terça-feira, 16 de abril de 2024
Cartas de Amor LXXXV
segunda-feira, 15 de abril de 2024
Confissões
Esta postagem profética foi inicialmente publicada em Maio de 2017, aqui mesmo neste Reino da Pitangueira, já norteando o que viria depois. Sofreu apenas pequenas atualizações para conduzir o sentido pretérito aos dias de hoje.
Eis que, num dia chuvoso, triste e frio, Fulano de Tal, ex-tudo, entrou no fechado e restrito Círculo do Templo dos Pecadores de Bens, em silêncio. Procurou um local discreto, afastado dos holofotes da Luz Celestial. Ajoelhou-se com extrema dificuldade devido ao excesso de peso e da artrite instalada há muito tempo. Postou os cotovelos sobre o encosto do confessionário, uniu as mãos e fez sua confissão ao Dom, o Mestre, em voz rouca e embargada :
Oh, Senhor Mestre de todas as Companhias dos Homens de Bem, beijo-te a mão e vos imploro:
- Fazei de mim um homem livre dos pecados descobertos, mas acobertai os escondidos.
- Que eu perca só o que foi denunciado, mas preserve o roubo acumulado.
- Que eu seja esquecido pela mídia.
- Que eu não sofra muitos achaques, se sofrer que sejam pequenos e breves.
- Que meus amigos desapareçam e meu inimigos me evitem.
- Que minhas contas em sete paraísos fiscais permaneçam intactas.
e por fim, já que só posso fazer sete pedidos:
- Que a Gildinha seja fiel, além da minha esposa, é claro. Como? Só uma? Que seja a Belinha, então, afinal ela é mais, humm, digamos assim, mais dentro do meu padrão de adiposidade tateável.
Amém!!!!
Assim disse o Mestre dos Mestres dos Mestres dos Mestres, Pai de todas as Companhias de Bem:
Vá, poveraccio, tua fé nos salvou!
É isto aí!
sexta-feira, 12 de abril de 2024
Só pensando.
Já reparou que toda vez que tem um eclipse solar, a horda e as guildas se ouriçam e saem espalhando que agora será o fim disto, o fim daquilo, etc., o arrebatamento, a morte dos inimigos, a determinação dos escolhidos?
Toda e qualquer pessoa medianamente informada sabe que os eclipses solares acontecem duas vezes ao ano, com um intervalo de aproximadamente seis meses entre eles, coincidindo com o alinhamento das órbitas solar, lunar e terrestre.
Onde chegaremos com esta percepção?
É que assim, supostamente, as maldades humanas, bestiais e vorazes parece que ficam de lado, pois talvez o importante seria a profecia se cumprir como querem e ou desejam seus interlocutores. No final sempre cairá ou ocorrerá uma desgraça entre um evento e outro, coisa normal para um planeta tão belo e tão mal frequentado. Desta forma seria feita a Justiça Divina como estava escrito, livrando a cara dos mandantes?
Vamos combinar que é cada profecia mais bem elaborada que a outra. Santos, profetas, líderes religiosos e videntes disputando fervorosamente quem vencerá a disputa. Ao vencedor, as batatas, tal como filosofou Quincas Borba, em imperdível romance de Machado de Assis.
Para Quincas Borba, a frase significa que os vencedores podem desfrutar das batatas nos campos de guerra, simplificando ao máximo o Humanitismo e seu preceito básico de que, na luta pela sobrevivência, quem vence é o mais forte. Bom lembrar que Humanitismo é o nome da filosofia criada por Joaquim Borba dos Santos, o Quincas Borba, um dos mais célebres personagens de Machado de Assis, que é exposta fundamentalmente no romance homônimo.
O incrível Machado de Assis coloca em seu impagável personagem a ideia de que o Humanitismo, assim como a teoria da seleção natural, lançada por Charles Darwin entre 1842 e 1844, está baseado na sobrevivência dos mais aptos e enxerga a guerra como forma de seleção da espécie. A filosofia de Quincas Borba afirma que a substância da qual emanam e para a qual convergem todas as coisas é Humanitas. Leia o Livro e decifrará as profecias, os eclipses e as batatas no campo.
É isto aí!
terça-feira, 9 de abril de 2024
Lembra de mim - História da Música (Ivan Lins - Vitor Martins)
Lembra de mim (Ivan Lins - Vitor Martins)
Lembra de mim
Dos beijos que escrevi
Nos muros a giz
Os mais bonitos
Continuam por lá
Documentando
Que alguém foi feliz...
Lembra de mim
Nós dois nas ruas
Provocando os casais
Amando mais
Do que o amor é capaz
Perto daqui
Há tempos atrás...
Lembra de mim
A gente sempre
Se casava ao luar
Depois jogava
Os nossos corpos no mar
Tão naufragados
E exaustos de amar...
Lembra de mim
Se existe um pouco
De prazer em sofrer
Querer te ver
Talvez eu fosse capaz
Perto daqui
Ou tarde demais...
Lembra de mim!...
Lembra de mim
A gente sempre
Se casava ao luar
Depois jogava
Os nossos corpos no mar
Tão naufragados
E exaustos de amar...
Lembra de mim
Se existe um pouco
De prazer em sofrer
Querer te ver
Talvez eu fosse capaz
Perto daqui
Ou tarde demais...
Lembra de mim...
domingo, 7 de abril de 2024
Do poema que fiz
Fiz um poema
Papo de Esquina - Existem pessoas más
Existem pessoas más, encobertas pela hipocrisia, que é uma característica onde falsidade e dissimulação andam de mãos unidas. Conheço hipócritas, são perfeitos, sempre limpinhos e perfumados. Adoram mentir, adoram, obter vantagens com traições, rasteiras e maldades, tudo com muita discrição e elegância. Conheço o tipo.
Existem pessoas más, encobertas pela inveja. Ao contrário, ou complemento da hipocrisia, mentem descaradamente, porque lutam em total desespero para que você perca o que tem - um carro, um amor natural e lindo; uma casa; um emprego; amizades duradouras; etc. Ele nunca quer alguma coisa sua para si, apenas tem tesão pela dor da sua perda, preferencialmente provocada por ele, mas se for por outra pessoa, regozijam também, afinal, aceitam encomendas do inferno.
Existem pessoas más que são boazinhas. Fuja delas. Saiba que não possuem nenhuma relação com as pessoas boas. Trazem consigo aquele sorrisinho, aquele andar felino, aquele jeito de quem acabou de tomar banho, mas nunca evidenciam sentimentos. As boazinhas não têm lado nem defeitos aparentes; não têm atitude, tendem a ser puxa-sacos profissionais e sempre conformam-se com a coadjuvância. Mas, alto lá, mas sempre procuram que as coisas aconteçam com querem - custe o que custar e leve o tempo que demorar.
Existem pessoas más portanto fique esperto, fique esperta.
É isto aí!
sábado, 6 de abril de 2024
Ziraldo!!!
"Todo lado tem seu lado
Eu sou o meu próprio lado
E posso viver ao lado
Do seu lado, que era meu."
Trecho do poema do Menino Maluquinho
Meu querido poeta e multipolisuper cartunista, chargista, pintor, escritor, dramaturgo, cartazista, caricaturista, cronista, desenhista, apresentador, humorista e jornalista Ziraldo, não fiquei triste com sua partida sem despedidas, mas do deserto que se segue na cultura nacional após partir.
Um abraço, sim, sei, o Céu está em festa!
É isto aí!
quinta-feira, 4 de abril de 2024
Cartas de Amor LXXXIV
terça-feira, 26 de março de 2024
Cartas Avulsas XI
Lua Balsâmica
Sistema Solar
Via Láctea
Zona Sul
Nunca faça negócios, nunca namore, nunca se apaixone, nunca seja amigo/amiga, nunca se relacione socialmente, nunca se permita ser subordinado, nunca trabalhe ao lado de:
Mal súbito
sexta-feira, 22 de março de 2024
Palavras que rimam com você II
quinta-feira, 21 de março de 2024
Canção de Outono (Fernando Pessoa)
Este poema de Fernando Pessoa foi publicado em 28 de janeiro de 1922
No entardecer da terra,
O sopro do longo outono
Amareleceu o chão.
Um vago vento erra,
Como um sonho mau num sono,
Na lívida solidão.
Soergue as folhas, e pousa
As folhas volve e revolve
Esvai-se ainda outra vez.
Mas a folha não repousa
E o vento lívido volve
E expira na lividez.
Eu já não sou quem era;
O que eu sonhei, morri-o;
E mesmo o que hoje sou
Amanhã direi: quem dera
Volver a sê-lo! mais frio.
O vento vago voltou.
Fernando Pessoa
quarta-feira, 20 de março de 2024
Cartas Avulsas X
Reino da Pitangueira
Terra Redonda&Azul
Lua Gibosa
Sistema Solar
Via Láctea
Zona Sul
E o tal de "bom para continuar a evoluir suas intenções e ideias" é coisa de conto de fadas, de histórias para ninar a criança que já está bem crescidinha dentro de você. Pensei isto tudo por causa desta Lua Gibosa, da qual nunca ouvi falar, mas deve ser ela que faz doer meus pensamentos.
Por hoje é só, Odete, tem trabalho na mesa, no armário, na gaveta e na prateleira aberta. Acho que vou pedir redução de tempo livre.
Valeu!
É isto aí!
segunda-feira, 18 de março de 2024
A fila do bambolê
A fila era extensa, muito muito grande. Dezenas, não, não eram dezenas, eram centenas de bambolês enfileirados. Recebi o bambolê ao adentrar ou sair, não sei bem ao certo. Ele era transparente e cintilante, e não permitia que tocássemos uns nos outros. Era uma espécie de anel de campo eletromagnético com armação flutuante e funcional.
A temperatura muito agradável, estávamos todos, literalmente, sob enormes árvores floridas, com copas generosas. Achei estranho falar que estávamos sob as milenares árvores. De alguma forma a preposição "sob" virou uma chave temática para olhar para cima. Comecei a olhar, havia um céu, mas não era um céu como aquele que conheço, onde levanto a cabeça, os olhos e a alma e vagueio pelo infinito, com ciente localização espacial inferior.
Agora entendia tudo ao mesmo tempo, a mente girando girando, sabia dos céus, dos anjos, dos arcanjos, dos querubins, dos serafins, seria como eu fosse um chatgpt humano, tinha muitas respostas esperando pelas poucas perguntas inteligentes. Estava bem ali, ao alcance das mãos, o Céu dos Céus.
Enquanto olhava, ascendi em direção a um plano superior que pareceu-me familiar. Transcendi este plano, sentado sobre uma luz indecifrável, inefável, que deslizava num derrame de fótons até chegar a um guichê de bancada alta, acima da minha cabeça, de modelo colonial. Do alto e do nada, uma voz feminina perguntou:
- Nome?
- Nome.
- Mais um engraçadinho.
- Senhora, estou só nesta estranha existência, eu acho, não sei bem ao certo quem sou, o que sou e o que está ocorrendo neste exato momento..
- Meu Deus, hoje o dia promete. Senhor, por gentileza, diga o seu nome. Di-ga o seu no-me. Só isto.
- Eu já disse que não tenho nome. Dezenas de nomes surgem e desaparecem dentro de mim, acho que sou muitos.
De súbito ela mostrou seu delicado e fino rosto para além do guichê, quase face a face comigo (como ela fez isto?). Tinha olhos expressivos, falou algo ininteligível, badalou um sino e voltei para a fila do bambolê, daí deu um sono imenso e incontrolável, então acordei aqui. Onde é aqui? Agora sei meu nome mas não sei onde estou. Vou esperar que a mulher, que desmaiou ao me ver, acorde e explique porque acho que a conheço, mas desconheço o lugar.
É isto aí!
segunda-feira, 11 de março de 2024
Cartas de Amor LXXXIII
sexta-feira, 8 de março de 2024
Palavras que rimam com você
Estava sentado,
diante da tela,
janela do mundo,
e vi sua face,
olhos amendoados;
definitivamente
linda e luzidia.
Saudade faz-se
à montante da vida
enquanto o tempo
segue à jusante,
até o ponto
onde ausento.
É isto aí!
quinta-feira, 7 de março de 2024
Cartas Avulsas IX
Reino da Pitangueira
Terra Redonda&Azul
Lua Minguante
Sistema Solar
Via Láctea
quarta-feira, 6 de março de 2024
Cartas Avulsas VIII
Terra Redonda&Azul
Lua Minguante (nascendo às 01:32)
Sistema Solar
Via Láctea
Zona Sul
sábado, 2 de março de 2024
A fuga do tempo
Você vai lá
e volta triste
para e pensa
tem nada aqui
acho que vou
voltar mas
não quer partir
então revolta
nada compensa
ficar mal aqui
em triste malta
mas não quer
fugir de si.
É isto aí!
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