quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Não estamos sós...



Você, provavelmente, está incluido entre os 99,99% da população mundial que desconhece as palavras Ad Networks; Web Analytics e Social Buttons, mas você anda com regularidade na Internet. E eles têm a missão de saber onde você anda, com quem você anda, o que você faz (inclusive aqueles passeios em sites pornô que você vê escondido de você mesmo).

E para que eles fazem isto? A resposta é simples: Dinheiro$$$$$Muito dinheiro$$$$. Nós somos nada mais do que a real possibilidade de lucro destas empresas.

O mercado mundial de Ad networks é avaliado em US$ 2,5 bilhões em faturamento de mídia (dados do Interactive Advertising Bureau – IAB) e os programas de afiliados devem faturar US$ 6,5 bilhões em vendas (segundo a eConsultancy).

Uma empresa que abranja toda a cadeia das Ad Networks, significa que ela domina todos os formatos de advertising para internet, para mobile, vídeo, mídias sociais e outros.

Normalmente, os fornecedores de redes de publicidade (bem como os operadores ou editores de sites na Internet) colocam cookies (testemunhos de conexão) no disco rígido dos visitantes, sobretudo no programa de navegação dos utilizadores da Internet, quando estes acessam pela primeira vez a sites da Internet que contêm anúncios que fazem parte da sua rede.

Uma vez instalados no computador, os “cookies” (testemunhos de conexão) monitoram o comportamento dos utilizadores individuais quando navegam na Internet, a fim de catalogar os seus prováveis compradores. A política de privacidade deste processo não nos pertence.

Desta forma, uma empresa, ou mesmo um governo, consegue identificar quem está naquele momento utilizando do sistema, pelos dados armazenados, tais como hora, acessos freqüentes, sites visitados, etc. Alguns cookies podem captar certas informações demográficas (certas informações anônimas sobre você enquanto usuário, como idade, altura, peso, gosto musical, literatura, etc.) com certos provedores de redes de anúncios, para ajudá-los a publicar anúncios mais relevantes em suas redes de anúncios.

 O cookie permitirá que o fornecedor da rede de publicidade reconheça um antigo visitante que regresse a esse site da Internet ou visite qualquer outro site que seja parceiro desta rede. Também permite que a rede de publicidade (responsável pelos anúncios) reconheça o seu computador cada vez que lhe envia um anúncio on-line.

Estas informações permitem que a rede de publicidade entregue anúncios direcionados que julgue ser de maior interesse para você, como por exemplo, priorizar anúncios de perfumes quando o visitante é mulher, artigos infantis quando é uma criança, etc.

Esses provedores de redes de anúncios usam cookies, web beacons ou tecnologias semelhantes para ajudar a apresentação, direcionar e medir melhor da efetividade de seus anúncios, usando dados coletados ao longo do tempo e em suas redes de páginas web para determinar ou prever as características e preferências do público.

Atualmente, nós podemos utilizar as definições dos programas de navegação e as declarações de privacidade para informar aos utilizadores que permitimos consentir ou rejeitar os cookies, notifique os websites que não desejamos ser rastreados (usando o cabeçalho de http Do Not Track).

Abaixo estão listados os 40 principais captadores da sua vida na Rede, até a presente data:


01
24/7 Real Media
Ad Networks
02
33Across
Ad Networks
03
[x+1]
Ad Networks
04
Accelerator Media
Ad Networks
05
AddtoAny
Ad Networks
06
Adition
Ad Networks
07
AdReady
Ad Networks
08
Aggregate Knowledge
Ad Networks
09
Baynote Observer
Ad Networks
10
Bizo
Ad Networks
11
Brightcove
Ad Networks
12
BTBuckets
Ad Networks
13
Collarity
Ad Networks
14
Comscore Beacon
Web Analytics
15
Connextra
Ad Networks
16
Criteo
Ad Networks
17
Crowd Science
Ad Networks
18
Dedicated Media
Ad Networks
19
Didit Blizzard
Ad Networks
20
Etology
Ad Networks
21
Facebook Connect
Web Analytics
22
Facebook Social Plugins
Social Buttons
23
Fetchback
Ad Networks
24
Google +1
Social Buttons
25
Google Analytics
Web Analytics
26
Gunggo
Ad Networks
27
IndieClick
Ad Networks
28
iPerceptions
Ad Networks
29
LinkedIn
Web Analytics
30
LinkedIn Button
Social Buttons
31
NetSeer
Ad Networks
32
OrangeSoda
Ad Networks
33
Reinvigorate
Ad Networks
34
Spot200
Ad Networks
35
Twitter Button
Social Buttons
36
Veruta
Ad Networks
37
ViziSense
Ad Networks
38
WidgetBox
Ad Networks
39
Yahoo Analytics
Web Analytics
40
Ybrant Media
Ad Networks

SEMANCOL - Tratamento para falta de noção!


Alto lá, este texto é excelente, bate com o que penso, mas tem dono: Nelson Jonas
E também tem fonte: http://raroevoce.blogspot.com.br/2012/02/semancol-o-respeito-ao-outro.html



Ainda não é nada fácil para mim, lidar com a alheia falta de coerência, bom-senso, falta de respeito e capacidade de dar satisfação. Ainda me azeda o estômago ter meu espaço invadido e limitado. Acho um pé no saco ter que procurar ser assertivo - com quem não é assertivo - para ter que estabelecer limites saudáveis de relacionamento sem causar melindres.

Fico me questionando: eu é que sou egoísta ou é o outro que carece de boas doses de semancol?
Por que para os outros é tão difícil - antes de tomar uma iniciativa - tentar analisar como os outros diretamente afetados pela mesma, poderão se sentir? O que fizeram com a empatia?

Por que antes de tudo, não tentam se colocar na pele do outro? Com certeza, essa simples atitude poderia prevenir uma série de inconveniências, inclusive a de ser vista como uma pessoa "espaçosa".

É o fim da picada me sentir constrangido por ter que defender o meu espaço. O fato é que essa falta de visão alheia me deixa profundamente irritado, enquanto que o outro, não está nem aí.

O que está claro para mim, parece que ainda é escuro para o outro: o meu espaço, não é público e o espaço público não é meu.

Se já não é nada fácil amar o seu vizinho, imagine só, quando o mesmo insiste em invadir suas cercas.
Fazer o que quando se vive na sociedade da incoerência? Hoje, como o que mais conta é o bem estar pessoal e não é mais o bem-estar comum, infelizmente, parece que só os loucos e brutos é que são respeitados. E a maior das incoerências: não pelo respeito em si, mas sim, pelo medo.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Afinal, o que é o Mensalão?




FONTE: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/10/22/interna_politica,324747/cristiano-paz-relata-participacao-nos-fatos-que-o-levaram-a-ser-reu-do-mensalao.shtml


A entrevista reproduzida abaixo, publicada no jornal Estado de Minas em 22 de outubro último é uma das mais impressionantes de todo este processo que envolveu dezenas de personagens no caso mensalão. Deveria ter maior repercussão. Embora uma defesa pessoal de Cristiano Paz, o publicitário revela os detalhes da entrada de Marcos Valério nos seus negócios e o envolvimento direto do senador Clésio Andrade, indicando forte relacionamento dos dois últimos. O quebra-cabeças, portanto, fica mais complexo e confuso, envolvendo grandes nomes da política tupynambá.

Vamos ao relato:

"Sou um profissional de criação publicitária. O cliente me entrega um briefing e eu devolvo uma solução de comunicação. Nesse campo recebi o reconhecimento do mercado publicitário brasileiro.Como tantos outros criativos, meu talento nunca foi para números, planilhas ou administração financeira. Esse defeito de origem me levou ao pior drama da minha vida, uma tempestade que hoje enfrento, cujo horizonte é somente a minha fé em Deus. Comecei minha carreira em 1969 e em 1972 fui convidado para ser diretor de criação da Standard, Ogilvy & Mather, em Belo Horizonte. Onze anos mais tarde, tornei-me sócio da agência. Surgia a SMP&A, meu primeiro negócio. Em 1983, incorporamos a P&B e assim surgia a SMP&B, já totalmente independente do grupo multinacional.

Essa agência foi um sonho. Ganhamos todos os prêmios do mercado. Jovens e ambiciosos que éramos, partimos para uma iniciativa que descapitalizou a agência. Em 1990, abrimos um bem montado escritório em São Paulo, centro da economia nacional. Gastamos tudo que tínhamos em um prédio incrível, afinal o mercado paulista não admite erros. Terminamos a empreitada descapitalizados.
No início dos anos 90, enfrentamos o Plano Collor. As dívidas que tínhamos ganharam juros estratosféricos. Administramos essa dívida galopante por quase uma década. Fazíamos um empréstimo para pagar o outro. Perdemos crédito, sem perder a confiança. Éramos uma marca forte no mercado publicitário, com quase 30 clientes e, sob minha direção, a criação brilhava. Já a conta bancária padecia.

Em setembro de 1994, meu sócio Maurício Moreira, responsável pelas áreas administrativa e financeira, apresentou-me um resumo dos resultados. Foi um susto. Ele me poupava no dia a dia do negócio, diante da situação de crescente endividamento. No mesmo mês, Maurício sofreu um acidente motociclístico e morreu tragicamente. A morte do sócio e amigo e a crise na agência me tomaram de assalto.
Nos últimos meses de vida, Maurício, tentando encontrar uma solução para o que vivíamos, conversava muito com um consultor financeiro, chamado Marcos Valério. Não sei como eles se conheceram. Mas a intenção era salvar o nosso negócio.

Algum tempo após a morte de Maurício, Valério procurou a mim e meu sócio, Ramon Hollerbach. O consultor se propôs a ajudar, buscando soluções financeiras para a crise. Já estávamos, Ramon e eu, há quase um ano sem fazer retiradas da empresa. Vendi o meu carro e o da minha esposa. Cheguei a vender tapetes e quadros da minha casa para me manter. Qualquer um que surgisse com alguma possibilidade de solução seria muito bem recebido."

Operação salvamento

"De fato, não acreditava que algum investidor entraria como sócio da agência. Mas Valério conseguiu o que seria quase impossível. O empresário Clésio Andrade aceitou a sociedade e salvou a SMP&B.
A estratégia foi a criação de uma segunda empresa, a SMP&B Comunicação. A empresa deficitária ficaria em hibernação e a nova pagaria as dívidas com os seus resultados. O fato é que Valério negociou com todos os fornecedores e os débitos foram rolados. Ele foi de uma habilidade incrível e conquistou nossa confiança.

Na nova empresa, Clésio tinha 40% da sociedade. Ramon e eu ficamos com 50%. Valério ganhou os 10% restantes, como uma demonstração de gratidão e uma forma de responsabilizá-lo pela negociação construída.

O drama vivido por nós não era nenhuma novidade no mercado. Outra agência mineira, nossa concorrente, a DNA, passava pelas mesmas dificuldades. Daniel Freitas, reconhecido publicitário, me procurou para saber como conseguimos sair daquele momento difícil. Daniel procurou Valério e a ele foi oferecida uma solução parecida.

Clésio Andrade comprou metade da DNA, mas não participava de nada em nenhuma das duas empresas. Era um sócio capitalista típico. Entrou com dinheiro e recebia os dividendos da operação. Valério ficou como diretor financeiro e administrativo e atuava nesta posição nas duas empresas.
Em 98, Clésio decidiu entrar na vida pública. Não poderia, de forma alguma, continuar como sócio de ambas as agências. Na sua saída da DNA, negociou suas ações com Marcos Valério que as transferiu para a Grafitti, da qual Marcos, Ramon e eu já éramos sócios. Tornamos então sócios indiretos de uma empresa na qual tanto eu quanto Ramon estávamos impedidos de atuar, inclusive por determinação do contrato social. Éramos considerados concorrentes da DNA.

O Brasil aprofundava sua democratização e as agências de publicidade tinham um olhar muito atento para a possibilidade de trabalhar em campanhas políticas. Em curtíssimo prazo, uma agência poderia se capitalizar, algo impossível na gestão de contas de publicidade com custos operacionais altos. Afinal, o que se vende em campanhas eleitorais são a capacidade criativa da agência e o talento de seus profissionais em um período curto e preestabelecido.

Eu já havia trabalhado, em 1984, na campanha vitoriosa de Sérgio Ferrara, para a Prefeitura de BH e tive a honra de convidar e receber na agência para gravar mensagens de apoio à candidatura, figuras políticas históricas como Ulisses Guimarães, Mário Covas e Franco Montoro e em 1986, atuamos na campanha para a candidatura de Itamar Franco ao Governo de Minas."

O começo das transações

"Quando o PT venceu as eleições em 2002, nenhum empresário em sã consciência se negaria a aproximar-se do partido. Seria uma porta certa para campanhas eleitorais do PT em todo o país.

Conheci Delúbio Soares, responsável pela administração financeira do partido, uma pessoa que me pareceu simples. Nós nos encontramos poucas vezes, sempre em conversas cordiais. Ele pedia opiniões sobre a linha de comunicação adotada pelo Governo, análises de pesquisas e coisas sobre as quais eu tinha opinião formada, como homem de comunicação que sou. Nunca discutimos sobre dinheiro, verbas ou qualquer assunto do gênero.

A única coisa que eu sabia, através de Marcos Valério, é que o partido precisava de dinheiro para pagar dívidas de campanha e modernizar sua sede em Brasília. Ainda, segundo Valério, estava em negociação a possibilidade de a SMP&B ser uma empresa intermediária para um empréstimo bancário com essa finalidade.

Ainda pagávamos dívidas da agência antiga e não tínhamos a menor condição econômica de contrair qualquer empréstimo. Aquilo não fazia sentido.
Foi quando então o principal executivo do Banco Rural, José Augusto Dumont - havia alguns anos um dos mais importantes clientes da SMP&B e um dos maiores e mais respeitados bancos do Estado de Minas Gerais nos convocou, a mim e ao Ramon, para explicar e pedir nosso endosso.

Disse que faria o empréstimo em nome da agência e que isso não representava nenhum risco para a empresa. Explicou que isso estava sendo feito desta forma porque o partido não preenchia as condições legais para contrair o empréstimo.

O Banco Rural confirmou que a operação era legal e estava dentro das normas do Banco Central. Estas eram as nossas garantias.

Tendo assegurado pelos advogados sobre a legalidade da operação, como dizer não a um partido que crescia e se despontava na política nacional?

Nossos recebíveis foram usados como garantia para a tomada de dinheiro. Vivíamos um momento de aquecimento nos negócios, sempre na vanguarda da publicidade mineira. Tínhamos uma carteira de clientes que nos dava base para a conquista de reconhecimento e para a evolução da agência no mercado.
O empréstimo foi contraído e essa operação foi o início do meu calvário.
Não tinha o menor envolvimento nas operações financeiras da agência. Não conhecia o assunto, não me interessava por ele e nem tinha competência para isso. Além do mais, confiava no sócio que tirou a minha empresa da insolvência.
O dinheiro entrou. Perto de R$ 30 milhões. Esperava que o fato seguinte fosse uma saída volumosa para o partido, com um contrato de mútuo que seria firmado entre o partido e a agência. Mas isso não aconteceu.
As saídas eram feitas em cheques que variavam de 15 a 70 mil, nominais à própria SMP&B, assinados e endossados sempre por Marcos Valério e um dos outros sócios ou alguém da área financeira. Na prática, eram cheques ao portador, que qualquer pessoa poderia descontar na boca do caixa bancário.Na folha de controle da empresa, apenas duas letras: PT.

Os cheques chegavam juntos a outros tantos, para pagamentos de despesas administrativas, fornecedores, veículos e impostos.

Nas reuniões administrativas da empresa não se discutia repasses ou saques em dinheiro para o PT. Os temas eram corriqueiros de uma empresa ou de uma agência de publicidade: mercado, contratações de equipe, custos e ajustes operacionais.

Mas essa situação começou a me tirar o sono. Certa vez, quando tive que assinar alguns cheques, chamei a diretora financeira, Simone Vasconcelos, e disse a ela que aqueles cheques não tinham clareza na informação de destino. Mais pareciam saques da própria agência. Ela me respondeu que a orientação era essa; o que não me tranquilizava.

Na DNA, as coisas aconteciam da mesma forma. Na ausência do representante da Graffiti, os cheques eram enviados para assinatura do Ramon ou minha. Em janeiro de 2004, recebi para assinar um cheque no valor de 326 mil reais da DNA, com o formulário "Pagamento a Fornecedor". Valério se recuperava de uma cirurgia e Ramon estava viajando. Assinei em conjunto com um dos sócios da DNA.

Para minha surpresa, sei agora pelo STF, que este cheque terminou, segundo as investigações, nas mãos de Henrique Pizzolato. Funcionário do Banco do Brasil, cliente da DNA. Pessoa que conheci mas nunca tive relacionamento.

Outros cheques chegaram poucos dias depois. Desta vez, de valores também altos, já com as assinaturas dos sócios da DNA. Quando fui chamado para assinar um cheque de R$ 500 mil, recusei-me. Deixei claro que não colocaria minha assinatura em mais nada em que eu não soubesse o destino.

No dia seguinte, Valério me procurou na presença de Simone e Rogério Tolentino, para saber se era uma decisão definitiva. Nesse momento, ele me disse que isso inviabilizaria minha permanência na sociedade da Graffiti, consequentemente, a minha saída da DNA. Concordei imediatamente e deixei estas empresas."

A ascensão de Valério

"Valério, a esta altura, ganhava notoriedade. Circulava entre políticos e empresários o tempo todo. Pouco permanecia na agência. E o resultado não era o que eu desejava para minha empresa. Esse excesso de exposição incomodava alguns clientes da SMP&B.

Nunca troquei uma palavra com José Dirceu ou qualquer integrante da cúpula do Governo Federal. Estive com o ministro apenas duas vezes, na última fila de cadeiras, em reuniões que tinham a presença de quinze a vinte pessoas, em seu gabinete. Tenho certeza de que José Dirceu não seria capaz de se lembrar do meu rosto. Não dirigiu a mim sequer um olhar.

A primeira reunião dizia respeito a um empreendimento de mineração de nióbio na Amazônia. Compareci a convite do Dr. Sabino, patriarca do Banco Rural, já falecido, que pediu a minha presença. Eu gostava dele e atendi o seu pedido.

Na segunda, seria feito um convite ao Chefe da Casa Civil para a inauguração de uma moderna indústria de enlatados em Luziânia, Goiás. Da minha parte, via ali a possibilidade de conquistar um novo cliente para minha agência: a maior indústria do segmento estava para começar sua operação e precisaria de uma agência de publicidade. O que fiz, qualquer publicitário faria: uma oportunidade de estar com os empresários e buscar a conta da Brasfrigo.

Mas na SMP&B a situação estava se tornando insustentável. As discussões eram ríspidas e decidi também me retirar da empresa e encerrar a sociedade na SMP&B. Confidenciei isso a apenas duas pessoas, além de meus sócios: à minha esposa e a Álvaro Teixeira da Costa. Minha esposa me apoiou e Álvaro, com quem trabalhei diretamente naquele período, atendendo e criando campanhas para os Diários Associados, me aconselhou a refletir melhor sobre a decisão, já que a SMP&B era a síntese da minha história profissional.

Em reunião com os sócios, decidimos que permaneceríamos juntos até o final do ano de 2005. Eu continuaria cuidando apenas do que era minha responsabilidade, a qualidade dos trabalhos da agência; Ramon se dedicaria à operação da agência e Marcos assumiu que os empréstimos seriam quitados até o final do ano. Não sei ainda se foi a decisão correta, mas mesmo que eu tivesse saído da SMP&B naquele maio de 2005, não estaria livre dos ônus que carrego."

Tarde demais

Achei que tinha resolvido a situação. Mas no dia 12 de junho de 2005, Roberto Jefferson, pessoa que nunca viu meu rosto, estava no Jornal Nacional dizendo que a minha empresa protagonizou um esquema criminoso, o chamado mensalão.

A minha fé e consciência me deram o equilíbrio que precisava para conduzir aquela situação junto a meus familiares, aos funcionários da empresa e aos clientes.

Vivi momentos difíceis. Num sábado, às 5 da madrugada, a cozinheira me acordou. Quando abri a porta, dez policiais encapuzados e armados de fuzis invadiram o quarto em que dormia com minha esposa, na casa da fazenda, próxima a Ouro Preto. Tiraram a mim e minha esposa da cama, acordaram meus filhos. Fomos todos reunidos na sala sob a mira de fuzis e vistoriaram a propriedade em busca de supostos documentos enterrados. Emissoras de TV acompanharam a operação com helicópteros.

Ao final de uma situação assustadora, os policiais e o próprio Promotor, com a ordem de apreensão em punho, ficaram constrangidos com o ocorrido. Saíram sob pedidos de desculpas.

Levado à CPMI, cheguei a admitir ter assinado 20 cheques de R$ 300 mil sob ataques verbais de parlamentares que me interrogavam com câmeras e luzes ligadas. Fui convencido de que os tais cheques passaram pelo meu crivo.
Mais tarde, quando as cópias chegaram às minhas mãos, ficou comprovado que nunca havia visto os cheques e que nenhum deles tinha a minha assinatura.

Com o final da CPMI, comecei a organizar a minha defesa. Contratei advogado, mas não consegui convencer a Justiça sobre a verdade do que aconteceu na minha vida.

No julgamento do mensalão, vejo condenações repetidas e o meu nome citado como um criminoso.

Dívidas e dificuldades

Para o brasileiro comum, deve restar a impressão de que desviei verbas e participei de negociatas no Planalto, tramando compra de votos e vantagens políticas.

Escrevo este depoimento não mais para me defender, porque já fiz tudo nesse sentido. Apenas para que fique claro, não para meus familiares, amigos ou ex-funcionários que me conhecem e sabem a verdade, mas para a opinião pública que, após essa história, só colecionei dívidas e dificuldades.

A agência que criei com muito trabalho e ajuda de muitos colaboradores se desmantelou do dia para noite. Depois disso, sobraram dívidas que se tornaram ainda maiores com o financiamento da minha própria defesa, na tentativa inglória de minimizar os danos de um esquema que passou longe, muito longe da minha influência.

Minha história profissional de 33 anos junto à Usiminas, criando campanhas para a empresa e trabalhando diretamente com seus presidentes, Dr. Amaro Lanari, Rondon Pacheco e Ademar de Carvalho, Paulino Cícero, Luiz André Ricco Vicente e Rinaldo Campos Soares, está agora sendo questionada e colocada em uma vala comum.

Convivi com cada um deles, conheci de perto todas as dificuldades e vitórias desta grande empresa. Relacionei-me com Rinaldo Campos Soares, homem íntegro e bom. Acompanhei sua trajetória de engenheiro e técnico em Ipatinga, passando a chefe da usina, até se tornar presidente. Rinaldo brifava diretamente comigo as campanhas da Usiminas. Por esse relacionamento construído ao longo de 16 anos, atendi a um pedido seu. Não fiz repasses ou corrompi um político ou partido. Pedi à área administrativa que fizesse a doação e cuidasse das providências necessárias. Nada mais.

Ao longo do julgamento, vejo a minha competência criativa e de todos os profissionais que trabalharam na agência ser desmerecida quando dizem que houve desvio de verba no contrato da Câmara dos Deputados. Criamos peças de comunicação para as diversas comissões; desenvolvemos estratégias e campanhas para momentos importantes no país: o Estatuto do Desarmamento, o Estatuto do Idoso e Igualdade Racial e a abertura da comunicação da Câmara junto ao público infantil.

O trabalho desenvolvido foi sério, compromissado e foi entregue. Não houve subcontratação; não houve desvio. Está tudo documentado, com seus originais e comprovantes, nos autos.

Não tive a chance de ser interrogado diretamente pelos meus julgadores. Para mim, teria sido importante responder diretamente aos que hoje me julgam, que eles pudessem me dar a oportunidade de olhar nos meus olhos e conhecer a verdade sobre a minha participação em tudo isso.

Me vejo na iminência da condenação em um julgamento em única instância e, só o que me resta é dizer o que houve, com o coração apertado. Confiei cegamente em profissionais que dominavam a complexidade das operações financeiras. Não sou quadrilheiro, nem tomei parte de nenhum grande esquema de poder no país. Sou um criador publicitário que não soube enxergar os riscos.

Se assim não o fosse, talvez como muitos, estaria na sala de casa, assistindo ao julgamento e, no escuro dos fatos reais, das verdades individuais, concordando com cada decisão. Mas hoje, acima de tudo, agradeço a Deus pela oportunidade desse pequeno testemunho da verdade que vivi.

A inveja londrina

O jornal Financial Times, em texto assinado por um dos editores do jornal especializado no setor bancário, Patrick Jenkins, cita a recente intervenção do Banco Central no banco BVA e diz que ela "aponta para um problema mais amplo - nos últimos meses, um punhado de outros bancos brasileiros vêm encontrando dificuldades na medida em que a economia do país patina".

Segundo o jornal, os bancos no Brasil, principalmente os pequenos, vêm sofrendo com uma redução nos lucros, por conta de uma demanda menor por empréstimos, e com o aumento da inadimplência. Além disso, observa o artigo, o governo vem pressionando os bancos a reduzir suas taxas de juros para empréstimos - para níveis mais compatíveis com o mercado internacional.

O interessante é que o jornal londrino não cita por que, por exemplo, o Banco Central  promoveu a intervenção no BVA um mês depois da liquidação dos bancos Cruzeiro do Sul e Prosper, em 14 de setembro, que estavam sob administração do BC desde junho.

Segundo a Agência  Reuters, o BC detectou que o BVA tinha provisões insuficientes para ativos com riscos elevados, resultando em informações contábeis não fidedignas e a instituição precisava de um aporte de 1 bilhão de reais para recompor o patrimônio, mas seus controladores não conseguiram a injeção de capital. O BVA e o BC também tentaram, sem sucesso, uma solução de mercado para o banco.

Já no Cruzeiro do Sul, o BC encontrou uma diferença de R$ 3,1 bilhões no balanço do banco. Descontando o patrimônio líquido do banco, de cerca de R$ 870 milhões, o "buraco" nas contas é de R$ 2,236 bilhões.

Também, estranhamente, o Financial Times não citou o Itaú. O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, anunciou nesta terça-feira um lucro líquido de R$ 3,4 bilhões no terceiro trimestre, batendo, no acumulado do ano, um valor recorde que corresponde ao segundo maior lucro da história para um banco brasileiro entre janeiro e setembro.

Também não comentou nada sobre o espanhol Santander, cujo lucro no 3° trimestre da filial brasileira representa mais de 25% do resultado mundial. (fonte http://www.feebpr.org.br/lucroban.htm )

Quer saber de uma coisa Financial Times? Vão à merda!

É isto aí!


Cinco perguntas e respostas sobre Enxaqueca

Este texto não é meu, tem dono e endereço:
Dr. Mario Peres
http://cefaleias.com.br/livro-dor-de-cabeca-o-que-ela-quer-com-voce


http://fineartamerica.com/featured/migraine-aura-pet-serrano.html
AS CINCO PERGUNTAS MAIS FREQUENTES DOS PACIENTES SOBRE REMÉDIOS PARA DOR DE CABEÇA E TRATAMENTO PREVENTIVO DE ENXAQUECA
ESCRITO POR MARIO PERES EM 17/05/2009. PUBLICADO EM CEFALEIAS, DORES DE CABEÇA, ENXAQUECA, MEDICAMENTOSOS, PERGUNTAS FREQUENTES, TRATAMENTOS

Muitas opções de tratamento para enxaqueca, cefaleias, dores de cabeça existem. Remédios para dor de cabeça podem ter dois focos principalmente: prevenção e tratamento da crise. O conceito mais importante do tratamento da enxaqueca é o preventivo, mas quem sofre de dor de cabeça acaba pensando mais nos analgésicos para diminuir ou cortar a dor na hora que ela aparece, e o tratamento muitas vezes não evolui por esta razão, porque a causa da dor de cabeça não foi atingida, e sim apenas a consequência do processo da enxaqueca. As dúvidas sobre os remédios para tratar a enxaqueca ocorrem tanto no tratamento preventivo como agudo.


Os medicamentos preventivos mais usados são da classe dos neuromoduladores (chamados anteriormente de anticonvulsivantes, topiramato e divalproato), antidepressivos (amitriptilina, nortriptilina, venlafaxina, inibidores de recaptação de serotonina), beta-bloqueadores (atenolol, propranolol, metoprolol, nadolol) ou bloqueadores do canal de calcio (flunarizina). Estas classes são as mais recomedadas nos consensos e guidelines de tratamento de sociedades de especialidade, mas outras classes podem ser usadas também como antihipertensivos (candesartan, lisinopril), vitaminas e minerais (melatonina, riboflavina, coenzima q10, magnésio), fitoterápicos (petasitis hibridus, tanacetum parthenium), toxina botulínica, neurolépticos (olanzapina, quetiapina, aripiprazol, clorpromazina)

Os analgésicos podem ser de diversos compostos, as classes de medicamentos para tratamento agudo são os analgésicos simples (paracetamol, dipirona), antiinflamatórios (naproxeno, diclofenaco, inibidores de cox-2, ketorolaco, ibuprofeno, tenoxicam), ergotaminas, triptanos (rizatriptano, sumatrpitano, zolmitrpitano, naratriptano). Com cautela e absoluto rigor de controle médico, a terapêutica com opióides pode ser uma alternativa a ser considerada.


Vejamos os questionamentos mais frequentes.


1. ESTE REMÉDIO ENGORDA?

A preocupação com o peso é uma verdadeira fobia na nossa sociedade, mais enfática na mulher, há uma verdadeira corrida à perda de peso, regimes, dietas se proliferam. Qualquer tratamento que seja iniciado para a prevenção da enxaqueca deve considerar-se a aderência do paciente. Se um medicamento tem um perfil de aumentar o peso, as chances de o tratamento ser descontinuado, do paciente parar o remédio é grande. O médico deve monitorar o peso do pacienteno tratamento, pesar na primeira consulta e nos retornos de reavaliação do quadro. Alguns remédios realmente apresentam um potencial para aumentar o peso do paciente, ou por aumentar a fome, ou por obstipação intestinal (intestino preso), e restrição de líquidos. Há medicamentos com mais potencial para aumento de peso, alguns remédios com menos chance, outros tratamentos neutros para mudança do peso, e ainda há a opção de um medicamento que possa diminuir o peso. A flunarizina é a que mais aumenta peso, seguida dos antidepressivos tricíclicos (amitriptilina), e do divalproato. O topiramato é um medicamento que pode diminuir o peso, pois controla a compulsão alimentar, o ataque voraz a alimentos, como doces, chocolate.

O paciente com enxaqueca deve ser orientado a fazer exercícios físicos que vão favorecer o controle da dor e também ajudar à perda de peso. Mesmo que a escolha do medicamento seja algum com potencial de aumento de peso, a pessoa deve se cuidar para não deixar o ingesta de calorias na dieta aumentar e também fazer exercícios físicos. Muito cuidado com os remédios para regime, pois muitos pioram a dor de cabeça, podem agravar a irritabilidade, ansiedade, gerar insônia, tremores. Sibutramina e anfetaminas não são recomendadas em pacientes com dor de cabeça recorrente, pois podem agravar muito a dor, crises de dor de cabeça podem aparecer mais fortes e mais frequentes.

2. VOU FICAR DEPENDENTE DO MEDICAMENTO? VOU TER QUE TOMAR ESTE REMÉDIO PARA O RESTO DA VIDA ?

Não, o uso de qualquer dos medicamentos preventivos para enxaqueca e outras dores de cabeça não causa dependência. O que ocorre é uma resposta boa, o remédio funciona e o paciente por conta própria decida parar o remédio precocemente, e aí a dor realmente volta, pois não foi feito adequadamente o tratamento. Isto não quer dizer dependência e sim eficácia do tratamento. Costumamos exemplificar tratamentos da enxaqueca com paralelos a outros tratamentos na medicina. Uma coisa que não ocorre na enxaqueca é o padrão de tratamento com antibióticos, toma-se um remédio por 2 semanas ea infecção está curada, com a enxaqueca isto simplesmente não funciona, os tratamentos devem ser mais prolongados. O padrão mais semelhante é o tratamento da hipertensão arterial, pressão alta, ou da depressão. O hipertenso ou diabético não é dependente do remédio, e sim faz um tratamento para controlar o seu problema de saúde,se ele não tomar o remédio pode mesmo agravar o seu problema, mas estenão é o conceito de dependência.

Os sofredores de enxaqueca sempre perguntam se o tratamento deverá ser realizado para o resto da vida, a resposta é não, mas não há um prazo limitante para parar o tratamento. De novo lembrando dos tratamentos de hipertensão, depressão ou diabetes, se a pessoa perder peso, ou fazer exercícios físicos, ou fazer psicoterapia, o remédio pode ser diminuído e eventualmente retirado, esta retirada deve ser julgada pelo médico pois é mais complexo retirar um remédio do que iniciá-lo. Portanto, é fundamental que o paciente com enxaqueca se envolvano tratamento e inicie alguma medida não medicamentosa como controle dos desencadeantes, sono regular, exercícios físicos, psicoterapias e outros.

3. VOU FICAR SEDADA(O) , SONOLENTA(O) COM ESTE REMÉDIO?

Alguns remédios para dor de cabeça, tanto preventivos quanto analgésicos para crisespode dar sono. O paciente deve ser alertado pois o início do tratamento pode necessitar de uma paciência para que ocorrauma adaptação. Antidepressivos tricíclicos como a amitriptilina, nortriptilina, e outros antidepressivos como a trazodona e mirtazapina podem dar sono. É frequente que com a enxaqueca ocorra uma dificuldade com o sono, ou uma demora para pegar no sono, ou manter o sono durante a noite, ou mesmo um sono não reparador, quando o paciente acorda cansado. Nestes casos a escolha de um tratamento preventivo que cause mais sono é adequada.

Há outros medicamentos na hora do dor que podem causar sono, como os compostos que contenham relaxantes musculares, muitos destes remédios contém também cafeína, o que pode reverter esta sonolência. A própria dor de cabeça faz com que a sonolência possa aparecer, independente do remédio.Triptanos (rizatriptano, sumatrpitano, zolmitrpitano, naratriptano) podem cusar raramente sono após sua ingesta mas está relacionada a melhora da dor, ou seja, há um relaxamento após a crise passar. Deve ser tomado um cuidado com os remédios que contenham cafeína ou outros estimulantes como o isometepteno (neosaldina), pois o paciente pode ter insônia, ou mais ansiedade com a ingesta excessiva do medicamento. Lembrar que o isometepteno é considerado doping esportivo pelo seu efeito estimulante.

4. POSSO BEBER ÁLCOOL COM ESTE MEDICAMENTO?

Bebida alcoólica pode por si só causar dor de cabeça, quando se receita um medicamento preventivo, deve se ter um cuidado especial com o efeito do alcool, se a cefaléia é desencadeada frequentemente após o uso de álcool este deve ser retirado, ou minimizado. Quanto às interações com medicamentos temos o efeito na mucosa do estômago quando associado ao uso de antiinflamatórios. A digestão de alimentos e metabolização de remédios compete com o álcool no fígado, então seu efeito é dose dependente, ou seja, quanto mais uso de álcool pior o efeito colateral. Pode ocorrer também mais tontura, enjôos, sonolência com o uso de álcool. Não vai explodir nada no organismo com o consumo de alguma bebida, uma dose de destilado, ou uma lata de cerveja, ou uma taça de vinho não é ameaçadora a vida da pessoa, mas o melhor é, sem dúvida, evitar.

5. SE TOMAR ANALGÉSICOS DEMAIS POSSO TER COMPLICAÇÕES? ESTE REMÉDIO ATACA O FÍGADO OU ESTOMAGO?

Uso excessivo de remédios analgésicos podem causar um série de complicações. Antiinflamatórios podem gerar gastrite, esofagite, e até sangramentos digestivos se usados abusadamente e sem recomendação e acompanhamento. O fígado pode ser sobrecarregado com muitos analgésicos, as pessoas podem questionar se o uso de remédio preventivo pode afetar o fígado, mas não se importa com a quantidade de analgésicos que toma. Os remédios preventivos não são lesivos ao fígado, o divalproato pode raramente afetar o fígado elevando as enzimas hepáticas, e eventualmente estas enzimas podem ser monitoradas periodicamente.

O uso abusivo de analgésicos causa cefaleia rebote, quer dizer que se a tomada de analgésicos for frequente, diária ou quase diária, a dor de cabeça pode aparecer por causa da tomada de analgésicos. Os analgésicos que contém cafeína podem gerar insônia, tremor, ansiedade e agravar também a dor de cabeça.

Pedofilia com Habeas Corpus




 Lei 8072 de 25 de Julho de 1990,

 Art. 1º São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados: (Redação dada pela Lei nº 8.930, de 1994):
VI - estupro de vulnerável (art. 217-A, caput e §§ 1o, 2o, 3o e 4o); (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)

O  então vice-presidente diretor da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) A. D. V, 62 anos, foi preso na manhã da sexta-feira passada, pela Polícia Federal no Acre acusado de pedofilia. A prisão do pecuarista é decorrente da Operação Delivery, desencadeada em outubro pela Polícia Civil, que desarticulou uma quadrilha especializada na arregimentação de menores para exploração sexual.

A. D. V., 62 anos, seria um dos clientes de uma quadrilha que aliciava crianças e adolescentes para exploração sexual. As polícias Civil e Federal investigam se as seis pessoas presas na Operação Delivery, deflagrada em outubro deste ano, integravam uma rede internacional de tráfico de mulheres para países vizinhos. De acordo com a delegada Elenice Frez, a Bolívia é o principal destino das vítimas.

A. D. V. era até então braço direito da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que imediatamente o desligou da entidade. Em evento ocorrido no Acre, quando ainda estavam juntos, ela chegou a afirmar que A.D.V. é uma "referência extraordinária" em meio ambiente, tema que ela considera “importante e doloroso”.

-" Pode existir alguém no país que conheça de meio ambiente igual ao A.D.V.. Nunca ninguém mais do que ele. Há 13 anos este homem luta incansavelmente para ver a legislação ambiental modificada. Quero declarar ao Acre a gratidão de 5 milhões de produtores rurais a um acreano de coração, que é o A.D.V. "

Mas, porém todavia, um Desembargador, em decisão monocrática, MANDOU SOLTAR os pecuaristas, ontem, segunda-feira, que estavam PRESOS SOB ACUSAÇÃO DE ABUSO SEXUAL DE MENORES, sendo que na véspera a desembargadora Denise Bonfim já havia negado o provimento a liminar. Agora o  processo correrá em segredo de justiça.

Fonte G 1