- As perguntas são de caráter exclusivo da agência, e me parece que o senhor acaba de fazer a segunda. Está desclassificado. O próximo!!!
- Sou sou sou eeeee eu.
- O senhor é gago?
- Nã nnã não, estou ner ner nervoso.
- O próximo!!!
- Sim?
- Nome
- Não te interessa.
- Idade
- Não é da sua conta
- Estado civil
- Não te diz respeito.
- Endereço residencial.
- Sem chance
- Telefones de contato, fixo e celular com whatsapp
- Não forneço a estranhos
- Formação
- O suficiente
- Banco da sua preferência
- O que tenho conta
- Carteira de habilitação
- Dispenso curiosos.
- Muito bem, está subcontratado, assine esta folha em branco, considere a admissão como fato a ser concretizado em tempo e lugar adequados e entre na fila dos selecionados para o exame de perfil de gênero, se aprovado, passará pelo rigoroso crivo do perfil ideológico e ao final, uma vez aprovado, se solteiro for, volte aqui que poderemos conversar e nos conhecer melhor. Meu nome é Gilmary Parker, mas pode me chamar de Bic...
Os sete pecados capitais são atitudes humanas contrárias às
leis divinas. Foram definidos pela Igreja Católica, no final do século VI,
durante o papado de Gregório Magno.
São eles:
1. Luxúria: apego e valorização extrema aos prazeres
carnais, à sensualidade e sexualidade; desrespeito aos costumes; lascívia.
2. Gula: comer somente por prazer, em quantidade superior
àquela necessária para o corpo humano.
3. Avareza: apego ao dinheiro de forma exagerada, desejo de
adquirir bens materiais e de acumular riquezas.
4. Ira: raiva contra alguém, vontade de vingança.
5. Soberba: manifestação de orgulho e arrogância.
6. Vaidade: preocupação excessiva com o aspecto físico para
conquistar a admiração dos outros.
7. Preguiça: negligência ou falta de vontade para o trabalho
ou atividades importantes.
Novos Pecados Capitais (Não invalidam os anteriores) no século XXI
Em função das mudanças ocorridas na sociedade atual, o
Vaticano criou, em março de 2008, um conjunto de novos pecados adaptados à era
da globalização.
- Experimentos “moralmente dúbios” com células-tronco: a
Igreja Católica defende a ideia de que a vida se forma no momento da formação
do embrião. Portanto, condena qualquer tipo de pesquisa científica com embriões
humanos e células-tronco embrionárias.
- Uso de drogas: as drogas causam dependência física e
psicológica nos usuários e prejudicam o funcionamento harmonioso da família. É
uma atitude contra a vida humana.
- Poluição do meio ambiente: a poluição do ar, água e solo
trazem prejuízos sérios ao meio ambiente e a saúde das pessoas.
- Agravamento da injustiça social: o capitalismo criou, em
muitos países, uma má distribuição de renda, deixando à margem da sociedade
grande parcela da população (os excluídos sociais).
- Riqueza excessiva: o capitalismo favoreceu a concentração
de renda, muitas vezes, de forma excessiva. Algumas pessoas concentram bilhões
de dólares, enquanto outros, não têm se quer o que comer.
- Geração de pobreza: a pobreza e a miséria estão espalhadas
pelo mundo. Cometem este pecado àqueles que contribuem para a geração destas
condições sociais.
- Violações bioéticas como, por exemplo, controle de
natalidade: é considerada violação bioética toda atitude que pretende evitar a
geração de vida de forma natural (uso de contraceptivos, cirurgias, aborto,
inseminação artificial).
a menos que saia sem perguntar do teu
coração, da tua cabeça, da tua boca
das tuas entranhas,
não o faças.
se tens que estar horas sentado
a olhar para um ecrã de computador
ou curvado sobre a tua
máquina de escrever
procurando as palavras,
não o faças.
se o fazes por dinheiro ou
fama,
não o faças.
se o fazes para teres
mulheres na tua cama,
não o faças.
se tens que te sentar e
reescrever uma e outra vez,
não o faças.
se dá trabalho só pensar em fazê-lo,
não o faças.
se tentas escrever como outros escreveram,
não o faças.
se tens que esperar para que saia de ti
a gritar,
então espera pacientemente.
se nunca sair de ti a gritar,
faz outra coisa.
se tens que o ler primeiro à tua mulher
ou namorada ou namorado
ou pais ou a quem quer que seja,
não estás preparado.
não sejas como muitos escritores,
não sejas como milhares de
pessoas que se consideram escritores,
não sejas chato nem aborrecido e
pedante, não te consumas
com auto-devoção.
as bibliotecas de todo o mundo têm
bocejado até
adormecer
com os da tua espécie.
não sejas mais um.
não o faças.
a menos que saia da
tua alma como um míssil,
a menos que o estar parado
te leve à loucura ou
ao suicídio ou homicídio,
não o faças.
a menos que o sol dentro de ti
te queime as tripas,
não o faças.
quando chegar mesmo a altura,
e se foste escolhido,
vai acontecer
por si só e continuará a acontecer
até que tu morras ou morra em ti.
não há outra alternativa.
e nunca houve.
2019, o ano que faremos ... nada! Seremos capazes de fazer o Nada com lamentações profeéricas (um neologismo quanto às profecias fantasiosas, pois Feérico é relativo ou pertencente ao mundo do imaginário, do que não tem ligação com a realidade concreta e factual; fabuloso, fantástico, etc).
Não haverá no ano que inicia nenhuma ameaça ao establishment, ao ser e ao estar. O tempo passou na janela, e puxa vida, onde foi parar o final dos contos de Jacob e Wilhelm Grimm,?
Mas, maktub, nos Salmos de David:
Tribulação e angústia me atingiram,
dá-me discernimento para que eu tenha vida.
Salmos 119
Ou caso você seja dos que desejam feliz ano novo, temos o poema "Ano Novo", de Fernando Pessoa:
Estou arrumando a casa, o quintal, as praças, as vias públicas, becos e vielas do Reino da Pitangueira. Duas das cinco pessoas assíduas e fieis, exceto mamãe, já deram por falta das mais de duas mil publicações. Calma, elas não sumiram, apenas estou revisando algumas, reorganizando e atualizando. Tudo voltará ao normal nas próximas semanas.
Mas e novas publicações? Segundo Odete, que tem ligado quase diariamente, as notícias são de fazer inveja a Bollywood, pela naturalidade de copiar sem pudor. Enfim, nada de novo no front.
Flow em inglês significa fluxo e foi objeto de estudo do professor de psicologia Mihaly Csikszentmihalyi. Segundo ele é a maneira mais poderosa de usar as emoções a serviço do aprendizado e da performance.
A teoria foi observada a partir de artistas plásticos, que focavam totalmente em suas obras, como se estivessem mergulhados naquele momento, como exemplo de Michelangelo. Na teoria do flow, o indivíduo se sente em estado de fluidez no processo de realização do trabalho, se envolvendo totalmente com o que está fazendo.
O foco produzido pelo estado mental é capaz de promover uma satisfação incomparável pelo trabalho realizado. É como se estivesse em transe e só existisse a atividade em que se está dedicado.
Estado de flow na prática
Para que você esteja mais presente para esse conceito imagine que estar em estado de flow é como estar em extremo foco e concentração, envolvido somente no que se está fazendo. Sem preocupações, sem mundo externo, somente envolvido na atividade em que está fazendo. Seria como se você gostasse tanto do que está fazendo e estivesse tão empolgado, que a motivação fizesse com que não existisse mais nada além da atividade que você está realizando.
Imagine um nadador profissional, que gosta tanto do que faz, que quando pula na piscina, é como se nada mais existisse entorno dele e esse prazer é tão grande, que vai muito além de ganhar ou perder. Quando pula na piscina, ele entra em estado de flow, concentrando-se ao máximo em suas braçadas. Muitas vezes a vitória vem devido à sua grande concentração e, de tão concentrado, não percebe sua vitória. Até que alguém o avise.
Flow no trabalho
Para que isso aconteça dentro de uma empresa é preciso haver uma motivação a mais, como se o funcionário estivesse imerso no trabalho. Seria um modo mais profundo do termo ‘vestir a camisa da empresa’.
Essa sensação pode ser espontânea, mas dentro de um processo de Coaching o Coach, profissional que conduz o processo, propõe ao funcionário que ele invoque em sua mente algum momento pessoal em que tenha atingido tal estágio. Essa aplicação da Teoria do Flow no Coaching parte dessa lembrança boa que ajuda o Coachee, cliente, a realizar a atividade de trabalho com tal emoção aflorada e com isso ancorar a satisfação da realização no momento presente. Se essa prática for se tornando uma constante, o trabalho pode ter um rendimento além do esperado.
No Coaching flow, o foco no trabalho realizado é tão grande que não sente nem mesmo o tempo passar, tamanho estado de alegria. Engana-se quem pensa que estar em estado de flow é estar fora de si. Quem está no estado em que a teoria de flow cita, está desenvolvendo com excelência o trabalho designado.
As principais condições que favorecem o estado de flow no indivíduo em ambiente de trabalho é ter objetivos claros e definidos, regras estabelecidas, desafios de acordo com as maiores habilidades do profissional, dar um retorno e estímulo sobre o trabalho realizado, trabalhar em um ambiente descontraído que estimule a concentração e promover um bem estar para o funcionário.
Utilizando o coaching flow há um aumento considerável das competências de cada colaborador, já que o estado faz com que o funcionário trabalhe e desenvolva com excelência.
Você fala Tudo para mim é mais difícil
Passe a falar Eu creio no impossível
Você fala Nunca acabo o que começo
Passe a falar Sou determinado. Sempre acabo o que começo.
Você fala Não aguento mais essa vida
Passe a falar Acontece uma nova vida em mim.
Você fala Dinheiro não dá em árvore.
Passe a falar Eu creio no impossível.
Você fala Não sou bom o suficiente
Passe a falar Eu me basto!
Você fala Não vou conseguir.
Passe a falar Eu faço acontecer.
Você fala Não vai dar certo.
Passe a falar Eu sigo a minha intuição.
Você fala Nunca vou realizar meus sonhos.
Passe a falar Eu creio no impossível.
Você fala Ninguém me respeita
Passe a falar Eu me basto!
Você fala Nem adianta tentar., pois no final eu sempre perco.
Passe a falar Eu estou determinado. Todos sonhos são realizáveis, só dependem de mim para crer e realizar.
É isto aí!
Milton Campos, político mineiro tinha como marca pessoal uma fina ironia e sempre respondia as perguntas mais desafiadoras com frases bem humorados. Em 1947 foi escolhido para ser candidato ao governo de Minas pela UDN.
A direção do partido considerava certa sua derrota ,mas com sua habilidade política começou a alterar o quadro eleitoral e quando seu favoritismo começou a ser notado, os que desacreditavam em sua eleição quiseram saber dele o que achava da possibilidade de vencer a eleição. Ele tolerantemente respondeu “Corremos o risco de ganhar...”
Foi eleito governador de Minas em 1947,vencendo Bias Fortes, e logo demonstrou a sua grandeza e seu carisma.
Autorizou a volta do carnaval de rua, que foi saudada com entusiasmo. Os cinemas, lotados, provocavam risos, lágrimas e suspiros. E o Plano de Recuperação Econômica e de Fomento da Produção, lançado pelo governador recém-eleito, agitou os meios políticos.
O Estado, dizia o plano em linhas gerais, deveria participar e orientar o processo de crescimento. Essa era a receita para Minas crescer. Ainda que um pouco tímido, começava a entrar em cena o Estado-Patrão. Apesar de ser considerado um homem conservador, o governador Milton Campos era, sobretudo, surpreendente.
A maior ousadia do Plano de Recuperação Econômica não foi apenas planejar o crescimento industrial de Minas Gerais, e nem modernizar a agricultura levando ao campo a irrigação, a drenagem, os adubos e a qualidade das sementes. Tampouco foi apenas criar bases para Minas começar a substituir as importações e mostrar que, para crescer, o Estado precisava de energia elétrica barata. Foi, sim, entregar ao Estado-Empresário, as rédeas do desenvolvimento econômico, através da análise e do diagnóstico.
Em 1947, o potencial hidrelétrico de Minas era invejável, cerca de 6 milhões de cavalos-vapor. Mas somente 2,7% desse potencial eram aproveitados. Foi somente com o Plano que Minas aprendeu que não era preciso somente fornecer energia à população, mas sim oferecê-la o mais barato possível. O Estado, então, começava a mudar. Belo Horizonte começava a sofrer de outra febre muito rentável aos cofres do governo, a febre imobiliária. Surgiam, como por mágica, grandes edifícios.
Durante sua gestão no governo mineiro, no final dos anos 40, Minas Gerais deu os primeiros sinais de progresso efetivo, com a cara da capital BH sendo modificada de forma radical pelos novos imóveis e com o governo, que fomentava a produção, passando a oferecer eletricidade barata. Resultado: alavancados pela expansão desses dois itens, os recordes eram vistos em todos os setores da economia.
Milton Campos tornou-se lendário e exemplo de bom senso foi quando diante de uma interminável greve de ferroviários (dizem que era em Divinópolis) alguns assessores sugeriram-lhe que enviasse soldados da policia estadual, para acabar com a greve. Ele calmamente lembrou-se de alternativa: “Não seria melhor mandar o trem pagador?”
Doutra feita vieram fofocar com Milton Campos que um antigo aliado em certa cidade mineira passara a atacar seu governo, assessores exigiam do Governador uma reação, mas ele lembrou “Falar mal do governo é algo tão agradável que este privilégio não deve caber apenas aos homens da oposição. As vezes, até eu mesmo tenho vontade de criticar esse governo”.
O Supremo Astral da Pitangueira esteve analisando a possibilidade de eventual eleição no Reino. A sociedade organizada se desdobrou em busca de lideranças capazes de promover o bem estar social, espiritual e econômico do povo do Reino da Pitangueira.
1 - Pelo Partido da Carapuça foi indicado o sr. Saci Pererê, mas ... mas ... mas ... o SAP, o Supremo Astral da Pitangueira, a penúltima palavra da Corte, pediu vistas sob as seguintes alegações:
Saci Pererê no princípio era gaúcho, depois virou afro-descendente, depois virou perneta, depois vestiu a carapuça, depois passou a fumar cachimbo, enfim, é um ser mutante demais.
2 - Pelo Partido Reptiliano foi indicada a Dona Cuca, mas ... mas ... mass o SAP, pediu anulação da candidatura:
A Cuca não se define se é um dragão, uma bruxa velha ou um jacaré, além disto detesta crianças. Enfim, nada depõe ao seu favor.
3 - Pelo Partido da Vovó foi indicada a Chapeuzinho Vermelho
Indeferida por motivos óbvios.
4 - Pelo Partido da Mata foi indicado o Caipora
Indeferido por não definir se vai vindo e se vem voltando.
5 - Pelo Partido dos Antagonistas foi indicado o Lobo Mau
Lobo Mau ... hum .... ah! Será?? Não, não! Está indeferido também! Tarado demais com a vovó e uma pamonha com a Chapeuzinho. Contam no Whatsapp, e não sei se é o tal do fakenews, que de certa feita aconteceu o seguinte episódio (nunca desmentido pelas partes):
A Chapeuzinho Vermelho caminhava no meio da floresta, levando seu cesto com doces, quando aparece o Lobo Mau e lhe diz, cheio de malícia:
– Vou comer uma coisinha sua, que nunca ninguém antes comeu!
Responde a Chapeuzinho:
– Só se for o cesto!..
Considerando a limitação tática, técnica e atípica dos candidatos, a tônica é que vistam a túnica da humildade e sigam sem eleição. E pronto, tenho dito, quem manda nesta área sou eu!
Imagine ser 500% mais produtivo. O que antes costumava levar toda a semana para fazer, você consegue realizar apenas na segunda-feira. Também imagine que você está aprendendo mais rápido do que nunca.
Quanto mais rápido? Entre 200% e 500%. Em seguida, adicione a tudo isso uma criatividade absurdamente amplificada e um impulso significativo em sua qualidade de vida. O segredo desta “magia” é um estado mental conhecido pelos pesquisadores como “flow” ou fluxo, em português.
No flow, nossa atenção está tão focada que todo o resto perde importância. O tempo voa, o ego desaparece e ficamos mais confiantes, capazes e conscientes. “Tecnicamente, o flow é definido como um estado de consciência em que nós sentimos e realizamos o nosso melhor. Toda ação, movimento e pensamento segue inevitavelmente o anterior, sem pausa para questionamentos ou receios. Todo o seu ser está envolvido, e você está usando suas habilidades ao máximo”, diz o psicólogo croata e professor da Universidade de Chicago Mihaly Csikszentmihalyi, 80 anos, que cunhou o termo científico.
O flow está enraizado no cérebro. “O córtex pré-frontal é onde o pensamento acontece. Mas o pensamento produz complexidade e confusão. Flow é o oposto de pensar. Então, para atingir este estado, o córtex tem que ser temporariamente desativado”, diz Steven Kotler, 48, diretor de pesquisa do Projeto Genoma Flow (organização internacional de estudos multidisciplinares que se comprometeu a mapear o genoma do flow até o ano de 2020) e autor do livro The Rise of Superman (Quercus, sem tradução para o português), que se concentra em esportes radicais para explicar o assunto. “O melhor exemplo vem do mundo dos esportes de ação, onde, nas últimas décadas, os melhores atletas têm feito, inconscientemente, uso do flow para ultrapassar barreiras e realizar façanhas mais do que em qualquer outro momento na história da nossa espécie”, diz ele.
No entanto, apesar destes triunfos, esses atletas não têm um monopólio sobre o incrível estado de consciência. Longe disso. Músicos de jazz sentem. Jogadores de videogame e freiras enclausuradas também. Ele é onipresente e pode aparecer em qualquer lugar, em qualquer um, desde que estejam reunidas as condições ideais. “Há trinta anos estudamos o assunto. Já fizemos mais de 8.000 entrevistas, de monges dominicanos a escaladores do Himalaia.
Independentemente da cultura e da educação dos entrevistados, existem sete condições para uma pessoa entrar no flow: excitação, ansiedade, preocupação, apatia, tédio, relaxamento e controle”, diz Csikszentmihalyi. “Uma vez que esses sentimentos tornam-se intensos, aparece o foco, que leva a uma sensação de êxtase e a um sentimento de clareza: você sabe exatamente o que quer fazer de um momento para o outro, e sabe que o que precisa fazer, apesar de difícil, é possível de ser feito. Então, você se esquece de si mesmo e se sente parte de algo maior”.
Alcançar este estágio mental, ao contrário do que possa parecer, não ocorre por acaso. É necessário trabalho duro durante um longo período de tempo. Mas a recompensa, segundo pesquisas do próprio Csikszentmihalyi, mostram que “quanto mais os atletas experienciam o flow, mais felizes eles são”. E, além disso, mais eficientes. É o caso do ex-jogador de basquete Bill Russell, que atuava como pivô do Boston Celtics, time da NBA. “O flow é um sentimento difícil de descrever, e eu certamente nunca conversava sobre isso quando ainda jogava profissionalmente”, diz ele. “Quando acontecia eu podia sentir meu jogo subir para outro novo nível. E nesse nível especial todos os tipos de coisas estranhas aconteciam. Era quase como se estivéssemos jogando em câmera lenta. Durante esses períodos, eu podia sentir como a próxima jogada iria se desenvolver e onde o próximo arremesso aconteceria”.
Essa premonição, de saber de antemão a trajetória da bola, ocorre por causa de uma mudança fundamental na química cerebral que acontece durante o flow. No estado, o cérebro libera dopamina, norepinefrina, endorfina, anandamida e serotonina. São químicos indutores de prazer que melhoram o desempenho, mas eles fazem esse trabalho de maneiras muito específica. A dopamina e a norepinefrina, por exemplo, ajustam o foco e melhoram o reconhecimento de padrões, o que nos permite recolher e processar mais informação por segundo.
Criatividade
Praticar esportes em alto nível é apenas uma das rampas de acesso ao flow. Para escritores, pintores, escultores, dançarinos, músicos etc., a criatividade é a porta de entrada frequente. Cientistas e engenheiros muitas vezes sentem o mesmo. Já os atletas de resistência usam a dor e a exaustão para entrar na zona. Runner’s High, ou o barato da corrida, nome dado a esta experiência, que também aparece na natação, ciclismo, remo, esqui cross-country e quase qualquer outra atividade onde percorrer sofridas e longas distâncias é um fator.
A tecnologia oferece ainda mais exemplos:
Jogadores de videogame entram no flow com tanta frequência que as ideias de Csikszentmihalyi tornaram-se o referencial teórico mais aceito para explicar a atração pelo joystick. “Colocar jogadores no flow é a chave para o apelo universal dos videogames e tem correlação direta com o engajamento do jogador e até o sucesso global do produto”, diz Kotler.
Em um estudo de 10 anos do instituto americano de pesquisas McKinsey Global Institute (MGI), altos executivos relataram ser cinco vezes mais produtivos no flow. Isso significa que, se você passar a segunda-feira no estado mental, poderá tirar o resto da semana de folga e, mesmo assim, terá feito mais do que seus colegas de trabalho que só pensam no próximo fim de semana. “Enquanto a maioria de nós gasta menos do que 5% da nossa vida profissional no flow, se esse número atingisse 20%, de acordo com esse mesmo estudo da McKinsey, a produtividade global no local de trabalho seria quase o dobro. Dados preliminares de um estudo da influência do flow sobre a criatividade, ainda em andamento, feito pelo Projeto Genoma Flow, descobriu que as pessoas relatam ser de 6 a 8 vezes mais criativas neste estado”, diz Kotler.
5 DICAS PARA ENTRAR NO FLOW
Steven Kotler ensina cinco atividades para serem incorporadas à rotina semanal, todas destinadas a aumentar a probabilidade de começar a tropeçar no flow. “Este não é um simples protocolo. Requer cerca de 11 horas de esforço dedicado por semana”, diz ele. “O que pode parecer um desperdício de tempo no momento, acaba por ser uma enorme economia de tempo no final”.
1 – Uma vez por semana: arrisque-se O risco é um gatilho do flow (através de um enorme despejo de dopamina no cérebro). “Pode ser qualquer coisa, desde apresentar-se a um estranho em um supermercado (para os tímidos) ou aprender a saltar de basejump. O objetivo é treinar o cérebro para lidar com o risco, e ser capaz de usar esse despejo de dopamina para dirigir o foco e aumentar o flow”, diz Kotler.
2 – Duas vezes por semana: descanse Faça da recuperação uma prioridade. Oito horas de sono por noite é o ideal. Igualmente importante é adicionar duas sessões de recuperação, como sauna ou massagem, de 30 a 60 minutos. Se isso for impossível, apenas tente tirar algumas sonecas extras durante a semana. “Isso irá ajudá-lo a se mover através do ciclo de flow muito mais rapidamente”.
3 – Três vezes por semana: priorize a paixão A razão de a paixão ser tão importante é neurológica. “Literalmente, prestamos mais atenção às coisas de que mais gostamos e isso cria uma tonelada de flow. Use isso a seu favor”.
Três vezes por semana, reserve de 60 a 90 minutos para se concentrar no que mais importa. Durante esse período, bloqueie todas as distrações. Ocasionalmente, pode ser uma tarefa de trabalho (apenas certifique-se de que é um trabalho sobre o qual você esteja realmente animado), um exercício ou um hobby criativo. “A tarefa em si não importa tanto. O que mais importa é como você se sente sobre a tarefa e como você usa esses sentimentos em seu favor”.
4 – Três vezes por semana: foco Esvaziar a mente é a palavra da moda nos dias de hoje, mas isso é apenas uma maneira elegante de dizer que a atenção é importante. O estado exige que toda a nossa atenção esteja direcionada para o momento presente. “A respiração da meditação simples funciona bem, mas eu prefiro outra, chamada técnica da caixa (inspire por 4 segundos; segure o ar nos pulmões por 4 segundos; expire por 4 segundos; e mantenha o ar fora por mais 4 segundos)”.
Este é um tipo de treinamento usado pelas forças especiais militares dos EUA, um grupo que precisa de flow para sobreviver. “Ao praticar esse tipo de exercício, você está aprendendo a se concentrar, afastar o pânico e usar essa energia aumentada para ter mais foco”. Comece a fazer três sessões de dez minutos por semana, em seguida, adicione um minuto para cada sessão da próxima semana e assim por diante. A intenção é trabalhar até três sessões de vinte minutos por semana.
5 – Quatro vezes por semana: leia. Sabemos que a dopamina leva ao flow. Este neurotransmissor aparece tanto porque ajuda no reconhecimento de padrões, ou seja, junta as informações e as transforma em ideias ou pensamentos. Por exemplo: sabe aquela pequena onda de prazer que se sente quando preenche uma resposta em um jogo de palavras cruzadas? É a dopamina. Mas, para ser capaz de encontrar esses padrões, o cérebro precisa de novas informações. “Quatro vezes por semana, leia pelo menos vinte e cinco páginas de um livro que você normalmente não leria (no mínimo 30 minutos por sessão de leitura). Ao dar a seu cérebro novas informações constantemente, você está alimentando o gatilho do reconhecimento de padrões. Parece simples, mas você vai ficar chocado com a diferença que faz”.
Subindo no alto do Monte do Bom Senso, de posse do potente Putoscópio que permite vislumbrar a importante Galáxia de Andrômeda e suas estrelas aos borbotões. Ajustando as lentes fico a observar Liptus, um simpático cometa verde de águas turvas.
Utilizando de um sofisticado sistema de rádio frequência ultra-Tesla, posso alcançar o maior núcleo urbano, e acreditem, é habitado por seres liptilianos com certo grau de desenvolvimento.
Ao centro do núcleo urbano vejo seres semelhantes a patos amarelos, em número significativo. À direita muitos indivíduos com trajes e trejeitos semelhantes a caciques apaches e sioux, tudo junto e misturado, mas à extrema direita há apenas um excitado pavão. Interessante é que à esquerda tem uns seres com estilo de cacique inca ou maya misturados com caciques tupys e guaranys, mas cada um no seu quadrado, alguns acenando freneticamente com sinais de fumaça para os caciques da direita. Na extrema esquerda só umas pedras nada mais.
Olá! Boa tarde! Como estão as coisas e os acontecimentos que a trouxeram a este encontro?
Bem, tirando aquele coisado que não vou falar sobre ele, aconteceu outro negócio que fui muito esquisito, sabe? Esquisitérrimo prá mais de metro.
Negócio esquisito? Conseguiria ser mais específica?
Como vou te explicar isto? Hummm, vou tentar narrar a história cronologicamente, pode ser?
Sim, claro! Prossiga.
Era uma tarde chuvosa de teça-feira, destes tempos de tempestades e tormentas. Mas aí ele chamou no interfone e convidou para sairmos. Educadamente agradeci o convite, mas ficou insistindo, insistindo, e disse que queria sair comigo de qualquer jeito, mas fui determinada e recusei com veemência, e, claro, chorei por umas duas horas.
Chorou? Mas não foi esta a sua decisão?
Sim, mas eu me vi tão feia, tão horrorosa, que não consegui ir ao encontro dele.
Consegue definir "feia"?
Estava com uma sandália rasteirinha ridícula, verde limão fluorescente, com desgaste nos calcanhares, que estavam rachados e imundos, unhas postiças de gel com esmalte laranja neon, velho, descascando e borda azul turquesa.
Mais alguma coisa?
E o vestido? Nem te conto! Um vestido pavoroso, feito de pano de saca de açúcar cristal, cheio de mancha de café, manga, leite, chocolate, manteiga e outras coisas indefinidas. Fui ao espelho e voltei em pânico pelo menos umas cinco vezes enquanto ele falava ao interfone.
E quando você o dispensou e chorou, como se sentiu?
Então, aquilo era tão real, tão tangível, tão logico, que custei a me dar conta que era um sonho, veja só, tudo não passou de um sonho.
Olha só, que processo rico este. Quer falar sobre este sonho?
Bem, aquilo foi estranho mesmo, mas acabei rindo da situação. Liguei para ele na manhã seguinte e marcamos um jantar naquela quarta-feira mesmo. Cheguei em casa toda empolgada, fui direto para um banho completo, relaxante, pensando num vinho e coisas profundas sendo ele o sommelier e eu seu vinho raro.
Uau ... perdão, quer dizer, sim, prossiga ...
Bem, enquanto estava no banho, com os olhos fechados e espuma na face, ele entrou como um felino, e ao cruzar suas mãos na minha cintura, dei uma volta de 180° na velocidade da luz e no impulso ao me jogar nos seus braços fui parar no chão do quarto, só então percebi que era outro estranho e real sonho.
Um sonho estranho e real... quer falar mais sobre isto?
Sim e não. Quer dizer, quero falar mais sobre isto, mas não agora, pois ontem à noite conversei muito com ele sobre estas coisas e o convenci a vir comigo hoje, e ele está lá fora caso o senhor queira falar com ele.
Onde é lá fora?
Como assim? Lá fora é lá fora, uai! É tudo onde não é aqui dentro.
Excelente observação.
Como assim, excelente, doutor?
Se ele está lá fora neste momento, ele está verdadeiramente aqui dentro, por que não há o lá fora neste ambiente.
Nossa, fiquei confusa.
Esta é uma sessão onírica, reconhecida pela Escola Oficial Normal dos Analistas da Pitangueira, a ESCONAP.
Sessão onírica?
Você, numa sincronicidade exorbitante, dentro do seu sonho, se permitiu entrar no meu sonho para fazermos esta sessão, onde ele que está lá fora, está dentro de você, e isto é uma coisa que ainda não fora revelada no mundo tangível.
Isto é um sonho? Seu consultório é ... é ... meu deus das coisas malucas, estou nua! Então é assim que o Universo conspira pelos meus objetivos secretos? Estou aqui nua e ... pela santa das causas paranóicas ... ele é você, meu analista é ele ... estou nua diante de você dentro de mim, que loucura é esta?
Calma. Há de convir que a ética impera aqui, a ponto desta sessão já estar debitada no seu cartão, em débito automático.
Mas é um crime, não pode fazer isto comigo!
Em verdade, em verdade, te digo que se não está escrito em lugar algum que é proibida uma sessão de análise onírica super locum in mentis et corporis , com a devida ciência e permissão entre as partes, logo ela não é ilegal, e de madrugada, na fase REM, custa quatro sessões.
Mas é imoral!!!!
Ora, ora, ora, você entra nua no meu consultório onírico, às três horas da manhã, falando que se encontra comigo há vários dias, eu a atendo, ouço cada palavra e percepção do seu mundo interior resguardado por uma conduta ética de moral ilibada, apesar de, e quer fazer o reclame de que não estamos fazendo uma análise real?
Mas é um absurdo. Um sonho é só um sonho. Você não tem o direito de me analisar dentro de mim.
Olha aqui, Sonhos Conectados é a última moda em Paris, Milão e Caratinga.
Bem, neste caso ...
Neste caso esta sessão terminou, até a próxima fase REM e ao sair cuidado com o degraaaaaaaau ... merda! Merdas acontecem.
Calma assusta que partiu, calma o carvalho, calma morra nenhuma.
Carminha, por que você está trocando letras e mantendo rimas?
Está sabendo não, Armandinho? Jura? Sabe de nada mesmo?
Carminha, para com o suspense e conta logo.
É praga do Pai Babalaê Balacobaco, quando nos alertou dos bourgeois-bohème. Sofri muito quando armaram o trampo na encruzilhada e eu, Armandinho, euzinha, sabe como é, na encruzilhada passei pela direita para não pisar na lama. Isto é neuro-ciência-aplicada e burra que fui, fiquei pagando promessa achando que era macumba.
Borjô o que? De onde você tira estas coisas, Carminha? Que palavra doida é esta?
Armandinho, deixa eu te falar um negócio. O Pai Babalaê Balacobaco não só nos alertou sobre os bourgeois-bohème como falou um tanto de coisas que acabaram acantecendo, e ninguém acreditou nele, e agora, Armandinho? E agora? As coisas acanteceram ...
Acanteceram? Como assim, Carminha?
Foi um processo onde o bem foi estrategicamente colocado no canto, bem no cantinho, quase imperceptível, então acanteceu o que acanteceu.
Carminha, você fumou daquela erva mofada outra vez? Não entendi nada. Vamos fazer sexo?
Vai fazer com suas negas, vagabundo, e por que aqui só depois de garantir meu 13%, meu retorno de férias, minhas 40 horas, aposentadoria integral, fim de semana remunerada, feriado emendado, verba de gabinete, salon de beauté toda sexta-feira, e cartão corporativo para les vêtements... etc etc etc ...
Mas que mulherzinha neofiadaputalogista e multiglota exigente esta, hem!!! Olha aqui, Carminha, você não é isto tudo não, hem!!!!
Então arruma uma que faz a Borboleta Paraguaia melhor que eu, arruma ... ou uma que se encaixa como se fosse uma Pretzel Apaixonada, hem, Armandinho ... arruma ...
Neste dia histórico onde o Barcelona faz 5X1 no Real Madrid, não tem como esquecer do quanto sofreu a Catalunha durante o regime fascista de Franco, o benfeitor do Real Madrid.
Alto lá :
O texto abaixo não é meu. Copiei e Colei:
Fonte :
Acervo Vavel (A ditadura franquista e o futebol em Madri)
Ao se deparar com o majestoso escudo do Real Madrid, é comum pensarmos, automaticamente, no atual melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, nos craques antigos que já passaram pelo clube, como Zidane – atual técnico da equipe -, Fenômeno, o grandioso estádio Santiago Bernabéu e a bela jornada do clube espanhol, detentor de 12 Champions League.
Entretanto, há parte da história do gigante Real Madrid que os madridistas preferem não revelar. Os rivais, por sua vez, insistem em voltar ao tal fato, irritando os torcedores do Madrid. Fato é que a história existe e não deve ser apagada. Por isso, falaremos da relação do Real Madrid com a Ditadura Franquista.
O Real Madrid durante o Franquismo
Durante a década de 1930, a Espanha foi dividida pela crise política que culminou na Guerra Civil. O conflito fez mais de 500 mil vítimas na Espanha e abriu caminho para a ascensão do Franquismo (1939-1975), regime totalitário e de extrema direita. Francisco Franco Bahamonde se tornou o general mais jovem da Europa e ditou as regras na Espanha por quase 40 anos durante a Ditadura Franquista. Supostamente um torcedor do Real Madrid, Franco teria facilitado as contratações de Di Stéfano e Gento ao clube da cidade.
Tal fato se tornou justificável ao observarmos do ponto de vista da concorrência do Barcelona, representação da resistência catalã ao regime. Ora, beneficiar os merengues seria uma forma de se sobressair em relação ao Barcelona, que à época já tinha grande destaque no esporte. Durante a ditadura, grandes títulos na Espanha e em torneios internacionais. Presenças em Copas do Mundo e título da Eurocopa de 1964 também podem ser colocadas na conta do automarketing ditatorial.
Com um time dominante e o esporte movendo a população, a pobreza espanhola e o atraso diante dos demais países europeus puderam ser varridos para ‘debaixo do tapete’. Esses fatos, trouxeram, para muitos, uma ligação entre a terrível Ditadura Franquista e o Real Madrid.
Todavia, nascido em Ferrol, na província de La Coruña, região da Galícia, a alguns quilômetros de Madrid, costuma-se questionar a ligação de Francisco Franco com o Real Madrid. Ademais, muitos – madridistas, ou não – garantem até que o ex-ditador não tenha tido tal laço afetivo. Alguns, inclusive, declaram que o Caudillo odiava futebol e tudo que fez no meio esportivo tinha, única e exclusivamente, interesses políticos.
Uma das afirmativas dos defensores dessa tese, diz que Franco, durante os jogos do Madrid – nos quais ele frequentava de maneira assídua – não expressava nenhuma reação. Relatos dizem, outrossim, que o ditador apenas tria sorrido em apenas duas ocasiões: quando se encontrou com Hitler em Hendaya, fronteira entre Espanha e França, 1940, e com Eisenhower em Madrid, 1959, além de uma visita de Eva Perón, quando a recebeu o título de chefe de estado espanhol, em 1947. Franco tinha como característica ser um homem “sonso e sem qualquer senso de humor”, até nas horas de comemorar os gols de seu suposto time do coração. Por isso, muitos madridistas duvidam da ligação do ditador com o clube.
Entretanto, o fato é que, na época, o Real Madrid conquistou, por duas vezes, a Copa da Espanha e quebrou o jejum de mais de vinte anos ganhando novamente o Campeonato Espanhol, deixando o grande rival, Barcelona, em segundo lugar com impressionantes 29 gols em 30 jogos do recém-contratado Di Stéfano.
Di Stéfano, craque do Real Madrid na década, em atividade (Foto: Acervo/Real Madrid) Di Stéfano, craque do Real Madrid na década, em atividade (Foto: Acervo/Real Madrid) Em tempos de desilusões sociais, o esporte se torna um mundo paralelo, alheio ao cotidiano, servindo de alento à população, que pôde encontrar um motivo para sorrir. Na Copa do Mundo de 1950, no Brasil, a Espanha esteve no Grupo B, ao lado de Inglaterra, Chile e EUA. Com três vitórias na primeira fase, o time se classificou ao quadrangular final. Além disso, poucos anos depois, no embalo da quebra do jejum de mais de duas décadas em La Liga, o Real Madrid protagonizou uma série de triunfos internacionais que ajudaram a generalizar a marca do clube.
A primeira conquista fora do território madrilenho que ajudou a atiçar os ânimos merengues foi o Troféu Marcos Pérez Jiménez, na Venezuela, popularmente conhecido como Mundialito de Clubes. Em 1956, o Real Madrid disputou com Roma (ITA), Porto (POR) e Vasco o título, vencendo os cariocas na final para ficar com a taça. Em seguida, o Real ainda conquistou uma Copa Intercontinental, além de duas Copas Latinas, que aliás, foi a primeira tentativa de organizar clubes da Europa em um torneio continental de prestígio.
Clássico de Madrid durante o Franquismo
Durante a Guerra Civil, aqui já mencionada, a Espanha foi dividida. Com isso, a partir de 1936, a La Liga foi suspensa. No entanto, isso não impediu que o derby de Madrid entre Real e Atlético ocorressem de forma amistosa. Um deles, entretanto, que seria disputado nas primeiras semanas da Guerra, foi suspenso. Era assim que começava a Ditadura Franquista no clássico de Madrid.
Os dois clubes foram afetados na Ditadura. Os merengues, tiveram que tirar ‘Real’ do nome, em desvinculação à monarquia. Além disso, seu presidente à época, Rafael Sánchez Guerra, de ideologias contrárias ao franquismo, precisou se exilar na França. O Atlético de Madrid, por sua vez, perdeu membros, mortos no conflito. A crise política assolou as finanças do clube, sem jogadores e com grande dívida. Acabou sendo fundido com o Aviación Nacional, time criado pelo exército durante a Guerra Civil. Assim, o Aviación se tornou um instrumento importante para o franquismo e a ditadura, enfim, conseguiu um time popular, ligados à massa, com o objetivo de se legitimar.
No mesmo período, o Real passava por reconstrução. Santiago Bernabéu, ex-jogador que dá nome ao estádio do clube assumiu a presidência - estádio esse inaugurado e renomeado durante o Franquismo -. Com tendências conservadoras, havia militado com as forças pró-franquismo durante a Guerra Civil.
Tempos depois, com o fim do Aviación, o futebol passou a ser usado pela ditadura para manobrar os descontentamentos e manter o controle sobre a população. O Atlético voltou a ser bicampeão espanhol. O Real, por sua vez, sob o comando de Di Stefáno, tinha um grande time e encerrou com jejum de títulos da La Liga, como já fora mencionado. Com o regime de Franco, o Real Madrid tornou-se a grande potência nacional a na década. Todavia, os blancos foram pentacampeões espanhóis entre 1961 e 1965 e seguiam como uma das maiores forças do país, mas teve sequência positiva quebrada.
Com a queda da Ditadura Franquista, o abismo entre os rivais se tornou nítido. O Real se mantinha como poderoso time espanhol, tendo amplo domínio nos campeonatos nacionais e continentais. Paradoxalmente, o Atlético se limitava a conquistas esporádicas.
Assim, o Barcelona assumiu a posição de grande rival dos madridistas e, atualmente, protagonizam o famoso ‘El Clássico’ marcado pela disputa pessoal de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.
Entretanto, apesar da história aqui contada, cabe ressaltar que, mesmo tendo parte de sua história traçada com um regime totalitarista, que fez milhares de vítimas na Espanha, a grandiosa jornada do Real Madrid no futebol nacional e internacional prevalece. Detentor de 12 Champions League e 33 vezes campeão espanhol – dentre outros grandes títulos -, os madridistas têm muito do que se orgulhar de seu clube, sem se esquecer de parte da história que não pode ser apagada.