sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Convênio Interestadual de 1946


Estados nordestinos defenderam plantio de cânhamo para fins medicinais

Aconteceu em 1946, quando integrantes dos governos de Pernambuco, Bahia, Alagoas e Sergipe se reuniram em Salvador para discutir o tráfico e uso da maconha e elaborar um plano conjunto de ações de combate à droga. O Encontro, que foi realizado entre os dias 16 e 18 de dezembro daquele ano, no salão de conferências da Secretaria de Educação e Saúde da Bahia, contou também com a presença de vários representantes do Governo Federal. Ao final, foi publicado um documento denominado Convênio Interestadual da Maconha. O documento é de tom essencialmente repressivo, mas em dois itens de suas recomendações finais defende, textualmente, o plantio da maconha para experiências científicas e industriais.

No item 2 das sugestões aprovadas, o documento diz, por exemplo, que os governos devem promover a "Destruição das plantações de maconha, limitada a sua produção para fins médicos ou industriais". Já no item 19, o documento recomenda o "Plantio pequeno, sob inspiração e fiscalização das CEFE (Comissões Estaduais de Fiscalização de Entorpecentes), para fins de estudo da maconha, dos pontos de vista farmacológico, clínico, psicológico e sociológico". A redação das proposições ficou a cargo de Eleyson Cardoso (representante do governo de Pernambuco e membro da Comissão Federal de Fiscalização de Entorpecentes), Wolmar Carneiro da Cunha, Secretário de Segurança da Bahia, e Álvaro da França Rocha, presidente da CEFE baiana.


De acordo com as atas do simpósio, nenhuma das autoridades presentes fez qualquer restrição aos itens 2 e 19 do Convênio. Pelo contrário, o conjunto das proposições foi considerado brilhante e o documento passou a orientar a atuação dos governos "para que sejam encontradas soluções mais objetivas do problema da maconha e do maconhismo, de existência incontestável no Nordeste brasileiro"

Entre as medidas constantes no Convênio Interestadual da Maconha, a mais óbvia recomendava aos governos que destruíssem os plantios da droga existentes nos Estados. Outras três estavam relacionadas aos jovens - faixa etária onde se concentrava o maior número de consumidores. Havia, também, a proposta de criação de comissariados específicos para reprimir o tráfico de maconha e uma recomendação, no mínimo curiosa, para que os governos adotassem a prática de "matricular os cultos afro-brasileiros" que funcionavam em seus territórios. Sobre esta última medida, os autores do documento explicaram que não tinha qualquer relação com preconceito racial, era mais "uma questão de sentido social", visto que a maioria dos viciados era composta de negros e mulatos.

Durante os debates para elaboração do Convênio, as autoridades concordaram num ponto: que, naquele momento, o Nordeste já era um dos maiores centros produtores de maconha do Brasil e que era preciso uma atuação conjunta para destruir os plantios. Mas, quem apresentou o maior volume de dados sobre o tráfico da droga na região foi o delegado de Pernambuco. Eleyson Cardoso exibiu relatórios e foi taxativo na sua exposição: "A zona do baixo São Francisco, de um lado Sergipe e de outro Alagoas, é um dos maiores centros de produção da maconha do país". Afirmou que, conforme dados da Comissão Nacional, o maior produtor de maconha do Nordeste era Alagoas. Sobre Pernambuco, apresentou um diagnóstico de consumo, elaborado a partir das fichas de 46 viciados e traficantes.

Além da existência de plantios às margens do São Francisco, os delegados dos quatro Estados alertaram sobre o crescente comércio da maconha na região, praticado até mesmo por arroba. "Em lugares de Sergipe e Alagoas, vendem a planta, preparada para ser fumada, sob a denominação de pelotas, à razão de $ 3,00 o quilo e $ 30,00 e $ 40,0 uma arroba", diz um trecho do documento. Também foram feitas referências à entrada de maconha em presídios e os municípios mais citados como produtores da droga foram Aquidaban e Propriá, em Sergipe, e Colégio, Penedo e Igreja Nova, em Alagoas. Sobre a faixa etária dos consumidores da droga, os autores do Convênio concluíram que a maior percentagem era de adolescentes, "nos quais é grande o ângulo de aventuras".

O representante de Alagoas, Garcia Moreno, acrescentou que a predominância de adolescentes entre os viciados (fato considerado o mais chocante) também estava ligada "ao grande número de menores abandonados, chamados de maloqueiros ou capitães de areia". Já o secretário do Encontro, o baiano Chrysippo de Aguiar, opinou que o combate à droga deveria ser sistemático porque o consumo, até então restrito às populações mais pobres, tenderia a mudar de classe social:

"O problema da maconha, tal como está situado, pode parecer um assunto de somenos importância fora dos meios médicos e policiais especializados. É que o uso deste entorpecente ainda se conserva restrito às baixas camadas sociais e dentro destas, especialmente aos ladrões especializados em arrombamento, capitães de areia, marítimos e meretrizes deste mesmo ambiente. Não será erro imperdoável esperar que se difunda com intensidade, de modo a tornar-se objeto de preocupação pública, através de debates na imprensa leiga, tal como parece esboçar-se já o problema nos Estados Unidos", afirmou na saudação final aos congressistas.

As autoridades que subscreveram o documento definiram, ainda, que todas as operações de destruição de plantios de maconha desenvolvidas pelos governos dos quatro Estados a partir daquela data deveriam ser comunicadas à Comissão Federal de Fiscalização de Entorpecentes. Essas operações ficariam a cargo das autoridades policiais, mas nunca poderiam ocorrer "sem a direção técnica de representantes do Ministério da Agricultura", porque esta era uma determinação do decreto-lei federal 891, de 25 de novembro de 1938. Na época em que o Convênio Interestadual da Maconha foi acatado como peça básica de orientação ao combate à droga, o governo de Pernambuco era comandado por um interventor, o general Demerval Peixoto, comandante militar na região.

A cópia do Convênio Interestadual da Maconha localizada, no Recife, pelo PERNAMBUCO DE A-Z é uma brochura de 20 páginas, publicada pela Imprensa Oficial de Pernambuco, contendo o relatório do representante pernambucano ao governo do Estado, transcrição das atas do encontro e suas resoluções finais. Faz parte do acervo de livros raros da Biblioteca Pública do Estado.

Veja a seguir, na íntegra, as medidas de repressão ao cultivo e comércio de maconha sugeridas aos governos dos Estados de Pernambuco, Bahia, Alagoas e Sergipe pelo Convênio Interestadual da Maconha foram as seguintes:

1 - Planejamento das medidas, com especial atenção inicial nos Estados de Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Bahia, e posterior nos outros estados;

2 - Destruição das plantações de maconha, limitada a sua produção para fins médicos ou industriais;

3 - Medidas jurídicas de revisão, ou interpretação, destinadas a consolidar e atualizar legalmente todos os meios de repressão e profilaxia do maconhismo;

4 - Inclusão nos Congressos, Semanas ou Reuniões sobre Psiquiatria, Higiene e Correlatos, do tema "Repressão e profilaxia das toxicomanias", especialmente a produzida pela maconha (sic);

5 - Estudo e vigilância especial nos delinqüentes contra propriedade, de marítimos, prostitutas e presidiários;

6 - Especialíssimo trato e amparo para com os adolescentes;

7 - Ordem do dia para as questões da infância e maternidade, menores abandonados ou desajustados;

8 - Criação, na Delegacia de Jogos e Costumes ou congêneres, de um comissariado para repressão das toxicomanias;

9 - Instrução e educação do pessoal indicado para o tratamento com esses problemas;

10 - Intercâmbio obrigatório entre as CEFE (atas, trabalhos, fichas de viciados ou de pesquisas);

11 - Extensão, a todos os Estados, da gratificação aos membros da CEFE;

12 - Padronização dos estudos;

13 - Multiplicação dos dispensários de higiene mental e das medidas para descobrir os psicopatas, prevenindo, assim, as toxicomanias;

14 - Divulgação educativa e selecionada dos perigos das toxicomanias (adolescência, por exemplo);

15 - Internamento e tratamento, pena ou medida de segurança, colônias agrícolas para os viciados e traficantes, conforme os casos;

16 - Biblioteca especializada;

17 - Fiscalização hábil, serena e metódica, do exercício profissional da medicina e correlatas profissões;

18 - Matrícula dos cultos afro-brasileiros e intercâmbio policial-médico de ordem educativa-higiênica;

19 - Plantio pequeno, sob inspiração e fiscalização das CEFE, para fins de estudo da maconha, dos pontos de vista farmacológico, clínico, psicológico e sociológico.


Aprovado em 18 de dezembro de 1946

Eleyson Cardoso
Wolmar Carneiro da Cunha
Álvaro da França Rocha


Durante o Encontro de Salvador, o presidente da Comissão Estadual de Fiscalização de Entorpecentes, Eleyson Cardoso, também apresentou um perfil do usuário pernambucano de maconha na década de 1940, elaborado com base em 46 fichas de pessoas cadastradas no Departamento de Saúde Pública do Estado:

IDADE:
10 a 19 = 09
20 a 29 = 28
30 a 39 = 08
40 a 49 = 01
50 acima = 00

ESTADO CIVIL:
Solteiros = 42
Casados = 04

SEXO:
Masc. = 45
Femin. = 01

INSTRUÇAO:
Alfabetizados = 10
Semi-analfab. = 04
Analfabetos = 32

OCUPAÇÕES:
Gazeteiros = 14
Carregadores = 09
Gráfico = 01
Estivadores = 01
Aux. comércio = 03
Pedreiros = 02
Barraqueiro = 01
Carpinteiro = 01
Ambulante = 01
Garçom = 01
Sem profissão = 08
Trabalhadores (sic) = 01
Operário = 01
Marinheiros = 2 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

L'État c'est moi, chérie!



Mais uma vez o diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) disse nesta segunda-feira que um raio pode ter sido a origem do incidente na hidrelétrica e na subestação de Itumbiara, no interior de Goiás, na divisa com Minas Gerais, que deixou consumidores de 12 Estados sem energia no sábado (15). "Eles (os técnicos) estão investigando, mas pode ter sido", afirmou, depois de informar que há registros de "descargas atmosféricas" naquele dia em diversas regiões do País, inclusive em Itumbiara.

Veja só você que coisa estranha e fabulosa - se existe raio, só pode ser raio. E pronto, e o consumidor que vá à merda e que os aumentos abusivos sejam sempre bem -vindos e que os idiotas de sempre votem sempre nos mesmos de sempre.

Enquanto isto, livre de raios e trovões, o número de divórcios no país cresceu 50% em um ano. Esta é a prova cabal de que quanto menos Estado nas vidas pessoais, maiores são as possibilidades das pessoas tomarem decisões que as façam felizes, ou pelo menos se sintam assim, uma vez que com a alteração da lei, os prazos prévios para requerimento de divórcios foram suprimidos o que possibilitou, sem maiores requisitos burocráticos, a dissolução das uniões formais. 

E falando em estado mínimo, segundo informações que os maldosos fazem circular na rede, o Ser Supremo Sideral alterou a constituição em seu artigo primeiro.Na sua famosa Carta Política de 1988, a carta cidadã, o povo estabeleceu em seu Art. 1º, Parágrafo Único."Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição". Logo, infere-se que todo poder emanado do elemento povo deveria ser constituído do indivíduo, do simples alguém, da pessoa, do ser humano, do sujeito de direitos, do cidadão.

Pois é deveria inferir, mas, porém, todavia, contudo, alto lá ignóbil ser tupynambá - há ali uma conjunção alternativa - OU - que pode ter leituras diversas em momentos diversos por arbitragens e arbitrariedades diversas, sendo hora exclusão, hora oposição e hora dúvida. Segundo a Corte da Pitangueira, reunida às pressas para a leitura das ações da vizinha Corte Tupynambá, Vossas Excelências excluem os eleitos, se opõem aos eleitos ou apostam em duvidas dos eleitos, dentro do seu poder direto e de direito regiamente constituido. Daí mandar prender, cassar, tirar, arremessar é apenas um ato formal de percepção da língua pátria, pedindo vênia ao famoso dicionário local.

É isto aí!













domingo, 16 de dezembro de 2012

O Avatar do Lula




No final do ano de 2011, vagando pela rua, encontrei com simpática senhora, pela qual tenho apreço e admiração. No alto de seus 80 e tantos anos, lúcida, despachada e resolvida, e em seus quase cento e cinquenta centímetros de altura, deu um abraço confortável.

Pegou-me pelo braço e sussurrou - pelo amor de Deus, você não está como Lula não, não é? Você tem que ouvir as coisas que a televisão fala dele. Aquele homem é terrível... e por ai desfiou seu rosário, sempre vinculando as suas afirmações ao que ouviu no Jornal Irracional e na Rádio Maracutaia...

Naquele dia tive a certeza de que a mídia bandida estava colocando a esquerda nas cordas do ringue e batendo sem parar. No rosto, no pescoço, no abdômen, na região genital, de novo no abdômen, e toma pancada, e toma pernada, e toma tapa, e soco e cuspe e bate e soca e bate...

O que a mídia de merda finge que não sabia era que batia em um avatar. Lula continua de pé, andando na rua, abraçando as pessoas, viajando pelo mundo. Uai, mas aquele que estão desfigurando? Cá entre nós, quantas vezes você já viu um covarde bater em alguém? A mídia perdida inventou uma imagem para simular uma luta que não existe - o povo contra Lula.

Aquela senhora, a quem tanto admiro bem como toda a sua família, passou a odiar uma caricatura, e não nutre nenhum ódio pelo governo federal que aí está, usufruindo inclusive dos seus serviços, com elogios.

Enquanto continuarem batendo em fantasmas, continuarão vivendo fora da realidade brasileira. Engraçado isto, porque sempre achei que fossem mais inteligentes. Ficam agora fantasiando fazendas, aviões, e o tanto de coisas que gostariam que fosse verdade no mundo real, uma vez que em seu planeta isto já existe.

Desta forma irão perder sempre, a não ser que apresentem um programa de governo que vem com o Lula dentro.

É isto aí!





sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Porque a Nutrição é tão combatida.





O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM) é um manual para profissionais da área da saúde mental que lista diferentes categorias de transtornos mentais e critérios para diagnosticá-los, de acordo com a Associação Americana de Psiquiatria (American Psychiatric Association - APA). É usado ao redor do mundo por clínicos e pesquisadores bem como por companhias de seguro, indústria farmacêutica e parlamentos políticos.
Existem quatro revisões para o DSM desde sua primeira publicação em 1952. A maior revisão foi a DSM-IV publicada em 1994 (Editora Artes Médicas Sul, tradução de Dayse Batista [1]), apesar de uma “revisão textual” ter sido produzida em 2000. O DSM-V está atualmente em discussão, planejamento e preparação, para uma nova publicação em maio de 2013.[1] A seção de desordens mentais da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde - CID (International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems – ICD) é outro guia comumente usado, especialmente fora dos Estados Unidos. Entretanto, em termos de pesquisa em saúde mental, o DSM continua sendo a maior referência da atualidade. Em 2013 será lançada a 5ª EDição - Veja só a entrevista do ex-presidente do DSM


Ex-Presidente do DSM Pede Desculpas Pela Criação de "Falsas Epidemias"

Allen Frances presidiu o DSM-IV, que foi lançado em 1994. Ele agora admite que isto foi um grande erro que resultou no excesso de diagnósticos em massa de pessoas que são na realidade muito normais. O DSM-IV "... inadvertidamente contribuiu para três falsas epidemias - de Desordem de Déficit de Atenção, do autismo e de transtorno bipolar na infância", escreve Allen em um artigo de opinião do LA Times.

Ele então continua:

O primeiro esboço da próxima edição do DSM... está repleto de sugestões que multiplicam os nossos erros e ampliam o alcance da psiquiatria de forma dramaticamente mais profunda para o domínio cada vez menor do normal. Esta imperialização médica em atacado da normalidade poderia criar dezenas de milhões de pessoas inocentes que seriam erroneamente diagnosticadas como tendo um transtorno mental. A indústria farmacêutica teria um prato cheio - apesar da falta de evidências sólidas de quaisquer tratamentos eficazes para esses diagnósticos recém-propostos.

Todas essas doenças fabricadas, naturalmente, resultam em um número inflado de falsos positivos. Como Allen escreve:

A "Síndrome do Risco de Psicose" usaria a presença de um pensamento estranho para prever que mais tarde iria ter um surto psicótico completo. Mas a previsão estaria errada pelo menos três ou quatro vezes para cada vez que estaria correta - e muitos adolescentes diagnosticados incorretamentes iriam receber medicamentos que podem causar enorme ganho de peso, diabetes e uma expectativa de vida mais curta.


Mas esse é o ponto principal da psiquiatria: Prescrever medicamentos para pessoas que não precisam deles. Isto é realizado quase que inteiramente por pessoas com diagnóstico de distúrbios que não existem.

E culmina em psiquiatras sendo pagos com dinheiro que nunca ganharam (e certamente não merecem.)

Imagine: Uma indústria inteira inventado a partir do nada! E sim, você tem que usar a imaginação porque nada dentro da indústria é de fato real.

O que é "normal" em psiquiatria? Ser um zumbi sem emoções

A única maneira de ser "normal" quando você está sendo observado ou "diagnosticado" por um psiquiatra, um processo que é totalmente subjetivo e totalmente desprovido de qualquer coisa parecida com a ciência real, é expor absolutamente nenhuma emoção ou comportamento.

Uma pessoa em coma é uma pessoa "normal", de acordo com o DSM, porque eles não apresentam quaisquer sintomas que podem indicar a presença dessas coisas horrível chamados emoções ou comportamentos.

É tudo uma farsa cruel, completa. A psiquiatria deve ser totalmente abolida agora e todas as crianças colocada em medicação devem ser retiradas e ao invés de remédios deveriam receber uma boa nutrição.

Praticamente toda a indústria psiquiátrica é dirigida por verdadeiramente loucos, maníacos famintos de poder que usam seu poder para vitimar crianças (e adultos também). Não há nenhum lugar na sociedade para a psiquiatria distorcida com base em distúrbios fabricados. Toda a operação precisa ser desligada, dissolvida e tornada ilegal.

A noção de normalidade perdida

Aqui estão algumas verdades simples que precisam ser reafirmadas quando abolirmos a indústria científica charlatã da psiquiatria:

Normalidade não é alcançada por meio de medicamentos. Normalidade não é a ausência de uma gama de emoções. A vida necessariamente envolve emoções, experiências e comportamentos que, de tempos a passo de tempo, ficam fora dos limites do mundano. Isso não significa que as pessoas têm um "distúrbio mental". Significa apenas que eles não são robôs biológicos.

Nutrição, ao invés de medicação, é a resposta

Deficiência nutricional, por sinal, é a causa raiz de quase todas as "doenças mentais". Desequilíbrio de açúcar no sangue causam mau funcionamento cerebral, porque o cérebro funciona com o açúcar como fonte de energia primária. Deficiências em zinco, selênio, crômio, magnésio e outros elementos causam desequilíbrios de açúcar no sangue que resultam em emoções ou comportamentos aparentemente "selvagens".

Quase todo mundo que foi diagnosticado com um transtorno mental em nosso mundo moderno está na realidade sofrendo de nada mais do que desequilíbrio nutricional. Muita comida processada, "junk food" venenosa e não o bastante "superfood" saudável e nutritiva. Às vezes, eles também têm intoxicação por metais ao tomar muitas vacinas (alumínio e mercúrio) ou comer alimentos muito tóxicos (mercúrio em peixes, arsénio, cádmio, etc) A deficiência de vitamina D é ridiculamente generalizada, especialmente no Reino Unido e no Canadá, onde a luz solar é mais difícil de conseguir regularmente.

Mas a razão porque a nutrição nunca é apontada como a solução para os transtornos mentais e de doença é porque a indústria farmacêutica só faz dinheiro vendendo "tratamentos" químicos para condições as quas são dadas nomes complicados, técnicos, para fazê-los parecer mais real. Se os alimentos e suplementos nutricionais podem manter o cérebro saudável, e acreditem, eles podem! Então que precisa de medicamentos de alto custo? Quem precisa de psiquiatras caríssimos? Quem precisa de representantes de drogas? Médicos que empurram Comprimidos?

Ninguém precisa deles! Esta é a verdade auto-evidente da questão: a nossa sociedade seria muito mais feliz, mais saudável e mais produtiva amanhã, se toda a indústria farmacêutica e a indústria da psiquiatria simplesmente desaparecesse durante a noite.

Com o DSM-5, a psiquiatria moderna fez uma paródia de si mesmo. O que antes era visto como algo que talvez tivesse alguma base na ciência é agora amplamente visto como um charlatanismo.

A psiquiatria agora parece ser completamente insana. E isso pode ser o primeiro diagnóstico preciso de todo o grupo.

A loucura da psiquiatria denominada DSM 5


Fonte:
http://www.naturalnews.com/038322_DSM-5_psychiatry_false_diagnosis.html


(NaturalNews) A indústria da psiquiatria moderna enlouqueceu oficialmente. Praticamente toda emoção vivida por um ser humano - a tristeza, a dor, a ansiedade, a frustração, a impaciência, o entusiasmo, está sendo agora classificada como "transtorno mental", exigindo tratamento químico (com medicamentos prescritos, é claro).

A nova "bíblia" da psiquiatria, chamada de DSM-5, prevista para ser lançada em alguns meses, se transformou de um manual de referência médica para uma prova da insanidade da própria indústria.

Os "Transtornos mentais" listadas no DSM-5 incluem "Transtorno de Ansiedade Generalizada" ou GAD (abreviação em inglês). GAD pode ser diagnosticada em uma pessoa que se sente um pouco ansiosa fazendo algo assim como, vamos dizer, falando com um psiquiatra. Assim, o simples ato de um psiquiatra fazer um diagnóstico faz com que os "sintomas" destes diagnósticos apareçam magicamente.

Isso é chamado de charlatanismo e raciocínio circular, mas é indicativo de como toda a indústria de psiquiatria que se tornou motivo de riso entre os círculos científicos que até mesmo os cientistas mais céticos estão começando a virar as costas com nojo. Psiquiatria não é mais "científica" do que a astrologia ou leitura de mãos, mas seus praticantes se chamam de "doutores" da psiquiatria, a fim de tentar fazer com que o charlatanismo soe digno de confiança.

Como a psiquiatria moderna realmente funciona

Veja como a psiquiatria moderna realmente funciona: Um grupo de intelectuais "auto-importantes", excessivamente pagos, e que querem ganhar mais dinheiro inventam uma doença fabricada que eu vou chamar de
"Transtorno de Hoogala Boogala" ou THB.

Levantando as mãos, eles então votam na existência quaisquer "sintomas" que pretendem que sejam associados com o Transtorno de Hoogala Boogala. Neste caso, os sintomas podem ser cantar de forma espontânea ou colocar o dedo no seu nariz de vez em quando.

Eles, então, convencem os professores, jornalistas e reguladores governamentais que o Transtorno de Hoogala Boogala é real. E mais importante, que milhões de crianças sofrem com isso! Não seria justo não oferecer tratamento para todas estas crianças, não é?

Assim começa a chamada para o "tratamento" de uma doença completamente fabricada. A partir daí, é uma coisa fácil para a Big Pharma (Indústria Farmacêutica) fabricar qualquer dado científico que eles possam precisam, a fim de "provar" que qualquer veneno que eles queiram vender "reduz o risco de Transtorno de Hoogala Boogala".

Depois então, os psiquiatras que parecem sérios, mas que estão se mijando de rir no quarto dos fundos, "diagnosticam" as crianças com o Transtorno de Hoogala Boogala e "prescrevem" os medicamentos que supostamente tratam a "doença". Para esta ação, esses psiquiatras, que são, vamos admitir, perigosos predadores de crianças, ganham propinas financeiras da Big Pharma.

A fim de maximizar suas propinas e brindes da Big Pharma, grupos desses psiquiatras se reúnem de tempos em tempos e inventam mais alguns transtornos fictícios, ampliando seu volume fictício chamado de DSM. DSM quer dizer "Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders" ou "Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais" em português.

O DSM é agora maior do que nunca, e inclui distúrbios como "Transtorno de Desafio a Obediência" (ODD), e é definido como recusar-se a lamber as botas e a seguir falsas autoridades. Aos estupradores que sentem excitação sexual durante seus estupros é dada a desculpa de que eles têm "transtorno parafílico coercitivo" e portanto, não são responsáveis por suas ações. (Mas eles vão precisar de medicação, é claro!)

Você também pode se diagnosticado com "Transtorno de Armazenamento" se acontecer de você estocar comida, água e munição, entre outras coisas. Sim, estar preparado para possíveis desastres naturais agora faz de você um doente mental aos olhos da psiquiatria moderna (e do governo, também).



Fontes:
- Natural News: Psychiatry goes insane: Every human emotion now classified as a mental disorder in new psychiatric manual DSM-5
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O rio da minha aldeia






FERNANDO
PESSOA

Poemas de
Alberto Caeiro

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia. 
O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

   Alberto Caeiro

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A Gorda na Área de Broca


Tem palavras na língua portuguesa que acho fantásticas. Raramente a dirigimos diretamente a alguém, mas cá dentro do interior caipira, a língua pátria coça.

Bem, vamos lá:

Gorda - Mas não é só ler Gorda - a palavra tem que roçar no "erre" e abrir em um espaçoso movimento labial no "da", e a mão direita tem que fazer aquele gesto largo, espalmado, aberto - afinal a Gorda pode ser objeto de desejo, não necessariamente feminino, pode ser a Gorda quantia, a Gorda herança, a Gorda recompensa, mas se for por aquela Gorda da Pitangueira, que seja divulgada a palavra escondida até então, de forma tão gostosa quanto ela. Nada melhor do uma gostosa gorda gostosa.

Nossa, pode até parecer que estou muito obscenamente pecaminoso em referência à gorda da Pitangueira esta noite. Mas cá entre nós - uma gostosa magra gostosa não dá pegada, fica faltando conteúdo à frase - caramba - esta foi demais.

Tem um livro, recomendado por uma amiga gorda, de deliciosa prosa e cultura, que ainda não li. O livro se intitula "A Gorda", cujo autor é Anatole Jelihovschi, que publicou Aves Migratórias (Planetário, 2005) e Rio Antigo (Rocco, 2009). Em 2003, foi um dos finalistas do Concurso de Contos do Prosa & Verso, caderno literário do jornal O Globo.

Consegui no site que vende o livro online a introdução - e acho que por uma suposta neurose obsessiva, vou adquirir a obra literária.
Fonte: http://www.imaeditorial.com/agorda/ 

Na véspera de ano novo, sozinho e recém-separado pela quarta vez, homem escolhe para almoçar um restaurante qualquer no centro da cidade. O lugar é comandado por uma gorda vestida como uma espanhola do século 19, que parece acumular todas as funções: caixa, garçonete, cozinheira... Ela o convida para um espetáculo de Réveillon no restaurante, onde ele descobrirá que a Gorda, ex-dançarina de cabaré, é também a única a se apresentar. Um cliente inesperado, de aspecto feroz e sombrio, faz aumentar a sensação de que o inacreditável está prestes a acontecer...


Passada a crise, vamos aprofundar mais no tema desta aula.

''GORDA", vamos lá, leia e fale a palavra em voz alta. É fácil executar esse pensamento, quase automático. Mas basta refletir um pouco para entender que diversas atividades cerebrais estão envolvidas na execução dessa tarefa. Mesmo quando que os olhos já não estejam mais focando a palavra escrita, em algum lugar do infinito mundo neuro-sensorial  alguma proteína captura a luz de sua ideia ou desta leitura e envia a informação ao local que traduz esta mesma ideia em fala.

Este local precisa reconhecer a palavra, chamar da memória a maneira dela ser pronunciada e enviar a informação necessária para que os músculos da boca e da laringe produzam o som correto. Existe em nós uma pequena área do córtex cerebral, chamada área de Broca, que é o local em que reside o controle da fala. O seu cérebro faz esse processamento em etapas.

Existem três regiões distintas na área de Broca.Uma responde 0,2 segundo depois da leitura e parece estar associada à identificação da palavra (Gorda, por exemplo). Se além de identificar a palavra ela precisa ser modificada (gostosa, por exemplo), uma segunda região se torna ativa, 0,12 segundo depois da primeira. 

Finalmente, entra em ação uma terceira região, que é responsável por colocar essa informação em um formato que permita à boca articular o som escolhido. Ela entra em campo depois das outras, 0,45 segundo depois da leitura. Após a ativação da última região, toda a área de Broca fica inativa. Milissegundos depois, os músculos da boca e da faringe iniciam o processo de emissão do som.

Viu só - Ver uma gorda, achar ela gostosa e falar por falar é assunto de retardado, mas se você tiver a pré-concepção de que ela é gostosa, não vai ficar retardado depois que os músculos da boca e da laringe iniciam seu trabalho.



É isto aí!



Midas Valéo, o toque de besta



Midas é um personagem da mitologia grega, o rei da cidade de Frígia. É baseado em um rei de mesmo nome da Frígia (no meio da atual Anatólia, Turquia), do século VIII a.C., havendo sobre esse rei dois conhecidos mitos. Tinha um filho chamado Litierses, que servia a ele como protetor (Litierses era conhecido como "Ceifador de homens", devido à sua fama de decapitar os inimigos) e o principal mito atribuído a Midas, o de transformar em ouro tudo o que tocava, adquiriu um caráter simbólico e metafórico na sociedade contemporânea, sendo facilmente compreensíveis na nossa cultura analogias simbólicas como a de um "complexo de Midas".

Midas Valéo é um personagem da mitologia tupynambá, o rei das ações frígidas. É baseado em um rei que de frígido não tinha nada, mas há sobre este rei dois conhecidos mitos:
- Tinha um esquema, chamado Lavanderia, que servia a ele como protetor. Lavanderia era conhecida como a benfeitora dos homens de Midas Valéo, devido à sua fama de enriquecer os amigos.
- O segundo mito era o de transformar tudo em ouro ao tocar com suas mãos limpas. Isto promoveu em bípedes emplumados uma estranha psicopatologia de difícil alcunha - "O Complexo de Midas Valéo."

Bem, voltando ao Midas de Frígia, após múltiplos e diferentes eventos envolvendo o toque de ouro,(que não perdeu), abandonou a riqueza e virou um seguidor de Pã, deus dos bosques. Um dia Pã afirmou tocar melhor do que Apolo, e o deus do Sol resolveu fazer um duelo com Pã, julgado pelo deus Tmolo. Pã agradou a todos com sua flauta, mas após Apolo tocar sua lira Tmolo deu o prêmio a ele. Midas indignou-se, questionou a decisão, e Apolo enfurecido deu a Midas orelhas de burro.

Midas de Frígia cobriu-as com um turbante para seus seguidores não o perceberem. Apenas o cabeleireiro sabia das orelhas, e devia guardar segredo. O cabeleireiro não estava conseguindo, e para satisfazer sua vontade, cavou um buraco, falou "O Rei Midas tem orelhas de burro!" dentro deste e cobriu-o de terra. Porém o junco que cresceu no lugar do buraco "cantava" a frase sempre que recebia vento, espalhando a história pelo reino.

Já Midas Valéo, após múltiplas peripécias envolvendo a natureza tucana, que nunca perdeu, abandonou a riqueza e virou um seguidor de Lupã, o deus paz e amor. Um dia Lupã afirmou ser melhor que o deus Apolo, o Velho.

Ora, direi, ouvir estrelas - Mídia, a deusa amante de Apolo, e cortesã de Midas Valéo, morta de inveja e ciumes, concedeu rapidinho e sem merecimentos o título de o maior dos maiores a Apolo. Midas Valéo indignou-se, questionou a decisão, e Apolo enfurecido e cego de vaidades, deu a Midas Valéo orelhas de burro.

Midas Valéo, desprovido de fâs, cobriu-se com um turbante para seus seguidores não o perceberem. Apenas o "Cavaleiro Redondo do Mistério Público e Engavetador Oficial de Apolo" sabia das orelhas, e devia guardar segredo. O Cavaleiro Redondo do Mistério Público não estava conseguindo, e para satisfazer sua vontade, cavou um buraco, falou "O Rei Midas Valéo tem orelhas de burro!" dentro deste e cobriu-o de terra. Porém o ódio que cresceu no lugar do buraco "cantava" a frase sempre que recebia vento, espalhando a história pelo reino.

É isto aí!












quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Coisas belas e sujas


Postei hoje sobre as crianças do Haiti, aqui e no Facebook. Lá, silêncio total, já esperado, afinal o constrangimento é grande. Aqui acessos do além fronteiras deste reino e do reino tupynambá. Estranho tudo isto.

Lembro bem das palavras de Jesus - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer. (São Mateus 25,45)

Interessante é que em 2008, quase dois anos antes do terremoto do Haiti, que levou a esta situação de sequestros de crianças para retirar órgãos e transpô-los em quem pode pagar, segundo denúncia do próprio governo local, em qualquer lugar do mundo civilizado, sim, veja só você - mundo civilizado, o papa assombrou o mundo católico com este tema.

A sua preocupação foi divulgada ao mundo pela Agência de Notícias Reuters. Está aí embaixo.


CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Bento 16 condenou o tráfico de órgãos humanos, chamando-o de ato abominável na sexta-feira, e pediu cautela na hora de remover órgãos para transplantes, pois os doadores podem ainda não estar mortos.

O pontífice disse, em um encontro de cientistas e bioéticos na Academia Pontifícia pela Vida, que as vítimas do tráfico ilegal de órgãos geralmente são pessoas inocentes, inclusive crianças.

A compra e venda de órgãos humanos é um negócio lucrativo para os fornecedores e países que permitem que "turistas de transplante" estrangeiros façam operações que não poderiam fazer em casa. Os órgãos são comumente comprados de camponeses pobres e de prisioneiros condenados.

"Os abusos no transplante e tráfico de órgãos, que geralmente vitimizam pessoas inocentes como as crianças... devem ser condenados decididamente como abominações", disse.
O papa chamou a doação legal de órgãos de ato de amor e disse que há longas listas de espera por órgãos vitais.
A ciência ajudou a determinar melhor o momento da morte, afirmou o papa, e os cientistas devem continuar trabalhando para torná-lo ainda mais preciso.

"Não deve haver a menor suspeita de arbitrariedade. Onde não for possível verificar, o princípio da precaução deve prevalecer", afirmou.

Autoridades de saúde estimam que 10 por cento dos rins transplantados no mundo todo são obtidos ilegalmente. O restante vem de doadores com morte cerebral ou pessoas que doam um dos rins a um parente.

No discurso, o papa não discutiu a concepção da Igreja sobre o momento da morte, algo que os bioéticos querem delimitar a fim de evitar abusos.

Um artigo recente no jornal L'Osservatore Romano, do Vaticano, desafiou o consenso médico de que a morte cerebral marca o fim da vida de alguém. Já que o cérebro pode morrer antes de outros órgãos, isso permite que os órgãos sejam retirados para transplante.

É isto aí!

Meu comportamento é exemplar!

Consegui hoje dar uma passeada em uma destas coisas que andam coisando este blog. Descobri, por exemplo, que estou no ar desde 1995, 13 de agosto de 1995 para ser mais exato. Tive acesso a todos os IP's dos equipamentos com os quais acessei as coisas coisadas.

Também, com muita naturalidade, estão as páginas todas que acho que são minhas, gráficos de acesso a estas tortas linhas e muito mais.

Tudo muito bacana, muito didático e pedagógico. Gostei de saber que estou em ambiente seguro, e que não há questões de risco em meu comportamento virtual. E também tem os gráficos que mostram números reais de acessos, algo em torno de dez mil coisas por mês.

Agora sim, fiquei tranquilo - puxa vida, que legal, nada como ser coisado e saber da coisa.

É isto aí!

A selvagem forma de tratar das crianças do Haiti



Don Corleone fala a Bonasera - Algum dia, e esse dia pode nunca chegar, eu vou pedir que faça um serviço para mim. Mas até esse dia, aceite esta justiça como um presente no dia do casamento de minha filha.


Fonte: 
http://publico.pt/mundo/noticia/detidos-dez-americanos-suspeitos-de-trafico-de-criancas-no-haiti-1420610

Dez norte-americanos foram detidos ontem pela polícia haitiana depois de terem sido interceptados a tentar retirar ilegalmente do país mais de 30 crianças a partir da fronteira com a República Dominicana. As autoridades suspeitam que o grupo esteja envolvido num esquema de adopção ilícito.

Os cinco homens e cinco mulheres foram interpelados por um comissário da polícia haitiana quando se preparavam para passar a fronteira, em Malpasse, com 31 crianças, com idades entre os dois meses e os 12 anos, confirmou à AFP o ministro dos Assuntos Sociais e do Trabalho, Yves Christallin. “É um sequestro, não é uma adopção”, defendeu o responsável do Governo do Haiti, acrescentando que para abandonar o país “uma criança necessita de uma autorização do instituto de segurança social que se ocupa de cada caso de adopção”.

Além dos dez norte-americanos, o ministro acredita que dois pastores, um no Haiti e outro em Atlanta, nos Estados Unidos, estão igualmente envolvidos no caso.

Os suspeitos foram entregues à justiça haitiana e ficaram detidos desde a noite passada na direcção central da polícia judiciária, na capital, Port-au-Prince, com dois alegados cúmplices de nacionalidade haitiana, adiantou, por sua vez, à AFP o director-geral da polícia, Mario Andresol. Após a detenção, foi aberto um inquérito para determinar as circunstâncias em que os cidadãos norte-americanos conseguiram as crianças.

Os dez norte-americanos apresentaram-se às autoridades como sendo membros de uma organização de caridade denominada “O Refúgio para uma nova vida das crianças”, com sede no estado de Idaho, nos Estados Unidos.

Laura Sillsby, um dos elementos detidos, assegurou em declarações à agência Reuters que o seu grupo tinha “autorização do governo da República Dominicana para levar as crianças para um orfanato” que a organização tem naquele país. “Temos um pastor aqui [Port-au-Prince] cujo orfanato aluiu e que nos pediu para levarmos as crianças para a República Dominicana”, contou Sillsby, garantindo que após a entrega das crianças iria regressar para tratar de toda a burocracia associada ao processo de transferência dos menores. “Acusaram-nos de tráfico de crianças. Isso é algo que nunca faríamos. Não tentávamos fazer nada de errado”, reforçou.

Desde o violento sismo que devastou Port-au-Prince a 12 de Janeiro foi acelerado o processo de adopções internacionais de crianças haitianas que estivessem já em curso e as crianças foram entregues aos seus pais adoptivos nas últimas semanas. Mas apenas estes processos têm sido autorizados, os restantes terão que aguardar que se conclua o registo das crianças que ficaram órfãs ou que se desconheça o paradeiro dos pais após o tremor de terra.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

As coisas e os Anjos!


Ocorreu em um determinado momento, tempos atrás, que coisas interessantes e estranhas coisaram outras coisas nas escritas deste boticário. Agora as coisas interessantes estão coisando de novo. Da primeira vez a atitude foi radical e unilateral do lado de dentro do monitor. Naquela ocasião a coisa ficou coisada de tal maneira que eu não coisava nada.

Passada a raiva, depois de perder tudo que havia postado, com um peso grande, pois eram relíquias que se perderam, voltei a coisar. Por motivos outros pausei, e neste intervalo a coisa coisou de novo. Reabri o buteco pela terceira vez, talvez fosse a cerveja gelada, mas os mosquitinhos estão aí, coisando outra vez. São estranhamente silenciosos, e deixam rastros interessantes, pois quando a gente vai coisar os rastros dá com os burros n'água, pois tem uma parede enorme no final da trilha.

Entendeu nada, não é? Pois é, e a gente achando que ninguém coisa as coisas da gente, e olha que coisam tudo. Já vasculhei tudo para ver o que há aqui que tanto coisam, mas pode ser que meu olhar para as coisas não percebem as coisas que eles querem coisar. Vamos aguardar para ver onde vai dar isto. E olha que os mosquitinhos, os tais lacerdinhas cibernéticos vêm de longe, sempre do norte, mas não necessariamente do mesmo norte.

Então, já que andam coisando de novo, hoje vou falar dos Anjos - Gabriel, Miguel e Rafael. Os três são Arcanjos pela tradição católica, apesar da Bíblia nomear apenas Miguel com este título - o da mais alta nobreza angelical. Miguel está no Gênesis e no Apocalipse.

Gabriel e Rafael são anjos capazes de aparecerem fisicamente aos humanos. O diálogo de Gabriel com Maria é profundamente rico e místico. Diversas vezes anjos aparecem nas narrações históricas do judaísmo e do cristianismo, como em Daniel, Ato dos Apóstolos, Jacó, Josué, o pai de Sansão, na volta das mulheres que foram visitar o sepulcro de Cristo, etc.

Isto significa que estes anjos são reais, tangíveis, visíveis e objetivos. Você já viu um anjo? Não? Como sabe disto? Pense nisto quando for ao seu culto ou à sua missa.

É isto aí!





Um rosto para Esperança Garcia






Um rosto para Esperança Garcia
Fonte -  http://www.overmundo.com.br/overblog/um-rosto-para-esperanca-garcia

PROCURA-SE! PROCURA-SE! PROCURA-SE! PROCURA-SE! PROCURA-SE

Fui procurado por jovens alunas do Colégio Cemopi que queriam saber a respeito de algum retrato que porventura houvesse da escrava Esperança Garcia, que escreveu a famosa carta datada de 06 de setembro de 1770 e dirigida ao Governador da Capitania do Piauí. A Carta, que sobreviveu a ela, a seu sofrimento, a seus filhos e a seus algozes, assume particular importância porque é um documento único e decisivo: o seu passaporte para a História. Mas um passaporte sem retrato. Disse às jovens que não havia qualquer foto – inclusive porque a fotografia ainda não havia sido descoberta – ou ilustração que revelasse o seu verdadeiro rosto, visto que apenas os nobres tinham, naquela época, o privilégio de serem retratados por artistas.

Conversando, posteriormente, com o Dr Bill (Carlos Rubem) e em uma troca de e-mails com o professor Luiz Mott (que foi quem encontrou o importante documento) concordamos, os três, que seria importante obter, através de um Concurso Público, uma imagem que pudesse ser atribuída à Escrava que se dava foros de cidadania. Porque, além da referência iconográfica, um concurso dessa natureza acaba difundindo, ainda mais, esse episódio, por todos os títulos, dignificante para a humanidade como um todo.

É importante lembrar que, por força da Lei nº 5.046, de 07 de janeiro de 1999, ficou instituído o 06 de Setembro como sendo o “Dia Estadual da Consciência Negra”.

O Professor Luiz Mott, em memorável entrevista concedida ao “Portal do Sertão”, revela:

“Esperança Garcia foi uma escrava moradora numa das dezenas de fazendas que com a expulsão dos Jesuítas, passaram para a administração governamental, e que em 1770 escreveu uma carta ao Governador do Piauí denunciando os maus-tratos de que era vítima por parte do feitor da fazenda. Salvo erro, é a segunda carta mais antiga até agora conhecida no Brasil manuscrita e assinada por uma escrava negra, e que revela não só os sofrimentos a que estavam condenados os cativos, como o fato de já nos meados do Século XVIII haver mulheres negras alfabetizadas e suficientemente “politizadas” para reivindicar seus direitos e denunciar às autoridades os desmandos de prepostos mais violentos. Além da felicidade de ter descoberto documento tão importante e raro, minha alegria foi maior ainda quando, anos depois, esta negra, até então desconhecida, passou a simbolizar o ideal de liberdade dos negros do Piauí: foi dado o nome de Esperança Garcia a um hospital em Nazaré do Piauí, em Teresina há o Coletivo de Mulheres Negras “Esperança Garcia” e o dia em que ela datou sua carta, 6 de setembro, passou, por lei, a ser comemorado o Dia Estadual da Consciência Negra. Para um historiador é a gloria ter um seu “personagem” ressuscitado e elevado a tantas homenagens dois séculos depois de sua morte”.

A CARTA

"Eu sou hua escrava de V. Sa. administração de Capam. Antº Vieira de Couto, cazada. Desde que o Capam. lá foi adeministrar, q. me tirou da fazenda dos algodois, aonde vevia com meu marido, para ser cozinheira de sua caza, onde nella passo mto mal.
A primeira hé q. ha grandes trovoadas de pancadas em hum filho nem sendo uhã criança q. lhe fez estrair sangue pella boca, em mim não poço esplicar q. sou hu colcham de pancadas, tanto q. cahy huã vez do sobrado abaccho peiada, por mezericordia de Ds. esCapei.
A segunda estou eu e mais minhas parceiras por confeçar a tres annos. E huã criança minha e duas mais por batizar.
Pello q. Peço a V.S. pello amor de Ds. e do seu Valimto. ponha aos olhos em mim ordinando digo mandar a Procurador que mande p. a fazda. aonde elle me tirou pa eu viver com meu marido e batizar minha filha q.
De V.Sa. sua escrava Esperança Garcia”

O E-mail do Luiz Mott:
A palavra do Professor Luiz Mott:

“Joca e Bill

Excelente iniciativa! Seguem alguns “retratos” antigos de negras que podem servir de inspiração quanto ao cabelo, pano na cabeça, roupas. Zumbi e Escrava Anastacia são pinturas modernas, idealizadas.

Gostaria apenas de sugerir que o rosto de Esperança Garcia seguisse o mesmo modelo do suposto rosto de Zumbi dos Palmares, do tipo 3 por 4 (só busto).

Como ela era crioula, nascida no Brasil, devia usar vestido ou blusa, provavelmente branco de algodão, não deve ser retratada com os seios à vista, pois diz ser católica. Certamente não usava cabelo trançado, nem turbante, talvez um pano na cabeça. Pelo visto ela tinha um filho pequeno e uma filha ainda não batizada, talvez fosse ainda bem jovem, uns 20 anos. Resumindo minha sugestão para o “retrato” de Esperança Garcia: Jovem negra, cabelo curto ou pano na cabeça, camisa decotada branca, olhar altivo mas sofrido pelos maus tratos.

Cordialmente,

Luiz Mott

Antes mesmo de existir, o concurso já desperta interesse! Vejam a troca de e-mails que transcrevo abaixo

Querida Martine

Ficamos muito felizes e honrados com o seu interesse em participar de um Concurso com esta finalidade. Sua participação daria, a ele, uma feição internacional. No entanto é preciso dizer, a bem da pura verdade, que ainda não temos formatado propriamente um concurso, mas apenas lançamos a proposta que pode, ou não, dependendo muito do nosso empenho nisso, vir a ser adotada, talvez, por um consórcio de entidades públicas e privadas voltadas para a valorização dos afro-descendentes nesse Estado.

Façamos o seguinte: já tenho o seu e-mail e qualquer novidade que haja em relação a esta proposta eu me comprometo em colocá-la a par.

Por outro lado, vou ficar muito feliz se você se dispuser a mostrar sua arte – os retratos dos músicos brasileiros negros, por exemplo, cairiam como uma luva –em nosso “Portal do Sertão” , aproveitando como gancho, inclusive, seu declarado interesse em participar do Concurso o que, como eu disse, muito nos prestigia.

Tomo a liberdade de tornar público o seu e-mail objetivando divulgar, ainda mais, a proposta por nós lançada.

Beijos e abraços
Do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Senhor Meu nome è Martine Brillard , sou francesa , amiga de Roberto Goncales e Luis Mario . Eles me repassaram seu email sobre o retrato da escrava e o projeto de concurso público. Sou artista plástica radicada no Rio a 12 anos , sou formada nas Belas artes de Paris , e tenho um trabalho figurativo onde já retratei diversos músicos negros Brasileiros . Gostaria de mais informações a respeito desse projeto , primeiramente se a minha nacionalidade Francesa me possilita de partcipar tambén ! e segundo se você teria informações quanto a que nação ela pertencia para poder definir um tipo morfolólico adequado etc!! Qual tipo de premiação o concurso pretende relizar , e as datas. Desde Já agradeço pela sua atenção Amicalmente.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Complexo de vira-latas Ou Nada está bom para a Direita



Complexo de vira-latas

Autor - Nelson Rodrigues

COMPLEXO DE VIRA-LATAS

Fonte - Texto editado na revista Manchete Esportiva, a 31 de maio de 1958, e republicado em À sombra das chuteiras imortais - crônicas de futebol (organização de Ruy Castro para a Cia. das Letras, São Paulo, 1993).

Hoje vou fazer do escrete o meu numeroso personagem da semana. Os jogadores já partiram e o Brasil vacila entre o pessimismo mais obtuso e a esperança mais frenética. Nas esquinas, nos botecos, por toda parte, há quem esbraveje: - "O Brasil não vai nem se classificar!". E, aqui, eu pergunto: - não será esta atitude negativa o disfarce de um otimismo inconfesso e envergonhado?

Eis a verdade, amigos: - desde 50 que o nosso futebol tem pudor de acreditar em si mesmo. A derrota frente aos uruguaios, na última batalha, ainda faz sofrer, na cara e na alma, qualquer brasileiro. Foi uma humilhação nacional que nada, absolutamente nada, pode curar. Dizem que tudo passa, mas eu vos digo: menos a dor-de-cotovelo que nos ficou dos 2 x 1. E custa crer que um escore tão pequeno possa causar uma dor tão grande. O tempo em vão sobre a derrota. Dir-se-ia que foi ontem, e não há oito anos, que, aos berros, Obdulio arrancou, de nós, o título. Eu disse "arrancou" como poderia dizer: - "extraiu" de nós o título como se fosse um dente.

E, hoje, se negamos o escrete de 58, não tenhamos dúvidas: - é ainda a frustração de 50 que funciona. Gostaríamos talvez de acreditar na seleção. Mas o que nos trava é o seguinte: - o pânico de uma nova e irremediável desilusão. E guardamos, para nós mesmos, qualquer esperança. Só imagino uma coisa: - se o Brasil vence na Suécia, e volta campeão do mundo! Ah, a fé que escondemos, a fé que negamos, rebentaria todas as comportas e 60 milhões de brasileiros iam acabar no hospício.

Mas vejamos: - o escrete brasileiro tem, realmente, possibilidades concretas? Eu poderia responder, simplesmente, "não". Mas eis a verdade: - eu acredito no brasileiro, e pior do que isso:
- sou de um patriotismo inatual e agressivo, digno  de um granadeiro bigodudo. Tenho visto jogadores de outros países, inclusive os ex-fabulosos húngaros, que apanharam, aqui, do aspirante-enxertado Flamengo. Pois bem: - não vi ninguém que se comparasse aos nossos. Fala-se num Puskas. Eu contra-argumento com um Ademir, um Didi, um Leônidas, um Jair, um Zizinho.

A pura, a santa verdade é a seguinte: - qualquer jogador brasileiro, quando se desamarra de suas inibições e se põe em estado de graça, é algo de único em matéria de fantasia, de improvisação, de invenção. Em suma: - temos dons em excesso. E só uma coisa nos atrapalha e, por vezes, invalida as nossas qualidades. Quero aludir ao que eu poderia chamar de "complexo de vira-latas". Estou a imaginar o espanto do leitor: - "O que vem a ser isso?".

Eu explico. Por "complexo de vira-latas" entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. Isto em todos os setores e, sobretudo, no futebol.
Dizer que nós nos julgamos "os maiores" é uma cínica inverdade. Em Wembley, por que perdemos? Porque, diante do quadro inglês, louro e  sardento, a equipe brasileira ganiu de humildade. Jamais foi tão evidente e, eu diria mesmo, espetacular o nosso vira-latismo. Na já citada vergonha de 50, éramos superiores aos adversários. Além disso, levávamos a vantagem do empate. Pois bem: - e perdemos da maneira mais abjeta. Por um motivo muito simples: - porque Obdulio nos tratou a pontapés, como se vira-latas fôssemos.

Eu vos digo: - o problema do escrete não é mais de  futebol, nem de técnica, nem de tática. Absolutamente. É um problema de fé em si mesmo. O brasileiro precisa se convencer de que não é um vira-latas e que tem futebol para dar e vender, lá na Suécia. Uma vez que se convença disso, ponham-no para correr em campo e ele precisará de dez para segurar, como o chinês da anedota. Insisto: - para o escrete, ser ou não ser vira-latas, eis a questão.

Cabeça de cachorro (1920) por Julie de Graag (1877-1924). Original do Rijksmuseum

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Mr. Bean e a hipocrisia britânica.


A ex-bailarina loira do cumpadre Uóshington foi mais uma vítima cibernética da falta de graça dos que passam o dia pensando em uma forma de promover o desconforto nos outros. Desta vez colocaram palavras que a moça não disse, sobre a morte de Niemeyer. Isto não é sacanagem, é maldade, daquelas sem perdão.

Como foi também sem perdão a brincadeira feita por uma dupla sem noção, de uma rádio australiana, fazendo-se passarem pela Rainha Beth, a Feia e seu neto William, o Bardo. A dupla apanhou de surpresa a moça da recepção do hospital onde estava Kate, a Bela, que acabou revelando o quadro clínico da paciente. Em ato contínuo pelo erro, suicidou em sua residência. E agora, babacas?

Voltando ao vizinho reino da Pitangueira, a pátria amada Tupynambá, sua excelência Don Carlo voltou à residência oficial do Estado, para cumprir um ritual cabalístico de 39 anos de estadia em pleno conforto custeado pelos cofres públicos. Don Carlo foi pego pelo clássico erro da vaidade, que sempre engole quem dele se empaturra. Outros ainda na fila de espera aguardam sua vez.

Enquanto isto, a revista britânica The Economist sugeriu a demissão do ministro da fazenda de Sua Excelência,  a Cacica. Puta que o pariu, além de matarem brasileiro por engano em metrô, abafarem um escândalo grosseiro de pedofilia na BBC, promoverem suicídio de enfermeira por erro, esquecerem 60 milhões de libras esterlinas em prêmio da loteria, e terem entre seus ídolos o Mister Bean, os súditos de Beth, a Feia, demonstram que seu desespero e seus erros não têm mais fim.

E na tela dos bobos, Bonder, o Bardo Bonder, quase teve um orgasmo para falar que os súditos de Sua Majestade, ou seja da Majestade de Bonder, pediram a cabeça do ministro...babaca demais este tal de Bonder!

E para não dizer que não falei das flores, o advogado-geral-adjunto da União Tupynambá, J.W.H., ajudou o ex-senador G. M.a conseguir a autorização do Ibama, da Secretaria de Portos e da Secretaria de Patrimônio da União para instalar um complexo portuário de $ 2 bilhões na ilha de Bagres, uma área de proteção permanente ao lado do porto de Santos. 

Dois bilhões de reais...um bilhão de dólares...e tem gente achando o mensalão o máximo.

É isto aí!


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Eu sempre irei amar vocês.




Atenção para a chamada de 2012:

Whitney Houston - presente
Wando - presente
Chico Anysio - presente
Millôr Fernandes - presente
Aziz Ab’Saber - presente
Neil Armstrong - presente
Hebe Camargo - presente
Eric Hobsbawn - presente
Marcos Paulo - presente
Nelson Prudêncio - presente
Luciene Santos - presente
Oscar Niemeyer - presente

Eu agradeço a cada um de vocês, que em vida me ensinaram, me emocionaram, me fizeram sonhar, chorar e acreditar em um mundo melhor.

A Luciene Santos, que faleceu aos joviais 24 anos, por ser líder comunitária que organizava um grupo de jovens católicos contra a violência, e que se destacou com a ajuda a usuários de drogas e ex-presidiários, que sua morte não tenha sido em vão.

Aos demais, tudo valeu a pena. Viveram intensamente e nos devolveram intensamente suas vidas. Eu sempre irei amar vocês.