domingo, 23 de março de 2014

A Marcha do Fascismo

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Eu sou Católico Apostólico Romano, não destes romanos imperialistas advindos de Constantino; sou dos Romanos aguerridos, os soldados que deram a sua vida pela causa cristã. É na Epístola de Paulo a estes romanos que está a sustentação teológica da nossa fé.

Quando vejo a Igreja Católica destes constantinoplas apoiar a ditadura, a tortura e todas as formas de ódio, não sinto raiva nem pena - não sinto muito nem pouco - têm meu desprezo - não são de Cristo.

Abaixo, o diálogo do jornalista Eduardo Guimarães com os manifestantes católicos:

Aproximo-me dos “padres” para saber se eram mesmo religiosos ou se estavam apenas fantasiados.

– Vocês são padres mesmo?

– Seminaristas.

(…)

– Vocês apoiam a “intervenção militar”?

– Se for a solução.

– Vocês apoiam um golpe militar?

– Se for a solução, mas não chamaria um golpe. Chamaria (…) de parar o governo para voltar ao início, aonde começou o erro.

(…)

— Mas você, um religioso… Você ficou sabendo de torturas, de assassinatos que a ditadura cometeu?

– Infelizmente fiquei sabendo, sim. Mas tem contrapartes (…)

– Mas você apoia que o Estado brasileiro torture pessoas, mate…

– Jamais.

– Mas foi o que aconteceu. Foi isso que a primeira marcha fez.

– Não foi cem por cento e não foi a marcha (…)

– Mas foi uma ditadura que durou vinte anos, em que mulheres foram estupradas diante dos maridos…

– O senhor está olhando só o lado negativo (…)

Sem entender como pode haver algo positivo em um regime que torturava, estuprava e assassinava pessoas, troco mais algumas palavras de cortesia e me mando de perto de quem, talvez, fosse o mais maluco, ali…

É isto aí!

sábado, 22 de março de 2014

Plutão e a gentalha branquinha, cheirosa e morta.


Não vou perder meu tempo defendendo a Dilma no caso da Petrobrás, por várias razões, mas as principais são a de que não ganho nada com isto e ela não precisa disto, por que só mesmo pessoas com altos interesses políticos em oposição idiota podem disseminar ódio com tanta violência em uma ação comercial plenamente documentada.

Fazendo um parêntese, outro dia li em um blog que acompanho eventualmente (que posso indicar aos que tiverem a curiosidade), o seu proprietário desdenhando de páginas insignificantes como a minha, com apenas cem acessos diários, em média. Afinal seu blog tem vinte mil acessos diários, e tem lá algumas remotas e pequenas coisas boas, e isto reconheço, mas tem vários problemas de ordem psiquiátrica.

Seu dono tem paixão pelos extremistas da direita e mente descaradamente quando quer falar do governo federal. Posiciona-se como um blog cristão do evangelho pleno e da verdade divina, cheio de boas intenções, mas odeia católicos, espíritas, muçulmanos, ateus, judeus, negros, desvalidos, inválidos, gays, lésbicas, etc., colocando-os todos em um só lado, subdividido em duas facções - tem os comunistas que são todos estes citados, mas que não aceitam a bondade do Tea Party da pátria amada, e tem os idiotas, que são todos os citados acima, mas que não são comunistas e não servem ao seu deusinho de merda. 

Os romanos também tinham lá seus deuses considerados da primeira divisão, e seus deusinhos de merda para justificar pecadinhos carnais, digamos assim. Um destes deusinhos foi escalado para estar em São Paulo nesta passeata - Marcha com um deusinho de merda pela liberdade das famílias brancas, lindas e ricas. Pela liberdade de roubarem, usurparem, condenarem, matarem, cheirarem, fumarem, alucinarem, em paz.

A simpática elite local que se julga branca (mesmo sabendo do nariz torcido do velho continente) acha lindo ter coisas high-tech, ser branquinho e engomadinho, com seus filhinhos fazendo uma brilhante carreira e aspirando maiores vôos. Para eles, o que estraga é esta gentalha, esta choldra mal cheirosa, desprezível e se achando no direito de ser alguma coisa na vida. Daí eu achar que esta marcha deve ser com o deusinho Plutão, o deus da morte para os romanos.

No mais, é isto aí!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Sequoia 75 metros

Presidente é uma sequoia de 75 metros de altura e 8,2 metros de largura. Por volume estimado, ela é considerada a terceira maior árvore do mundo . Ela fica no Parque das Sequoias, na Califórnia, e essa foi a primeira vez que ela foi capturada inteira em uma foto só.


quarta-feira, 19 de março de 2014

O melhor amigo


Francisca Rebecca Martinni esperou a semana toda pela sexta-feira. Heitor Krafth Heins, seu amado, fiel e romântico namorado havia prometido uma balada inesquecível.

Naquela manhã saiu, comprou uma sandália nova, e depois do almoço partiu para o salão lotado, onde ficou quatro horas, entre cabelo, escova, pés e mãos.

Heitor Krafth Heins passou pontualmente às 21 horas, dirigindo seu impecável conversível preto. Trajava uma caríssima calça jeans, tênis top de linha, uma blusa de manga comprida de famosa estilista sobre uma tradicional camiseta branca de fios de algodão egipcio, além do seu Rolex de ouro..

Francisca Rebecca Martinni torceu seu delicado narizinho, mas ainda acreditava no amor e nos quatrocentos e oitenta reais que investira naquela saída com sua alma gêmea.

Heitor Krafth Heins sugeriu que fossem ao Rebolation Tutti, o mais famoso bar dançante da cidade, onde poderiam tomar alguma coisa, enquanto dava hora para irem ao Teatro Nacional assistir a uma famosa peça com atores de fama mundial, sucesso por cinco anos na Broadway. Em seguida, com ingressos adquiridos com seis meses de antecedência, rumariam para a Casa de Shows Four Hands,  onde a melhor banda de jazz do planeta Terra iria fazer apresentação única.

Mas algo deu errado naquela noite. Ao chegarem ao Rebolation Tutti, uma torrencial chuva de verão inundou todos os caminhos, inviabilizando quaisquer intenções de deslocamento. Como estavam bem acomodados por ali, resolveram ficar, pois era possível que ainda daria para assistir ao Jazz na Four Hands.

Nisto, passa pela mesa do casal apaixonadíssimo, fugindo da chuva, o Zezinho, amigo de infância de Heitor Krafth Heins, criados juntos na Vila Chapinha, naquele ambiente de pobreza familiar, até que o destino os separou pelos zeros a mais na conta bancária.

Heitor Krafth Heins o chama à mesa, apresenta Francisca Rebecca Martinni, e pedem uma rodada de vodka, o papo está bom outro drink, desta vez mais exótico, outro drink, mais um e bem, resumindo - Totó já estava dormindo no canto do sofá, e Chiquinha no colo de Zezinho iluminava a noite com seu sorriso radiante.

Zezinho levou Totó em casa e depois devolveu Chiquinha ao lar na tarde daquele sábado. Naquela noite Francisca Rebecca Martinni foi pedida em casamento pelo Heitor Krafth Heins, que nunca perguntou e nem quis saber.

É isto aí!


Menina danadinha


terça-feira, 18 de março de 2014

Um avião malaio no balaio


Penso, penso e penso. Retorno ao tema que já fazem onze dias de ocorrido. Um Boeing, senhoras e senhores, um imenso jato com 239 pessoas desapareceu em um dos trechos mais vigiados do planeta. Nada, nenhuma notícia a respeito do paradeiro do avião de bandeira malaia. Então, vai ver, não pode ser achado. Ora, direis, ouvir estrelas! Certo, perdeste o senso!*

Lembro de uma história ouvida na casa do meu avô, que creio, deve ser uma piada, apesar da seriedade com a qual foi dita, levando em conta que meu avô nunca contava anedotas. Acho que queria ensinar uma lição sobre a moral:

"Certa noite, um homem, com gestos de aflição, esta procurando nervosamente por alguma coisa, ao redor do único poste com luz da vila. Cidade pequena, todo mundo sabe de todo mundo, passa um compadre e pergunta para o amigo: 
 - O que você esta procurando ai, será que eu posso te ajudar? 
Daí o sujeito responde:
- Eu estou procurando as chaves da minha casa, que eu perdi. 
E quanto mais o tempo passava mais gente aparecia para ajudar o homem a procurar as chaves. Quando já tinha umas vinte e cinco pessoas ajudando na busca, uma delas dirige-se ate onde o desesperado cidadão está e pergunta:
- O senhor tem certeza que perdeu suas chaves foi aqui mesmo? 
E para espanto geral, o homem responde:
- Humm, veja bem, na verdade eu perdi as chaves no início da rua, na zona boêmia, mas como só tem luz daqui prá frente, eu resolvi começar a procurar onde estava mais claro."

Pois bem, saibam meus diletos amigos, que nada alcança voo abaixo do Equador, sem que o maior poderio bélico deste planeta não tenha conhecimento. É impossível o desaparecimento de uma aeronave controlada e monitorada em tempo integral, no solo e no ar, sem a ciência dos seus fabricantes e sem o aval do serviço de inteligência apache&sioux. Repito - é impossível!

Ontem, 18 de março, a Embaixada de Pequim na Malásia, divulgou oficialmente, através da Agência de Notícias Estatal Xinhua, que a investigação sobre os passageiros chineses no voo MH370 da Malaysia Airlines que desapareceu no último dia 8 não mostrou elementos que indiquem sua participação no desvio da aeronave ou em um atentado. (Eu não entendi o que a China quis dizer, ou entendi errado?)    

Ainda de acordo com a publicação, o governo chinês deu início a operações de busca em seu próprio território, em regiões situadas no corredor aéreo norte.   


OUVIR ESTRELAS - Olavo Bilac
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."
(Poesias, Via-Láctea, 1888.)

É isto aí!

segunda-feira, 17 de março de 2014

O avião malaio



Como está todo mundo falando nisto, também vou dar meu palpite.

Há uma tensão imensa na Crimeia, mas o mundo todo volta-se para o desaparecimento de um avião com 239 pessoas a bordo. Algo como um truque de mágica para desviar o olhar enquanto as coisas acontecem? Não sei, mas nada pode ser descartado.

Como já li quase uma dezena de possibilidades, desde a desintegração total no ar, passando por portal do tempo, sequestro intergaláctico, etc., a mais plausível que achei foi a que trata do desvio de rota, feita por humanos. Para onde se dirigiu, não temos como saber ainda, mas o desvio poderia ter sido realizado de três formas: pelos pilotos à bordo; por sequestradores à bordo; por sequestradores por controle remoto.

A questão do desvio de rota é entender os motivos ou o motivo para que tenha ocorrido. Havia algo naquele avião que necessitava ser entregue sem passar pela alfândega chinesa. Tudo na vida tem um motivo, uma força que proporciona o ato e o fato posterior. Alguns acreditam que eram pessoas a bordo o objeto de interesse de grandes corporações, ou pelo que sabiam ou pelo que poderiam proporcionar.

Outros defendem a tese de que alguma carga complexa, preferencialmente uma de destruição em massa, poderia estar a bordo. Já alguns acreditam que o objeto desejado era a própria aeronave, o que acho pouco provável. Mas uma aeronave deste porte precisaria descer em um local de baixa densidade demográfica, com regime político ditatorial e sem imprensa. Um dos países com este perfil poderia ser, por exemplo, Myanmar.

Avançar mais pelo continente, é claro, seria muito arriscado, mas o que fazer com todas as pessoas a bordo? Dependendo dos interesses, neste momento já não estão mais entre nós, pois iriam expor ao risco o objetivo da operação. Como as potências ocidentais foram alijadas do processo inicial, aumentam as incertezas, pois se havia algo, não deveriam saber de imediato.

Mas se o avião apenas sofreu um pane geral, errou a rota e mergulhou nas profundezas do Oceano, todas as conspirações ficam encerradas, ou não?

É isto aí!

As coxas de Belinha



Este blogueiro não conhece a moça da foto, então resolveu dar-lhe um nome, de maneira que pudesse ficar íntimo da sua personagem. O objetivo aqui não é expô-la a uma situação vexatória, nem a menos promover uma exposição de carne na vitrine de um açougue midiático.

Mas ela é tão bonita, e tem pernas tão lindas que merecem minha atenção. Tem pernas definidas, coxas tangíveis e palpáveis, sem aquela coisa de malhação, musculação, etc. Tem uma feminilidade sedutora. Não está nua, não mostra os seios, e nem precisa. 

Nestes tempos de epidemia de pernas grossas saradas, com um novo padrão de beleza estabelecido por celebridades, eu acredito que estas mulheres têm sua beleza diminuída ao engrossarem as pernas por meio de exercícios físicos com apoio de técnicas nutricionais e farmacológicas. Na minha opinião, há uma masculinização do corpo, um sentido andrógino talvez, enfim, perde-se a graça da natureza feminina. 

Mulher pera, mulher melancia, mulher melão, mulher isto, mulher aquilo, prefiro ainda a maneira tradicional, simples assim - uma moça linda, natural, sem silicones, ao natural. Celulites? E daí? Estrias? E daí? Qual homem se importa com isto? Nenhum que eu saiba.

Nunca ouvi nenhum homem reclamar que não gosta de mulher com celulite - o que é um fato verídico - sem celulite, não é mulher. E viva as coxas da Belinha!

É isto aí! 


domingo, 16 de março de 2014

Contos da Feiticeira de Açucena


Contos da Feiticeira de Açucena
Parte I 
O drama da família

Conta a lenda, que lá pelas bandas de Açucena, no início do século passado, nos rincões de Minas Gerais, em uma pequena e pacata propriedade rural, moravam um casal e seus dois filhos. Tinham lá umas vaquinhas, umas cabritas, galinha, pato, cachorro e gato, mas o xodó dos meninos era Lindinalva, uma jumentinha adquirida pelo pai, de um grupo de ciganos acampados pelas bandas do Aramirim.

Lindinalva passou logo a ser praticamente uma pessoa da família, a filha mais velha do casal, a faz-tudo, sempre engraçadinha. Ia na rua sozinha e esperava o padeiro colocar os pães no balaio, passava na venda, onde o quitandeiro pegava a lista e colocava as solicitações, e assim passava pela cidade e retornava para os afazeres domésticos.

Um dia, enquanto arrumava a cozinha do almoço, Dona Juracy ouviu um urro estranho, largou as vasilhas na bica, enxugou as mãos apressadamente no pano amarrado ao vestido como um avental, olhou pela janela e viu que a Lindinalva, que seu marido adquiriu com tanto sacrifício e com muito orgulho, estava caída no curral.

Dona Juracy ficou desesperada. Correu para ver o que havia ocorrido, tropeçou, caiu, batendo com a cabeça em uma das pedras que haviam no caminho e desmaiou, deixando uma poça de sangue ao redor da ferida aberta na fronte. Seu Juventino, ao ouvir os gritos da esposa, desceu em desembalada carreira do pasto onde estava, e também tropeçou, rolou ribanceira abaixo, e ficou desacordado.

Joãozinho e Juquinha correram para socorrer a mãe. A carregaram até a cama, e foram buscar o pai, que também foi colocado desacordado ao lado da esposa. Joãozinho, ao perceber que poderia perder os pais, desmaiou ali mesmo, sem forças para reagir.

E agora, pensou Juquinha, como iriam alimentar a família, quem carregaria a lenha, mandioca, etc. se até o pai, tão forte, estava doente? Enorme drama familiar....

Parte II
Os ciganos

O filho mais velho não tendo a quem recorrer, tomou uma decisão: foi até o acampamento dos ciganos para buscar ajuda. Quando lá chegou, foi bem recebido e explicou a tragédia familiar. Ouviram tudo com muita atenção, pensaram muito, conversaram em um dialeto estranho para Juquinha e um que parecia o mais velho respondeu que nada poderia fazer naquele momento, mas que ele procurasse uma mulher que morava mais acima, com poderes de cura e visão, pois ela tinha sido a dona anterior da jumentinha e saberia como resolver toda esta tragédia, pois parecia que existia uma relação entre as partes envolvidas.

Juquinha, num misto medo e necessidade, foi ao encontro dela, cujas histórias de bruxaria assombravam a todos do lugarejo. Nunca a tinha visto, mas só de saber que estava indo ao seu refúgio, o pânico o assombrava.

Por muitas noites ficou sem dormir, ao escutar as histórias que contavam sobre aquela misteriosa mulher. Uns diziam que era uma fera em corpo humano, outros que era uma bruxa com mais de trezentos anos, capaz das maiores crueldades.

Parte III
A Feiticeira de Açucena

Juquinha, aterrorizado, seguiu pelo campo, sempre à noroeste, conforme informado pelo cigano. Passou por longos trechos de mata, ouviu barulhos estranhos, sentiu estar sendo seguido, teve medo, desespero e tremores.

Depois de seis horas de caminhada, teve a impressão de ver Lindinalva no pasto logo abaixo de sua rota. Desceu a íngreme encosta, mas a medida que descia, a imagem desaparecia e se tornava uma mulher.

Ao se aproximar de um casebre antigo, sentada nua, com estranho chapéu e um imenso colar de pérolas à mão, uma mulher com olhar longínquo estava a esperá-lo, sem olhar para seu rosto.

Olá Juquinha, antecipou a feiticeira, com uma voz enebriante. Eu sei o que aconteceu com a sua família... mas se você aceitar casar comigo, eu trago todo mundo de volta.

Juquinha hesitou, ficou ali meio abobado, sentindo uma coisa estranha em si, um conflito entre a confiança e a fuga. Uma mulher estranha, antes mesmo de dizer algo, chamou-o pelo nome e revelou o motivo da sua vinda. Quem era ela? Como só podia ser ela? Pensou, sem tirar os olhos de seu belo corpo nu.

- Olha aqui rapazinho, se você casar comigo, será bom para todos. Resolva logo. 

- Casar? Como assim casar?

- Sim, casar, você topa?

- Juquinha pensou, pensou, não tinha nada a perder. Sim senhora, eu topo.... mas desde que você cumpra a sua parte antes...                                       

- Que assim seja, mas antes você terá que saber meu segredo.

- Segredo? Qual segredo?

- Eu sou a Lindinalva, e fiz tudo isto acontecer para que você viesse até mim, por que você, Juquinha, é jurado a mim! Você  preencheu todo o meu imenso vazio interior!!!! Você é meu, Juquinha... entendeu??? M!!!eu

- Juquinha voltou para casa montado em Lindinalva, e viu que estavam todos bem. Pediu bençãos aos pais, despediu do irmão e partiram felizes para sempre.

É isto aí!

sábado, 15 de março de 2014

Enquanto a tristeza não vai!


Tarde Triste (Maysa Matarazzo) com Nana Caymmi

Tarde Triste (Maysa Matarazzo) com Nana Caymmi

Tarde triste me recorda
Outros tempos
Que saudade
Que saudade

Vivo só
Num turbilhão de pensamentos
De saudade
De saudade

Por onde andará quem amei
Será que também vive assim
Sofrendo como só eu sei
Pensando um pouquinho em mim

Tarde triste
Noite vem
Já esta descendo
E eu sozinha, sofrendo


Sinto minha falta


Sinto minha falta. Minhas pernas peraltas correndo sem cansar, meu sono tranquilo, meu quarto imenso, minha vida imensa, o quintal imenso, e uma imaginação infinita. Cada vez que olho para trás e vou sumindo, dizendo adeus e misteriosamente até breve, vou ficando mais só. Estamos indo um de encontro ao outro.

Sinto a falta das tardes longas e preguiçosas, o futebol na rua, o rádio com chiados em suas válvulas imensas. Os cadernos com orelhas sujas de folheados rápidos. O Hino Nacional na escola, os amigos que nunca mais vi. Sinto muita falta de mim.

O córrego, as pernas impossíveis e desejadas das moças mais velhas, as manhãs de outono, as chuvas de setembro. A professora rígida, o pão quentinho com manteiga. A rua em poeira, a bola de gude, as bolas de meia. As meias femininas nas pernas com costura posterior, em um fetiche único.

Sinto minha falta na casa da minha avó, nas conversas sem fim e sem começo. Sinta tanta falta de mim, que há um espaço enorme nesta manifestação neuro-sensorial. Onde estava neste hiato temporal? Tudo passa tão rápido, passei tão rápido, as oportunidades, os amores, as despedidas e os encontros.

Sinto a falta de sonhar, de ter coisas importantes para o futuro, de ouvir a Rádio MEC em um imenso rádio com válvulas. Estou só, só dentro de mim, eu acho - aquele menino que queria ser um tanto de coisa no mundo não está mais aqui. Faz falta, faz uma falta ou tantas quantas forem as faltas.

Sinto falta das castanheiras, das serrarias na rua descalça, nos livros do Tom Sawyer lidos em viagens alucinantes. Da Ilha do Tesouro, do deleite ao ler O Cortiço. Não faltaram aventuras, faltou tempo para vivê-las mais intensamente.

Sinto falta de coisas que nunca fiz como tocar violão, cantar afinado, dançar, nadar, mas sinto estas coisas em mim, os desafios pulsantes. Meus cadernos, meus segredos tão meus, tanto tempo guardados e esquecidos em alguma gaveta hermética da memória. De tudo sinto falta.  

É isto aí!

sexta-feira, 14 de março de 2014

Hysterical Literature: Session Two: Alicia (Official)

AVISO: O vídeo, por ser impróprio para menores de 18 anos, só poderá ser acessado direto no Youtube. 

Hysterical Literature: Session Two: Alicia (Official)

Fonte Youtube: claytoncubitt
Alicia visits the studio and reads from "Leaves of Grass" by Walt Whitman. Directed by Clayton Cubitt. Subtitles available (CC) in French and Brazilian Portuguese.

Watch other videos in the series, read essays from the participants and writers, and answers to frequently asked questions: http://hystericalliterature.com

Hysterical Literature is a video art series by NYC-based photographer and filmmaker Clayton Cubitt. It explores feminism, mind/body dualism, distraction portraiture, and the contrast between culture and sexuality. (It's also just really fun to watch.)


Hysterical Literature: Session One: Stoya (Official)

quinta-feira, 13 de março de 2014

Ricardo Arjona ft Gaby Moreno Fuiste tu (en vivo).avi

)

Não confie em tudo que se vê na mídia!


É eu, tu, nós e vós na fita!


A memória é curta


Algo acontece e ninguém quer se perguntar por que acontece. Por aqui, na Pátria Amada, a nobre elite branca, descendente direta dos cafusos e mamelucos, todos brancos e poliglotas, diga-se de passagem, querem um golpe militar. Há um gozo lacaniano para a entrada da dita dura em suas vidas. Não basta mais se entupirem com as drogas legais e ilegais. Querem sentir o bastião e o bastão em seus lombos macios e delicados, eles, a fina flor da alta sociedade civil.

Para a simpática elite branca, o desejo é que os filhos naturais, os adotivos, os mulatinhos, os comunistasinhos depravados e toda a choldra espúria e apátrida se explodam, que os pobres morram, que as putas retornem aos bordéis, que os pretos saiam das universidades (onde já se viu isto, formar pretos para tratar das pessoas?). Só assim, a grande nação eslava ao sul do equador poderá respirar dignidade, liberdade e democracia, dando e recebendo a dita dura entre si.

Enfim, os donos da Pátria querem e desejam uma dita dura branca, grande, tensa e eterna, para mostrar à esta gentinha que ser branco é ser e ter poder, afinal Deus é branco, Jesus é branco, os anjos são brancos, a pureza é branca, a virgindade é deleite das brancas (só a mãe brancas casam-se virgens e puras, as pretas são leiteiras) e quem achar o contrário que seja esquartejado no Paço.

Enquanto isto, na Europa, neo-nazistas que já assanhavam na Grécia, golpeiam o ar da Ucrânia. Ora, direis, ouvir estrelas, um golpe tem custos, requer financiamentos, garantias e segurança - um golpe é um negócio como qualquer outro - quem investe quer o retorno com lucro. Ninguém toma o poder público em nome do amor à pessoa amada - Robin Hood foi lenda, não se esqueça disto.

Já na Malásia, desde o dia sete/março, um Boeing com 239 pessoas está desaparecido. E não é um boeing qualquer, é um Boeing 777-200LR, que custa algo em torno de 600 milhões de reais, com comprimento em torno de 68 metros, envergadura de 63 metros, 18.5 metros de altura, e que na hora do desaparecimento estava a 13.000 metros de altura, a quase 900 Km/h.

Até enquanto escrevo, já se passaram seis dias e nada ainda se sabe, ou quem sabe, nada fala. Só para ajudar na memória, um avião idêntico sofreu um acidente, supostamente enquanto pousava no Aeroporto de San Francisco, nos Estados Unidos, em Julho de 2013. A aeronave era operada pela empresa Asiana Airlines e vinha da Coreia do Sul para os Estados Unidos.

Naquela ocasião, o avião levava 307 pessoas no total, sendo 291 passageiros e 16 tripulantes, e foi o segundo Boeing 777 a sofrer um acidente grave em cinco anos. Em janeiro de 2008, uma aeronave do mesmo tipo operada pela empresa British Airways teve um acidente no Aeroporto de Heathrow, em Londres, após um voo vindo de Pequim, na China.

Nenhum dos dois acidentes jamais foi explicado. Assim como a simpática elite branca não consegue explicar por que deseja a dita dura penetrando em seus lares. Não se lembram, não sabem, não querem saber.

Na foto abaixo, o estado no qual ficou o Boeing de San Francisco. Pense!