quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Saudade da Boa





Saudade da Boa
Flávio José

Quando penso em você
Meu olhar se enche d'água
Não tenho um pingo de mágoa

É só saudade da boa
Que fica
Na lembrança de um beijo
Do abraço
Que ninguém me deu igual
Da noite que valeu por todas
Que eu vivi
O tempo foi passando
E eu fiquei
Por todos os amores
Aonde andei,tentei
Mas nunca deu pra esquecer
De ti

Ai! ai! meu coração
Passa dia mês e ano
Não consigo te esquecer
Ai! ai! meu coração
Ainda bate apaixonado
Com saudade de você


Paulinho Nogueira - Menina



Paulinho Nogueira  nasceu em Campinas-SP em 1927, faleceu em São Paulo-SP em 2003 aos 76 anos. Foi um grande violonista, compositor, cantor e professor.

É considerado e reconhecido como um grande estilista do violão, com uma maneira autêntica de tocar – muito suave e utilizando a polpa dos dedos da mão direita sem ataque de unha. Autor de sucessos como Menina e Bachianinha nº  1, é também o inventor da craviola, instrumento de 12 cordas de aço, que fez sucesso até fora do Brasil, utilizada por Jimmy Page, em músicas como Tangerine, do disco Led Zeppelin III.

O violonista escreveu ainda o famoso Método Paulinho Nogueira para Violão e Outros Instrumentos de Harmonia, considerado marco em termos de publicações para ensino de violão, desde o final da década de 1960 até meados dos anos 1980.


A historia da música Menina contada no Blog cifrantiga3.blogspot

Faltava somente uma faixa para completar o elepê “Paulinho Nogueira canta suas composições”, quando o produtor Júlio Nagib marcou sua gravação para o dia seguinte, procurando ganhar tempo para lançar o disco antes do Natal de 69.

Então, sob pressão, o violonista lembrou-se de um tema que criara para o filme “Meu nome é Tonho”, de Ozualdo Candeias, aproveitando-lhe os compassos iniciais como ponto de partida da nova composição. Cansado de “fazer” meninos, já que seus sucessos anteriores chamavam-se “Menino, desce daí”, “Menino jogando bola” e “Quando o menino crescer”, ele resolveu desta vez “fazer” uma menina, o que até lhe pareceu mais fácil, pois em quinze minutos aprontou a letra: “Menina que um dia conheci criança / me aparece assim de repente / linda, virou mulher / menina, como pude te amar agora / te carreguei no colo, menina…”

Terminada a gravação, Paulinho não acreditava muito em suas possibilidades de sucesso, uma vez que, em razão da urgência do produtor nem tivera tempo para preparar-lhe uma harmonia caprichada. Mas, contrariando a expectativa, “Menina” logo começou a ser tocada intensamente nas rádios, inclusive no Rio de Janeiro, onde o apresentador Adelzon Alves entrevistou o autor em seu programa, tendo na ocasião repetido a canção uma dúzia de vezes.

Estimulada pela venda do elepê, a RGE lançaria “Menina” também em compacto, tornando-se esta composição o maior sucesso de Paulinho Nogueira (ouça adiante!), com gravações na França e na Itália Para completar seria ainda incluída na trilha sonora da telenovela “Irmãos Coragem”. Exímio violonista, professor de artistas como Toquinho, entre outros, Paulinho Nogueira é conhecido também pela autoria de um importante método de violão (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).



Provided to YouTube by Som Livre
Menina · Paulinho Nogueira
Paulinho Nogueira Canta Suas Composições

℗ 1970 Som Livre
Released on: 1970-08-16

Music  Publisher: Ed. Fermata
Auto-generated by YouTube.

Menina
Que um dia conheci criança
Me aparece assim de repente
Linda
Virou mulher

Menina
Como pude te amar agora
Te carreguei no colo menina
Cantei pra ti dormir
Te carreguei no colo menina
Cantei pra ti dormir

Lembro a menina feia
Tao acanhada
De pé no chão
Hoje maliciosa
Guarda um segredo em seu coração

Menina
Que muitas vezes fiz chorar
Achando graça quando ela dizia
Quando crescer vou casar com você

Menina
Porque fui te encontrar agora
Te carreguei no colo menina
Cantei pra ti dormir
Te carreguei no colo menina
Cantei pra ti dormir

Menina
Que um dia conheci criança
Me aparece assim de repente
Linda virou mulher

Menina
Como pude te amar agora
Te carreguei no colo menina
Cantei pra ti dormir
Te carreguei no colo menina
Cantei pra ti dormir

Lembro a menina feia
Tao acanhada
De pé no chão
Hoje maliciosa
Guarda um segredo em seu coração

Menina
Que muitas vezes fiz chorar
Achando graça quando ela dizia
Quando crescer vou casar com você

Menina
Porque fui te encontrar agora
Te carreguei no colo menina
Cantei pra ti dormir
Te carreguei no colo menina
Cantei pra ti dormir
Te carreguei no colo menina
Cantei pra ti dormir
Te carreguei no colo menina
Cantei pra ti dormir
Te carreguei no colo menina


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Fale com ela!


Era uma vez, em um reino encantado longe, muito longe daqui, um príncipe necrófilo que apaixonou-se por uma bela adormecida em seu leito de morte. Tomou-a em seus braços, ato contínuo, amou-a decididamente, a ponto de trazê-la do Hades para o Reino dos Mortais. Na história original, antes de Disney florear as coisas, a linda moça somente desperta quando do trabalho de parto.

Em Fale Com Ela, de Pedro Almodóvar, há esta lenda contada, filmada e mostrada, exatamente como nossos antepassados do séculos XVI/XVII conheciam. Só o final não ocorre, mas assista ao filme. Trabalhando em uma linha tênue, o amor segundo Almodóvar é também muito pouco sexual, autodestrutivo, psicótico, e cruel.

Na Bela Morta, Adormecida ou Cataléptica, ou no enredo da trama cinematográfica, o amor parece ser uma experiência de auto-transformação, onde todo o bom senso social é rompido em prol de um encontro fundamental entre o real vivo e o real inanimado.

O amor que chega arranca o personagem de seu mundo, de sua vida antiga, e lhe dá uma nova vida. Se o príncipe só consegue "falar com ela" quando é tarde demais, pouco importa. Ele conseguirá realizar sua proeza, e em breve uma paixão incendiará aos corações sedentos.

Bom, contei sobre uma história da idade média, que resultou em um clássico dos desenhos animados e ofereceu um inesquecível filme no início deste século. Mas nesta semana, o bizarro foi ao vivo:

Nesta semana, uma mulher foi presa na cidade de Gotemburgo, na Suécia, acusada de manter crânios e ossos humanos dentro de casa, utilizando-os para fins sexuais. A sueca de 37 anos será julgada e poderá pegar até dois anos de prisão.

A polícia local encontrou os ossos dentro do apartamento da mulher. De acordo com a acusada, os restos humanos teriam sido comprados em diversas partes do mundo através da internet.


É isto aí!




terça-feira, 20 de novembro de 2012

Os conflitos étnicos dominam o mundo




Após o fim da novela global, do julgamento do mensalão, vem agora "O Caso Bruno". Nada como uma novela nova para aumentar as emoções da choldra. Entre o final de uma e o início da outra, para se evitar o hiato da ausência de notícias, tome assassinatos e mortes violentas em São Paulo e Santa Catarina.

"O Caso Bruno" chega em boa hora, escondendo a interessante libertação de empresário rico, famoso e temido do centro-oeste brasileiro, ligado a ex-senador rico, famoso e temido, por sua vez ligado a governador, também do centro-oeste, rico, famoso e temido, ligado a outras pessoas da mesma espécie.

Enquanto isto, na Colômbia, a Farc vai dando sinais claros de que quer o que supostamente sempre desejou - a paz. A origem das FARC remontam as disputas entre liberais e conservadores na Colômbia, retratadas pela obra de Gabriel García Marques "Cem Anos de Solidão". Em 1948, os liberais, com apoio dos comunistas, iniciam uma guerra civil contra o governo conservador. Após 16 anos de luta guerrilheira e a conquista de algumas reivindicações políticas, os liberais passaram a temer que a experiência cubana de 1959 se repetisse na Colômbia. Rompem com a esquerda e passam para o lado conservador.

É claro que ocorreram abusos, como os sequestros, e as mortes desnecessárias, mas estes crimes foram de mão dupla sempre. Que a Colômbia encontre o caminho da paz, porque seu povo merece. E assim que estiver na plenitude da democracia, será  mais um grande país do continente americano, e disto não tenho dúvidas.

Como não tenho dúvidas também de que a relação de Israel com o Oriente Médio está atingindo um nível de irreversibilidade. E a África, a mãe da Terra, a Mama África, vai desdentando, definhando, desidratando, esmorecendo, minguando, morrendo, de uma forma tão cruel, mas tão cruel, que todo o mundo vira o rosto para não ver.



É isto aí!



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Mulher X Objeto


Alto lá - Este texto não é meu - Copiei e colei.
Quem escreveu: Don QUIJOTE de São Paulo (eu conferi - é Quijote mesmo)


Mulher não é um produto, nem um objeto, nem um objeto de consumo.

Mulher é mais do que uma bunda exposta como carne à venda no açougue pelas bancas das grandes cidades.

A Mulher hoje é esquertejada, emplastificada e reduzida pelo materialismo fálico que se engana ao lamber papel pensando que é pele. Sujeita a imposições estéticas e culturais do “belo”, do “correto” e do “bem comportado” aceita um cabresto de um capataz que é incapaz de amamentar o próprio filho, ou respeitar a própria mulher.

Mulher não pertence a ninguém. E deve ser respeitada como mãe. Pois é mãe de todos os homens que já viveram, vivem e irão nascer nesse mundo.

Mulher não é simples como um guia de orgasmo. Não é simples como uma válvula de escape de testosterona. Nem é apenas uma dona de casa. Nem apenas uma executiva bem sucedida. Nem é uma boneca de silicone posando para a capa da Playboy.

Nossa intenção é levar à cidade mulheres de verdade, utilizando como suporte quem mais mente e apóia a cultura da “mulher objeto”. Subvertendo a estética das “bonecas de silicone” e trazendo aos que caminham pela cidade mulheres verdadeiramente brasileiras sem tratamento algum.

São esposas que apanham dos próprios maridos, crianças utilizadas como produto de turismo sexual, mulheres com fome, idosas, entre inúmeras outras que vivem em nosso país. Não tão “belas”, não tão “gotosas”, mas de verdade.

A mulher não pode ser “amansada” como boi “brabo”.
Nem tratada como carne de açougue.

Mulher é metade do mundo, e mãe da outra metade que não é mulher.

Muito barulho e pouca Fé!

Conheço casos nestes lados de Minas Gerais de pessoas financeiramente abastadas, que construíram abrigos subterrâneos, auto-suficientes, nos mesmos moldes dos que estão sendo disseminados em outros países.

Tais abrigos têm como evidente interesse fazer com que estas pessoas não sejam sacrificadas pelo fim do mundo. O mais interessante disto é que muitas se auto-denominam cristãs, das mais diversas matizes. Norte-americanos, noruegueses, suecos, suiços, alemães, e japoneses.

Este movimento começou lá nos anos 70, e uma princesa, sim, uma princesa de verdade, Kaoru Nakamaru, da realeza imperial japonesa, revelou ao mundo, em vídeos disponíveis em vários idiomas no You Tube, que o mundo vai pro breu entre 21 e 24/dezembro de 2012, em função da passagem de um gigantesco corpo celeste por estas bandas.

Depois disto, só os fortes sobreviverão, em seus abrigos anti-fim-dos-tempos.

Eu, fiel na minha fé, creio que um dia chegará algo assim, mas primeiro tem-se que cumprir as profecias que estão na Palavra de Deus. A equação é simples - ou a Fé ou o abrigo. No Natal a gente acerta a conta.

Já escrevi aqui, dia destes, que creio que há um corpo celeste vadiando no nosso quintal, mas se ele passa por aqui sempre - 3.600 anos não é nada para o universo - não seria ele a causa do Advento. Pode ser um aviso, um sinal, mas enquanto furacões, vulcões, terremotos, mísseis, raios e trovões tomarem conta, o Senhor não chega - Maktub.

Enquanto dormimos sonhando com Nibiru, Hercólubus, Nêmesis ou qualquer nome que queiramos dar, como o mensageiro da morte, ela, a Morte Real se diverte, como agora mesmo, por exemplo, com a possibilidade de impor aos países do velho continente uma decisão da União Européia de banir imagens de famílias tradicionais – feito de pai, mãe e filhos – de comunicações públicas.

Numa altura em que a economia dos países da União Européia está em desagregação, com o desemprego a subir geometricamente, a União Européia prepara-se para proibir por lei (diretriz da União Européia), aplicável a todos os países, que imagens como esta aqui em cima sejam tornadas públicas em anúncios publicitários na comunicação social — jornais, televisão, etc. —, alegadamente porque transmitem “uma ideia estereotipada da família”.

A mesma diretriz irá proibir também que livros, como por exemplo “Os Cinco” de Enid Blyton, ou o Peter Pan, sejam vendidos ao público, porque alegadamente esses livros para crianças denotam a existência de “papéis de gênero”.

É isto aí!




domingo, 18 de novembro de 2012

Portugal às turras com Merkel




Socialistas Europeus querem desculpas de Barroso e Merkel por erros no impacto da austeridade

Fonte1: http://www.ionline.pt/portugal/socialistas-europeus-querem-desculpas-barroso-merkel-erros-no-impacto-da-austeridade
Fonte 2: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com.br/2012/06/cinderela-e-o-sapainho-da-austeridade.html

A União Europeia fez um empréstimo a Portugal de 12 bilhões a juros superiores a 5%. A mesma UE empresta 100 bilhões a Espanha sem exigir contrapartidas no plano da política econômica e em vez de se tratar de um empréstimo ao Estado é uma linha de crédito a juros de 3%.  

O líder dos Socialistas Europeus no Parlamento Europeu (PE), Hannes Swoboda, exigiu hoje um pedido de desculpas a Durão Barroso e Angela Merkel pelo erro no impacto das medidas de austeridade no crescimento económico e criação de emprego.

"Foi irresponsável das instituições europeias basear a sua assessoria política em modelos económicos que têm provado ser altamente questionáveis", acusa Hannes Swoboda, no dia em que Fundo Monetário Internacional (FMI) admitiu que o efeito recessivo da austeridade é superior ao inicialmente previsto.

Na atualização do "Outlook" do FMI, publicação sobre perspetivas económicas da entidade, é reconhecido que as medidas de austeridade com o intuito de consolidar as contas públicas geraram um impacto negativo na economia maior do que o previsto.

Num capítulo intitulado "Estaremos a subestimar os multiplicadores orçamentais de curto prazo?", o Fundo diz que foi subestimado o impacto e o efeito negativo do ajustamento orçamental no crescimento e no emprego, gerando desse modo uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) e um desemprego acima das previsões da entidade.

Para os Socialistas Europeus, os "erros" da política recessiva têm gerado "enorme sofrimento" nos cidadãos, especialmente aqueles dos países, como Portugal, onde a 'troika' tem aplicado um programa de resgate financeiro.

Nesse sentido, o grupo pede à Comissão Europeia, na face do seu presidente, José Manuel Durão Barroso, e à chanceler alemã Angela Merkel um pedido de desculpas pelas políticas que têm vindo a ser aplicadas na Europa, em concreto na zona euro.

O FMI mostrou-se hoje mais pessimista quanto à evolução da economia global este ano e no próximo, e considera que o agravamento da crise no euro é um risco "alarmante".

A economia global vai crescer 3,3 por cento este ano e 3,6 por cento no próximo, enquanto a economia da zona euro vai encolher 0,4 por cento este ano e aumentar apenas 0,2 por cento em 2013.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Os custos secretos da gasolina

A quem interessa a violência urbana?





Alto lá! Este texto não é meu. Eu copiei e colei.
Quem escreveu? Haroldo Pereira Barbosa - RJ
Onde escreveu? http://www.recantodasletras.com.br/artigos/77054


A quem interessa a violência urbana?
                                                                                                      
     Temos ouvido diariamente boatos de que a população de Esquesópolis (onde tudo é esquecido com facilidade) não agüenta mais o clima de violência que assola as cidades grandes. Isto nos faz pensar que a maior parte da sociedade está pronta para pressionar seus zelosos representantes nas câmaras no sentido de adotarmos rápidas medidas (simples) para reduzir os índices a níveis suportáveis. No entanto, o tempo passa e nada melhora, pois tal pressão não acontece. Na verdade, existem diversos segmentos interessados neste estado de calamidade. Observemos alguns:
                                                                               
01) Políticos - notícias dolorosas desviam a atenção de escândalos fiscais e desvios de verbas.
02) Padres - defender o vilão comove mais do que ajudar o vitimado.
03) Seguradoras - a venda de seguros prolifera.
04) Indústrias - aumentam escoamento da produção de novos objetos para substituir os furtados.
05) Bancos - comandam ou financiam seguradoras.
06) Mídia - noticias sobre boas ações não entusiasmam os leitores e ouvintes. Vende-se mais se a vítima for uma personalidade.
07) Polícia - maus policiais aumentam sua renda através das propinas.
08) Oposição - este é um prato cheio para atacar o governo perto das eleições.
09) Governo - tem mais um motivo para pedir empréstimo no exterior.
10) Miseráveis - torcem para que a classe média caia no buraco com eles.
11) Hospitais - aumenta a demanda, propiciando novas “licitações”.
12) Laboratórios - pegam carona com os hospitais.
13) Funerárias - se mantém vivas com a morte em alta.
14) Escolas particulares - apregoam segurança em suas instalações para justificar aumento das mensalidades.
15) Ferramentarias - a venda de grades vai de vento em popa.
16) Firmas eletrônicas - atrás das grades, vem um circuito interno de tv.
 17) Advogados - tem processos para defender durante os próximos 20 anos.
18) Abutres estrangeiros – reforçam sua tese de que somos um país de selvagens e que não merece ser ouvido nas decisões mundiais.

     Dentro de 30 segundos você vai começar a acreditar que a violência é a mola que vai impulsionar este país, aumentando a produção e criando novos empregos para a população desesperada e sem esperança de dias melhores! E não está longe de ser verdade, pois o comércio de armas e drogas movimenta mais de R$ 1 BI por ano apenas no eixo Rio-SP.

     E assim vamos sendo levados como rebanhos sem termos certeza de voltarmos vivos para casa a cada dia. Armadilhas mortais são colocadas em nossos caminhos a cada esquina. Quando morrem trabalhadores humildes e algumas famílias ficam ao relento sem sustento, não recebem visitas de comissões de ONGs de direitos humanos para averiguar o que está sendo feito para acabar com isto. Quando um facínora morre em condições violentas, estas entidades (apoiadas por vários padres "protetores de criancinhas") aparecem na mídia como grandes defensoras dos "direitos do cidadão". Mas como nada se faz, este modelo de vida deve ser muito agradável para o povo que se diz oprimido mas se satisfaz com cigarro, cerveja, novelas fúteis, Big-bobo-Brasil-n, samba e mulheres quase nuas nas propagandas da tv.

     E quem é contra isto?  Os poucos trabalhadores, inocentes úteis que sustentam uma grande corja de canalhas e golpistas que se instalaram no poder há décadas. A cada pleito, apenas servem de coadjuvantes na novela cujo final feliz sempre premia os membros da elite patrocinadora das campanhas eleitorais.
                                                                               
     Este quadro nos está levando para uma futura convulsão social. Será que as autoridades do país não percebem isto?  Seus assessores (são dezenas) não lhes passam as noticias sobre as penúrias que este povo sofre?  Vão continuar a levar sustos após verem o programa "fanático" no domingo?  Ou já possuem algum bom esquema de fuga e pouco se importam com o fim da paciência da população, que certamente redundará em conflitos entre irmãos? Não basta ficarmos passeando em volta da lagoa com camiseta branca gritando "Viva Ri(c)o". Temos de investir duas horas por semana (no mínimo) já dentro do condomínio, onde nossos jovens vagueiam dentro das gangs que se formam apenas para furtar carros dos moradores e usarem drogas para encherem suas cabeças sem esperanças. Deste segmento já corroído pelas drogas malditas, não surgem idéias para aumentar o nível de qualidade de vida das comunidades que gravitam em torno dos luxuosos condomínios que se iludem com a “segurança” pela qual pagam caro e pouco recebem de volta.

     O irônico deste fato, é que as maiores violências são efetuadas com canetas nos gabinetes da Côrte, quando medidas provisórias e permanentes são editadas, contratos escusos são assinados com empreiteiras, cheques fantasmas são descontados aos domingos, leilões-doações são encenados, “mensalões” são colocados na “pizzaria” do Planalto e desvios de verbas são efetuados sem que os mentores de tais atos (mesmo conhecidos) sejam penalizados. Este conjunto de fatos leva o povo daqui ao desespero perdendo o sentido de cidadania. Quando um fato chocante consegue agrupar uma boa parcela do povo numa ação que poderia servir como balizador de futuras atitudes similares, fabricam algum novo escândalo para ocupar as manchetes dos noticiários. Serve algo como meia dúzia de crianças desaparecidas em hospitais, idosos falecidos em clínicas suspeitas, queda das bolsas de valores no extremo do planeta, romance de presidente estrangeiro com dançarina de 17 anos ou explosivos em torres de energia, que podem ocasionar a perda da novela diária. E assim, o fato importante, que deveria mobilizar a Sociedade na busca integrada de seus direitos, é convenientemente colocado em segundo plano até ser esquecido pela comunidade.

    Para levar a galera no "bico", as autoridades gastam verbas editando panfletos sobre segurança, contendo incoerências do tipo: "no momento do tiroteio, não deixe sua cabeça de fora. Não seja curioso, pois uma bala perdida pode encontra-lo!" - mais à frente, orienta para que se "forneça a placa de carro, o tipo físico do atirador, o modelo da arma" - mas como ?  Não estava com a cabeça escondida?

    Que tal editar cartilhas a serem aplicadas nas escolas de base, onde crianças ainda sem vícios graves de comportamento possuem alto potencial de captar e reter orientações no sentido de praticar cidadania honesta? Que tal manter presos todos aqueles que desviam as verbas sociais e recuperar os valores aos cofres públicos? Seria um exemplo fortificante para sustentar as palavras que se perdem com as ações contraditórias e hipócritas.

    Ouvimos declarações de governantes afirmando que não é possível colocar um policial em cada esquina. Os moradores do lugar já sabem disto. Sabem que não é inaugurando um presídio por semestre que a violência será reduzida. Também não é possível ter um gari em cada esquina. Nem um médico a cada quarteirão. Todos sabem que é preciso atacar os problemas nas origens. Violência se combate com educação básica e profissional, procurando ocupar os jovens de forma que tenham a possibilidade de transformar seus ideais em realidade. Limpeza urbana se consegue evitando que a população suje o lugar onde mora e transita. Para que se torne hábito, tem de ser ensinado nas escolas, desde cedo. Com multas (não perdoadas) aos infratores. Redução de doenças vem em função dos hábitos de limpeza periódica.

    Em paralelo aos ensinamentos oferecidos nas escolas as autoridades devem criar (e usar) mecanismos que evitem entrada de armas no país, evitar fabricação de remédios falsos, impedir que os golpistas arrombem os cofres públicos usando suas imunidades, manter a coleta regular de lixo e outras dezenas de obrigações para as quais estas autoridades são pagas para administrar. Podem experimentar prender os mentores e praticantes de atos que prejudiquem a coletividade. Isto daria uma injeção de ânimo, confiança e esperança aos moradores do país, que assim, passariam a juntar as peças para montar sua identidade ainda fragmentada. Não adianta ficar espancando camelôs na Rua Uruguaiana para exibir no jornal das sete.

    Se parece tão fácil, por que não se faz?  Simples!  Mantendo-se o caos, cria-se o desespero em diversos segmentos da população. Cada nicho carente serve de curral eleitoral para os que precisam justificar sua permanência no poder. Se entidades sérias, apoiadas pela mídia independente (rara) comandassem um movimento similar ao que derrubou Collor, nosso problema poderia ser minimizado em menos de um ano. Mas dentro do cenário de interesses, conflitos e vaidades entre os poucos interessados na solução curta (ou média), com sorte teremos resultados em 99 anos.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Teses babacas

Como? Você não pediu minha opinião? Mas olha só, neste caso eu vou dar a minha opinião: Eis aí logo abaixo mais um babaca a tecer comentários do tipo: Se você está vivo vai morrer. Coisa interessante, hem!!
Bom, chega de defesa da minha tese e vamos à tese do babac..., digo, do cientista:

O especialista em modelagem preditiva (uso de estatísticas para fazer previsões) Jacob Veerman, da Universidade de Queensland, na Austrália analisou 12 mil pessoas para fazer um levantamento diabetes, obesidade e estilo de vida. Perguntas sobre doenças na família, prática de exercícios físicos e hábitos cotidianos coletaram dados para uma conclusão assustadora: cada hora sentado, após 25 anos, reduz a expectativa de vida em 21 minutos, dez a menos que fumar um cigarro.

A posição estática que o individuo passa tantas horas diariamente aumenta os riscos de diabetes e doenças cardiovasculares.

Adultos que passam seis horas por dia no sofá vendo TV ou no escritório em frente ao computador vivem quase cinco anos a menos que pessoas que não têm os mesmos hábitos.

A endocrinologista da Universidade de Leicester, Inglaterra, Emma Wilmot afirma que o corpo humano não foi feito para passar tanto tempo sentado. Um estudo conduzido por ela constatou que pessoas que passam mais de sete horas diárias sentadas têm aumento de 112% no risco de desenvolver diabetes, 147% no risco de doenças cardiovasculares e 49% no risco de morrer prematuramente mesmo que se exercitem regularmente.

A explicação para a negatividade da posição é a ausência da contração dos músculos que quanto menos se movem, menos energia consomem, essa energia se acumula no sangue em forma de açúcar, elevando os riscos de diabetes e doenças do coração, porque depois de 30 minutos sentado, o corpo entra no modo repouso e a taxa metabólica cai, já em pé a pessoa se movimenta sem perceber e o corpo consome mais energia, tirando o organismo da inércia.

O lado bom da coisa é que pelo menos fizeram coisas inúteis, com o tempo disponível para construírem coisas ruins.

É isto aí!

Por que é tão difícil arrumar um namorado atualmente?



Alto lá - Este texto não é meu - Copiei e colei!
Quem escreveu? Meire Lima  - Psicóloga
Onde escreveu? http://equilibrioemocionalexecutivos.blogspot.com.br/2012/06/por-que-e-tao-dificil-arrumar-um.html


Hoje em dia várias mulheres me procuram em meu consultório com um problema que elas não conseguem entender: “Porque não consigo arrumar um namorado?”

Essas mulheres tão bonitas, tão capazes, tão inteligentes, independentes, cultas e cheias de vida estão cada vez mais sozinhas e não por opção consciente, mas pode ser uma opção inconsciente. Jorge Forbes escreveu um livro chamado “ Você quer o que você deseja?”

Tenho percebido que muitas vezes o desejo é diferente do querer, isso significa que o desejo é mais profundo, é mais inconsciente as mulheres dizem para si mesma que querem um namorado, mas todas as suas atitudes vão contra o seu querer. E aí surgem desculpas de vários tipos: “Ah, esse cara é muito bonzinho, não gosto de homens tão bonzinhos”. Bom, se vocês realmente querem um cara legal, um parceiro, não pode ser o Don Juan, não é mesmo? Pois com o Don Juan o encontro acaba logo após a conquista.

Outra história que ouço muito: “Ah ele não é tão bem sucedido”. Ou “Ele é tão ocupado que não tem tempo para mim”. E um lamento: “Eu só gosto de quem não gosta de mim”. O fato é que sempre haverá uma boa desculpa para não ter um companheiro. As mulheres conquistaram o mercado de trabalho, estão cada vez mais poderosas e estão conquistando o mundo. Só que estão se esquecendo que os homens precisam e querem conquistar as mulheres; os homens ainda querem “caçar”, para eles é importante conquistar. As mulheres, muitas vezes, não se deixam conquistar, não usam o poder da sua feminilidade para seduzirem seus “machos”.

Vamos lembrar dos animais, na maioria das espécies, os machos são mais belos e usam de seus artifícios e beleza para seduzirem as fêmeas para a procriação. E isso, nós humanos estamos perdendo, as mulheres partem para cima dos homens e não dá tempo para a corte, para a conquista.

Mulheres! o desejo existe na falta, por isso, deixem esses homens desejarem vocês, não se entreguem com tanta rapidez. Eu também acabo ouvindo muito esse tipo de queixa dos homens em meu consultório. Portanto vai a dica: em primeiro lugar é saber se vocês querem realmente um parceiro, saber que todos têm defeitos, mas também qualidades. Entender se houve algum trauma no passado que deixou vocês mais resistentes ou medrosas para o amor e, por último, permita-se ser conquistada, permita a corte, você pode ser a super-chefe poderosa no trabalho, mas seja a mulher, a “fêmea” nos relacionamentos.

O amor é possível para todos, é só se permitir!

Os verdadeiros contos de Fadas!


Atenção - Este texto não é meu. Eu copiei e colei!
Quem escreveu? Bruner

Leitores do NSN, a história é a seguinte: Era uma vez um blogueiro chamado Voz do Além que fez esse post falando sobre mensagens subliminares nos desenhos da Disney. Foi o maior rebuliço, com gente falando que isso era mentira, outros falando que a Disney é do diabo e coisa e tal. Algum tempo depois, eu fiz uma série de posts com versões “turbinadas” das garotas dos saudosos desenhos da nossa infância. No meio deles estavam as princesas da Disney, e adivinhem: mais escrotização! Falaram que eu sou pervertido, tarado, pedófilo, necrófilo e outras coisas que prefiro não citar.

Mais pra frente ainda, o Voz do Além, pra acabar com o rebuliço em torno da Disney, fez esse post “provando” que mensagens subliminares (as da Disney inclusas) realmente funcionam. Mais uma vez tivemos certa polêmica, então, para finalizar de vez com o assunto Disney, criei esse post sobre a origem dos contos de fadas usados como base para os desenhos da Disney. Sim queridos leitores, aqueles contos bonitinhos, fofinhos e meiguinhos que começam com “era uma vez” e terminam com “viveram felizes para sempre” têm em sua origem uma alta dose de putaria e sanguinolência. Coisas como pedofilia, incesto, mutilação e canibalismo eram bem naturais naquela época, então, abram suas mentes, e se preparem para nunca mais lembrarem da Cinderela, Bela Adormecida e Branca de Neve do mesmo jeito.

1 - Chapeuzinho Vermelho

chapeuzinho

A história atual todos nós conhecemos: Chapeuzinho Vermelho, lobo mau, vovozinha e lenhador… Não preciso explicar certo!? Mas, na história original o lenhador não existe, na verdade a Chapeuzinho e sua vovó são devoradas e pronto, parou por ai, nada de final feliz aqui. Em outra versão ainda mais antiga, a Chapeuzinho faz um strip tease pro Lobo (que às vezes era representado por um lobisomem ou um ogro) para assim poder fugir enquanto ele esta “distraído”. Existe ainda uma versão mais bizarra da história, onde o Lobo estripa a Vovó e obriga a Chapeuzinho a jantá-la com ele. A Chapeuzinho, que não é besta, diz que precisa ir ao banheiro (que naquela época ficava do lado de fora das casas) e fugia. Percebam que, em todas as versões que citei, o Lobo sempre se dá bem no final, de uma forma ou de outra.

02 - Branca de Neve


branca

Na história original da Branca de Neve, a “madrasta malvada” (que em algumas versões não é madrasta e sim sua mãe original) não cai de um penhasco como é mostrado no final do filme da Disney. Ela na verdade é forçada a vestir sapatos de ferro em brasa e dançar até cair morta. Outra bizarrice nessa história é a idade da Branca de Neve. Na versão dos Irmãos Grimm ela tem apenas sete anos, ou seja, príncipes pedófilos eram normais naquela época. E ao invés de dar um “beijo de amor”, o Principie carrega o CORPO MORTO (ou adormecido, se vocês quiserem) da Branca de Neve para seu palácio, para que assim ela estivesse sempre com ele (isso pode ser considerado um tipo de necrofilia?). Depois de algum tempo, um de seus servos, cansado de ter que carregar um caixão de um lado pro outro, resolve descontar suas frustrações dando uma baita SURRA na Branca de Neve. Um dos golpes desferidos no estômago faz com que ela vomite a maçã envenenada e assim volte à vida.
Mas de todas as mudanças feitas através dos anos, a mais sangrenta foi em relação ao coração da Branca de Neve. Nas histórias mais antigas a rainha não pedia ao caçador para trazer só ele. Ela queria também outros órgãos principais como pulmão, fígado, etc. Fora isso ela também queria um jarro com seu sangue (acho que o caçador precisou mais que um cervo pra resolver isso). Vocês devem estar perguntando: “pra que tudo isso?”. Simples, ela queria JANTAR a branca de neve! Bizarro não!?



03 A Bela Adormecida

belaardomecida

Essa sim tem um passado bizarro. Nas primeiras versões, ao invés de espetar o dedo numa agulha e cair desacordada, a Bela Adormecida tinha uma “farpa” encravada debaixo da unha. Parece uma mudança pequena, mas ela nos leva ao ponto que realmente importa. Nessa mesma versão, o Príncipe não é tão encantado assim, e resolve, digamos… se satisfazer na Bela ainda adormecida. Depois de satisfeito, ele simplesmente vai embora (o enfermeiro tarado de Kill Bill não foi tão inteligente e acabou morto). Nove meses depois, a adormecida dá luz a gêmeos que, em busca de leite acabam acidentalmente chupando o dedo dela, retirando assim a farpa amaldiçoada.

E a coisa não para por ai, o Príncipe que a engravidou (estuprou) continuou voltando (se é que vocês me entendem) durante os nove meses. Quando ele chegou lá e encontrou a Bela, já não mais adormecida e com duas crianças, ele decidiu se casar com ela (pelo menos isso, né?), mas ele não poderia levá-la ao seu castelo, pois sua mãe era uma OGRA! (o feminino de ogro é ogra?) que tinha o hábito de comer qualquer criança que aparecesse em seu caminho.

Por isso ele esperou alguns anos até que seu pai morresse e ele virasse rei para aí então poder levar sua mulher para seu reino. E assim aconteceu, mas na primeira viagem que ele fez, sua mãe ogra resolveu fazer o que todo ogro tem que fazer: comer seus dois netos. E não satisfeita, também sua nora. Mas, com a ajuda do cozinheiro a Bela Acordada conseguiu se esconder até o retorno de seu marido (Rei “half-ogro”), que quando ficou sabendo dos planos de sua mãe (ogra) mandou mata-la. Bonito né!?

Em outras versões, o Príncipe na verdade já era rei, e a mãe ogra era a esposa do rei, o resto é bem parecido. A esposa ciumenta quer, como vingança, comer (no sentido alimentício) os dois filhos bastardos do rei, mas acaba sendo descoberta e é queimada viva numa fogueira.

Moral da história, se você encontrar uma mulher desmaiada num bosque, se divirta e não volte nunca mais. Ou, se você for uma ogra, não tente comer seus netos. Ou ainda, se vocês for uma mulher adormecida no meio do bosque, use cinto de castidade, ou ainda, não espete seu dedo numa agulha amaldiçoada!

Eu podia ficar nisso o resto da semana…



04 Cinderela

cinderela

Esse é um dos contos de fadas mais antigos já registrados, e com a maior quantidade de variações também (+ou-700). Algumas versões envolvendo um peixe gigante no lugar da fada madrinha datam de 850 AD! Em outras histórias, a fada madrinha é na verdade uma árvore que nasce sobre o túmulo da mãe da Cinderela.

Uma das modificações mais brutais ocorre no momento em que as irmãs malvadas tentam calçar os sapatos de cristal para enganar o príncipe. Numa versão bem bizarra da história, uma delas CORTA fora seus dedos do pé para vestir o sapatinho e assim enganar o príncipe. Mas ela é desmascarada pelos pássaros amigos da Cinderela, que mostram ao príncipe o sangue escorrendo pelos sapatinhos, e depois, como vingança, arrancam os olhos das duas irmãs que terminam suas vidas cegas e mancas.

Há ainda uma outra versão (na verdade, ela é tão diferente que alguns nem a consideram como uma versão e sim um tipo de CINDERELLA ORIGINS) onde a Cinderela era filha de um rei viúvo (algumas vezes, a própria Cinderela foi quem matou a mãe) que jurou nunca mais se casar, a não ser que encontre uma mulher tão bela quanto a falecida esposa, que tivesse os cabelos cor de ouro, e que conseguisse calçar os mesmos sapatos da finada (fetiche por pés sacou!?). Acaba que sua filha (Cinderela) preenche todos os requisitos, como 2 e 2 são 4, nada mais lógico que ele se casar com a própria filha.

Ela, por sua vez, na tentativa de fugir do casamento com seu próprio pai velho, barrigudo e incestuoso, foge pelo mar num armário de madeira (eu também achei estranho, mas fazer o que, os caras eram criativos, oras). No final ela consegue fugir, mas acaba do outro lado do mundo trabalhando como escrava na casa das irmãs malvadas, e daí pra frente começa a historia que vocês conhecem.



05 João e Maria

joaomaria

Essa por si só já é assustadora, afinal, um pai que larga os filhos na floresta para morrer de fome não é lá o tipo de coisa que se lê para crianças certo!? Mas, numa versão mais antiga, a madrasta má, que pressiona o marido a lagar seus filhos na floresta, e a bruxa má são a mesma pessoa. Achei isso bem esquisito, mas as duas personagens têm personalidade bem similar. Outra alteração feita durante os anos foi com relação à própria bruxa que, em certa versão da história, na verdade é um casal de demônios, e ao invés de cozinhar João, eles querem estripa-lo num cavalete de madeira.

Quando o demônio “macho” sai para uma caminhada, a “demônia” manda Maria ajudar João a subir no cavalete, assim, quando seu marido voltar, tudo já estaria preparado. A esperta Maria finge não saber como colocar João deitado e pede para a “demônia” mostrar como se faz. Quando ela deita no cavalete, João e Maria a amarram ela e rapidamente cortam sua garganta. Depois fogem levando o dinheiro e a carroça do pobre casal de demônios.



06 O Flautista de Hamelin

flautista

Nessa historia, um tocador de flautas mágico é contratado por uma cidade para livra-la de uma infestação de ratos. Ele cumpre seu papel, mas quando volta para receber seu tão suado dinheirinho, a cidade se recusa a pagar. Daí, como vingança, ele usa os poderes de sua flauta para raptar todas as crianças da cidade e só as devolve após receber seu pagamento. Até aqui tudo bonito, mensagem positiva e uma moral no fim da historia. Mas, o conto original não é bem assim. Nele, o encantador não devolve as crianças depois de receber da relutante cidade. Na verdade ele faz com que elas todas se afoguem num rio. E, em algumas versões ainda mais antigas, há referencias a pedofilia em massa dentro de uma caverna escura.



06 A pequena sereia

pequena

A grande diferença nesse conto está em seu final. Ao invés de se casar com o príncipe e viver feliz para sempre, a pequena sereia na verdade é abandonada por ele logo após ela beber a poção mágica que lhe transforma em mulher. Mas, como tudo tem seu preço, a poção tem um pequeno efeito colateral: durante o resto de sua vida, a pequena ex-sereia iria sentir uma dor tremenda nos pés, como se eles estivesse pisando constantemente em facas. Vendo a traição, alguém (juro que não consegui descobrir quem) oferece um punhal para que ela tenha sua vingança. Mas, ao invés disso, ela pula no mar e “morre” se dissolvendo em espuma. Bom, comparado com a Chapeuzinho Vermelho, essa é até bem tranquila.

Para compor esse texto, e usei MUITAS fontes diferentes na internet, tantas que não poderei citar todas aqui (até porque nem lembro todas), mas vou deixar as três principais onde vocês poderão ler cada conto (coisa que eu estou fazendo) e conhecer um pouco mais sobre o assunto.

Aqui vocês encontraram vários contos de fadas diferentes, o problema e que estão todos em inglês.

Esse site é excelente, tem tudo sobre contos de fadas, sua origem, adaptações, e outras coisas legais, dêem uma olhada no FAQ dele que tem mais coisas sobre as versões sinistras dos contos de fadas, mais uma vez, todo em inglês.

Creio eu que esse dispensa apresentações correto!?







Quem me estuprou?




Atenção: este texto não é meu. Eu copiei e colei.
Quem escreveu? Aline Valek

Hoje fui estuprada. Subiram em cima de mim, invadiram meu corpo e eu não pude fazer nada. Você não vai querer saber dos detalhes. Eu não quero lembrar dos detalhes. Ele parecia estar gostando e foi até o fim. Não precisou apontar uma arma para a minha cabeça. Eu já estava apavorada. Não precisou me esfolar ou esmurrar. A violência me atingiu por dentro.

A calcinha, em frangalhos no chão, só não ficou mais arrasada do que eu. Depois que ele terminou e foi embora, fiquei alguns minutos com a cara no chão, tentando me lembrar do rosto do agressor. Eu não sei o seu nome, não sei o que faz da vida. Mas eu sei quem me estuprou.

Quem me estuprou foi a pessoa que disse que quando uma mulher diz “não”, na verdade, está querendo dizer “sim”. Não porque esse sujeito, só por dizer isso, seja um estuprador em potencial. Não. Mas porque é esse tipo de pessoa que valida e reforça a ação do cara que abusou do meu corpo.

Então, quem me estuprou também foi o cara que assoviou para mim na rua. Aquele, que mesmo não me conhecendo, achava que tinha o direito de invadir o meu espaço. Quem me estuprou foi quem achou que, se eu estava sozinha na rua, na balada ou em qualquer outro lugar do planeta, é porque eu estava à disposição.

Quem me estuprou foram aqueles que passaram a acreditar que toda mulher, no fundo no fundo, alimenta a fantasia de ser estuprada. Foram aqueles que aprenderam com os filmes pornô que o sexo dá mais tesão quando é degradante pra mulher. Quando ela está claramente sofrendo e sendo humilhada. Quando é feito à força.

Quem me estuprou foi o cara que disse que alguns estupradores merecem um abraço. Foi o comediante que fez graça com mulheres sendo assediadas no transporte público. Foi todo mundo que riu dessa piada. Foi todo mundo que defendeu o direito de fazer piadas sobre esse momento de puro horror.

Quem me estuprou foram as propagandas que disseram que é ok uma mulher ser agarrada e ter a roupa arrancada sem o consentimento dela. Quem me estuprou foram as propagandas que repetidas vezes insinuaram que mulher é mercadoria. Que pode ser consumida e abusada. Que existe somente para satisfazer o apetite sexual do público-alvo.

Quem me estuprou foi o padre que disse que, se isso aconteceu, foi porque eu consenti. Foi também o padre que disse que um estuprador até pode ser perdoado, mas uma mulher que aborta não. Quem me estuprou foi a igreja, que durante séculos se empenhou a me reduzir, a me submeter, a me calar.

Quem me estuprou foram aquelas pessoas que, mesmo depois do ocorrido, insistem que a culpada sou eu. Que eu pedi para isso acontecer. Que eu estava querendo. Que minha roupa era curta demais. Que eu bebi demais. Que eu sou uma vadia.

Ainda sou capaz de sentir o cheiro nauseante do meu agressor. Está por toda parte. E então eu percebo que, mesmo se esse cara não existisse, mesmo se ele nunca tivesse cruzado o meu caminho, eu não estaria a salvo de ter sido destroçada e de ter tido a vagina arrebentada. Porque não foi só aquele cara que me estuprou. Foi uma cultura inteira.

Esse texto é fictício. Eu não fui estuprada hoje. Mas certamente outras mulheres foram.




quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A implosão da mentira Affonso Romano de Sant'Anna


 
A implosão da mentira
Affonso Romano de Sant'Anna
Fragmento 1
               Mentiram-me. Mentiram-me ontem
               e hoje mentem novamente. Mentem
               de corpo e alma, completamente.
               E mentem de maneira tão pungente
               que acho que mentem sinceramente.
               Mentem, sobretudo, impune/mente.
               Não mentem tristes. Alegremente
               mentem. Mentem tão nacional/mente
               que acham que mentindo história afora
               vão enganar a morte eterna/mente.
               Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases
               falam. E desfilam de tal modo nuas
               que mesmo um cego pode ver
               a verdade em trapos pelas ruas.
               Sei que a verdade é difícil
               e para alguns é cara e escura.
               Mas não se chega à verdade
               pela mentira, nem à democracia
               pela ditadura.

Fragmento 2
               Evidente/mente a crer
               nos que me mentem
               uma flor nasceu em Hiroshima
               e em Auschwitz havia um circo
               permanente.
               Mentem. Mentem caricatural-
               mente.
               Mentem como a careca
               mente ao pente,
               mentem como a dentadura
               mente ao dente,
               mentem como a carroça
               à besta em frente,
               mentem como a doença
               ao doente,
               mentem clara/mente
               como o espelho transparente.
               Mentem deslavadamente,
               como nenhuma lavadeira mente
               ao ver a nódoa sobre o linho. Mentem
               com a cara limpa e nas mãos
               o sangue quente. Mentem
               ardente/mente como um doente
               em seus instantes de febre. Mentem
               fabulosa/mente como o caçador que quer passar
               gato por lebre. E nessa trilha de mentiras
               a caça é que caça o caçador
               com a armadilha.
               E assim cada qual
               mente industrial?mente,
               mente partidária?mente,
               mente incivil?mente,
               mente tropical?mente,
               mente incontinente?mente,
               mente hereditária?mente,
               mente, mente, mente.
               E de tanto mentir tão brava/mente
               constroem um país
               de mentira
                                       —diária/mente.


Fragmento 3

               Mentem no passado. E no presente
               passam a mentira a limpo. E no futuro
               mentem novamente.
               Mentem fazendo o sol girar
               em torno à terra medieval/mente.
               Por isto, desta vez, não é Galileu
               quem mente.
               mas o tribunal que o julga
               herege/mente.
               Mentem como se Colombo partindo
                do Ocidente para o Oriente
               pudesse descobrir de mentira
               um continente.
               Mentem desde Cabral, em calmaria,
               viajando pelo avesso, iludindo a corrente
               em curso, transformando a história do país
               num acidente de percurso.


Fragmento 4

               Tanta mentira assim industriada
               me faz partir para o deserto
               penitente/mente, ou me exilar
               com Mozart musical/mente em harpas
               e oboés, como um solista vegetal
               que absorve a vida indiferente.
               Penso nos animais que nunca mentem.
               mesmo se têm um caçador à sua frente.
               Penso nos pássaros
               cuja verdade do canto nos toca
               matinalmente.
               Penso nas flores
               cuja verdade das cores escorre no mel
               silvestremente.
               Penso no sol que morre diariamente
               jorrando luz, embora
               tenha a noite pela frente.

Fragmento 5

               Página branca onde escrevo. Único espaço
               de verdade que me resta. Onde transcrevo
               o arroubo, a esperança, e onde tarde
               ou cedo deposito meu espanto e medo.
               Para tanta mentira só mesmo um poema
               explosivo-conotativo
               onde o advérbio e o adjetivo não mentem
               ao substantivo
               e a rima rebenta a frase
               numa explosão da verdade.
               E a mentira repulsiva
               se não explode pra fora
               pra dentro explode
implosiva

As Pin ups...


Criação americana do início do século XX, com o apogeu no "New Deal". Tudo que se falar além disto é em função disto! Foi um dos mais espetaculares sistemas de convencimento de massa daquele século. Imagine uma mulher sensual com um estilo Vintage que adora fazer pose, imaginou? Isso resume uma mulher PIN UP.

Elas são lindas, românticas, com olhar fiel de esposa, vestidas mas sensuais, aparentemente passam a mensagem de que cuidam da casa e o melhor de tudo elas tem carne, muita carne, tal qual deveriam ser as esposas no pensamento do soldado no front, bem diferente do padrão de beleza das ruas.

Com as grandes mudanças tecnológicas e sociais ocorrendo ao decorrer do início do século XX, as mulheres necessitaram da conquista maior de uma liberdade pessoal, profissional e financeira, talvez por que  as guerras movimentavam o mundo e consumiam com os homens. 

Bem, o resto, se não deduzirmos, é por que já sabemos.