sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Teorias da Conspiração Planetária



Tem uns sites que mais me divertem que me informam alguma coisa. Há neles um ingrediente tão maluco de conspiração planetária e interplanetária, que vale a pena ler para saber o que não está acontecendo. Por uma questão de segurança, não publicarei o nome destes sites aqui, mas você poderá pesquisar livremente, através do conteúdo postado e chegará neles.

Separei apenas cinco pequenos textos, para que você perceba que tem gente fora do eixo nesta órbita.

Divirta-se também:

1 -  A grande imprensa que inclui obviamente as agências internacionais de notícia, deu expressivo destaque aos eventos paralelos dos quais os tiranetes do Foro de São Paulo participaram. A notícia mais destacada foi o encontro do presidente do Uruguai, Pepe Mujica teve com duas personalidades: David Rockefeller e George Soros. E o assunto foi a liberação dos entorpecentes.

E, para quem afirma que a tal "nova ordem mundial" e o "Clube Bilderberg" são apenas teorias conspiratórias dos malucos da internet, a matéria da agência EFE revela o contrário, quando destaca Rockfeller como um dos fundadores do Grupo Bilderberg, o "clube" das pessoas mais influentes do mundo, ressalta. O Clube Bilderberg, como o Foro de São Paulo, foram transformados pela grande mídia num tabu. Nenhum jornalista - com raras exceções - se refere a essas organizações.

2 - Preparem-se. Nos próximos anos a desordem do mundo atingirá o patamar da alucinação permanente e por toda parte a mentira e a insanidade reinarão sem freios. Não digo isso em função de nenhuma profecia, mas porque estudei os planos dos três impérios globais e sei que nenhum deles tem o mais mínimo respeito pela estrutura da realidade.

3 - AGORA É SÉRIO!

Recomendo que se preparem para comprar alimentos, utensílios de sobrevivência, para durar entre 2 semanas até 6 meses, para resistir em tempos de histeria coletiva. Se possível, mobilizem isso, mesmo que ainda não aconteça nada de "grave".

Vamos orar para que não aconteça nada de "ameaçador" nos próximos dias. Espero que tudo isso seja uma coincidência...Mas pelas informações que tem aparecido...

A MÍDIA NÃO DIZ NADA SOBRE ESTAS COISAS!!!

Tudo isso justamente em datas próximas? Um tal de cometa Ison passará por Marte exatamente nesta data...Será que vai causar transtornos à Terra?

4 - Numa recente entrevista inovadora entre Bob Fletcher e Alex Jones de Infowars, Bob, que foi uma pessoa chave nas audiências Irã Contra , apresenta alguns de seus insights reveladores em apoio para o que ele acredita ser que os governos tem  conhecimento do planeta Nibiru e que é iminente  seu retorno ao nosso  sistema solar.

5 - Nos últimos oito anos, tenho estado envolvido na luta contra a implementação de TeenScreen. Tenho escrito inúmeros editoriais, apareci em talk shows e tenho pressionado políticos para legislar contra esse mal insidioso que visa ao controle da mente  de nossos filhos enquanto engordam os cofres da Big Pharma, como a Eli Lilly.
Uma pequena vitória foi conquistada contra a agenda globalista para o controle da mente e eugenia através da derrota de um complô para medicar tantas crianças quanto possível através de um programa chamado TeenScreen. A primeira parte deste artigo pode ser lida como uma recitação do mal seguido por um discurso de vitória. No entanto, acredito que a nossa celebração pode ser de curta duração.  A última parte do artigo detalha o que está a seguir a morte de TeenScreen, e é pior.

Evoluindo Sempre: Amy Cuddy: Sua linguagem corporal molda quem você ...

Fonte imagem: Wikipédia
Fonte vídeo: TED global 2012
Palestrante: Amy Cuddy

A linguagem corporal afeta a maneira como os outros nos veem, mas também pode mudar a maneira como nos vemos. A psicóloga social Amy Cuddy alega que “fazer poses de poder”, ficar numa postura confiante, mesmo quando não nos sentimos confiantes, pode estimular sentimentos de confiança e pode ter um impacto nas nossas chances de sucesso. Nota: algumas das descobertas apresentadas nesta palestra têm sido referidas em um debate que está ocorrendo entre cientistas sociais sobre robustez e capacidade de reprodução.






O Prior de Trancoso



Padre Francisco Costa é personagem de uma suposta lenda que tem circulado na internet como se fosse uma história real, baseada em documentos que talvez estariam arquivados na Torre do Tombo em Lisboa. Essa suposta lenda serviu de inspiração para o escritor e pesquisador português Fernando Jorge Santos Costa, autor da obra de ficção "O Padre Costa de Trancoso"

Esta foi a sentença proferida em 1467 num processo contra o Prior de Trancoso (Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5.o, maço 7):

“Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas publicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.”

(Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres.)

“El-Rei D. João II. lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezassete dias do mês de Marco de 1487 e guardar no Real Arquivo da Torre do Tombo esta sentença, devassa e mais papeis que formaram o processo.”

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O Apocalipse de Martha e Georgette

SEGALL - "Duas amigas" - óleo 1914

Dona Martha Helena era uma mulher comum, solteira, de beleza comum, modos comuns e corpo comum. Estava para completar 43 anos e trabalhava desde os 18 na mesma empresa, no mesmo escritório, na mesma cadeira utilizando a mesma mesa. Roupas sóbrias, combinando com a bolsa, sapato e cinto. Enfim, uma solteira clássica.

Sua melhor amiga era Georgette Cândida, 44 anos, colega de trabalho e amparo desde quando entrou, um ano após Martha, de todas as horas difíceis e alegres. Dividiam o serviço, as tarefas e as obrigações diárias quase que mecanicamente. Vestiam-se iguais, andavam iguais e almoçavam juntas sempre no mesmo restaurante.

Em toda a sua casta vida, Martha e Georgette acreditavam em que um dado momento surgiria pela porta o amor cortês em seus destinos, em que dois homens arianos, loiros, fortes e altos, pela primeira vez na história, as respeitariam como mulheres puras, castas e decentes, sendo esta a inspiração para o amor. Eram a própria sublimação ao sexo pelo respeito e amor incondicional.

Em casa, aprenderam que o corpo é o pecado. A sexualidade tinha de ser contida e controlada. Tudo sobre sexo era proibido em sua redoma. Tinham a convicção que o sexo é o próprio demônio e deveria ser punido só pela insinuação. Todos aqueles que geravam tentação deveriam ser queimados vivos, pensavam e afirmavam categoricamente. Essa tortura perturbadora em um mundo onde a mídia vulgarizou o prazer e a sensualidade, elas percebiam na Igreja, nas ruas, no ônibus e principalmente no salão de beleza da Maurinha.

Certo dia Maurinha disse à Martha Helena que o mundo ia acabar logo. Um tal de Astro Errante vinha para matar todo mundo. Assim que chegou em casa, ligou o computador, leu tudo, se informou de tudo e se desesperou. Martha não dormiu naquela noite. Como assim, acabar e eu virgem, sem meu príncipe nórdico??? Não, isto não pode acontecer!!! Não...não.. não pode...não pode...

Martha Helena chegou no escritório arrasada e atrasada. Os olhos em lágrimas, a boca trêmula. Meu Deus, que loucura é esta? Como assim, acabar? Martha não via mais nada na sua frente. Só pensava no fim de tudo, no Astro Errante chegando, dos seus sonhos morrendo junto com ela. Foi se agitando, se coçando, e em surto subiu à mesa sapateando. Georgette Cândida ficou em estado de choque, mão na boca, pálida, sem entender nada.

Martha começou a gritar, em uma voz estridente, como se estivesse tomada por uma outra pessoa:

- Olha aqui Georgette, olha só, como vou morrer assim, ainda virgem - e arrancou o blazer de linho.

E urrava, e berrava!!!
- Olha para mim Georgette, olha bem como sou gostosa - e arrancou a camisa de algodão puro, impecável.

E surtava mais e mais aos gritos!!!
- Jogou o sutiã pela janela - Olha só, que seios lindos, e apertava até o limite do corpo.

e delirava já sem noção espacial!!!

- Tirou a elegante Channel - olha minhas coxas, Georgette, grossas, gostosas, e nenhum homem nunca colocou a mão aqui...

- Eu não vou morrer... eu não vou morrer... gritava alucinadamente!

Georgette Cândida, ainda abaladíssima, saiu do estado de choque e ligou para a recepção mandar subir o Babinha, o zelador do condomínio, andar gingado, funkeiro, esquelético, com idade entre 19 e 20 anos, se muito, para ajudá-la  a fazer alguma coisa. Babinha, ao entrar, vê Dona Martha rasgando a calcinha e em desespero, agredindo-se vilipendiosamente.

Babinha aproximou-se, e com seu braço esquerdo puxou-a pelo braço direito. Dona Martha tentou dar-lhe um chute, que resvalou no seu fino rosto cadavérico. Babinha então desferiu-lhe um sopapo cinematográfico na face, onde Dona Martha despencou segura pelo braço, rodando em direção ao seu ombro.

Uma vez no ombro, onde deu para morder e unhar o fez com tal fúria que Babinha urrou. Babinha rodou de dor e caiu por baixo. Os dois se debateram, se morderam, e Martha foi rasgando a suja e poida roupa de Babinha. Agarraram-se, lascaram-se, digladiaram-se, gritaram, espernearam, gemeram, sussurraram e por fim aninharam-se um no outro de uma forma animalesca, brusca, torpe e sensual.

Martha virou para o lado, toda marcada de unhas, dentes e marcas outras, com um leve sorriso de felicidade. Babinha foi se levantando lentamente, procurando suas roupas. Nisto, Georgette Cândida subiu rapidamente sobre a mesa, e aos berros gritou:

- OLHA AQUI martha, OLHA SÓ, COMO VOU MORRER ASSIM, AINDA VIRGEM - E ARRANCOU O BLAZER DE LINHO...

É isto aí!
  

A imagem da pátria amada...

Só para registrar o que vai sendo publicado no mundo sobre  a pátria amada, depois que a Cacica Búlgara mandou uma borduna no queixo do Negão Apache:

http://www.tmz.com/2013/09/26/miss-butt-brazil-andressa-urach-bikini-topless-photos/?adid=hero1

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Dengue vai matar o seu vizinho, ou o seu amigo, ou quem você conhece. É uma questão de tempo!




Crônica de uma tragédia anunciada:

Somente este ano de 2013, foram confirmados 293.325 casos de dengue em Minas Gerais. O quadro é gravíssimo e ainda estamos em setembro, longe do período onde observa-se maior concentração no número de casos, que ainda está por vir.


A soma das notificações de 2010 + 2011 + 2012 é menor do que os números de 2013. Isto significa que as 110 mortes deste 2013, fora as sequelas e complicações, ainda não motivaram as prefeituras e o Estado.

O que o supermercado não quer que se saiba


O texto abaixo não é meu , mas é de extrema utilidade pública:


Fonte 1: http://informacaoincorrecta.blogspot.com.br/2013/09/o-que-o-supermercado-nao-quer-que-se.html
Fonte 2:  http://www.foodpolitics.com/what-to-eat-an-aisle-by-aisle-guide-to-savvy-food-choices-and-good-eating/

O que o supermercado não quer que se saiba:


Uma volta no supermercado?

Marion Nestle - A autora citada no artigo, é professora de nutrição, estudos alimentares e saúde pública na Universidade de New York, professora de Sociologia na mesma instituição e professora de Ciências Nutricionais da Universidade de Cornell.:

Segundo Marion Nestle, os pesquisadores têm trabalhado anos para garantir que o comprador comum observe quanto mais produtos possíveis durante as compras, porque quanto mais eles veem, tanto mais eles compram. Marion Nestle, para nossa sorte, não tem nada a ver com a homônima multinacional suíça (a Nestlé): pelo contrário, é o autor do recente livro An Aisle-by-Aisle Guide to Savvy Food Choices and Good Eating , uma tentativa para favorecer escolhas alimentares mais experientes e uma melhor alimentação. A seguir, alguns pontos interessante acerca dos supermercados.

1 . Os carrinhos de compras estão sujos.


De acordo com os estudos feitos nos carrinhos, mais de 60% ​​destes albergam bactérias coliformes (as espécies de bactérias que são encontradas nas casas de banho públicas).

O Dr. Chuck Gerba, um microbiologista da Universidade da Arizona, diz:
"Estas bactérias podem ser originados nos vegetais não lavados, dos enchidos não limpos, das mãos sujas dos clientes ou das crianças sentadas nos carrinhos. É suficiente pensar que onde colocamos os nossos brócolos poucos minutos antes havia o rabo de uma criança."

De acordo com estudos feitos por Gerba e os colaboradores, os carrinhos de compras têm mais bactérias do que qualquer superfície estudada, incluindo os apoios das sanitas e os apoios de cabeça dos comboios.
Para evitar a contaminação com bactérias, sugere limpar a parte do carrinho onde apoiamos as mãos com lenços higienizado e lavar as mãos depois de ter feito as compras.

2 . Os alimentos "amigos das crianças" estão dispostos a altura delas.

Quem faz compras com crianças sabe que deve prestar atenção às coisas que acontecem, o que os putos atiram para o carrinho.

Marion Nestle:
"Eu sempre digo aos pais para nunca fazerem compras com os filhos. As caixas com as personagens das bandas desenhadas são sempre colocadas nas prateleiras mais baixas, onde até mesmo as crianças podem pega-las."

Uma pequena viagem pelo corredor dos cereais é a melhor demonstração disso.

Tara Gidus, da American Dietetic Association, diz:
"Os cereais açucarados estão ao nível dos olhos das crianças, enquanto os saudáveis e ricos em fibras estão nas prateleiras mais altas."

É a mesma situação que podemos encontrar na caixa registadora, onde os doces estão estrategicamente colocados para incentivar as compras impulsivas de adultos e para que as crianças possam facilmente pegar nestes pequenos produtos.

3. Cortam e fatiam os alimentos para aumentar o preço.

Nos departamentos dos alimentos frescos, podemos encontrar algumas boas fatias de melancia já cortadas e frescas saladas de legumes lavados e cortados. Na área das carnes, o peito de frango assim como os bifes são já cortados e também marinados, prontos para serem preparados. Não há como negar que estes alimentos já cortados tornar a vida mais fácil, mesmo os nutricionistas concordam que isso aumenta o consumo de legumes ou frutas e, então, representam uma coisa boa para a saúde.

Mas devemos pelo menos ter em mente que estamos a pagar uma sobrecarga bastante elevado de preço (às vezes mais do que o dobro, basta ler o preço por quilo e não aquele duma única embalagem) para algo que poderíamos fazer sozinhos.

4 . Os alimentos que são bons para a saúde estão escondidos

O exemplo clássico é o da massa de trigo integral, que é colocada nas prateleiras mais baixas ou até mesmo os alimentos orgânicos, que muitas vezes têm uma pequena prateleira junto aos alimentos étnicos .

5. As exposições no final do corredor estão aí para distrair-te

Marion Nestle:
"As empresas alimentares pagam os supermercados para colocar os seus produtos onde possam ser vistos mais facilmente, tais como nos expositores no final dum corredor. O conceito é o de colocar os itens ou os grupos de alimentos de alto lucro, como os chocolates, de forma a inspirar compras compulsivas: e mesmo que estas exposições sejam utilizadas para promover produtos em oferta, as pessoas tendem a compra-los mesmo sem que haja uma real necessidade."

O Dr. Brian Wansink, director do Laboratório de Alimentos e Marcas da Universidade University e autor do livro Mindless Eating:
"As pessoas compram 30% mais aqueles produtos que estão colocados na exposição daqueles que ficam nas prateleiras no meio do corredor, também porque achamos que as verdadeiras oportunidades estejam no fim."

6. Negócio nem sempre é negócio.


Quem pode resistir perante uma oferta como "Compre 5 e leve um grátis" ou "Três por um"? Aparentemente, apenas algumas pessoas.

O Dr. Brian Wansink:
"Todas as vezes que vemos um número no cartaz duma prateleira, vamos comprar cerca de 30% mais do que realmente seria preciso comprar. Portanto, se comprarmos mais do que for preciso não necessariamente é um bom negócio. Ou, pior ainda, vamos consumir mais. 

Uma vez que o produto está em casa, será consumido mesmo sem prazer, pois é uma vergonha deitar fora comida, mas se, por exemplo, uma caixa de atum é anunciada a um preço inferior do que outra, temos que prestar atenção à quantidade de atum na caixa e tentar ler o preço ao quilo.

Tendo estudado marketing, conheço estes e outros truques, alguns dos quais são realmente muito eficazes. Um é colocar "Promoção", "Oferta Especial" ou algo similar sem uma real variação no preço do produto. Invariavelmente, a taxa de rotação do produto aumenta quando o consumidor não tende a memorizar os preços originais, especialmente se é um produto que não é costume adquirir. Isso funciona melhor ainda se estes produtos com redução de preço não efetiva se encontram dentro de uma oferta promocional mais ampla, com produtos que tiveram uma redução real e os exemplos poderiam continuar."

7. O percurso obrigatório


Não só o caminho no interior dum supermercado, como todos sabem, é sempre obrigado devido à disposição das prateleiras, mas muitas vezes somos obrigados a seguir um caminho sem perceber isso. O caminho "forçado" é na verdade criado sem barreiras, mas seguindo as necessidades primárias dos compradores como pão, massas, leite e legumes. Seguindo estes caminhos, ficamos com 60-70% mais de produtos do que tínhamos orçamentado.

8. Nem sempre é limpo

Os agentes da Vigilância Sanitária muitas vezes (em teoria) controlam os supermercados à procura de eventuais irregularidades. Mas é possível fazer um pouco de inspecção sozinhos: passamos um dedo no topo das prateleiras para encontrar eventual pó. Nem se fala de produtos perto de moscas (que transportam bactérias) ou de embalagens com pó de resíduos. Fezes de insetos indicam contaminação.

Conselho pessoal: esqueçam o supermercado e visitem o simples mercado. Ou a loja de bairro, onde o atendimento é mais pessoal.




quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O psicanalista da Pitangueira


JP Hummer era um homem discreto e metódico. Casou-se cedo com Catarina Hoffmann e cedo também iniciou um romance com sua jovem cunhada, Marjorie Hoffmann, de quem foi amante por toda a vida, fiel e companheiro.

Tinha construído um pequeno império com seu suor e dedicação. E já alcançava a idade do merecido conforto e gozo da vida. Teve com Catarina Hoffman 3 filhos e com Marjorie teve os melhores momentos das suas lembranças.

Um dia, e este dia sempre chega, JP Hummer acorda, dentro da sua metódica forma de acordar, dirige-se ao banheiro para as abluções devidas e coordenadas. Ao deparar-se diante do espelho não vê o seu rosto. Leva imensos segundos para se dar conta daquilo. Levanta as mãos, apalpa a face, mas também não as vê.

JP Hummer grita histericamente. Catarina adentra no banheiro e depara com a cena que não entende. JP olha para ela e pergunta se o vê - sim, claro que o vejo. Olha para o espelho e não está lá. Desmaia e acorda no Hospital uma semana depois.

Encaminhado pela laboriosa equipe médica ao mais renomado psicanalista da Pitangueira, JP Hummer irá experimentar ali o néctar do saber introspectivo, o Eu real.

O analista era um sujeito baixo, despenteado, trancudo, barriga proeminente, camisas largas e soltas, facilmente descrito pelas suas polainas, uma laranja neon e a outra azul intenso, orgulhosamente de lã belga, por sobre sapatos escandalosamente sujos e velhos.

Ao receber JP Hummer e ouvir seus primeiros reclames, entendeu a gravidade do problema e determinou que fizessem sessões diárias até o sinal de uma cura, que poderia aparecer do nada ou de alguma coisa, o que daria no mesmo.

Na primeira sessão, no dia seguinte, o analista escuta novamente toda a história, bem como na segunda, na terceira e começa então a fazer intervenções. Afirma que o indivíduo é lançado na velhice quando perde a autoestima, e esta velhice poderá apresentar-se de forma normal ou patológica a depender da redução do investimento narcísico, que poderá não mais fazer frente às tendências destrutivas e manter o equilíbrio.

JP Hummer não entende merda nenhuma do que ele quis dizer com isto, mas se acha o máximo com aquela coisa narcísica em si.

Nas sessões seguintes o analista cita Jack Messy e extrapola o estádio do espelho para um novo estádio do espelho na velhice. Para ele, é como se houvesse um tempo do espelho quebrado, que consistiria na antecipação, no espelho, da imagem de outro mais velho, de sua própria imagem e da morte. A antecipação não será jubilosa como a da criança, porém aflitiva, pelo retorno inesperado de um corpo fragmentado cujo controle foi perdido com a projeção da imagem decadente e enfeada, repulsiva. A essa projeção do Eu, o analista denomina de Eu/Ego Feiúra.

JP Hummer começa a achar que está entendendo alguma coisa, mas ainda não se vê no espelho. Mas quem era este Jack...Jack..como era mesmo o nome deste sujeito?

Em outra sessão daquela semana o analista afirmou que os espelhos sempre incomodaram os homens. Não foi à toa que Michelangelo disse, de uma maneira didática: “Meu rosto tem algo que me dá medo”. O próprio Freud, sr. JP Hummer, confessou que, durante algum tempo, evitava olhar-se no espelho. Afinal, tentar uma aproximação com a velhice é tentar uma aproximação com a morte e como, para o inconsciente, não há registro de morte nem de velhice — para ele, somos seguramente jovens imortais.

JP Hummer entendeu menos do que achou que entendia, mas acreditava no terapeuta e via aquilo como um processo de cura por pressão induzida da memória estagnada em algum ponto de estrangulamento interior.

Naquela que seria a derradeira sessão, o analista, tentando achar um caminho, plagiando Lacan, como ele mesmo orgulhava em dizer, afirmou provocativamente, de que "a pessoa idosa não existe". O senhor envelheceu, JP Hummer, e "pessoa idosa" é um termo social e, depois da sociedade que o cerca te-lo designado assim, definido desta forma, caracteriza-lo e descreve-lo com seus usos, costumes, temperamento e defeitos, o senhor passou a não mais se enxergar como a pessoa que era. Há um bloqueio óptico.

Saiba que a pessoa idosa tem os cabelos embranquecidos como os seus; o rosto apresenta rugas e manchas escurecidas como as suas; seus reflexos estão lentificados, com enrijecimento das articulações, escoliose e halos senis nos olhos. Do ponto de vista social, o senhor ficou limitado pela sua produtividade, que a aposentadoria se incumbiu de determinar.

Pessoa idosa, sr. JP, designa uma categoria homogênea de indivíduos nos quais o sujeito desapareceu com suas peculiaridades, sua história pessoal, seu caráter, seu temperamento. A pessoa idosa habita a velhice e, em consequência, a casa de repouso ou o quartinho dos fundos da casa no mais amplo sentido, porque é alijada do convívio familiar e social e, isolada, perde seu status social e, muitas vezes, sua pensão, aposentadoria e bens. Daí é normal passar a ser invisível para a sociedade e em casos extremos para si.

JP Hummer saiu dali arrasado. Continuava sem ver-se no espelho e agora trazia consigo halos senis nos olhos...halos senis...halos...caramba, é isto!! Pegou um táxi, e foi à casa de Marjorie, que não via desde o início da crise. Chegou, se abraçaram, se beijaram, se inteiraram em um único ser. E JP, por fim, exausto e contemplativo, olhou nos olhos de Marjorie, lá no fundo, e perguntou:

Querida, por acaso eu troquei as nossas lentes de contato? Ela sorriu - Sim, amor, você pegou as minhas e como não voltou, estão guardadas esperando o seu regresso.

Puxa vida, pensou JP Hummer, que analista bom aquele; se não fosse falar do tal do bloqueio óptico, jamais lembraria disto. Vou te levar lá, Marjorie...
- Larga a mão de ser besta, JP, e agora vem aqui desbloquear meu foco...

É isto aí!


terça-feira, 24 de setembro de 2013

A saga de Waltinho


Waltinho tinha ódio do seu pai, Dr. Wernon Frans Waltz Früber. Tudo começou em uma tragédia familiar. Tinha seis anos quando sua mãe faleceu em um complicado trabalho de parto, levando a óbito também a criança, que era uma menina.

Na escola, Pedrinho, seu melhor amigo, disse-lhe que ouvira em casa que quando ocorrem estas mortes de parto, é por que a mulher foi mal comida. Waltinho teve ânsia de vômito por dias seguidos. Imaginou seu pai comendo sua mãe com garfo e faca, como fazem os adultos e cuspindo os pedaços. Fez uma anorexia e tornou-se vegetariano por não suportar a idéia do pai ter comido a sua mãe.

Na adolescência, Waltinho entendeu que aquilo tudo não passara de um mal entendido. Pedrinho disse-lhe que seu pai havia comido sua mãe várias vezes e o pior, ela gostava disto. E aquilo se chamava fazer sexo. Pronto. Waltinho agora era um catedrático em sexo por meio de informações precisas e importantes de Pedrinho, que ouvira toda esta conversa em casa.

Waltinho voltou a comer carne, mas ficou fechado, recluso, aprendeu a tocar e cantar igual ao João Gilberto, ficava horas dentro do quarto ensaiando por semanas seguidas um show que nunca daria. Waltinho cada vez mais tinha ódio do seu pai, por que fez sexo com a sua mãe.

Na juventude, Waltinho ingressou na faculdade. Pedrinho, seu melhor amigo, havia se iniciado em artes místicas e frequentava  o Núcleo de Atividades Virtuosas, Esotéricas, Exorcistas e Exóticas, ou NAVE3, como era mais conhecida. Pedrinho levou Waltinho ao NAVE3, e este se encantou com o esplendor e a paz celestial que o lugar oferecia.

Era uma gigantesca nave espacial, com luzes estrambóticas, painéis de LED, tapetes persas, lounge music, bebidas naturais de ervas e chás alucinógenos, enfim, um imenso inferninho conjugado.

A Bruxa Mística Guia, Irene, era uma morena voluptuosa, gostosa, carnuda, lábios doces, olhos de meretriz e corpo de bailarina de auditório merengue. Pedrinho informou a Waltinho que ela era virgem inatingível, intangível, inacessível, adoradora do deus Ratjar Faied, habitante de Orion, e prometida a Djacar Molaievsk, um ser supremo que viria a salvar todo o planeta.

Irene, despregada de valores materiais, a princípio desprezava Waltinho como fazia a todos que a cortejavam. Um dia, sem nenhuma pretensão, soube pelas Musas da NAVE3 que Waltinho era herdeiro da maior fortuna da região.

Naquela mesma noite teve a grande revelação celestial pelos Fantásticos Seres Margyteran, que Waltinho era a encarnação de Djacar Molaievsk, e sua mãe fora iniciada nas artes místicas em um evento de realidade paralela, incompreensível aos humanos, gerando-o de Ratjar Faied. E mais, as Musas revelaram que sua mãe não faleceu, foi teletransportada para a 9ª Dimensão, onde seria o limite de compreensão humana possível com a finalidade de se aproximar de Ratjar Faied.

Waltinho foi eleito o Príncipe do reino Krely Sariun, um dos maiores reinos de poder galáctico. Irene se entregou a ele como uma ninfa se entrega aos deuses. Reinaram loucamente por dias, semanas e meses a fio.

Um dia Waltinho levou Irene para conhecer seu pai. Ao chegarem em casa, percebeu que Irene e seu pai trocaram olhares místicos. Dali não saíram de perto um do outro. Foram se encontrando dia após dia nos assuntos comuns, nas ideologias, na teologia, enfim, Irene e seu pai estavam fora do seu eixo. Daquele dia em diante Waltinho teve ânsia de vômito por dias seguidos. Imaginou seu pai comendo Irene com garfo e faca, como fazem os tarados e cuspindo os pedaços. Fez uma anorexia e retornou ao mundo dos seres vegetarianos.

Pedrinho, já um Raftar na seita da NAVE3, revelou a Waltinho que tivesse paciência. Tudo aquilo seria um dia explicado pelos Fantásticos Seres Margyteran. Mas Waltinho tinha ódio do seu pai.

Um dia, e este dia estava profetizado no Livro das Brants Karlês, as musas da NAVE3, Waltinho é informado que seu pai iria se casar com Irene. Waltinho teve ódio, dores lancinantes, suores frios, tremores, vômitos, cegueira súbita e fica em estado catatônico.

Raftar Pedrinho, o agora Babalaô Natiê Azul da NAVE3 procura Waltinho para dar a triste notícia de que seu pai havia falecido, talvez por excesso de uns comprimidinhos azuis que tomava sem critérios. Waltinho sai do estado catatônico, penetra em um paraíso celestial, vai em busca de Irene, casa-se com ela e vive feliz para sempre. Agora estava curado, perdoara seu pai e sentiu-se vingado por sua mãe. Irene era realmente a grande Mistica Guia da NAVE3!

É isto aí!

Sara e os Cogumelos Azuis

Nina Davuluri - Nova York, foi coroada Miss EUA 2013.

Com umas dez histórias na fila, tenho que deixá-las esperando, em função das inúmeras ocorrências que pronunciam dezenas de informações diárias. Não que este Reino da Pitangueira tenha a intenção de tornar-se um real informante, mas vamos lá, meus fiéis leitores e leitoras, dar uma volta ao mundo nas últimas vinte e quatro horas.

Bem, vamos falar de Sara, a palhinha do Alaska, que publicou em seu site especializado em festas com chá de cogumelos azuis, que a moça eleita Miss USA é uma terrorista muçulmana, que não representa a pureza da raça ariana confinada em belos condomínios apaches.

O curioso é que a moça é americana legítima, estudante de Medicina e descendente de indianos. Falta à Sara, além de cogumelos menos alucinógenos, um maior conhecimento de geografia. O Islamismo predomina no vizinho Paquistão. Palhinha e sua turma do ácido vão mais longe - segundo suas deduções lógicas, a Miss USA deveria ser a pálida mocinha do Kansas, uma loira bonitinha comum, Theresa Vail.

Talvez por isto, quem sabe, um forte terremoto abalou o Paquistão devido à falha geológica localizada na área e à pequena profundidade do evento, prenuncia novas tragédias. Muito triste isto daí.

O fato curioso aqui, em função desta tragédia, é que uma pequena ilha apareceu no mar da Arábia, ao largo da costa paquistanesa, depois do potente terremoto, de 7,7 graus, ocorrido na província de Beluquistão (Sudoeste do Paquistão). Segundo as autoridades provinciais, a ilha tem entre 6 e 12 metros de altura e cerca de 30 m de extensão e dista cerca de 90 metros do porto paquistanês de Gwadar.

Enquanto isto tufões, furacões e vulcões assanham aqui e acolá nos cinco continentes, tudo nesta semana. Deve ser o efeito do Chá da Sara, maluquinha por confundir indiano com paquistanês e estes com os pouco simpáticos soldados do fronte "pague e leve" hospedados nas areias e dunas do Oriente Médio...

É isto aí!




Saindo devagar






Ninguém entra no Face sabendo o que vai encontrar ali dentro. E para sair, não sai assim, puro e qualificado para voos maiores. Tem que se preparar, retirando tijolo por tijolo, de dentro para fora, de cima para baixo. É claro que nada garante que estes tijolinhos deletados sejam a garantia de purificação no Ganges, mas já é um começo.

Tem uma semana que estou saindo, retirando tijolos desde o hoje até o início da obra. É muita coisa ali, são muitas informações, enfim, o perfil de uma pessoa está todo ali. Claro que nunca deletarão, mas se tiver que sair, saia também.

As regras, que não são claras, dizem: - tudo que você postou, curtiu, comentou, ou que foi citado, estão na sua memória digital, em alguma nuvem eletrônica digital, no meio do nada, no centro-oeste apache, a alguns graus abaixo de zero. Retirar estas memórias é que são outra história. Claro que nunca sairão de uma imensa caixa-preta, mas a sua consciência, pelo menos ela, ficará com aquela sensação de dever cumprido. Não é fácil sair do Face, não é só sair.

A sua rede social também é relevante. Isto tudo pode ser usado contra ou a favor dos seus projetos de vida. Como as coisas estão tomando um rumo estranho demais, estou saindo, e olha, é muita coisa para retirar lá de dentro.

É isto aí!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A Dança do Outono


Não é difícil ter pressentimentos ruins em dias tão tensos como o Planeta Terra vem sofrendo. Mas esta questão de uma expectativa calamitosa para outubro está dobrando as Antilhas e Caribe de desespero. Tudo muito sinistro, estranho e sigiloso.

Pode ser tudo e pode ser nada, o que é pouco provável. Talvez sejam exercícios militares para ações de combate. Mas teremos que aguardar. Desta vez temos boatos, dúvidas, fotos, filmes, documentários e fatos coligados. Alertas em redes nacionais dos países citados e desmentidos oficiais dos apaches&sioux.

Mas vamos para frente, que o ISON vai passar até dezembro. Este estranho cometa, em estranha rota e estranhos comentários da turma especializada, tem provocado frisson na galera atenta. Consta em alguns sites que o cometa fez "manobras" em torno de Phobos, o mais estranho dos mais estranhos satélites naturais do sistema solar, localizado em Marte.

Phobos é a única lua de todo o sistema que não é redonda, não tem comportamento padrão de translação, e tem uma superfície que lembra uma estrutura metálica gigante. Cientistas afirmam que seu interior é oco, ou deveria ser, pela velocidade e comportamentos anormais.

Bem, o que temos para Outubro? Igreja Católica entregando uma mini-reforma que vai dar pano prá manga; Egito, Quênia e Síria em convulsão; Israel em alerta máximo; Rússia, China e Irã focados no Oriente Médio, e os Apaches, bem...os Apaches fazem a sua Dança do Outono, aguardando o Dia do Peru e também por que não, da Ação de Graças, em novembro.

É isto aí!

O Cisma e as Usinas das Desgraças Tupynambás


Todo dia tem notícia, das mais variadas espécies, mas todas sempre estão interligadas a origens comuns. Hoje, por exemplo, ouvindo o jornal matinal da Rádio Mentiraia, reprodutora do Jornal Malcional, escutei a entendiante locutora de voz esganiçada fazer a chamada na qual gritou em um agudo anasalado que o Programa Mais Médicos não vingou.

Aí vem propaganda, depois da propaganda escamoteada de duas matérias pagas e enfim fala a retardada: O Programa Mais Médicos não está conseguindo que os Conselhos deliberem seus profissionais. Dá vontade de enfiar aquele microfone goela abaixo da idiota. É proibido atender pobres, pretos e longínquos habitantes do reino Tupynambá, para não perturbar a paz e a ordem das instituições adeptas do mais mais mais valia.

Enquanto isto, com a proximidade de 12 de outubro, a Igreja Católica prepara-se para se transformar em um cenário semelhante à promovida pela Usina de Boatos e Mentiras que assolam a pátria amada e fazem com que pessoas boas e honestas tenham ódio de pessoas boas e honestas. O fato é que o Papa prometeu uma mini-reforma, e já sentindo o tsunami destas ações, afirmou em recente homilia:

"Na vida cristã e na Igreja também há estruturas antigas e frágeis. É preciso renová-las", declarou o papa durante uma missa privada para a Guarda Suíça, de acordo com o "site" eletrônico da Rádio Vaticano.

"Nós não devemos ter medo de deixar cair as estruturas frágeis que nos prendem", referiu.


"A Igreja sempre permitiu a reforma. Assim, a Igreja evoluiu, remetendo-se ao Espírito Santo para renovar as suas estruturas. Nós não devemos ter medo".

Quais são estas estruturas antigas e frágeis? Ele mesmo já as antecipou:

1 - Batismo de crianças independente da situação civil da mãe.
2 - O Divórcio como uma questão civil e não religiosa e/ou moral.
3 - O fim do Celibato Clerical.
4 - A falsa benevolência de certas Ordens e Organizações Religiosas.
5 - O Aborto em casos extremos.
6 - A Homossexualidade como uma questão social e não religiosa e/ou moral 

Só isto aí irá gerar um conflito que fará com que a Igreja, após 12 de Outubro entrará em um conflito que não saberemos como irá terminar. Ou sabemos?

É isto aí!






domingo, 22 de setembro de 2013

Beatriz - Milton Nascimento

Quem sabe isto quer dizer amor (Marcio Borges/Lo Borges)


Música Quem sabe isso quer dizer amor
Artista Milton Nascimento
Compositores Marcio Borges / Lo Borges
Álbum Quem sabe isso quer dizer amor
Licenciado para o YouTube por
WMG (em nome de Non-Wea/Other); UNIAO BRASILEIRA DE EDITORAS DE MUSICA - UBEM, LatinAutorPerf, Sony ATV Publishing, SOLAR Music Rights Management e 7 associações de direitos musicais

Fonte: clipe de Roberto Rossi

Quem sabe isto quer dizer amor (Marcio Borges/Lo Borges)

Milton Nascimento

Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo a frente do sol
Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira

Pensei em tudo que e possível falar
Que sirva apenas para nos dois,
Sinais de bem, desejos de cais
Pequenos fragmentos de luz

Falar da cor, dos temporais,
de céu azul das flores de abril
Pensar além do bem do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu

O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele, tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer!

Pensei no tempo, e era tempo demais
Você olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça

Eu simplesmente não consigo parar
La fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar

Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você

O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele, tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A porta suicida



Depoimentos:

— A Vítima:
Senhor Delegado, estando eu ainda no interior do habitáculo do meu reluzente DKW Sedan Vemag, modelo 1960, motor dois tempos, três cilindros e o consumo de 1 Litro de óleo 40W a cada 40 litros de Gasolina, com tração dianteira e roda livre nas banguelas, estava quase chegando para estacionar próximo ao Parque Municipal.

— O Delegado:
Senhor, vá direto ao assunto

— A Vítima:
— Tudo bem, serei mais objetivo e menos detalhista .Ocorre, Doutor, que antes de ganhar o sentido da Travessa da Direita, passando pelo Largo da Catedral, indo em direção ao estabelecimento bancário, percebi de relance que os documentos necessários ao encontro reservado agendado com quinze dias de antecedência, com o gerente daquela instituição, não se encontravam onde deveriam estar.

— O Delegado:
Senhor, seja menos prolixo e mais direto ao que o trás aqui.

— A Vítima:
Certo, entendi. Desculpe estou muito nervoso. Mas é que enquanto procurava freneticamente por entre os vazios interiores do veículo, deparei com este elemento aqui presente ao lado, àquele momento trajando uma camisa de Tricoline, com 47% Poliéster; 50% Algodão e 3% de Elastano, com tendência ao Verde Limão, diferente desta preta que está utilizando agora.

— O Delegado:
Como sabe disto?

— A Vítima:
Trabalho com Moda, Doutor, e conheço uma roupa baratinha de longe.

— O Suspeito:
Filho de uma puta...

— O Delegado:
 Calma, vai chegar a sua vez...

— A Vítima:
E uma calça surrada, de brim índigo, destas que se encontram em feiras livres...

— O Suspeito:
Vou dar uma porrada neste engraçadinho.

— A Vítima:
Então, Doutor, o elemento suspeito veio pedalando rapidamente em rota de colisão lateral com meu DKW Vemag, cujas portas abrem em sentido inverso, daí a alcunha de portas suicidas. Estava abruptamente em acelerada locomoção. Quando percebi, o meliante já estava bem próximo do veículo, daí o último grau de recurso foi fitá-lo severamente nos olhos, e guardar o seu aspecto fisionômico, para o caso de promover um crime contra  a pessoa e o patrimônio desta pessoa que vos fala a verdade.

A perceber que minha expressão severa era contraditória aos seus interesses nefastos, de forma inesperada deu uma volta de 180° em torno do seu próprio eixo e tentava evadir-se do local, como fosse possível ser honesto diante de tamanha demonstração clara de interesses escusos. Foi neste momento que seu pneu traseiro resvalou na porta do meu automóvel.

Daí, aproveitando o descuido deste violento ser social, abri de súbito a porta suicida da minha possante DKW Vemag modelo 1960, e fui ao encontro da sua região posterior, neutralizando-o com uma chave de braço, pois como sabe Vossa Excelência, a contenção de pescoço lateral vascular é um golpe muito potente.

Neste ínterim, transeuntes solidários, ouvindo meus gritos de apelo a um auxílio extra para conter tamanha fúria do meliante, conseguiram, com golpes sedantes, imobilizá-lo até a chegada da força policial.

— O Delegado:
Sua vez de falar, Chico...

— A Vítima:
Chico? Como assim? O senhor conhece este bandidinho a ponto de denominá-lo com uma alcunha?

— O Delegado:
Claro, para o senhor é Doutor Francisco. Ele é amigo de longa data e presta serviços aqui para a delegacia como Delegado Geral Adjunto.

— A Vítima:
Puta que Pariu...

—  O Suspeito:
Doutor, eu estava passando, quando vi este engraçadinho tendo uma convulsão dentro daquela sucata que está lá fora. Como estava com um cheiro forte de óleo vindo do carro, resolvi aproximar rapidamente, pois achei que estava com princípio de incêndio, além do tremelique desta pessoinha.

Ocorre que ao aproximar, assim que ele olhou para mim, parou com aquelas macacoas aflitas. Vi que estava tudo bem e resolvi voltar, pois o banco fecharia dali a cinco minutos.

O resto foi isto que esta coisinha aí falou.

— A Vítima:
Pelo amor de Deus, piedade, perdão, desculpa, por favor, piedade, ai meu Jesus, valei-me São Jorge...

— O Suspeito:
Como é que fica, hem Doutor?

— O Delegado:
Olha só, Chico, vou dar uma saída para tomar um cafezinho, e vê se não tira nada do lugar. Daqui a cinco minutos eu volto...

É isto aí!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Piriguete e Margareth



Margareth Spencer Silva era a melhor amiga de Piriguete Windsor Souza. Onde uma estava, a outra era a sombra. Inseparáveis na instituição das amigas para sempre. Nasceram no mesmo ano, moravam na mesma rua, mãe de uma era madrinha da outra, estudaram na mesma escola, enfim, amizade eterna.

Mas Margareth sempre ouvia falarem - Cuidado com Piriguete, Margareth, ela não é sua amiga. No que respondia sempre - bobagem, conheço Piriguete como a palma da minha mão.

Um dia Margareth foi trabalhar no supermercado do bairro, como caixa. Logo conseguiu uma vaga para Piriguete como embaladora. Iam e voltavam juntas. Margareth se engraçou com Teobaldo Banana, um mulatinho do Estoque, que era uma graça de pessoa. Piriguete viu mil e dois defeitos em Teobaldo.

Teobaldo deu corda para Margareth e enamoraram com acenos e olhares. Piriguete roeu as unhas, pois perderia a melhor amiga para um banana. Aquilo era um absurdo. Logo ela, sempre mais bonita, melhor de aparência, e foi perder logo para Margareth.

Um dia Teobaldo desentendeu com Margareth e os olhares gelaram. A moça desabafou com Piriguete que estava arrasada. Saiu mais cedo, dizendo que estava passando mal. e foi pela rua, olhos em lágrimas permanentes. Entrou em uma das lojas mais caras do bairro, e deparou com uma bolsa prateada, do jeitinho que sempre sonhou ter. Comprou no cartão de crédito em 10 vezes sem juros a bolsa prateada dos seus sonhos.

Chegou em casa e viu que não tinha roupa para combinar com a bolsa. Chorou prá caramba a Margareth. Correu na casa da Dona Cleidinha Esteves, que vendia brechó chique das madames, e comprou um vestido tubinho preto, igual a de uma moça de um filme que passou na sessão da tarde. Margareth se achou o máximo quando chegou em casa e viu que a bolsa combinava com o vestido tubinho preto, salientando suas coxas grossas, na porção inferior de um corpo divino.

Mas Margareth lembrou que não tinha sapato para aquela bolsa que combinava com aquele vestido tubinho preto. Foi na rua, na loja do Alcides do Sapatinho de Cristal e achou um de salto agulha, lindo, preto e prata, com um detalhe em relevo. Margareth até chorou de emoção. Comprou na conta da sua mãe, depois de calcular como pagaria aquilo.

Agora Margareth estava completa. Talvez até Teobaldo iria babar nela. Mas espera aí, pensou Margareth, falta a lingerie. Meu Deus, a lingerie. Foi na casa da Mariinha Gonçalves, sacoleira tradicional da vila, uma gorda preta que criou toda a família vendendo lingerie com Avon.

Margareth estava impossível. Vestida como a Cinderela moderna, de tubinho preto, bolsa prateada, sapato salto agulha preto com detalhes prateados e sua lingerie preta, passou na farmácia da Deisinha e comprou na ficha do seu pai uma meia preta. Deisinha sempre colocava como medicamento, assim o pai nunca reclamava.

Todo ano, no dia vinte e seis de dezembro havia a festa para os funcionários. Margareth se produziu no salão da Belinha, e dirigiu ao evento anual que o Seu Oliveira, um português viúvo e grosso, dava para os empregados. Fechava o comércio e fazia uma gracinha com produtos vencidos e cerveja barata. Mas ninguém ligava, afinal festa é festa. Foi que não se aguentava mais de emoção. Teobaldo iria ver aquilo tudo e na frente de Piriguete, quem sabe, desejá-la ali mesmo, em um dos muitos cantos do depósito do Supermercado.

Ao entrar no recinto, silêncio total. Todo mundo olha para Margareth, que não olha para ninguém, guardando seu olhar para Teobaldo. Ao cruzar o ambiente com o infalível radar feminino, enquadrou Teobaldo em seu campo de visão, abraçado, agarrado, atrelado, colado, beiçado e enviesado em Piriguete.

Margareth conteve a sua felicidade interior, tremeu toda, arrepiou o cabelo com escovinha japonesa, não chorou nada, levantou o queixo, empinou a bunda e entrou na área como se entra em uma castelo. Seu Oliveira, viúvo, 60 anos, filhos criados e bem sucedidos, vendo tudo aquilo de uma forma como nunca se viu, ajoelhou diante da moça e ali mesmo a pediu em casamento.

Margareth estendeu à mão à baba do português, e só então Piriguete viu que Teobaldo era uma cama de gato para deixar a pista livre e mais uma vez tremeu de ódio e de inveja de Margareth...

É isto aí!

domingo, 25 de agosto de 2013

CANÇÃO DA DESPEDIDA / AI QUE SAUDADE D'OCÊ - GERALDO AZEVEDO TEATRO RIVAL

Canção da Despedida


"Canção da Despedida" foi composta em 1968, por Geraldo Azevedo e Geraldo Vandré. Censurada pelo regime militar, ela só foi gravada quase 20 anos depois por Elba ramalho

Mas essa canção aqui que eu vou cantar, eu faço questão de cantar muitas vezes agora porque ela ficou muito tempo, assim, engasgada na garganta.

É uma canção que eu fiz com Vandré em 68. Ela ficou censurada muito tempo, esse tempo todo. Finalmente ela foi desencantada por uma paraibana (Elba ramalho) , né?!

E eu vou cantar agora pra poder registrar assim, de outra forma, mas essa canção, assim eu faço questão de cantar nesse sentido, assim, por que esse tempo todinho eu pelejei pra cantar. 

Várias vezes que eu, que eu fazia discos, que eu fazia discos E toda vez eu botava na relação de discos pra censura E nunca, e nunca era liberada, né. Finalmente foi e eu não consegui gravar Agora eu vou conseguir gravar com vocês, 'tá com vocês aí.

Aliás, vocês podem até ajudar assim - Um vocalzinho bonitinho, vai ...

Já vou embora, mas sei que vou voltar
Amor, não chora, se eu volto é pra ficar
Amor, não chora, que a hora é de deixar (ooh)
O amor de agora, pra sempre ele ficar
Já vou embora mas sei que vou voltar 
Amor não chora Se eu volto é pra ficar

Amor não chora 
Que a hora é de deixar 
O amor de agora 
Pra sempre ele ficar

Eu quis ficar aqui 
Mas não podia 
O meu caminho 
a ti Não conduzia

Um rei mal coroado 
Não queria 
O amor em seu reinado 
Pois sabia Não ia ser amado 

Amor não chora 
Eu volto um dia

O rei velho e cansado Já morria 
Perdido em seu reinado Sem maria 
Quando me despedia 
No meu canto lhe dizia

Já vou embora 
Mas sei que vou voltar 
Amor não chora 
Se eu volto é pra ficar



Na ira do Rádio!


Ter um Blog é de uma responsabilidade muito grande. Fica sempre faltando algo para fazer. Mas nestes dias não está dando para ter toda a atenção devida. Mas guardei uma matéria muito doida sobre uma psicanalista de rádio e seu nocauteante "modus operandi" com os ouvintes.

 A Dra. Laura Schlessinger se tornou uma famosa figura do rádio norte-americano por suas respostas duras e falta de paciência e compaixão. Sua carreira, marcada pela polêmica parece ter chegado ao fim depois dos incidentes do último dia 10 de agosto, no qual a autora de vários Best-sellers usou termos racistas diversas vezes ao conversar com uma ouvinte negra que pedia conselhos sobre seu casamento inter-racial. Na última terça-feira, 17, Laura Schlessinger anunciou que deixaria o rádio, após 30 anos de carreira. Essa não foi a primeira vez que a língua da Dra atrapalhou os rumos de sua carreira: em 2000, seu programa de TV foi retirado do ar após Schlessinger ter se referido aos homossexuais como “erros biológicos”.

O rádio norte-americano tem sua cota de apresentadores direitistas e conservadores, como Rush Limbaugh, Glenn Beck e Michael Savage. Mas esses apresentadores são ligados ao mundo da política, e simplesmente dizem tudo o que seu público deseja escutar ao repetir qualquer rumor absurdo. Seus fãs os consideram grandes norte-americanos, e concordam com tudo que dizem, fazendo deles o alvo favorito dos liberais. Para a porção menos conservadora dos Estados Unidos, Laura Schlessinger não representa nenhuma ameaça, já que tudo o que ela faz é dar conselhos ruins a masoquistas que querem ser humilhados nas ondas do rádio. Suas principais respostas aos ouvintes se dividem entre “não vamos chegar a lugar nenhum aqui”, “não acredito que estou perdendo meu tempo com isso” e “Não é possível que você seja tão estúpido”.

 A maldade nos conselhos da Dra. é proporcional à gravidade dos problemas relatados. Dias antes do anúncio de sua aposentadoria, Schlessinger recebeu uma ligação de uma chorosa ouvinte chamada Jamie, que enfrentava um grave problema em seu casamento. O comportamento de seu marido na cama trazia à tona memórias de abusos sexuais sofridos na infância. Durante terríveis seis minutos e meio, a Dra. Laura, como é conhecida no rádio explicou a Jamie que ela simplesmente precisava superar o trauma. “Deus lhe deu uma sexualidade que você está desperdiçando porque um idiota fez uma maldade há mais de 20 anos. Isso é uma afronta a Deus”, disse Laura Schlessinger, que continuou seus conselhos, acusando de Jamie de manipulação. “Você está magoada com seu marido, e o está punindo com essa história de abuso sexual. Isso é manipulação”, afirmou a doutora antes de sua conclusão: “Você está castrando o seu marido para que ele seja seu pai, porque você não faz sexo com seu pai. Essa noite você vai deixar isso de lado, vai seduzir o seu marido e vai se divertir”.

“Ela foi insensível e distorceu as palavras da ouvinte”, diz o DR. Bruce Perry, especialista em traumas infantis. “Laura a pressionou e usou uma interpretação simplista sem maiores informações sobre o problema. Foi uma maneira desinformada e nada profissional de responder a um problema grave apresentado por uma ouvinte. Espero que Jamie procure ajuda profissional”, diz Perry.

Uma explicação para o comportamento da Dra. Laura seria a simples conclusão de que ela odeia seus ouvintes ou odeia toda a humanidade. Mas esse não parece ser o caso. Assim como Limbaugh e Beck, Laura Schlessinger também dá ao público o que ele pede e deseja. Seus ouvintes, um grupo fiel que a acompanha diariamente, lê e relê seus livros e busca seus conselhos, são pessoas ansiosas para serem punidas e maltratadas, e embora muitos possam ficar chocados quando a doutora reduz problemas sérios a meros dramas descartáveis, fãs da Dra. Laura afirmam que há todo um prazer especial em ouvi-la dizer a alguma ouvinte desolada frases como “Sim, você terá uma vida deplorável. Acostume-se”.