sábado, 3 de abril de 2021

Quando fores velha (When You Are Old - William Butler Yeats)



Alto lá
Este poema não é meu
Confesso que copiei e colei
Autor:  William Butler Yeats (Nobel Literatura)


Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono,
Dormitando junto à lareira, toma este livro,
Lê-o devagar, e sonha com o doce olhar
Que outrora tiveram teus olhos, e com as suas sombras profundas;

Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,
Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava;

Inclinada sobre o ferro incandescente,
Murmura, com alguma tristeza, como o Amor te abandonou
E em largos passos galgou as montanhas
Escondendo o rosto numa imensidão de estrelas.


When You Are Old

When you are old and grey and full of sleep,
And nodding by the fire, take down this book,
And slowly read, and dream of the soft look
Your eyes had once, and of their shadows deep;

How many loved your moments of glad grace,
And loved your beauty with love false or true,
But one man loved the pilgrim soul in you,
And loved the sorrows of your changing face;

And bending down beside the glowing bars,
Murmur, a little sadly, how Love fled
And paced upon the mountains overhead
And hid his face amid a crowd of stars.


William Butler Yeats, muitas vezes apenas designado por W.B. Yeats (Dublin, 13 de junho de 1865 — Menton, França, 28 de janeiro de 1939), foi um poeta, dramaturgo e místico irlandês. Atuou ativamente no Renascimento Literário Irlandês e foi co-fundador do Abbey Theatre. 

As suas obras iniciais eram caracterizadas por tendência romântica exuberante e fantasiosa, que transparece no título da sua coletânea de 1893, The Celtic Twilight ("O Crepúsculo Celta"). Posteriormente, por volta dos seus 40 anos, e em resultado da sua relação com poetas modernistas, como Ezra Pound, e também do seu envolvimento ativo no nacionalismo irlandês, o seu estilo torna-se mais austero e moderno. 

Foi também senador irlandês, cargo que exerceu com dedicação e seriedade. Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1923. O Comité de entrega do prémio justificou a sua decisão pela "sua poesia sempre inspirada, que através de uma forma de elevado nível artístico dá expressão ao espírito de toda uma nação." Em 1934 compartilhou o Prémio Gothenburg para poesia com Rudyard Kipling.

Diário das memórias de cada um



Chegou ao carro e deu por falta dos óculos. Apalpou a face, bateu a mão no peito e nos bolsos e nada de encontrar o objeto. Voltou ao apartamento, no segundo andar, procurou por todos os possíveis locais onde geralmente não o coloca, até que finalmente deparou com o fugitivo na pia do banheiro. Colocou os óculos e desceu até a garagem.

Mão na maçaneta e deu com a porta trancada. Temeu pelo pior, as chaves terem ficado dentro do carro. Olhou, olhou olhou até que teve a ideia de ligar a lanterna do celular. Procurou em todos os compartimentos da roupa e notou que não o carregava. Encostou no automóvel, suspirou, balançou a cabeça e voltou ao apartamento. 

A pegar na maçaneta externa, deparou com o molho de chaves na fechadura, pelo lado de fora, o que era indício de que esquecera de retira-lo ao sair, apressado pelo atraso para ir ... para ir ... não lembrava para onde deveria ir. Entrou, fechou a porta segurando as chaves, sentou-se na cadeira que fica ao lado, onde desde antigamente era o local do telefone fixo.  

Olhou para o aparelho analógico, secular e lembrou que poderia discar para o celular e seguiria o som. Retirou o monofone do gancho e ... não lembrava seu número. Voltou o monofone à base, colocou as duas mãos sobre o rosto e deu um suspiro profundo, acenando negativamente a cabeça. Espere, já sei, anotei o número num cartão que está na minha carteira.

Levantou-se entusiasmado, bateu a mão nos bolsos da calça e ficou preocupado - perdeu a carteira com todos seus documentos, cartão do banco, dinheiro para eventuais necessidades e sobretudo o número do celular, que contem todas as senhas inclusive o número do seu telefone fixo, seu endereço, telefone da família, foto dos netos, etc.   

Cabisbaixo, suspirando, foi até o quarto, onde encontrou a carteira no criado-mudo, como havia deixado na noite anterior. Imediatamente a abriu, pegou o cartão, colocou a carteira no bolso e ligou para seu celular. Não escutava a chamada. Ligou muitas vezes e o silêncio era terrível. Bom, o jeito é descer e ir para fazer o que preciso fazer.

Desceu as escadas pesaroso, até que abriu o carro e viu o celular no banco do carona. Riu de si mesmo. Assim que o teve nas mãos, viu que o aparelho estava descarregado. Colocou a cabeça no encosto da poltrona do automóvel e olhando fixamente para a frente, não sabia para onde deveria ir. Subiu as escadas, desta vez conferindo todos os pertences e foi deitar.

Do outro lado da cidade filhos e parentes o aguardavam para uma festa surpresa de aniversário, à qual não compareceu. Despediram-se dos convidados todos resmungando um pouco. Guardaram todos enfeites, dividiram o bolo entre as crianças, e tiraram a conclusão que lhes parecia a mais confortável - papai é previsível mesmo, foi só sentir que faríamos a festa, desligou o celular e deve estar tomando sua cervejinha ... aquele velho é terrível.  

Nesta hora deve estar jogando truco com os amigos ...
Ou bebendo num boteco destes sujos ...
Ou namorando alguma coroa da vizinhança ...
Ou se divertindo ... Nem vou me preocupar, amanhã ele aparece sorrindo ...

É isto aí!
 


sexta-feira, 2 de abril de 2021

O Mago da Pitangueira 2021 - 1


 

Nesta semana pascal subi o Monte da Sabedoria em busca de conhecimentos que possam facilitar minha compreensão diante desta realidade líquida do novo mundo ou da nova ordem deste planeta. Fui de encontro ao Grande Mago da Pitangueira, o sábio da natureza humana.

Mestre, eis-me aqui para aprender com sua imensa sabedoria.

- Eis que muito aprendo com você também, meu filho. Diga-me, a subida foi fácil ou difícil?

Difícil, Mestre, muito difícil.

- Então pergunte algo que valha a pena saber.

Mestre, quero saber sobre esta pandemia, onde está e para onde vai a nossa humanidade. O que é tudo isto?

- Veja, meu filho, somente a espiritualidade ajudará na compreensão dos sofrimentos e na construção de significados e propósito à vida. 

Mas, Mestre, e o kit-pré-apocalíptico que evita o mal? E as máscaras? E o infesto quixotesco do planalto? E o álcool gel? E o fique-em-casa?

- Vejo que tem as mesmas dúvidas espalhadas em múltiplas perguntas. Vou procurar respondê-las em dois tempos. Primeiro aprenda com David, o grande rei, pai de Salomão, que ensinou - "Livra-me, ó Senhor, do homem mau; guarda-me do homem violento, que pensa o mal no coração; continuamente se ajunta para a guerra." Esta é a chave que abre as comportas da Paz, meu filho.

Puxa, vida, mestre, mas onde está este homem mal?

Em toda a parte, meu filho, uns são fáceis de serem notados, como o que citou, mas 99,9% estão nas sombras, operam silenciosamente, tramam de uma maneira de tamanha engenhosidade maligna, que a culpa recairá sempre sobre um inocente útil.

E o segundo tempo da sua grande resposta, Mestre?

Meu filho, deverão as suas habilidades espirituais serem reconhecidas pela sua consciência racional como essenciais, afinal você é um ser feito à imagem e semelhança, com sua dupla natureza, uma em carne e a outra em espírito. Desta forma a ciência é importante e deve ser respeitada e o cuidado espiritual é indispensável no enfrentamento desta pandemia. Agora vá, e não acredite em quem não acredita que você é um vetor da paz. Se todos os vetores das paz, que são bilhões, se unissem, o mal não teria espaço para avançar.

O Mestre acabou de responder e recolheu-se ao silêncio do seu eremitério. Pela primeira vez desci em lágrimas.

É isto aí!


quarta-feira, 31 de março de 2021

Você sabe que tem algo errado (Paulo Abreu)


Você
sabe
que
tem
algo
errado.
Você sabe 
pelo tempo
Dei o prazo
mas destruiu
algo em você
algo deturpado
fez tudo errado
perdeu o agora
sabe, o abraço
e se até sei eu
não desminta  
seu desamor 
tem algo seu 
está com algo
equivocado ruim
você é seu algoz
acabou nosso nós
sabe, sabe sim.
aí, deu vacilo
e perdeu!


É isto aí!


domingo, 28 de março de 2021

Cartas à Neguinha em tempos de Covid 2


Neguinha, eu amo você! Sim, sei, é uma frase fácil de dizer, mas cá entre nós, tem que ter uma coragem danada para assumir isto e confirmar e reconhecer com firmeza e cravar o testemunho  e provar o que está falando e cantar aquela música daquele cara que canta daquele jeito que você adora e rebola magistralmente de uma maneira íntima, pessoal e solitária. 

Neguinha, estou com saudade de muita coisa. Saudade da minha infância numa rua descalça e a vida eterna e vadia. Saudade dos seus olhos; saudade das suas mãos delicadas; saudades dos seus beijos; saudades das suas covinhas. Claro que tudo isto uma hora passa, mas tenho a inútil saudade de vinho quente barato com queijo frescal gelado e azeitona com caroço. Mas subo o tom com as saudades de beijar seu pescoço, sua nuca, sua boca.

Neguinha, dia destes, estacionado numa vaga de supermercado, uma mulher se aproximou de mim para pedir algo. Alta, elegante, mas simples no estar e existir. Ao chegar próxima da janela do carona, abri o vidro - entreolhamos, esbocei um sorriso, ela antecipou uma dúvida e perguntei - pois não, senhora? - Puxa vida, ela começou a chorar, ninguém mais me chamou de senhora desde que fui arrastada para as ruas.

Neguinha, queria você ali para me ajudar a entender o mundo dentro daquela dor plural. A dor do mundo estava naquela mulher. Dei um dinheiro a ela, que recusou. Ela se sentiu humana depois de tempos, foi reconhecida como uma senhora. Choramos na nossa impotência - ela em pé no vidro do carona e eu sentado ao volante. Naquele dia e naquela hora queria você ali para me ajudar. 

Neguinha, duas semanas depois, passo por uma esquina e vejo aquela senhora desacordada pelas drogas, no chão, sem alguém para elevar seu estado de espírito. Senti uma dor terrível. Não sabia o que fazer, as pessoas passavam para lá  e para cá, não tinham pedras nas mãos, mas as carregavam no desdém e no desprezo nítido. Quantas vezes nossa humanidade apenas deseja ser reconhecida como tal? Fiquei ali, parado e abalado, até que uma pessoa se aproximou a levou.

Neguinha, eu amo você! Sim, já disse isto, já escrevi isto, já falei sobre isto, já me olhei pelo avesso procurando a possibilidade de ser um engano,  um erro cósmico, um desvio do universo, mas não encontro nada. Eu amo você, suas covinhas e sua existência. Nunca mais outra vez um agora tão difícil como este tempo de vírus letal e ao mesmo tempo instrumento de tortura física, mental, financeira  e psicológica. Mas isto fica para outro dia.  

É isto aí!


Sabe todos os seus medos? (Paulo Abreu)




Sabe aquele medo da infância
de um monstro sob a cama?
Sabe aquele medo da infância
de ter que assumir um erro?

Sabe aquele medo da adolescência
de que amar dói e beijo é o delírio?
Sabe aquele medo da adolescência
de que um dia seremos adultos?

Sabe aquele medo da juventude
de perder um grande amor?
Sabe aquele medo da juventude
de que a maturidade está na esquina?

Sabe todos os seus medos?
Não são nada perto do que vem
Não são nem exercício prévio
Não são nada em comparação a isto

De verdade, perdemos o senso 
de verdade perdemos a humanidade
de verdade perdemos a espiritualidade
por um vírus, sem bomba H nem mais nada.




sábado, 27 de março de 2021

O fato é que estou com nojo disto tudo (Paulo Abreu)




Diante de tanta comiseração humana
advém o desgosto, o enjoo e a repulsão
anexadas pela adversidade cruel e má
Semente do tédio, abalos e aflições

As agruras pelo abandono da paz plena em si
o amargor pela cumplicidade fratricida
a amargura de mortes banalizadas ao leo
serão a colheita de uma geração adormecida

Colheremos aqui e ali angústias e atribulações
choque de consciência perdida e enlouquecida
Degustaremos a futilidade da vida estúpida
embrenhada na dor até a comoção da alma 

Tardiamente à logística dos contratempos
depois do desagrado geral e pontual
o cínico consolo será hostil, perverso e feérico
como cabem às lendas da falsa consternação

Experimentaremos o desprazer magno
O dissabor do fel da amarga vitória
a dor da existência vazia de sentimentos
em completa desolação interior

insatisfação, mágoa, mal-estar
padecimento, pena, pesar
ressentimento, sofrimento, tribulação
tristeza, ânsia e asco

Eis que valerão as versões invertidas
no fastio desta luta imoral, insidiosa,
Experimentaremos náuseas pela podridão exalada
na agonia plena da repugnância pela abominação

antipatia, desamor, desprezo
estranhamento, execração, horror
ódio, ojeriza, pavor
raiva, rancor e rejeição

Não encontraremos a palavra certa
pela recusa, repúdio e enfado, já  arrependidos
pelo nosso lado ciente, prostrados em pranto
despediremos uns dos outros com lágrimas e dor.

É isto aí!

 




Ausência - Vinicius de Moraes

 


Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz

Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho desta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado 

Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado

Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada


Fonte do Vídeo: Dani Carvalho

Fonte do poema: Poema Ausência - Vinicius de Moraes

O que há em mim é sobretudo cansaço — (Fernando Pessoa)

 


O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...


Poesia e poema de autor português. Fernando António Nogueira Pessoa (1888 — 1935) foi um poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português. Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século XX. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da Vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.

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quinta-feira, 25 de março de 2021

Esta mulher me enlouquece




E se ela ligou e não estava?
E se dormi na hora errada?
E se ela enviou alguma mensagem
nas redes sociais e não li... acontece.

Esta mulher me enlouquece

E se ela sofreu um acidente?
E se perdeu um dente? 
E se adoeceu um parente
E se surtou de repente?

Esta mulher me alucina

E se ficou presa no trânsito,
Ou foi atropelada por um maluco?
Ou foi internada com escorbuto?
Ou desmaiou de soluço?

Esta mulher me ensandece

E se caiu na esquina?
E se travou no tráfego?
Ou se perdeu seu fulcro?
Ou se feriu na calçada?

Esta mulher me fascina.


É isto aí!






segunda-feira, 22 de março de 2021

Reserve o “Sinto muito” para quando você realmente cometer um erro.




Alto lá!
Este texto não é meu
Confesso que copiei e colei
Fonte: Fãs da Psicanálise

Nunca Peça Desculpas Por Essas 13 Coisas (Mesmo Que Ache Que Deva)

Pedir desculpa, não é feio, pelo contrário, quando erramos, o ato de reconhecer um erro, é nobre. Porém, quantas vezes pedimos desculpas por algo que não éramos culpados ou errados?

Abaixo, listamos 13 itens, que você nunca deve se desculpar, nem carregar peso na consciência por isso.

1. Nunca peça desculpas por amar alguém.

São poucos capazes de amar genuinamente alguém, comemore. Não importa quem você ama, mesmo se for platônico, o fato de que você tem essa capacidade de amar, é o que importa.

2. Nunca peça desculpas por dizer não.

Auto-respeito e conhecer suas limitações são muito importantes. Se você não puder dedicar-se completamente do seu tempo para algo, você não deve sentir-se culpado por dizer não. Grandes líderes tem enorme capacidade de dizer ”não”.

3. Nunca peça desculpas por seguir um sonho.

Seguir nossos sonhos é o que nos torna vivo. Não existe idade para ir atrás de seus objetivos, são os sonhos que nos moldam. Se você contentar-se com o que tem e não com o que deseja, você será um eterno infeliz.

4. Nunca peça desculpas por tirar um tempo para si.

Cuidar de si é muito importante para a vida, tirar um tempo e ser feliz, dedicando-se apenas a suas necessidades.

5. Nunca peça desculpas por escolher suas prioridades.

Nunca deixe ninguém fazer você se sentir culpado por escolher suas próprias prioridades. Sempre cuide do que realmente importa em primeiro lugar. Se é importante para você, então é importante e o assunto dispensa maiores explicações. As pessoas que realmente importam respeitarão a sua decisão.

6. Nunca peça desculpas para terminar um relacionamento tóxico.

O único arrependimento que você deve ter por terminar um relacionamento tóxico é por não ter feito isso antes. Uma relação não prazerosa impede-o de alcançar seu potencial. Abrir mão dela não é algo para sentimento de culpa e sim para alívio.

7. Nunca peça desculpas por suas imperfeições.

É o que nos torna originais. Abrace-as e aceite.

8. Nunca peça desculpas por lutar.

Não abra mão de suas crenças, defender valores, moral e ética é sinal de determinação e liderança.

9. Nunca peça desculpas por não saber a resposta.

Todos estamos em busca constante por conhecimento, é isso que mantém nosso cérebro jovem, porém, infelizmente, nunca iremos alcançar o conhecimento pleno. E nesses momentos, em que não sabemos a resposta, devemos ser capazes de admitir, pois isso é um sinal de força e humildade.

10. Nunca peça desculpas por ter grandes expectativas.

Ter grandes expectativas em alguém, não é motivo de culpa, apenas significa que você se importa o suficiente para empurra-los para frente.

11. Nunca peça desculpas por gastar dinheiro consigo mesmo.

Nunca peça desculpas por tratar-se de maneira especial. Comprar algo agradável para si melhora a auto-estima. As pessoas felizes e bem-sucedidas sabem que, se as compras forem algo saudável e não compulsivo, realizar seus próprios desejos pode ser um bom ingrediente para uma vida plena. O único cuidado é não se perder na sociedade consumista em que vivemos hoje.

12. Nunca peça desculpas pelo atraso em sua resposta.

Nós não vivemos apenas para responder os outros, temos nossas obrigações, demora na resposta, não é sinal de não dar importância, as vezes existem outras prioridades ou emergências que devem ser cuidadas de imediato.

13. Nunca peça desculpas por dizer a verdade.

Pessoas brigam pela verdade, mas vivem constantemente na mentira, e quando o que falamos não é de seu agrado, nos acham rudes. Pessoas fortes dizem a verdade, por mais dolorosa que seja.






domingo, 21 de março de 2021

Simboraláserfeliz!





Tenho algo a dizer
rápido lépido ágil
feliz mente de amor

Tenho mais coisas
legais, trans-racionais
transparentes opacas

Tenho algozes por aí
e daí, graças a Deus
não agrado a todos

Tenho muito de pouco
muito de muito é muito
muito de pouco é mais

Tenho você guardada
no que há de fortuito
dentro da minha vida

Tenho três palavras
todas três são suas
e simboraláserfeliz!!

É isto aí! 






sábado, 20 de março de 2021

domingo , 21 de março Dia Mundial da Poesia 2021



A poesia é simples
nua semi nua
quase explícita
ou em escala logarítmica

Descreve quase tudo
sem mostrar ao mundo
o que esconde nas vagas
das águas do querer.

Segredos estampados
verdades ocultas
A poesia é puro zelo
mesmo sem sê-lo.

Escreva com calma
as agonias e alegrias
Perceberá que lapida 
o que oculta na alma.

É isto aí!

O poema é meu e a Fonte da Imagem e das frases/autores logo aqui abaixo, tirei daqui:
: - Mouzar Benedito (Blog da Boitempo)

Thomas Gray: “Poesia são pensamentos que respiram, e palavras que queimam”.

* * *

John Keats: “Se a poesia não surgir tão naturalmente como as folhas de uma árvore, é melhor que não surja mesmo”.

* * *

Alexander Pushkin: “Nunca encontrareis a poesia se não a tiverdes dentro de vós”.

* * *

Cecília Meireles: “A arte de amar é a mesma de ser poeta”.

* * *

Clarice Lispector: “A palavra é meu domínio sobre o mundo”.

* * *

Rebelo da Silva: “A indignação, o poeta o disse, forja o verso, e aonde ela clama, agitada e comovida, tudo aquece e se torna incisivo e elevado”.

* * *

Pablo Picasso: “A pintura nunca é prosa. É poesia que se escreve com versos de tinta plástica”.

* * *

Voltaire: “Um mérito inegável da poesia: ela diz mais e em menor número de palavras que a prosa”.

* * *

Voltaire, de novo: “A pintura é poesia sem palavras”.

* * *

Leonardo da Vinci: “A pintura é poesia muda; a poesia, pintura cega”.

* * *

Plutarco: “A pintura é poesia silenciosa. A poesia é pintura que fala”.

* * *

Don Quixote: “Na poesia medíocre a rima é uma tapeação; barulho de guizos que distrai os ouvidos, para que eles não percebam que a frase oca está vazia de ideias”.

* * *

Manoel de Barros: “Tem gente que nasce poesia”.

* * *

Manoel de Barros, de novo: “Noventa por cento do que escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira”.

Fonte da Imagem e das frases/autores - Mouzar Benedito




 







sexta-feira, 19 de março de 2021

Sorriso audível das folhas (Fernando Pessoa)

 



Sorriso audível das folhas,
Não és mais que a brisa ali.
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.

Ri, e olha de repente,
Para fins de não olhar,
Para onde nas folhas sente
O som do vento passar.
Tudo é vento e disfarçar.

Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou;
E estamos os dois falando
O que se não conversou.
Isto acaba ou começou



Poema "Sorriso audível das folhas" de 27-11-1932




A dança e as crenças do tempo




Acreditei que dava tempo
de tal forma validando
um tempo à crença
ou uma crença ao tempo

Escrevi um poema ridículo
rimas fracas sem consistência
até que vi seus olhos
e minha alma despertou atenta

na fragrância do seu amor
sentei-me ao seu lado
deitei no seu colo e chorei
como um ser dormente

Como fui estupidamente estúpido
de súbito o orgulho beócio
ah, maldita maldição malfadada
de preferir a dor aos seus braços

É isto aí!



 




A Natureza das Coisas (Accioly Neto) Cristina Amaral


Se avexe não...
Amanhã pode acontecer tudo
Inclusive nada.

Se avexe não...
A lagarta rasteja
Até o dia em que cria asas.

Se avexe não...
Que a burrinha da felicidade
Nunca se atrasa.

Se avexe não...
Amanhã ela para
Na porta da tua casa

Se avexe não...
Toda caminhada começa
No primeiro passo

A natureza não tem pressa
Segue seu compasso
Inexoravelmente chega lá...

Se avexe não...
Observe quem vai
Subindo a ladeira

Seja princesa, seja lavadeira...
Pra ir mais alto
Vai ter que suar.

Ô coisa boa é namorar,
Ô coisa boa é namorar.

Autor: Accioly Neto José Accioly Cavalcante Neto (Goiana PE, 11 de julho de 1950 - Recife, 29 de outubro de 2000) foi um cantor e compositor de música popular brasileira.


quinta-feira, 18 de março de 2021

Espumas ao Vento ( Accioly Neto )

Sei que aí dentro ainda mora um pedacinho de mim
Um grande amor não se acaba assim
Feito espumas ao vento

Não é coisa de momento, raiva passageira
Mania que dá e passa, feito brincadeira
O amor deixa marcas que não dá pra apagar

Sei que errei, tô aqui pra te pedir perdão
Cabeça doida, coração na mão
Desejo pegando fogo

E sem saber direito a hora e o que fazer
Eu não encontro uma palavra só pra te dizer
Ai, se eu fosse você eu voltava pra mim de novo

E de uma coisa fique certa, amor
A porta vai estar sempre aberta, amor
O meu olhar vai dar uma festa, amor

Na hora que você chegar
E de uma coisa fique certa, amor
A porta vai estar sempre aberta, amor
O meu olhar vai dar uma festa, amor
Na hora que você chegar

Sei que errei, tô aqui pra te pedir perdão
Cabeça doida, coração na mão
Desejo pegando fogo

E sem saber direito a hora e o que fazer
Eu não encontro uma palavra só pra te dizer
Ah! se eu fosse você eu voltava pra mim de novo


Autor: Accioly Neto José Accioly Cavalcante Neto (Goiana PE, 11 de julho de 1950 - Recife, 29 de outubro de 2000) foi um cantor e compositor de música popular brasileira.



segunda-feira, 15 de março de 2021

Amará e não será amada! (Amanda Machado)

Alto lá
Este poema não é meu
Confesso que copiei e colei
Fonte: Pareço Louca

Amanda Machado é escritora, poetisa, professora e de Juiz de Fora.


Amará e não será amada

Amará e não será amada. 
Amará na hora errada, 
a pessoa errada, mas nunca de maneira errada; 
porque não há erro nisso. 

Será amada e não amará em troca, 
porque não pode, 
porque não sabe, 
porque é assim. 

Será amada e amará, 
sem contrato 
e sem certeza alguma, 
e, por isso, será o maior amor do seu mundo.

Amará a vida, 
a sua, a de quem já ama, 
a dos outros que nunca viu, 
mas não todos os dias. 

Aprenderá a respeitar a nuvem azul 
que cobrirá o seu humor por alguns períodos. 
Amará sua tristeza e solidão; 
amará sua alegria e comunhão. 

Amará sem ter fim 
e também com um fim. 
Amará com arrependimento 
e também gratidão. 

Amará; 
e isto nem sempre 
será o bastante 
para se sentir feliz.



Imagem: Adão e Eva, e a serpente do Paraíso na entrada da Catedral Notre Dame, em Paris.