Fiz um poema
domingo, 7 de abril de 2024
Do poema que fiz
Fiz um poema
Papo de Esquina - Existem pessoas más
Existem pessoas más, encobertas pela hipocrisia, que é uma característica onde falsidade e dissimulação andam de mãos unidas. Conheço hipócritas, são perfeitos, sempre limpinhos e perfumados. Adoram mentir, adoram, obter vantagens com traições, rasteiras e maldades, tudo com muita discrição e elegância. Conheço o tipo.
Existem pessoas más, encobertas pela inveja. Ao contrário, ou complemento da hipocrisia, mentem descaradamente, porque lutam em total desespero para que você perca o que tem - um carro, um amor natural e lindo; uma casa; um emprego; amizades duradouras; etc. Ele nunca quer alguma coisa sua para si, apenas tem tesão pela dor da sua perda, preferencialmente provocada por ele, mas se for por outra pessoa, regozijam também, afinal, aceitam encomendas do inferno.
Existem pessoas más que são boazinhas. Fuja delas. Saiba que não possuem nenhuma relação com as pessoas boas. Trazem consigo aquele sorrisinho, aquele andar felino, aquele jeito de quem acabou de tomar banho, mas nunca evidenciam sentimentos. As boazinhas não têm lado nem defeitos aparentes; não têm atitude, tendem a ser puxa-sacos profissionais e sempre conformam-se com a coadjuvância. Mas, alto lá, mas sempre procuram que as coisas aconteçam com querem - custe o que custar e leve o tempo que demorar.
Existem pessoas más portanto fique esperto, fique esperta.
É isto aí!
sábado, 6 de abril de 2024
Ziraldo!!!
"Todo lado tem seu lado
Eu sou o meu próprio lado
E posso viver ao lado
Do seu lado, que era meu."
Trecho do poema do Menino Maluquinho
Meu querido poeta e multipolisuper cartunista, chargista, pintor, escritor, dramaturgo, cartazista, caricaturista, cronista, desenhista, apresentador, humorista e jornalista Ziraldo, não fiquei triste com sua partida sem despedidas, mas do deserto que se segue na cultura nacional após partir.
Um abraço, sim, sei, o Céu está em festa!
É isto aí!
quinta-feira, 4 de abril de 2024
Cartas de Amor LXXXIV
terça-feira, 26 de março de 2024
Cartas Avulsas XI
Lua Balsâmica
Sistema Solar
Via Láctea
Zona Sul
Nunca faça negócios, nunca namore, nunca se apaixone, nunca seja amigo/amiga, nunca se relacione socialmente, nunca se permita ser subordinado, nunca trabalhe ao lado de:
Mal súbito
sexta-feira, 22 de março de 2024
Palavras que rimam com você II
quinta-feira, 21 de março de 2024
Canção de Outono (Fernando Pessoa)
Este poema de Fernando Pessoa foi publicado em 28 de janeiro de 1922
No entardecer da terra,
O sopro do longo outono
Amareleceu o chão.
Um vago vento erra,
Como um sonho mau num sono,
Na lívida solidão.
Soergue as folhas, e pousa
As folhas volve e revolve
Esvai-se ainda outra vez.
Mas a folha não repousa
E o vento lívido volve
E expira na lividez.
Eu já não sou quem era;
O que eu sonhei, morri-o;
E mesmo o que hoje sou
Amanhã direi: quem dera
Volver a sê-lo! mais frio.
O vento vago voltou.
Fernando Pessoa
quarta-feira, 20 de março de 2024
Cartas Avulsas X
Reino da Pitangueira
Terra Redonda&Azul
Lua Gibosa
Sistema Solar
Via Láctea
Zona Sul
E o tal de "bom para continuar a evoluir suas intenções e ideias" é coisa de conto de fadas, de histórias para ninar a criança que já está bem crescidinha dentro de você. Pensei isto tudo por causa desta Lua Gibosa, da qual nunca ouvi falar, mas deve ser ela que faz doer meus pensamentos.
Por hoje é só, Odete, tem trabalho na mesa, no armário, na gaveta e na prateleira aberta. Acho que vou pedir redução de tempo livre.
Valeu!
É isto aí!
segunda-feira, 18 de março de 2024
A fila do bambolê
A fila era extensa, muito muito grande. Dezenas, não, não eram dezenas, eram centenas de bambolês enfileirados. Recebi o bambolê ao adentrar ou sair, não sei bem ao certo. Ele era transparente e cintilante, e não permitia que tocássemos uns nos outros. Era uma espécie de anel de campo eletromagnético com armação flutuante e funcional.
A temperatura muito agradável, estávamos todos, literalmente, sob enormes árvores floridas, com copas generosas. Achei estranho falar que estávamos sob as milenares árvores. De alguma forma a preposição "sob" virou uma chave temática para olhar para cima. Comecei a olhar, havia um céu, mas não era um céu como aquele que conheço, onde levanto a cabeça, os olhos e a alma e vagueio pelo infinito, com ciente localização espacial inferior.
Agora entendia tudo ao mesmo tempo, a mente girando girando, sabia dos céus, dos anjos, dos arcanjos, dos querubins, dos serafins, seria como eu fosse um chatgpt humano, tinha muitas respostas esperando pelas poucas perguntas inteligentes. Estava bem ali, ao alcance das mãos, o Céu dos Céus.
Enquanto olhava, ascendi em direção a um plano superior que pareceu-me familiar. Transcendi este plano, sentado sobre uma luz indecifrável, inefável, que deslizava num derrame de fótons até chegar a um guichê de bancada alta, acima da minha cabeça, de modelo colonial. Do alto e do nada, uma voz feminina perguntou:
- Nome?
- Nome.
- Mais um engraçadinho.
- Senhora, estou só nesta estranha existência, eu acho, não sei bem ao certo quem sou, o que sou e o que está ocorrendo neste exato momento..
- Meu Deus, hoje o dia promete. Senhor, por gentileza, diga o seu nome. Di-ga o seu no-me. Só isto.
- Eu já disse que não tenho nome. Dezenas de nomes surgem e desaparecem dentro de mim, acho que sou muitos.
De súbito ela mostrou seu delicado e fino rosto para além do guichê, quase face a face comigo (como ela fez isto?). Tinha olhos expressivos, falou algo ininteligível, badalou um sino e voltei para a fila do bambolê, daí deu um sono imenso e incontrolável, então acordei aqui. Onde é aqui? Agora sei meu nome mas não sei onde estou. Vou esperar que a mulher, que desmaiou ao me ver, acorde e explique porque acho que a conheço, mas desconheço o lugar.
É isto aí!
segunda-feira, 11 de março de 2024
Cartas de Amor LXXXIII
sexta-feira, 8 de março de 2024
Palavras que rimam com você
Estava sentado,
diante da tela,
janela do mundo,
e vi sua face,
olhos amendoados;
definitivamente
linda e luzidia.
Saudade faz-se
à montante da vida
enquanto o tempo
segue à jusante,
até o ponto
onde ausento.
É isto aí!
quinta-feira, 7 de março de 2024
Cartas Avulsas IX
Reino da Pitangueira
Terra Redonda&Azul
Lua Minguante
Sistema Solar
Via Láctea
quarta-feira, 6 de março de 2024
Cartas Avulsas VIII
Terra Redonda&Azul
Lua Minguante (nascendo às 01:32)
Sistema Solar
Via Láctea
Zona Sul
sábado, 2 de março de 2024
A fuga do tempo
Você vai lá
e volta triste
para e pensa
tem nada aqui
acho que vou
voltar mas
não quer partir
então revolta
nada compensa
ficar mal aqui
em triste malta
mas não quer
fugir de si.
É isto aí!
sexta-feira, 1 de março de 2024
Poesia (Alguma poesia) Carlos Drummond de Andrade
Cartas Avulsas VII
Lua Balsâmica (nascendo às 21:57)
Sistema Solar
Via Láctea
Zona Sul
quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024
Cartas Avulsas VI
Sonho impossível (Chico Buarque/Joe Darion)
Sonho Impossível (Chico Buarque / Joe Darion)
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei,
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
Composição: Chico Buarque / Joe Darion.


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