choro das 3 é um conjunto musical instrumental brasileiro de choro. Criado em 2002 tendo em sua formação básica as irmãs Corina (flauta transversal), Elisa (bandolim, clarinete, banjo e piano) e Lia Meyer Ferreira (violão de 6 e 7 cordas), juntamente com o pai Eduardo Ferreira no pandeiro e percussão. É característica marcante do grupo, também, a presença de diversos músicos convidados em shows e nas gravações.

A origem do grupo está ligada a um disco de Altamiro Carrilho que a irmã mais velha, Corina, ouviu quando ainda criança, e que a motivou a estudar flauta. As irmãs a acompanharam na escolha pela música e o pai, Eduardo, as incentivou, levando-as a São Paulo aos finais de semana para assistirem a rodas de choro. Em pouco tempo estavam não só assistindo mas também participando. O grupo foi formado em 2002 com as irmãs ainda jovens (Corina tinha 14 anos, Lia 12 anos e Elisa apenas 9 anos).

Em 2003 venceram o primeiro prêmio do 1º Festival de Música Adoniran Barbosa, promovido pela Secretaria Estadual da Educação de São Paulo.[1]

Em 2008 lançaram pela Som Livre o primeiro CD do grupo, intitulado Meu Brasil Brasileiro. Este álbum foi produzido, gravado e mixado pelo grupo em estúdio próprio. Trouxe regravações de clássicos como "Aquarela do Brasil", "Carinhoso" e "Tico-tico no fubá" e incluiu, também, gravações inéditas de autoria do próprio grupo, como o Choro "Bolinha de Gude", composto pela Elisa. Outra música de destaque é a versão chorada da "Alla Turca", de Mozart. Neste primeiro trabalho, contaram com a presença do cavaquinista Adriano Andrade. O CD rendeu ao grupo o Prêmio de Melhor Grupo de Música Popular de 2008 pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Esta foi a primeira vez que um grupo instrumental recebeu a homenagem em mais de 50 anos da premiação.

Em 2012 lançaram o álbum Escorregando, primeiro álbum produzido pelo selo Macolé. O álbum contou com diversas participações especiais de músicos convidados. O título remete à composição homônima de Ernesto Nazareth. Contendo músicas de autores nacionais consagrados, como Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Tia Amélia, Anacleto de Medeiros e Paulino Sacramento, inclui também a canção "Assobiando", composta pela bandolinista do grupo, Elisa. O álbum Escorregando marca também o início da projeção internacional do grupo, pois foi com este trabalho que o grupo viajou para a França para a participação no Festival International de Mandolines de Lunel. Para as gravações, contaram com as participações dos músicos Pacheco, Toninho Gallani, Arnaldinho, Joãozinho, Sérgio Ribeiro, Rosa Garbim, José V. de Aragão, Barão do pandeiro e Sérgio Ribeiro.

No ano seguinte, 2013, o grupo lança o álbum Boas Novas, caracterizado por trazer apenas composições inéditas. Além de composições das três irmãs, o álbum traz também trabalhos de Paulo Costa (Pacco), Paulo Fasanaro, Pacheco, Gallani, Arnaldinho, Zé Barbeiro e Fernando Brandão. Com este trabalho o Choro das 3 realiza sua primeira turnê pelos Estados Unidos. Como músicos convidados, atuaram nas gravações Arnaldinho, José V. de Aragão, Pacheco, Ângelo Mauro, Renato Cardoso, Rosa Garbim e Diego Garbim.

O trabalho iniciado com o Boas Novas tem continuidade no álbum Boca de Goiaba, lançado em 2014. Este álbum, além de trazer diversas composições inéditas, apresenta também uma maior mistura de influências, como no baião Teiú ou no frevo que dá título ao disco. Há também a presença de composições mais clássicas, como "Minha Primeira Valsa" e "Dança Russa". Tal como no trabalho anterior, este álbum é lançado primeiro em uma turnê pelos Estados Unidos. Durante esta turnê, Elisa compõe as canções de seu primeiro trabalho solo ao piano, reunidas no álbum "Dias de Verão", produzido também pelo selo Macolé. Após a turnê pelos EUA, em novembro de 2014 o CD Boca de Goiaba foi lançado no Brasil em um show realizado no Centro Brasileiro Britânico (CBB, Brazilian British Centre), que teve auditório lotado. Neste álbum estão presentes 6 faixas compostas pelos integrantes do Choro das 3 e mais 8 faixas dos compositores Pacheco, Paulo Fasanaro e Fernando Brandão.

Em 2015, mantendo o mesmo modo de trabalho, é lançado em turnê pelos EUA o álbum Pé de Choro, que em novembro do mesmo ano é lançado no Brasil com um show no Centro Brasileiro Britânico. São 5 faixas de autoria do próprio grupo, 4 faixas de autoria de Pacheco e 5 de autoria de Paulo Fasanaro. Participaram também os músicos brasileiros Pacheco, Conrado Bruno de Oliveira, Arnaldinho, Thadeu Romano, Stanley Carvalho, Gustavo Mosca, Renato Cardoso, Carlos Martin, Giselly Maldonado, Guilherme Cendrelli, Isaias Alves e Raphael Sampaio. Este álbum contou também com a presença dos convidados internacionais Ted Falcon (EUA) tocando violino na faixa "George, o grilo" e Ilya Portnov (Rússia) tocando gaita diatônica na faixa "Pé de Frango".



domingo, 17 de outubro de 2021

O homem com sorriso enigmático


O relato abaixo supostamente contém a íntegra do noticiário sideral captado pelo jornal AVY, da rede intergaláctica de Ceres. Segundo testemunhas e envolvidos, o caso aconteceu no distante Pragmatistão, um país emergente do leste setentrional do planeta Loft, do sistema binário eclipsante de Delirium de Franjor, na galáxia de Andrômeda.  

Numa bela manhã da segunda estação climática, um homem saiu de casa com um sorriso estranho, daqueles enigmáticos. Aquilo não poderia ser normal, pensou o vizinho neo-bourgeois. Um professor, uma merdinha de professor da rede pública de merda do Grande e Meritório Pragmatistão dando um sorriso neste nível, a esta hora da manhã? Aí tem. Deu um zoom com sua lente  LP 75-300mm, e replicou a foto das redes sociais: "professor em atitude suspeita".

Madame K, doadora de boatos por natureza e afiadíssima na criação de eventos imaginários, viu na foto a oportunidade perfeita de se vingar do primeiro amor da sua vida. Replicou com a chamada - Alerta - homem suspeito de roubar moças indefesas saiu hoje da Grande Casa da Reeducação Social. 

Gaguim Jalét, um nobre senhor do fino clero dos emprestadores de recursos e tomadores de bens, viu ali a oportunidade de cobrar uma dívida vencida e já paga e ainda ganhar alguma coisa em cima da foto. Replicou com a frase - homem pérfido, suspeito de três crimes hediondos é visto na região com seu peculiar sorriso mefistofélico.

O Oral do Trans-Triverno, uma espécie de instituição única que engloba três poderes distintos, viu a postagem, subiu ao parlatório e cobrou do Supremo Líder medidas extraordinárias contra as manifestações demoníacas no sagrado Pragmatistão.

O Grão-Flouberts, um agente da alta hierarquia, nomeado com poder supostamente análogo a um modelo de segurança e segredos de estado, acusou a possibilidade de alienígenas estarem invadindo o mais amado torreão de Loft, para roubar minerais raros e combustíveis fósseis.

Imediatamente o Arqui-Grão-Tribuno ordenou aos seus legados que fizessem busca e apreensão do homem, cujo perfil era o de um ativista belicoso, era também suspeito de liderar cerca de trinta e seis movimentos opositores ao Grande Líder Supremo, além de estar diretamente envolvido nos atentados contra o pudor e os bons costumes da leal e fraterna Pragmatistão, a pátria mais pacífica e amada de Loft.

Naquela mesma manhã da segunda estação climática, aquele homem que saiu de casa com um sorriso estranho, daqueles enigmáticos, já esboçava um ar estarrecido e desolador depois de receber o contracheque do pagamento do mês, a conta da farmácia, do supermercado, da água, da luz, do gás e do ar. Ficou igual a todos, de tal maneira que não foi reconhecido pelo Grande Observador da Paz, um colossal sistema de identificação pessoal online.

E tudo voltou ao normal ao Pragmatistão. - Onde já se viu um ente da rede pública sorrir com ares de felicidade meritória? - indagou a si Fulano Jacu'latório, um emérito alpinista da real sociedade meritória do Grande, Amado, Admirado, Temido e Meritório Pragmatistão. 

É isto aí!


Fonte da Imagem: Leonardo Da Vinci - Estudo anatômico da cabeça de um homem

Ao longo de 15 anos (de 1498 a 1513), Leonardo desenhou órgãos e elementos dos sistemas anatomofuncionais do corpo humano em um estudo que começou pela leitura das obras de autores da medicina pré-renascentista, como Galeno de Pérgamo (129-200), Mondino dei Luzzi (1270-1326) e Avicena (980-1037). Ele também participou de dissecações do corpo humano e de diversos animais. Porém, jamais terminou e publicou a obra que, segundo pesquisadores, poderia ter revolucionado a medicina mais de 20 anos antes que o belga Andreas Vesalius, considerado o “Pai da Anatomia”, publicasse seu livro “De Humani Corporis Fabrica”, em 1543, obra que marca a fase inicial dos estudos modernos sobre anatomia.

Para entender as implicações e a importância dos estudos anatômicos realizados durante o Renascimento, basta imaginar que, por quase mil anos, questões religiosas e culturais impediram o homem de explorar o próprio corpo e de entender o funcionamento da máquina humana – as dissecações para a observação direta do corpo humano não eram permitidas nem adotadas pelas escolas de medicina medievais.

Referência Bibliográfica da Imagem (UNICAMP): Os Cadernos Anatômicos de Leonardo da Vinci 

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

O dia em que Lamartine Babo foi enganado na Serra da Boa esperança

O carioca Lamartine Babo, compositor de tantas marchinhas de carnaval, é considerado um dos maiores expoentes da música popular brasileira. É autor de hinos de clubes de futebol, como o do Flamengo, Vasco e Botafogo, além da célebre canção “Serra de Boa Esperança”, que tornou a cidade sul mineira conhecida em todo o país.

A história dessa música surgiu na década de 30, quando Lamartine passou a receber cartas de uma pessoa que se identificava como Nadir e dizia ser sua fã. Um dia ele foi até Boa Esperança para conhecer a suposta enamorada e descobriu que ela não existia. Na verdade que se correspondia com ele era o dentista Carlos Neto, morador de Boa Esperança.

Segundo relatos da história, Lamartine teria se divertido com a situação e os dois passaram a ser amigos. Lamartine ficou 20 dias em Boa Esperança e foi aí que surgiu a canção para a cidade.

Lamartine morreu em junho de 63, mas se tornou um ilustre cidadão de Boa Esperança. Uma sala na Casa da Cultura guarda relatos, fotos, cartas e partituras do compositor. E as homenagens não param por aí, uma rua recebeu o nome do músico e um monumento em forma de um violão foi construído em 1969 em reverência ao compositor, este foi tombado como patrimônio histórico da cidade em 97. Ele ainda inspirou o nome do troféu do Festival Nacional da Canção, que leva o nome Lamartine Babo desde sua criação.


Serra da Boa Esperança (Lamartine Babo)

Serra da Boa Esperança,
Esperança que encerra
No coração do Brasil
Um punhado de terra

No coração de quem vai,
No coração de que vem,
Serra da Boa Esperança,
Meu último bem

Parto levando saudades,
Saudades deixando,
Murchas, caídas na serra,
Bem perto de Deus

Oh, minha serra,
Eis a hora do adeus
Vou-me embora
Deixo a luz do olhar
No teu luar
Adeus!

Levo na minha cantiga
A imagem da serra
Sei que Jesus não castiga
Um poeta que erra

Nós, os poetas, erramos
Porque rimamos, também
Os nossos olhos nos olhos
De alguém que não vem

Serra da Boa Esperança,
Não tenhas receio,
Hei de guardar tua imagem
Com a graça de Deus!

Oh, minha serra,
Eis a hora do adeus,
Vou-me embora
Deixo a luz do olhar
No teu luar
Adeus!



Programa "Ensaio" TV Cultura
Fonte do Youtube: Williams 



Serra da Boa Esperança (Lamartine Babo)
Eduardo Dusek
BREGA CHIQUE - 1984
Fonte do Youtube: rioemsolmaior


Fonte Youtube: Biscoito Fino
Vídeo oficial da faixa "Serra da Boa Espera" (Ao Vivo), do álbum "Amor Festa Devoção".
Siga Maria Bethânia no Spotify: https://open.spotify.com/artist/3f5VC... 

Amor, Festa, Devoção, a turnê de Maria Bethânia que emocionou o Brasil e a Europa ao longo do último ano, ganha seu registro definitivo. Além das canções de seus 2 discos anteriores “Tua” e “Encanteria”, o repertório do show inclui grandes clássicos da carreira da intérprete, como “Explode Coração” e “O Que É, O Que É”, e sucessos de Caetano Veloso, como “Dama do Cassino”, “Não Identificado” e “Queixa”. 

No ano em que completa 45 anos de carreira, Maria Bethânia dedica este trabalho à Dona Canô. Como o título sugere, amor, festa e devoção norteiam. “São palavras que me dão norte e que têm como subtexto a fé, a esperança e a caridade, características fortes em minha mãe”, explica Bethânia – que dedica o show à sua mãe, Dona Canô. Dirigido por André Horta e Lizanne Paulo, foi gravado em março de 2010, no Vivo Rio.

Inscreva-se no canal da Biscoito Fino: https://www.youtube.com/channel/UC0MF...

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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Maria Lucia Godoy - Bachianas 5


Maria Lúcia Godoy, que aniversariou mês passado - 97 anos,  nasceu no dia 2 de setembro de 1924, em Mesquita-MG, cidade do interior de Minas localizada no Vale do Rio Doce. Considerada a maior intérprete da obra do maestro Heitor Villa-Lobos,  mudou ainda criança para Belo Horizonte, onde se formou em Letras na Universidade Federal de Minas Gerais. 

Consagrou-se como cantora de câmara e solista sinfônica, fazendo recitais em grandes metrópoles do Brasil e do mundo e é considerada uma das maiores cantoras brasileiras de sua geração, pois reúne exímia técnica vocal a seus dons de interpretação, que lhe permitem entoar tanto obras clássicas elaboradas quanto as populares.

Iniciou seus estudos musicais com Honorina Prates e, no Rio de Janeiro, estudou com Pasquale Gambardella. Ao ganhar uma bolsa, foi para a Alemanha aperfeiçoar seus estudos. Maria Lúcia venceu inúmeros concursos e chegou a ser solista principal do Madrigal Renascentista. 

Ligada culturalmente momentos marcantes da história brasileira, cantou em homenagem ao translado dos restos mortais de dom Pedro 1º ao Brasil, no Mosteiro dos Jerônimos (Lisboa). Convidada pelo presidente Juscelino Kubitschek, apresentou-se na cerimônia de inauguração de Brasília. No enterro do Diretor Glauber Rocha cantou Bachianas brasileiras nº 5, de Villa-Lobos.

É condecorada com a Grã-Cruz da Inconfidência, pelo governo de Minas Gerais. No dia 19 de dezembro de 2002 recebeu a Medalha de Honra da UFMG em cerimônia presidia pela reitora Ana Lúcia Almeida Gazzola no auditório da reitoria da universidade. No dia 15 de setembro de 2016 recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela UFMG, em cerimônia presidida pelo Magnífico Reitor Jaime Arturo Ramírez no auditório da Reitoria da Universidade

Fonte¹ - Wikipédia

Fonte² - Rádio Itatiaia


Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente.
Sobre o espaço, sonhadora e bela!
Surge no infinito a lua docemente,
Enfeitando a tarde, qual meiga donzela
Que se apresta e a linda sonhadoramente,
Em anseios d'alma para ficar bela
Grita ao céu e a terra toda a Natureza!
Cala a passarada aos seus tristes queixumes
E reflete o mar toda a Sua riqueza...
Suave a luz da lua desperta agora
A cruel saudade que ri e chora!
Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente
Sobre o espaço, sonhadora e bela!

Fonte Youtube: músicas para baixar 

Bachianas Brasileiras n.º 5, ou simplesmente Bachianas n.º 5, é uma composição clássica escrita por Heitor Villa-Lobos para uma combinação instrumental mais camerística, quer seja, para uma soprano e um conjunto de oito violoncelos. Trata-se da composição clássica brasileira mais conhecida no mundo, especialmente o primeiro movimento.

A obra tem apenas dois movimentos: a famosa Aria (Cantilena) que foi composta em 1938, sobre texto de Ruth Valadares Corrêa, e estreada em 25 de março de 1939, no Rio de Janeiro, com a própria Ruth Valadares sob a regência de Villa-Lobos; e o segundo movimento, Dança (Martelo), composto apenas em 1945, sobre texto do poeta Manuel Bandeira. Ou seja, percebe-se que Villa-Lobos escreveu esta composição em duas etapas. A segunda parte foi composta após Villa-Lobos ter composto a última de suas Bachianas Brasileiras, a de número nove.

A versão completa das Bachianas Brasileiras nº 5 foi estreada no dia 10 de outubro de 1947, em Paris, com a soprano Hilda Ohlin e regência do próprio Villa-Lobos. Neste mesmo ano, o compositor faria ainda uma versão da Ária, para soprano e violão e, em 1948, da obra completa, para soprano e piano..

Carminha, Armandinho e a Ninfa do Jardim


Caiu, ficou um instante sem entender bem o que se passava, levantou do meio da poeira avermelhada, fina e pegajosa, olhou ao redor e tudo era o nada. Avistava apenas um imenso vale sem vida, sem sombra, sem qualquer relevo saliente. 

Procurou pelo celular e não o encontrou, bateu nos bolsos promovendo uma pequena nuvem de partículas que se agarraram à roupa. Sua boca, narina, olhos e ouvidos também estavam repletos daquele estranho pó. Mal sentia a saliva, que expulsava da boca eliminando o gosto de terra.

Que lugar é este? - se perguntava - sem querer saber a resposta. O sol estava ao meio dia, mas sem vida, sem graça, sem calor e sem brilho. Olhou lá longe, num canto de infinitude sem definição do ponto cardeal, um ponto escuro. Fechou os olhos para ampliar a captação de luz, e de fato era um ponto, numa distância que acreditou ser algo em torno de 500 metros.

Caminhou naquela direção, numa jornada que levou horas, apesar de não ter parâmetros, já que o sol deu de desmilinguir mantendo-se a pino. Achou estranho, mas era apenas mais uma coisa estranha. Sentiu sede, cansaço, fome e dores erráticas, porém a esperança de que aquele ponto poderia salvá-lo, era a motivação única.

Com os pés afundando na poeira fofa, via o ponto criar forma. Ficou animado. Não quis precipitar a percepção do que representava, mas à medida que ia andando, as incertezas iam se dissipando. O ponto foi tomando forma e cor. Esboçou um sorriso cada vez mais largo como que via.

Foi chegando cada vez mais feliz, e à medida que andava, queria correr, e então começou a correr. Foi se aproximando, aproximando, abriu os braços e ela, a moça parada sobre um pedestal improvisado, fez sinal de parte com a mão direita.

Olá, falou alto e ela, respondeu numa língua estranha, da qual nunca ouvira antes. 

- Fez uma expressão de susto, e perguntou - você fala a minha língua?    

- Ela deu um sorriso enigmático seguido de uma piscada sensual.

- O que você faz aqui? perguntou.

- Ela estalou os dedos das duas mãos e imediatamente  mudou o ambiente, que  voltou a ser iluminado. 

Agora ele estava num imenso jardim, enquanto continuava a conversar com a moça.

Bem ao longe uma voz conhecida chamava - Armandinho, Armandinho, volta Armandinho. Antes de olhar para trás, mandou um beijo na moça que por sua vez retribuiu o beijo e abraçou-o.

Armandinho, volta!! Larga esta estátua, Armandinho. Meu deusinho das vergonhas, que mico é este, Armandinho.

Carminha!!! Você veio participar também?

Não, Armandinho, eu vim te livrar do mico de continuar nu alisando esta estátua no jardim da casa. O que você fumou, bebeu ou aspirou, Armandinho? 

Só uns negocinhos aí sem poder de viagem, tipo vinho de garrafão, cachaça de rolha e fumo rolão, só coisa natural, Carminha.

Natural, não é Armandinho? Sei, sei muito bem. Vamos embora, Armandinho, por que a vergonha já está além do grau máximo. Primeira visita na casa dos amigos ricos dos nossos amigos e você faz isto comigo. Seu, seu ... seu tarado.

Espera Carminha, espera pelo menos a gente terminar o que começou ... Ai-ai, Carminha, para, isto dói, ai-ai, socorro ... para de me beliscar, ai-ai, Carminha ...

É isto aí!

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Memórias



Ah! Memórias!!! 
evocam todas
as lembranças
ao meu agora
e fluem livres
por entre coisas
que não voltam 
apenas coexistem 
com a natureza
das lembranças
que ao seu tempo 
às penas resistem 
 
envelhecem.

É isto aí!

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Vinho com papo cabeça.



Estive conversando comigo e no meio da discussão, eu entrei no meio, pois os dois se estranharam e não estavam se entendendo assim muito bem. Até então estava tudo tranquilo, nenhum dos três interferia na rotina vida do outro. Cada qual com seu dom, como eu sempre digo para mim e para o outro eu. Deixo claro para os dois e para mim mesmo, que  nenhum dos três que habitam meu corpo  possui Transtorno Dissociativo de Identidade.

Claro, nem precisava falar assim, afinal todo mundo que eu conheço tem sua tríplice partite. Além disto, aproveitando o embalo do vinho, lembro vagamente que há três componentes do princípio da localidade, que coexistem num processo ativo que mantém a memória em uso comunitário, mas nem tanto:

Eu ocupo, geralmente, a  localidade temporal, pois sei que há uma tendência a que algum processo, bom ou ruim, merda ou louvor,  faça referências futuras a posições feitas recentemente, enfim, guardo o tempo;

O outro Eu lida com a localidade espacial, pois domina as tendências às quais um processo em curso faça referências a posições na vizinhança da última referência, assim ele guarda s detalhes espaciais

E o terceiro Eu opera na localidade sequencial, pois domina razão e proporção ou seja lá o que for estes troços malucos que complicam a vida através de Cálculos Vetoriais e Integrais, pois segundo ele, que sou meu terceiro Eu, há uma tendência a que um processo em curso faça referência à posição seguinte à atual, ou seja, a fila anda e aí?

Concluindo com um exemplo básico, falei para mim hoje cedo Temporal - não beba este vinho, senão vai dar merda, mas eu não escutei  o espacial e agora tenho que encarar a realidade do dia seguinte sequencial.

Vou acabar a garrafa sozinho comigo mesmo e depois vejo como resolvo esta parada.

.É isto aí!

With a Little Help from My Friends (Milk'n Blues)

"With a Little Help from My Friends" é uma canção originária do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, de 1967, do grupo inglês The Beatles. Cantada por Ringo Starr e composta por Lennon/McCartney. Fala sobre amizade e como os amigos podem ajudar uns aos outros para transpor as dificuldades da vida.

Fez sucesso a regravação dessa canção com o cantor britânico Joe Cocker; essa regravação seria utilizada mais tarde como música-tema do seriado americano The Wonder Years. 

Hoje apresentamos esta música com a Banda Milk'n Blues, de Curitiba-PR cantando e encantando.

 


Fonte da imagem: Spotify
Fonte Youtube: Milk'n Blues

Support us on Patreon: https://www.patreon.com/milknblues

A banda de Blues de Curitiba-PR - Milk’n Blues - traz uma mistura de Blues, Rock, Pop, Soul e Funk; através de um repertório variado e em versões e arranjos originais da banda. O grupo também apresenta várias músicas de sua autoria, as quais fazem parte do setlist dos shows e também do seu primeiro álbum, lançado em 2015.

O sexteto apresenta uma formação diferenciada, tendo 3 vocalistas principais, o que permite cobrir um repertório vasto, além de trazer dinamicidade às apresentações. O instrumental simples, formado por bateria, baixo, guitarra e gaita harmônica, é acompanhado de arranjos vocais onde todos os integrantes participam. 

Fazer versões inusitadas de músicas da cultura Pop sempre foi marca registrada da Milk’n Blues desde o seu início em 2011. Então, além de clássicos do Blues como BB King e Eric Clapton, o público pode conhecer versões “abluesadas” de músicas de artistas como Britney Spears, Madona e Cee Lo Green. 

A banda se apresenta em bares, casas noturnas, festivais de música, eventos culturais e programas de rádio e de TV. Residente em Curitiba – PR, a banda já passou por cidades de Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. 

De Beatles a Rolling Stones, de Joss Stone a Stevie Wonder, a Milk’n Blues dá uma cara nova aos clássicos e um Blues a mais a tudo que toca, sempre de um jeito diferente e divertido.

Dessa vez a Banda de Curitiba traz um dos hits da carreira do britânico Joe Cocker. Lançada em 1967 pelos Beatles, foi regravada já no ano seguinte por Joe Cocker e virou o hino de toda uma era. É sem dúvida uma das favoritas da Milk'n Blues. 

Milk'n Blues:
Aline Mota: Backing Vocal
Eduardo Machado: Baixo e Backing Vocal
Leandro Lopes: Gaita Harmônica e Backing Vocal
Piatan Sfair: Bateria
Tiago Juk: Guitarra e Voz
Zia Leme: Backing Vocal


Composição: John Lennon / Paul McCartney

What would you think if I sang out of tune?
Would you stand up and walk out on me?
Lend me your ears and I'll sing you a song
And I'll try not to sing out of key

Oh, I get by with a little help from my friends
Hmm, I get high with a little help from my friends
Hmm, gonna try with a little help from my friends

What do I do when my love is away?
(Does it worry you to be alone?)
How do I feel by the end of the day?
(Are you sad because you're on your own?)

No, I get by with a little help from my friends
Hmm, get high with a little help from my friends
Hmm, gonna try with a little help from my friends

Do you need anybody?
I need somebody to love
Could it be anybody?
I want somebody to love

Would you believe in a love at first sight?
Yes, I'm certain that it happens all the time
What do you see when you turn out the light?
I can't tell you, but I know it's mine

Oh, I get by with a little help from my friends
Hmm, get high with a little help from my friends
Hmm, I'm gonna try with a little help from my friends

Do you need anybody?
I just need someone to love
Could it be anybody?
I want somebody to love

Oh, I get by with a little help from my friends
Hmm, gonna try with a little help from my friends
Oh, I get high with a little help from my friends
Yes, I get by with a little help from my friends
With a little help from my friends

domingo, 10 de outubro de 2021

Ninguém é bom sozinho



Correu até o final do campo, quase perdeu a bola, bateu com a perna direita, com efeito, ela fez uma rosca parafuso, contornou os dois marcadores, chegou na bica da meia lua. O Dezinho só tinha que colocar para dentro. O idiota bateu seco, de primeira e ... fora, bateu mal, muito mal. A torcida gritou em desespero. 

Baixou a cabeça fez uma negação discreta e voltou correndo para marcar o meia que recebia o lançamento rápido do goleiro adversário. Chegou por trás, roubou a bola, deu uma volta em torno do próprio eixo, procurou alguém desmarcado e novamente só viu Dezinho livre, já que Ariosvaldo colava no marcador para não correr.

Sem pensar, fez um lançamento primoroso, coisa de cinema, a bola caiu no pé esquerdo do Dezinho, o pé bom. Ele, empolgado, driblou o zagueiro recuado, sem nenhuma necessidade e ficou com o pé ruim, o direito, para bater. Bateu lá do outro lado do estádio.  

A torcida veio abaixo - burro, burro, burro. Dezinho levantou o polegar e fez sinal de tudo bem.

O técnico colocou Dezinho como segundo homem e Ariosvaldo como centro avante e o mandou na meia esquerda para bater de pé trocado para servir aos dois. Ele mais uma vez balançou  a cabeça - pensou consigo - deixa a merda do Dezinho na frente e tira o Ariosvaldo do campo, professor. 

Recebeu do volante uma bola macia no peito, acertou a redonda no chão, e quando o ala veio com força total, deu uma raspadinha debaixo das pernas, pegou na frente, o lateral veio feito uma carreta sem freio, tomou um lençol clássico, a torcida entrou em delírio. Chegou na linha de fundo, o zagueiro saiu para atropelar de vez, aí puxou a bola para trás com o pé direito, o pé bom, o zagueiro passou lotado, agora só faltava o cruzamento e quem, estava sem marcação era o Dezinho.  

Bateu leve, meia altura, a bola estufou no peito do Dezinho, que de olho fechado girou e bateu para onde o nariz apontou, já dentro da grande área. Só que o nariz do Dezinho apontou para o meio do campo. O ataque adversário aproveitou a bola gratuita, e  três sem marcação correram ao gol e desempataram. Foi o gol do título.

Correu no Dezinho, de punho cerrado, mas a turma do deixa disto o segurou. Nunca mais jogou naquele clube, onde Dezinho e Ariosvaldo aposentaram.

Fonte da Imagem: Project Update

É isto aí!


sábado, 9 de outubro de 2021

Enquanto

Título original que nomeei num primeiro momento: 
Enquanto estava parado esperando a chuva passar, deu de dar fé e consciência das coisas.


Por que razão 
estou parado aqui, 
sob esta chuva de outubro, 
que deveria ter vindo em setembro? 

Tendo havido a quarentena 
compulsória, 
até ela, a chuva da primavera, 
se resguardou do tempo

mas aí é outra historia
como escrever num poema
um relicário da estação
das rosas e das flores, 

é tão, humm, tão estranho
vou perguntar ao meu coração
mas vou ter que aguardar,
meu coração partiu a muito.

melhor não saber
e não explicar a você
o não dizer dos porquês
da abrupta fuga contestatória

Assim como do céu 
de onde vem esta água disrítmica
nesta perturbação explícita
da ordem natural das coisas admonitórias

Está a minha mente confusa,
meus medos aguçados, e nos olhos
a imagem da sua silhueta profusa
em vertiginosa dança mitigatória

a apaziguar minhas divagações
murmurando que amo você
e mesmo assim quando parti 
meu Deus, não disse adeus.

É isto aí!

 

Royal Street treat-the musician killing it on clarinet is virtuoso Doree...

Fonte Youtube: peasleedab 

3 de mai. de 2013




Se não abrir, clique aqui: peasleedab 



sexta-feira, 8 de outubro de 2021

João Bosco e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais - Quando o amor acontece

João Bosco apresentando "Quando o amor acontece (João Bosco/Abel Silva)" com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais regida por Roberto Tibiriçá. 
Evento: Sinfônica Pop
Data: 4/9/2012
Local: Palácio das Artes - Belo Horizonte/MG

Fonte Youtube: detudovairolar

Licenciado para o YouTube por
UMG (em nome de Universal Music Ltda.); LatinAutorPerf, SOLAR Music Rights Management, UNIAO BRASILEIRA DE EDITORAS DE MUSICA - UBEM, LatinAutor, Sony ATV Publishing e 6 associações de direitos musicais


Coração sem perdão
Diga fale por mim
Quem roubou toda a minha alegria
O amor me pegou, me pegou pra valer
Ai, que a dor do querer
Muda o tempo e a maré
Vendaval sobre o mar azul

Tantas vezes chorei
Quase desesperei
E jurei nunca mais seus carinhos
Ninguém tira do amor
Ninguém tira pois é
Nem doutor, nem pajé
O que queima e seduz, enlouquece
O veneno da mulher

O amor quando acontece a gente esquece logo quem sofreu um dia... Ilusão
O meu coração marcado tinha um nome tatuado que ainda doia
Pulsava só a solidão

O amor quando acontece a gente esquece logo que sofreu um dia... Esquece sim
Quem mandou chegar tão perto
Se era certo outro engano, coração cigano
Agora eu choro assim

O amor quando acontece a gente esquece logo que sofreu um dia... Esquece sim
Quem mandou chegar tão perto
Se era certo outro engano, coração cigano
Agora eu choro assim










                                    

Os seiscentos mil corpos insepultos


Pensei em copiar um texto publicado na grande mídia, mas estou enojado demais para isto. Hoje tenho dor, tenho raiva, tenho impotência diante desta construção, tijolo por tijolo, do mal sobre nós. Malditos sejam todos os que arquitetaram esta maldade.

Seiscentos mil corpos insepultos estarão para sempre nas suas vidas até o dia do Julgamento Final, quando serão a prova das suas maquinações insidiosas. Vocês são muitos, são uma legião, mas saibam que toda fatura vence, todo mal será abatido, toda a crueldade para com o próximo já está condenada.

Perdi pessoas queridas, amigas de infância, colegas, conhecidos, perdi a esperança de acreditar que vocês seriam ao menos capazes de fazer algo, por menor que fosse, de bom. 

Eu não conheço vocês. São anônimos, se escondem em endereços elegantes, frequentam lugares luxuosos, viajam para os mais lindos locais do planeta, estudaram nas melhores escolas, falam muitos idiomas, já leram muitos e muitos livros, são educados, bem vestidos, perfumados, possuem empresas, carros, casas e salas bonitas, limpas, muitos funcionários, luxo e riqueza exuberante. 

Mesmo com todo este poder político e econômico bem articulados, tudo passa. Tudo isto que são e representam hoje também passará, porém vocês terão para sempre seiscentos mil corpos insepultos que jamais poderão esconder. 

Lucas 16:19-31

Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.

Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele;

E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.

E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.

E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio.

E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.

Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.

E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá.

E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai,

Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.

Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.

E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam.

Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.

Fonte da imagem: Blog do QG

É isto aí!



quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Os sincericídios da vida a dois



Os sincericídios da vida a dois

01 - Casal na faixa dos 70 anos jantando num restaurante simpático, no bairro onde residem:

Ele: O que você desejaria pra mim?
Ela: Um evento onde todos o reconheceriam pelos seus feitos.
Ele: Uau!! No clube?
Ela: Não, mas pode até ser. A princípio pensei na Capela Velório ...

02 - Casal na faixa dos 63 anos, comemorando Bodas de Coral em Gramado-RS

Ela: Vamos fazer um jogo de perguntas e respostas?
Ele: Muito bem, comece então.
Ela: Se você fosse falar uma coisa que nunca falou antes o que você falaria?
Ele: Não.
Ela: Não o que?
Ele: Diria não na igreja no dia do meu casamento.

03 - Casal na faixa dos 56 anos, numa tarde em Copacabana:

Ele: Quando você esta sozinha num canto qualquer, o que você pensa?
Ela: Em sexo.
Ele: Oba!!!
Ela: Menos, baby, penso em sexo,  isto exclui você.

04 - Casal na faixa dos 49 anos, num domingo de tédio e chuva:

Ela: Amor, quando você não gosta da pessoa, mas ela quer ficar com você, 
            você fica na amizade ou para de falar com ela?
Ele: (silêncio...)

05- Casal na faixa dos 42 anos, num tour por Roma:

Ele: Quando você chegar no céu o que você dirá para Deus?
Ela: Já sabia, já sabia, só de ter casado com ele, mereço o céu pois meus pecados estão todos perdoados.

06 - Casal na faixa dos 35 anos, numa festinha vip:

Ela: O que te deixa todo arrepiado?
Ele: Ducha fria no inverno.

07 - Casal na faixa dos 28 anos, numa noite delirante:

Ele: O que é mais difícil - pedir para alguém te esquecer, ou esquecer alguém?
Ela: Como é o seu nome, mesmo? 

08 - Casal na faixa os 21 anos, em jornada intensiva de auto-conhecimento

Ela: não para, não para, não para não!!
Ele: não para, não para, não para não!!

É isto aí!


quarta-feira, 6 de outubro de 2021

O Funeral da Jaca



O homem de chapéu de coco: 
Na verdade, na verdade, assim, de uma maneira muito cá entre nós, hummm, não! Eu não a conhecia bem. Assim, não tão bem, mas ela parecia ser uma boa pessoa. 

A mulher do decote cigano:
Uma biscate, quer dizer, mascate de homem casado. Ficava ali a pedir boleia aos desavisados e embriagados da noite. 

O homem de bigode chevron:
Lembro desta moça ainda menina a andar para lá e para cá suplicando por comida, abrigo, roupas usadas e um pouco de afeto. Sempre pareceu-me decente.

A mulher de peruca full lace:
Engraçado. Nunca soube desta mulher nada que seja bom ou ruim. Eventualmente ouvia aqui e ali que era barraqueira, barranqueira e desavergonhada. Mas euzinha jamais vi nada, só ouvi... só ouvi.

O homem da bengala standart:
Jaca, minha flor, tudo que me resta é a saudade de tudo que me destes. Não sei se suportarei a tua ausência sem me prostrar diante do infinito e desejar segui-la.

A mulher de meia-calça arrastão:
Aqui se faz, aqui se paga. Você, meu bem, foi avisada e tornou-se responsável pelos seus atos e agora terá que lidar com as respectivas consequências dos mesmos, lá bem longe daqui, onde é seu lugar...kkkkk

O homem de sapato branco:
Esta mulher era um furacão de amor, um vulcão de volúpias e um mar revolto de desejos ardentes. Adeus mulher carbonária, até um dia, quem sabe nos reencontremos para matar saudade dos velhos tempos. 

A mulher do cabelo fixado com laquê:
 A mais baixa, a mais chula, a mais grosseira de todas as profissionais do sexo selvagens, a irmã gêmea do pecado. Que a tenham agora em plena ebulição efervescente no lugar merecido. 

O homem com calça de tergal e suspensórios de elástico:
Antes de dizer adeus, gostaria de lhe agradecer por tudo o que me ensinou. Com você, me tornei uma pessoa melhor, evolui e passei a contribuir mais para o bem-estar do mundo, Faltou o ultimo abraço, faltou nossos lábios se tocando, faltou ... o que eu estava falando mesmo? O quê? A Jaca morreu? Como? Quando foi isto? Quem é Jaca?

A mulher de hobby estampado de rosas com detalhes em renda:
Jaca, minha irmã, minha amiga, companheira, confidente e parceira. Seu legado é a liberdade.

O homem rico da cidade:
Eu quero aqui externar minhas sinceras condolências à família da ..., hummm, desta moça, que sempre foi exemplo de, então, doravante, todas as ruas desta cidade, esta praça, este parque, este céu, o coreto tem muitas trepadeiras, e isto sempre será sua lápide.  

A mulher da farmácia:
Uma pessoa do bem, uma mulher corajosa, independente e sobretudo feliz por ser livre. Adeus, minha amiga!

Fonte da Imagem: Inked


É isto aí!



 





segunda-feira, 4 de outubro de 2021

As relações assépticas e a mudança das relações


Neste momento onde o mundo ficou sem facebook, Instagram e whatsapp por cerca de oito horas, faço uma pausa para reflexão. No decorrer do dia, segundo a mídia, a empresa líder do segmento de redes sociais do mundo, perdeu seis bilhões de dólares com a queda de seus sinais vitais que pulsam em bytes aqui e ali.

É um dia para ser registrado na história da humanidade. E se acontecer de novo? E se tivermos que retroceder nos hábitos diante de uma epidemia? Esta modernidade nos trouxe essas relações assépticas, que viraram marca registrada do modo de viver até aqui, querendo ou não, aceitando ou não, sabendo ou não e gostando ou não.

SE nada mais acontecer, daqui a poucos anos é provável que a humanidade cruze a linha da complexa teia de relacionamentos próximos, passionais ou compromissados. A geração nascida agora, nestes loucos anos 20 do século XXI não nos reconhecerão, minha geração que nasceu no tempo dos Beatles. Seremos neanderthais. 

Para concluir, além do Fake-News, que mudou a história e o comportamento social de muitas dezenas de milhões de pessoas do planeta, numa complexa engenharia social engendrada por mecanismos de inteligência artificial, inteligência emocional, inteligência bélica e interesses diversos, utilizando ferramentas de grande poder de persuasão em massa, fica a pergunta:

Quais seriam os Pontos Positivos e Negativos da internet como mídia, hoje? Vamos ver o que o site de Design Digital da medium.com falava sobre isto em 2016, aqui abaixo:

Acrescento à este levantamento, a seguinte questão: Passados cinco anos deste estudo, o que você acrescentaria?

Pontos Positivos:

- Facilidade de busca por informação;

- Agilidade e velocidade nas trocas de informação;

- Maior diversidade nas relações profissionais e pessoais;

- Facilidade de pesquisa;

- Centro de informação e entretenimento;

- Liberdade de escolha de acesso a todos que a possuem.

- Compra e Venda a nível Internacional

- Aglomeração dos outros meios midiáticos

- Conteúdos Variados para Pesquisa

- Entretenimento “Barato”

- Superação de distâncias

Pontos Negativos:

- Nem toda informação tem fonte segura;

- A rapidez com que se obtém uma informação aparentemente correta, impede que haja uma seleção da mesma;

- Relações profissionais equiparadas ao imediatismo da internet e a possibilidade de obter falsas relações pessoais;

- Uso indiscriminado de informações errôneas;

- Uso indevido de imagens e informações pessoais;

- Portas abertas para crimes e abusos.

- Pornografia Infantil e Adulta sem restrição de acesso

- Vírus destrutivos e nocivos, Spam’s

- Decadência de Cultura “manuscrita” e verbal

- Informações Inconsistentes

- A facilidade em conseguir informações pela Internet pode deixar o ser humano mais preguiçoso e acostumado ao mundo fast.

- Jogos, e entretenimentos ocupam muito tempo ocioso, que poderia ser melhor aproveitado ao lado de uma pessoa real ou com a família.

- Roubo de Informações e Crimes Virtuais.

É isto aí!


domingo, 3 de outubro de 2021

A canção da Loba


Fonte do vídeo Youtube¹: Vargsången

Fonte da música Youtube²: Vargsången

Vargen ylar i nattens skog
Han vill men kan inte sova
Rio húngaro i hans varga buk
Och det är kallt i hans stova

Du varg du varg, kom inte hit
Ungen min får du aldrig

Vargen ylar i nattens skog
Você está com fome ou klagar
Homens jag ska ge'n en grisa svans
Sånt passar i varga magar

Du varg du varg, kom inte hit
Ungen min får du aldrig

O céu é um lugar, não apenas um estado da alma

Entrou no restaurante em completo desligamento do ambiente. Deu vontade e benzeu-se na recepção, tomou benção do maître e procurou um lugar no fundo, para lidar com o celular enquanto a cabeça tentava entender onde o corpo o levara.

O garçom aproximou-se, e achou aquilo bem moderninho, imagina, um sujeito com cara de rico servindo a pessoas comuns. Pediu uma água com gás enquanto buscava o aparelho no bolso. Ficou em pé, vasculhou os dois bolsos da frente da calça os dois posteriores, a seguir repetiu o ritual e nada.  

Sentou-se e ficou divagando. Deu por conta que também estava sem carteira. Ao levar a mão na testa, percebeu que estava sem óculos. Passou a mão na cabeça e sentiu um volume de cabelo que há aos não mais existiam. Chamou o garçom.

Escuta, eu preciso fazer uma pergunta que pode parecer estranha - você sabe quem eu sou?  não, senhor, sinto muito, afinal você são muitos. - Levantou-se confuso, caminhou até a porta, a moça simpática entregou-lhe o paletó de linho e o chapéu panamá monte cristo. Colocou o chapéu, vestiu o paletó e saiu à rua. 

Viu e não reconheceu aquela avenida imensa, florida, com muita luz em toda a sua extensão, mas não parecia uma luz conhecida. Experimentou uma sensação de leveza nos pés e aos olhar para baixo, percebeu que estava descalço. Aquilo era inusitado demais, refletiu.

Achou ter visto uma pessoa conhecida, mas a seguir não se convenceu de que fosse. Caminhou até a praça duas quadras à direita. Sentou no banco e sentiu uma eternidade passar pelos seus olhos, que a tudo viam em todos os ângulos, como se fosse parte do todo e o todo fosse parte de si.

Nunca rezou, nunca foi num templo, nunca procurou saber como era aquela coisa, como e dava o pós-coisa e agora sentia que estava dentro de uma bolha que ao mesmo tempo estava dentro dele. Tudo passava na mente, as memórias floresciam instantaneamente. Despertou deste transe com o garçom, sorridente, entregando-lhe a garrafa de água que esquecera de levar.

Ao levantar os olhos, o garçom transfigurou numa luz, e ao redor tantas luzes quantas pudesse observar sorriam para ele - um homem alto aproximou-se, pegou nas suas mãos, colocou-o de pé e se abraçaram. Chorou muito ali, naquele momento, e de repente sabia quem era aquele homem, aquele lugar aquelas pessoas reluzentes e deixou-se tomar pela emoção celestial. Entendeu a sua vida como parte da vida do todo, cuja dimensão é imensurável.. 

É isto aí!