quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Quando o amor acontece - Leila Pinheiro (Abel Silva/João Bosco)


Fonte da Imagem: oliberal

Canção do repertório da Live Leila Pinheiro "Vem Namorar Comigo" (12.06.2021). 
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Quando o amor acontece  (Abel Silva/João Bosco)

Coração sem perdão
Diga fale por mim
Quem roubou 
toda a minha alegria

O amor me pegou, me pegou pra valer
Ai, que a dor do querer
Muda o tempo e a maré
Vendaval sobre o mar azul

Tantas vezes chorei
Quase desesperei
E jurei nunca mais seus carinhos

Ninguém tira do amor
Ninguém tira pois é
Nem doutor, nem pajé
O que queima e seduz, enlouquece,
O veneno da mulher

O amor quando acontece 
a gente esquece logo 
quem sofreu um dia... Ilusão

O meu coração marcado 
tinha um nome tatuado 
que ainda doía
Pulsava só a solidão

O amor quando acontece 
a gente esquece logo 
que sofreu um dia... 
Esquece sim

Quem mandou chegar tão perto
Se era certo outro engano, 
coração cigano
Agora eu choro assim

O amor quando acontece 
a gente esquece logo 
que sofreu um dia... 
Esquece sim

Quem mandou chegar tão perto
Se era certo outro engano, 
coração cigano,
Agora eu choro assim

Música Quando O Amor Acontece
Artista Leila Pinheiro
Compositores: Abel Silva/João Bosco
Licenciado para o YouTube por
SOLAR Music Rights Management, LatinAutorPerf, UNIAO BRASILEIRA DE EDITORAS DE MUSICA - UBEM, Sony ATV Publishing e 2 associações de direitos musicais









quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Izumi Sakai - Arte não tem fronteira

Izumi Sakai
Perfil

Nome Artístico: Izumi Sakai
Nome real: Sachiko Kamachi / 坂井泉水 / 蒲池幸子
Nacionalidade: Japão
Data de nascimento: 06/ 02/ 1967
Debutou: 1991
Faleceu: 2007
Gênero: J-Pop
Antigo Grupo: ZARD

Izumi Sakai nasceu em 06 fevereiro de 1967 em Kurume (Fukuoka, Japão) e morreu em 27 de maio de 2007, em Shinjuku (Tokyo, Japão), após uma contusão cerebral, causada por uma queda, era a vocalista do grupo pop japonês Zard, criado em 1991.

Zard, sem dúvida, deixou sua marca na última década com suas canções pop e permanece hoje como um dos 10 maiores vendedores da história da música japonesa, com mais de 36 milhões de discos vendidos, um sucesso, principalmente devido à voz inconfundível da cantora e devido a inúmeras canções integrarem a ost de animes populares.

Antes do Zard

Apesar de ter nascido em Kurume, Sakai cresceu em Hadano, onde ela começou sua carreira como "Rainha do Karaoke" e como atriz em comerciais para a marca japonesa, Japan Air System, em 1989.

Sua doença e morte

Desde junho de 2006, Izumi estava sendo tratada para câncer de colo do útero, que acabou se espalhando para os pulmões, ela acabou tendo de ser hospitalizada. Uma de suas rotinas diárias era sair para caminhar, apesar de internada, num sábado ela saiu para um passeio e retornou ao hospital, mas ela caiu nas escadas escorregadias por causa do mau tempo no dia anterior. Três metros abaixo, Izumi violentamente bateu a parte de trás da cabeça e perdeu a consciência. Ela morreu no dia seguinte à tarde. A polícia, no entanto, nunca descartou a teoria de suicídio e uma investigação foi aberta.

Segundo o testemunho de sua família e seu médico, Izumi tinha uma boa chance de se recuperar. Uma semana antes do acidente, o seu médico havia lhe dito que câncer não era sinônimo de morte. Toki Shiozawa teve câncer aos 30 anos, mas viveu até aos 79 anos.

Ela tinha planos para gravar um álbum no outono e saia regularmente para visitar galerias de arte e peças de Noh.


https://www.youtube.com/watch?v=9Eac_0Bpfm0&list=RD9Eac_0Bpfm0&start_radio=1&t=42

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Plotácio Junqueira e a vida como ela é.


Diário da Pitangueira 1.500 exemplares nesta edição
17 agosto
Seção de Cartas dos Leitores
- Comunico que perdi minha aliança. Ela é de ouro 24 quilates, tem 2 mm de largura, e tem o nome Deborah 18maio86 gravado no interior. Quem achar, favor entrar em contato com Seção de Achados e Perdidos, sob o número 256/16, que será bem recompensado.

Diário da Pitangueira 1.500 exemplares nesta edição
24 agosto
Seção de Cartas dos Leitores
- Plotinha, você não perdeu aliança merda nenhuma, você deu ela para mim, sua Gatinha de Frufru. E deu mesmo, inclusive falou que aquela deborazinha era uma inútil.

Diário da Pitangueira 1.600 exemplares nesta edição
31 agosto
Seção de Cartas dos Leitores
- É lamentável saber por este Pasquim que o Dr. Plotácio Junqueira, exemplo de marido e de pai das minhas filhas, homem cristão, honrado e fiel, está sob a língua ferina do domínio público, através de uma anônima rameira, vadia, desqualificada e desclassificada. Você está enganada, meu bem - o Plotácio nunca fica sem aliança. Pode ficar com esta aliancinha de latão, querida, por que o meu Plotácio não vai cair neste truque barato.

Diário da Pitangueira 1.750 exemplares nesta edição
07 setembro
Seção de Cartas dos Leitores
- Eu, Plotácio Junqueira, venho por meio deste prestigioso veículo de grande circulação, esclarecer que ocorreu um mal entendido da minha parte, e não perdi a aliança, ela está onde sempre esteve, e também que desconheço qualquer moça de alcunha Gatinha de Frufru. Considero portanto, para o bem de todos e em particular da minha sagrada família, que este assunto está encerrado.

Diário da Pitangueira 2.000 exemplares nesta edição
14 setembro
Seção de Cartas dos Leitores
- Plotinha, puxa vida, então é assim? Vai e vem quando quer? E se eu falar daquela mancha de nascença que você tem em forma de triângulo na face interna da virilha esquerda? E aquela cicatriz que você tem da apendicite? Hem, Plotinha? Hem?!?! Eu nem quero mais aquela merda daquela aliança, eu agora quero um carro, uma casa e uma viagem a Paris, senão ...

Diário da Pitangueira 2.500 exemplares nesta edição
21 setembro
Seção de Cartas dos Leitores
- O que as sirigaitas de baixa renda não fazem para conseguir alguma coisa, hem! Escuta aqui Gatinha de Frufru, vai lavar roupa suja no tanque, vai arrumar a casa, a cozinha, o banheiro, vai cuidar da sua vida, sua ordinária. Se eu descobrir quem é você, olha só, se eu descobrir, só uma vai continuar morando na Pitangueira, viva, e esta sou eu. Sua sem-vergonha, golpista. Vai ver deve ser destas comunistazinhas que odeiam tudo.

Diário da Pitangueira 2.750 exemplares nesta edição
28 setembro
Seção de Cartas dos Leitores
- Eu, Plotácio Junqueira, venho por meio deste prestigioso veículo de grande circulação, esclarecer que está ocorrendo um mal entendido neste espaço democrático do jornal. Pode ser que em algum momento da minha atribulada e atarefada vida empresarial, tenha conhecido no sentido respeitoso e formal alguma moça da nossa sociedade de alcunha Gatinha de Frufru, fora isto, nada mais a declarar.

Diário da Pitangueira 3.000 exemplares nesta edição
05 outubro
Seção de Cartas dos Leitores
- Plotinha, eu não vou mais lutar pelo que é meu. Mas as consequências virão. Aguarde

Diário da Pitangueira 3.100 exemplares nesta edição
12 outubro
Seção de Cartas dos Leitores
- Eu, Deborah Junqueira, peço desculpas a todos pelo mal estar de estarmos diante de sérias ameaças comunistas tentando destruir o nosso lar. Amanhã poderá ser o de qualquer uma de vocês. Destruirão as famílias, a igreja, a escola e tornarão tudo permissivo e promíscuo. É pela família cristã e seus valores que grito - defendam suas casas.

Diário da Pitangueira 3.200 exemplares nesta edição
19 outubro
Seção de Cartas dos Leitores
- Como todos nesta comunidade me conhecem e sabem do meu caráter e da minha idoneidade, sabem que venho sofrendo ataques de cunho pessoal e chantagens fantasiosas por uma moça de humor diferenciado, que talvez esteja querendo promover uma manifestação mais acalorada para render assunto na nossa pacata comunidade. Pessoas assim, sempre que ganham um CARRO NOVO, que passam a residir numa BELA CASA em recatado condomínio de cunho familiar e que partem em VIAGENS INTERNACIONAIS, sempre existiram e sempre existirão. De maneira que estou apagando todo o mal entendido desta brincadeira fútil, e desde já PEÇO PERDÃO aos leitores pelo ocorrido neste espaço jornalístico.

Diário da Pitangueira 3.300 exemplares nesta edição
26 outubro
Seção de Cartas dos Leitores
- Nossa, Plotinha, que tudo!

Diário da Pitangueira 3.500 exemplares nesta edição
02 novembro
Seção de Cartas dos Leitores

- Dia dos Finados, Plotácio. Se eu ao menos suspeitar de que uma qualquer ousou interferir na nossa união sagrada, eu te mato, Plotácio, eu arranco você esfolado de dentro da sua carcaça carcomida e coloco fogo. Depois eu ainda te mato umas três vezes, pelo menos. E tem mais, assim que você ressuscitar, eu te capo. E olha só, eu ainda não engoli esta misteriosa e súbita viagem à Europa acompanhando a comitiva daquele safado daquele senador corrupto, que te fez um convite aqui em casa, na minha frente, com aquela cara porca de bandido congressista. E concluindo, se você voltar com aquele ar nonsense, vai apanhar de toalha molhada e ai de você se encostar um dedinho em mim.

É isto aí!




domingo, 16 de outubro de 2016

O Analista da Pitangueira e um caso de Obsessão



- Seu Malaquias, estamos aqui para somar, o senhor pode ficar a vontade, não tenha pressa, não tenha medo. Aqui consta que o senhor é casado, engenheiro, empresário, pecuarista, professor, escritor, enfim, o senhor são muitos.

- Sou apenas um Malaquias neste mundo, doutor. Mas diga-me, como se dá esta prática que o senhor com maestria coordena, já com fama, em todo o reino?

- Esta modalidade terapêutica que aplicamos na Pitangueira é revolucionária, única no mundo, criada por um grande analista clínico pan-holístico, diplomado com louvor pelo Colégio dos Analistas da Pitangueira, com trabalho divulgado nos melhores centros de discussão temática do planeta.

- Puxa, que coisa boa, doutor. Eu vim achando que isto aqui seria um jogo de perguntas e respostas, onde o senhor iria me tocaiando ate chegar no matadouro, mas pelo visto tem lá suas técnicas. Bom, por onde eu começo, então?

- Comece pelo motivo que o trouxe aqui. É sempre um bom começo.

- Pois é. Deu-se que Emereciana saiu de casa. E isto me deixou arrasado, magoado, taciturno, pensativo, eu .. eu ... eu acho que ficou um vazio. Fiquei ali muitos dias matutando sobre aquilo, sobre como a coisa se deu ...

- Emereciana é sua esposa?

- Não.

- Quer falar sobre ela?

- Não.

- Fale um pouco destas reflexões, que o tornaram pensativo nos últimos dias.

- Certa vez, há muitos anos, eu tinha uma namorada - muitos, muitos anos, uns quarenta anos atrás. Deu que a danada prenhou e arrumei casa pra ela, dei segurança, conforto, dei tudo que ela precisava, e continuamos ali aquela vidinha besta de sempre.

- Sua esposa?

- Não.

- Quer falar sobre ela?

- Não.

- Continue então!

- Aí passou uns dez anos daquele evento, eu estava de caso com uma moça de boa família, moça prendada, estudada, trabalhadeira, mas aí a danada engravidou. Foi de um desconforto enorme. Mas mesmo assim, dei casa, segurança, recursos mensais, poupança, e a gente acabou se aninhando pelos anos à frente.

- Foi com esta que o senhor casou?

- Caramba, o senhor é obcecado em casamento? Credo.  

- Então, há cerca de uns vinte anos atrás, eu tinha um relacionamento seguro, sadio, religioso até, com uma moça espetacular, divina, de família, um brocado de diamante com ouro. Certa tardinha de outono, nós dois ali na querência sem fim, ela acabou dizendo que tinha no ventre uma cria minha. Aquilo me deixou doido. Mas a danada estava certa, e para complicar, teve gêmeos. Dei tudo, casa, comida, segurança, recursos, conforto, e acabamos nos entendo muito bem.

- Hummm .. quer falar mais sobre isto?

- Acredito que o doutor quer saber se foi com ela que contraí matrimonio.

- Se o senhor assim desejar. 

- Olha, só para terminar o assunto - não! - ela não é minha esposa. E quer saber? Cansei. O senhor tem que se tratar. O seu caso é obsessão.

- Seu Malaquias, semana que vem no mesmo horário?

- Dá para ser mais cedo? É que eu tenho uma conversa para resolver com uma moça que está tendo um relacionamento sério comigo - moça fina. 

É isto aí!



sábado, 15 de outubro de 2016

A janela democrática

A janela lateral do meu canto remoto de realidade virtual e cibernética é muito democrática. Daqui ouço, pelas noites e dias - em alto e bom som as ondas sonoras provenientes do mundo que insiste em existir além da tela do computador. Tem crianças gritando, rindo, caminhões apressados e pessoas passando e falando, a maioria sozinhas coladas nos seus aparelhos esquisitos.

Há também os sons que chamam a minha atenção. Por exemplo, aqui perto numa obra, cujo enxadão bate às sete horas, sempre olho pela janela e vejo aqueles homens simples, uns doze ou quinze, de mãos dadas, fazendo uma prece por aquele dia. Acho aquele momento sensacional. Há ali uma manifestação de cumplicidade pela batalha daquele dia. 

Nesta obra tem um trabalhador, que ainda não identifiquei, pois fica lá dentro da área de serviço, que  nas horas de quietude do dia transforma-se em cantor lírico. Impressionante. Está ali um sujeito que poderia ter trilhado outro caminho, mas preferiu construir casas.

Há nas noites, apenas uma vez por semana, um discreto badalar do sino de um templo religioso. Neste dia só há este processo sonoro, que acredito preceder a um evento religioso. Em outras duas há o rufar dos tambores e atabaques de um outro centro religioso, além das palmas e cantoria. Têm hora para começar e para terminar. Ouço vozes graves e agudas, e a cantoria é agradável. O ritmo é interessante, não aumenta, não é provocador, enfim, duas vezes na semana, com ou sem chuva, os tambores e os atabaques batem na minha janela.

Nestas duas ocasiões que rufam, assim que cessa (imediatamente após) o som desta organização social, um outro movimento antropológico invade o ar e a janela com hinos religiosos, destes produzidos em escala comercial. Ficam ali em sons metálicos, vozes afinadas em alto (às vezes muito alto) e bom som, num ritmo entre bolero e salsa-rock. Acho interessante, por que são de uma enérgica pungência sonora. Deve haver quem deles necessite para se libertar de algo.

Em outros dois dias, escuto sempre um senhor proferindo sermões. Fala bem, voz educada, tonalidade e dicção bem trabalhadas e usufruindo do tema religioso judaico-cristão. Também cumpre um horário rigoroso, de cerca de uma hora e meia. Não há nele gritos, nem promessa de curas fantásticas nem ameaças aos que não foram contribuintes. Há nele a palavra, não solta, mas coordenada em sua crença. Tem dia que até gosto de ouvir.

Deve haver nos céus um sentido para todas estas manifestações, e da minha janela desejo a todos que encontrem e conquistem seus ideais de uma vida feliz, honesta e laboriosa.

É isto aí!




Papo de Esquina XXVIII

- Ouvi que vão prender um homem por suspeita de alguma coisa, mas parece que por falta de provas será por convicção de que supostamente possa ter de fato cometido algum delito..

- Aberratio ictus ab ovo

- Ad hoc, actore non probante, reus absolvitur

- Non omne quod licet honestum est.

É isto aí!

Tonino Carotone - Me Cago En El Amor [Official Music Video]

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A mulher fatal

Naquela tarde pachorrenta, abafada e quente, ela entrou na sala de espera do consultório. Não tive como evitar de observá-la, dentre vários motivos, pela beleza, pela elegância e pelo corpo. Encaminhou-se à recepcionista, sussurrou algo que só as mulheres são capazes de ouvir e interpretar. A atendente respondeu no mesmo tom. Olhou-me com desdém em completo desalinho com minha querência.

Sentou na poltrona frontal, derivando na inevitabilidade de observá-la enquanto navegava no mundo virtual de seu enorme smartphone. Voltei ao meu livro - Admirável mundo novo, do Aldous Huxley, e enquanto traçava paralelos entre a ficção e a realidade nacional em tempo vigente, devorava-lhe em pensamentos bons, puros, castos e pueris, e ria da possibilidade dela preferir outros métodos que não os convencionais.

Quase duas horas sentados, os três, em silêncio tenso e tépido, ela levantou-se, foi novamente à mocinha da recepção, mais uma vez conversaram em código beta feminino de curto alcance. Desta vez o assunto requeria réplicas e tréplicas das partes. Sem olhar para mim, partiu ao desconhecido, em movimentos cadenciados, harmoniosos, felina e sensual. O rastro de seu cheiro transtornou minha paz.

A atendente desapareceu e ouço um toque de celular insistente. Percebo que está na poltrona da deusa. Aproximo, toco com cuidado como fosse extensão da sua pele. Resolvo atender para informar a alguém que a conhece que estou com seu aparelho. Para minha surpresa era o marido, que imediatamente veio ao consultório, me encheu de porrada. Naquela tarde finalmente entendi que não devo me envolver em casos onde não tenho nada com isto.

É isto aí!

Luz Casal - Piensa en mi

Anita Kelsey - Sway

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Paula Cole - Autumn Leaves

Manha de Carnaval - Diana Panton

Fly Me to The Moon - Diana Panton

Diana Panton - Tu sais je vais t´aimer

Bob Dylan - o Tim Maia do norte

Eu cresci ouvindo Bob Dylan no original e nas versões da língua pátria, dentre elas as cantadas pela Diana Pequeno, lá nos anos 70. Poeta de grande qualidade e enorme sensibilidade com o que ocorria no mundo, literalmente. Todas as suas músicas tinham uma tradução social, um significado.

Falar do Prêmio Nobel, falar da sua origem e da influência do judaismo na sua arte, falar da sua contestação ciclotímica é tudo de bom. Bob Dylan, por tudo pelos versos e controversos, pelos ventos e furacões, foi nosso Tim Maia do norte. Fantástico. Valeu! 

Enfim, ganha a poesia que retrata a humanidade nua diante de alguma coisa, sempre. Eu fiquei emocionado!

Na foto onde deveria estar Dylan, coloco Hurricane, condenado por um crime que não cometeu.É por ele e contra o racismo que Dylan dá ao mundo sua poesia de protesto. Em 17 de junho de 1966, Hurricane foi surpreendido pela polícia quando andava de carro com amigos, sendo preso por um crime do qual anos mais tarde seria inocentado. Na prisão, viu sua carreira de boxeador ir por água abaixo, sendo que era o favorito ao cinturão de pesos médios no ano de 1966, aos 29 anos de idade. Junto com seu amigo John Artis, foi condenado pelo homicídio de três pessoas em um bar da cidade. Duas testemunhas do crime confirmaram os dois como os autores do triplo assassinato sem comprovação.

Artis passou 15 anos na cadeia antes de obter sua liberdade. Rubin Carter ficou preso até 1985, quando foi solto graças à retirada do processo e à anulação da pena, e faleceu aos 76 anos, em 2014, no Canadá..

É isto aí!


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Insensatez (How Insensitive) - Stan Getz and Astrud Gilberto

Fonte da imagem: reddit Astrud Gilberto and Stan Getz performing, Chicago, Illinois, ca. 1964
           
Insensatez é uma canção composta em 1961 por Tom Jobim, com letra de Vinícius de Moraes. É uma das canções mais famosas da dupla, "Insensatez" guarda similaridades em seus arranjos de piano com o Prelúdio N°4 em Mi Menor, Opus 28, de Chopin.

Foi gravada por vários artistas brasileiros: João Gilberto, Nara Leão, Elis Regina, Sylvia Telles, Maria Creuza, Roberto Carlos e, mais recentemente, por Fernanda Takai.
 
Insensatez (Vinícius de Moraes - Tom Jobim)
 Fonte: Letras

A insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado

Ah, porque você foi fraco assim?
Assim tão desalmado
Ah, meu coração quem nunca amou
Não merece ser amado

Vai meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade

Vai, meu coração pede perdão
Perdão apaixonado
Vai porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado              


Fonte no Youtube - clique abaixo

Toquinho & Vinicius - Insensatez

19 Odete, a Musa dos Algoritmos Imperativos de Brasília.

São três horas da manhã e meu indefectível Nokia analógico (tiuhpa ráiphone) faz de seu acesso ao mundo exterior o alarde devido. Do outro lado da célula está Odete, a Musa dos Algoritmos Imperativos de Brasília. Cabia a ela, nos áureos tempos do Hotel Nacional, quando das recepções ao mundo, definir as possíveis saídas das autoridades em campo ao sistemático olhar dos curiosos da casamata. Foi assim que certa alteza imperial, quando de passagem pelo planalto, foi saudada na festa de recepção pelo gestor nacional de plantão (sic) com um macarrônico inglês de onde pode-se ouvir o “God… God… The Queen”.

Dado o silêncio da comitiva visitante, Odete puxou em alto e bom som a segunda estrofe do hino da terra distante-  Oh Lord our God arise, Scatter her enemies, And make them fall: Confound their politics, Frustrate their knavish tricks, On Thee our hopes we fix: God save us all. 

Conta a lenda que em face da vergonha perante a alteza imperial e da cantoria empolgante entoada pela choldra presente, dias depois, o gestor contando com o apoio das favas à ética, editou o ai-ai-five, que bateu e doeu onde pegou. 

- Odete, minha musa, o que posso fazer para obter mais que sua voz?

- Ai, amore, venha me ter em Brasília, mas antes preciso te falar algo que está, digamos assim, entalado nas minhas cordas vocais.

- Sou todo ouvidos, Odete!

- Nossa, que lindinho, bem, sabe a minha prima, a Carminha? Então, ela me contou que dia destes estava em discreta Menage Party da alta sociedade internacional residente às margens do Paranoá, quando ouviu do seu lovely partner de ocasião, Doutor F., que a coisa está ruim e vai piorar. Doutor F. citou de fonte segura, pois lhe foi confidenciado pela sua amante secreta do polichinelo, Lourdinha Pédeboá, que soube pelo marido, o famoso parlamentar J. Queromeu. 

Este parlamentar frequenta assiduamente a mesma casa das meninas do bom tom, para onde sempre vai a nata da nata dos dissimulados, e numa noite destas ouviu de Cristinne - a indomável, a revelação de que ouviu do poderoso Dom Tomasi di Merlusa, quando atendia aos seus caprichos, de que ele ficou arrasado pela anti-ginástica olímpica, depois de tudo o que fez de bom e do melhor, e por isto e também pela música cantada pela Elzinha, vai editar em breve o ai-ai-six, e pretende desta forma derrubar tudo, incluindo a cordilheira dos andes.

- Nossa, Odete, então o maestro da Eine Symphonie des Grauens vai cumprir o Nostradamus?

- Uau, amore, não fui eu quem disse isto, hem... Uau ... nossa, fiquei toda suadinha. Vem para Brasília, amore, aqui jorra leite, mel e loucuras de amor total. Vem... vem ...

- Eu .., Odete, eu ... alô ... alô ... merda, fiquei preso na bolha algorítmica e perdi a oportunidade.

É isto aí! 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

A PEC Clônica

Li várias reportagens, a maioria de gente séria, deste ou daquele lado, sobre a famosa pec 241 que passou pela camara (minuscula sem acento como deve ser na atual gestao congressual) nesta segunda-feira. Gosto de ler também os comentários sobre o conteúdo. Excluo os idiotas, por que escrevem com a raiva burra e limitada, deste ou daquele lado (não têm credibilidade, a maioria é fake ou anônimo e nada acrescentam).

Existem pessoas sérias contra sem ressalvas e pessoas contra com ressalvas. Existem pessoas sérias a favor sem ressalvas e a favor com ressalvas.  E existem as que conciliam a politica fiscal da ex-presidenta com o atual gestor, digamos assim. E dentre estas pessoas sérias, a Dívida Pública é o maior vilão e nada foi feito para atingi-la. Consome quase 50% do orçamento geral da união (minuscula) e fica ali, quietinha, quietinha, só puxando a sardinha para a sua brasa e o resto que se esprema na pec clônica.

Na modesta opinião deste blogueiro, já vi este filme com nomes diferentes, feitos pelo mesmo velho e bom PMDB, sem mexer na Dívida Pública, a saber:

Plano Cruzado I
Plano Cruzado II
Plano Bresser
Plano Verão ou Cruzado Novo

O texto abaixo não é meu
Copiei e colei
De quem - Manoel Ruiz - 11/09/03

A História do Plano Cruzado I e II, Plano Bresser, Plano Verão e Cruzado novo

11/09/2003 

Tancredo Neves foi eleito Presidente por eleição indireta, e sua vitória foi recebida com muito entusiasmo e esperança pela maioria dos brasileiros. Ele era um político moderado, porem um adversário declarado do regime autoritário até então. Não assumiu a presidência porque na véspera da sua posse é internado no Hospital de Base, em Brasília, com fortes dores abdominais. 

O vice José Sarney havia rompido com a Arena há pouco tempo e o povo tinha receio que o regime autoritário continuasse disfarçado. No dia 15 de março de 1985 ele assume interinamente no lugar do Tancredo, que sofreu sete cirurgias e veio a falecer em 21 de Abril de 1985, aos 75 anos de idade, com infecção generalizada. No dia seguinte a 22 de Abril Jose Sarney foi investido oficialmente no cargo até 1990, um ano a mais que o previsto na carta-compromisso da Aliança Democrática, responsável pela sua chegada ao poder. Manteve o Serviço Nacional de Informações (SNI), considerando-o adaptável a outro contesto, causando-lhe algum desgaste político. Porem seu governo foi marcado por um clima de liberdades democráticas. 

A política econômica do governo anterior, com descontrole econômico, inflação fora de controle e um grande déficit publico, todos esses problemas deram continuidade no inicio do governo Sarney, chegando a 225,16% no primeiro ano de seu governo, com isso o novo governo sofreu um grande desgaste político. No dia 1º de março de 1986 foi instituído o "Plano Cruzado". Essa reforma monetária cortou três zeros, e o "Cruzeiro" foi substituído pelo "Cruzado", seguido de um congelamento de preços, tudo isso sob o comando do ministro da Fazenda, Dílson Funaro. Essa reforma monetária tinha como objetivo reequilibrar a economia e resgatar o prestigio do governo que já estava um tanto abalado. 

O "Plano Cruzado I" teve como principio o congelamento de preços por um ano, e os salários foram congelados, pelo valor médio dos últimos seis meses, mais um abono de 8%. Também foi criado o "gatilho salarial", toda vez que a inflação atingir ou ultrapassar 20% os salários teriam correção automática com o mesmo índice, mais as diferenças negociadas nos dissídios coletivos das diferentes categorias. A correção monetária foi extinta e criada o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), para correção da poupança e aplicações financeiras superiores há um ano. 

No inicio o povo foi tomado por uma grande euforia, onde todos os consumidores foram convocados a se tornar fiscal do Sarney, denunciando as remarcações, para que o congelamento tivesse êxito. A inflação foi contida, o poder aquisitivo cresceu, Com o aumento dos salários e o congelamento, aumentou-se o consumo, porem a forte demanda abalou o congelamento e levou o Plano Cruzado ao fracasso. Com quatro meses de vida o plano já mostrava a sua fragilidade, as mercadorias desapareceram das prateleiras dos supermercados, os fornecedores cobravam ágio e a inflação volta a subir. O governo mantem o congelamento até as eleições, pois o povo não entendia a gravidade do problema e no final de 1986, o PMDB ainda conseguiu bons resultados nas eleições, por conta do Plano Cruzado. 

O PMDB partido do governo aproveitou bem a propaganda do Plano Cruzado e venceu nos principais Estados do Brasil. Porem a sua economia estava desorganizada, com a inflação em alta. O governo após as eleições, a 21 de novembro de 1986 lança o "Plano Cruzado II" no qual libera os preços dos produtos e serviços, o reajuste dos aluguéis deveria ser negociado entre proprietários e inquilinos, também alterou o cálculo da inflação, que passaria a ter como base de cálculo, os gastos com famílias com renda de até cinco salários mínimos e os impostos das bebidas e cigarros foram reajustados. As exportações caíram enquanto as importações aumentavam, esgotando as reservas cambiais. O Plano cruzado II foi outro desastre, porque a inflação disparou, os combustíveis subiram 60,16%, automóveis 80%, bebidas 100%. O Brasil decreta moratória, suspendendo o pagamento da divida externa em 20 de janeiro de 1987. O Ministro da Fazenda Dílson Funaro depois de dois planos sem sucesso é substituído por Luiz Carlos Bresser Pereira. 

O "Plano Bresser" foi apresentado por Bresser Pereira que assumiu o ministério da Fazenda em 29 de abril de 1987, com sérios problemas de inflação e um mês depois de sua posse a inflação atingiu 23,26%. O grande vilão era o déficit público, onde o governo gastava mais do arrecadava, então em junho de 1987 foi apresentado o "Plano Bresser" onde decretava congelamento de preços, dos alugueis e salários por 60 dias. E para diminuir o déficit público toma algumas medidas, como: aumentar tributos eliminou o subsidio do trigo e as obras de grande porte já planejadas foram adiadas, entre elas o trem bala entre São Paulo e Rio, Ferrovia Norte Sul, pólo-petroquímico do Rio de Janeiro e desativa o gatilho salarial. Retomou as negociações com o FMI suspendendo a moratória. Mesmo com todas essas medidas a inflação chegou a 366% em dezembro de 1987. O Bresser deixa o ministério em 6 de janeiro de 1988 e é substituído por Maílson da Nóbrega. 

Maílson da Nóbrega assumiu o Ministério da Fazenda propondo uma política econômica sem medidas drásticas, tentar conviver com a inflação fazendo ajustes localizados, essa política foi denominada de "Feijão com Arroz", a qual deveria evitar a hiperinflação. Porem em 1988 a inflação chega a 933% e o governo lança mais um plano econômico. 

O "Plano Verão" foi apresentado por Maílson da Nóbrega, em 15 de janeiro de 1989, o plano econômico cortou três zeros; criado o "Cruzado Novo"; mais um congelamento de preços; foi extinta a correção monetária; propôs a privatização de algumas estatais e cortes nos gastos públicos, onde os funcionários contratados nos últimos cinco anos seriam exonerados. Os cortes não aconteceram ficou só no papel e mais um plano econômico desastroso. Em dezembro do mesmo ano a inflação atingiu 53,55%. Para se ter idéia da gravidade em que se encontrava a nossa economia, de fevereiro de 1989 a fevereiro de 1990, a inflação atingiu 2.751%. 

É isto aí!




segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Dez coisas que eu gostaria de fazer:

Resultado de imagem para insônia
1 - Ter sono na hora de ir deitar
2 - Acordar sem sono
3 - Dormir pelo menos seis horas por noite
4 - Nunca, jamais, acordar de noite
5 - Deletar todos os pensamentos úteis e inúteis enquanto estiver deitado
6 - Serão permitidas exceções, mas somente em caso de pensamentos interessantes
7 - Não ter sono de tarde
8 - Não perder o sono de noite
9 - Riscar a palavra insônia do dicionário
10 - Insônia? O que é insônia?