segunda-feira, 13 de setembro de 2021
Cinco reversos pela sua boca
sexta-feira, 10 de setembro de 2021
Eu posso ser sincero?
Sim, Maria, muito importante.
Então fala logo, que estou impaciente
Mas eu posso ser sincero?
Ser sincero? Como assim? Você geralmente não é sincero?
Sou, sempre, mas preciso que você não fique nervosa.
Já está me dando nos nervos, fala logo.
Melhor que não, hoje não seria um bom dia.
E tem bom dia para ser sincero, Bernardo?
Não é isto, apenas sei lá, não tem clima.
Você é um idiota, entendeu?
Mas o que é isto, Maria?
Um banana, um tomate de xepa, um chuchu passado.
Você é muito grossa quando quer, hem!?
Grossa? Você está me chamando de gorda? É isto?
Gorda? Como assim? Nunca comentei sobre isto.
Então é verdade. Nem desmente. Babaca. Adeus
Espera, Maria!! Espera!! Puxa vida, eu ia dizer que amo ...
É isto aí!
A maçã do amor
Lembrou do dia que deu a ela uma maçã grande, saborosa e vermelha. Ela olhou para a maçã com os olhos de Eva e mordeu os lábios. Sem saber o que falar diante de uma situação inesperada onde a outra parte fez o que desejava, mas não acreditava que fosse possível, olhou-a no fundo os olhos e lascou a pergunta mais idiota que poderia sair de uma mente débil:
- Você sabia que a maçã é um pseudofruto e por isto seu desenvolvimento dá-se num tecido vegetal adjacente à flor que sustenta o fruto, de forma que este se assemelhe em cor e consistência a um fruto verdadeiro que, por definição, é proveniente do desenvolvimento do ovário?
A moça, tomada pela fúria da sororidade ovariana, em completa desolação, fulminou-o com os olhos envenenados pela maçã, deu meia volta e a levou. Nunca soube se ela ao menos dera uma mordida. E ele ficou lá, como um descendente adâmico, a culpá-la por tudo que se deu depois que sumiu no caminho inseguro do destino.
Checou no relógio da torre da igreja e viu que o tempo transgredira a lei da obviedade. Passaram trinta anos e ainda aguardava a volta da moça com a maçã na mão. Colocou as mãos no bolso da blusa, encolheu os ombros e partiu na esperança de encontrar outro amanhã.
É isto aí!
Não tenho tempo
quinta-feira, 9 de setembro de 2021
Relacionamentos abusivos contra as mulheres
Este texto não é meu
Confesso que copiei e colei
Fonte: Matheus Adler - Jornal Estado de Minas
O coração risonho (Charles Bukowski)
Sua vida é sua vida
Não deixe que ela seja esmagada na fria submissão.
Esteja atento.
Existem outros caminhos.
E em algum lugar, ainda existe luz.
Pode não ser muita luz, mas
ela vence a escuridão
Esteja atento.
Os deuses vão lhe oferecer oportunidades.
Reconheça-as.
Agarre-as.
Você não pode vencer a morte,
mas você pode vencer a morte durante a vida, às vezes.
E quanto mais você aprender a fazer isso,
mais luz vai existir.
Sua vida é sua vida.
Conheça-a enquanto ela ainda é sua.
Você é maravilhoso.
Os deuses esperam para se deliciar
em você.
Fonte do Poema: Cultura Genial
Tradução e análise do poema: Carolina Marcello
Em vez dessa aceitação passiva da vida, lembra que existe a possibilidade de seguir "outros caminhos" e repete sobre a necessidade de estar "atento" e não alienado ou desligado de tudo.
Apesar das dificuldades do mundo real, o sujeito acredita que existe ainda uma réstia de luz, um raio de esperança que "vence a escuridão".
Vai mais longe, afirmando que "os deuses" vão ajudar, criando as oportunidades, e que cabe a cada um reconhecê-las e aproveitá-las. Mesmo sabendo que o fim é inevitável, sublinha que é necessário assumirmos as rédeas do nosso destino enquanto temos tempo, "vencer a morte durante a vida".
Demonstra ainda que o esforço para ter uma visão positiva da realidade pode ajudar a melhorá-la e que quanto mais tentarmos, "mais luz vai existir". Os dois versos finais, contudo, relembram a urgência desse processo. A vida está passando e os mesmos deuses que nos amparam agora, vão nos devorar no final, como Cronos, deus do tempo na mitologia grega, que comia seus filhos.
Mormaço de primavera (Thiago de Mello)
Entre chuva e chuva, o mormaço.
A luz que nos entrega o dia
não dá ainda para distinguir
o sujo do encardido,
o fugaz, do provisório.
A própria luz é molhada.
De tão baça, não me deixa
sequer enxergar o fundo
dos olhos claros da mulher amada.
Mas é com esta luz mesmo,
difusa e dolorida,
que é preciso encontrar as cores certas
para poder trabalhar a Primavera.
"Mormaço de Primavera"- poema de Thiago de Mello- (in "Poesia Comprometida com A Minha & a Tua Vida"-1975)- musica de Daniel Taubkin - gravado no Estudio Som da Gente (B), em dois canais analogicos, em janeiro de 1982
voz & violão: Daniel Taubkin
photo video & upload: Daniel Taubkin & Xandugo
"O poeta amazonense Amadeu Thiago de Mello, no poema "Mormaço de Primavera", chama atenção para os valores simples da natureza humana, principalmente, a esperança, porque, apesar dos pesares, devemos sempre continuar, mesmo que ainda seja difícil distinguir "o sujo do encardido,/ o fugaz, do provisório", temos que avançar, temos que lutar, tendo em vista "que é preciso encontrar as cores certas/ para poder trabalhar a primavera".
Fonte do poema: notaterapia
Sobre o poeta: Thiago de Mello:
Escritor e tradutor amazonense, com obras traduzidas para mais de trinta idiomas, Thiago de Mello, é conhecido também como o poeta da floresta. Sua escrita é comprometida com as causas sociais e ambientais, especialmente, a conservação da Amazônia.
Perseguido durante o regime militar no Brasil, exilou-se no Chile por dez anos, porém não abandonou a escrita. Dentre suas obras mais conhecidas estão: Faz escuro mas eu canto (1965), A canção do amor armado (1966), Poesia comprometida com a minha e a tua vida (1975), Os estatutos do homem (1977) e Mormaço da floresta (1984). Em 1975, o livro Poesia comprometida com a minha e a tua vida foi premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. Essa premiação possibilitou que o escritor fosse reconhecido internacionalmente como um intelectual engajado na luta pelos direitos humanos.
segunda-feira, 6 de setembro de 2021
A casa, o jardim as luzes e os gatos
De repente é ontem outra vez
sábado, 4 de setembro de 2021
Ela
quarta-feira, 1 de setembro de 2021
O transtorno da felicidade high-tech
quarta-feira, 25 de agosto de 2021
O "Bloqueio de Escritor" do Reino da Pitangueira
Então, paciência!!!
Não me cobrar em excesso e aceitar esse estado é a regra básica.
Tomar uma nova postura, refletir sobre a proposta do blog. - A pé da Pitangueira nasceu em março 2010, para superar uma condição clínica de repouso compulsório, que durou dois anos. Mais tarde, em 2012, retirei de circulação todas as postagens de 2010 a 2012, pois estas postagens não estavam legais, muito atreladas ao momento difícil.
Entre 2012 e 2015 procurei um caminho, até que a partir de 2016 veio a ter o padrão que se mantém ate hoje, criando personagens e contando casos, poesias minhas guardadas a décadas, etc.
Está na hora de renovar meus pensamentos para voltar à escrita tão logo seja possível.
É isto aí!
segunda-feira, 23 de agosto de 2021
É o eco, amor.
Beijar suave
sexta-feira, 20 de agosto de 2021
Perfume de Gardênia
- Fazendo o quê na paineira, Tapinha?
Non Dimenticar (Nat King Cole)
Nat "King" Cole * - Non Dimenticar
Selo: Capitol Records - EAP 1-1138
Formato: Vinil , 7 ", 45 RPM, EP
País: Dinamarca
Lançado: 1959
"Non Dimenticar " ("Do Not Forget"), originalmente intitulada "T'ho voluto bene" ("Eu te amo tanto"), é uma canção popular com música de PG Redi (Gino Redi , também conhecido como Luigi Pulci), a letra original em italiano de Michele Galdieri, com letra em inglês de Shelley Dobbins.
quinta-feira, 19 de agosto de 2021
Agosto é sempre a gosto
The Very Thought Of You · Nat King Cole
The Very Thought Of You - ℗ 1958 Capitol Records, LLC
Released on: 1987-01-01
Conductor: Gordon Jenkins
Producer: Lee Gillette
Composer Lyricist: Ray Noble
Auto-generated by YouTube.
terça-feira, 17 de agosto de 2021
Quebrando a Banca
domingo, 15 de agosto de 2021
Toco sua boca - Rayuela Capítulo VII (Julio Cortázar)
Sem voz de retorno.
quarta-feira, 11 de agosto de 2021
Ella Fitzgerald
Em 1932, quando tinha quinze anos de idade e sua meia-irmã apenas nove, perderam a mãe, vítima de um infarto. O trauma provocado pela perda repentina da progenitora provocou uma queda brutal no seu desempenho escolar. Neste tempo desenvolveu depressão e abandonou a escola. Como se não bastasse este sofrimento, passou a ser responsável pelos cuidados da irmã pequena, já que seu padrasto não dava atenção à menina e sempre agredia a criança.
Com o tempo, Ella também passou a ser humilhada, espancada e estuprada pelo padrasto. Não suportando tamanho sofrimento, fugiu com a irmã para a casa de uma tia materna, Virgínia, que as abrigou. Após denunciá-lo, seu padrasto foi preso. Ocorreu que Ella e a tia passaram a se desentender e Ella passou a ser novamente humilhada e tratada como empregada. Sua tia a abandonou num colégio interno, de onde só poderia sair maior de idade. Ella sofreu muito por ter sido separada da irmã e prometeu um dia reencontrá-la. Após alguns meses conseguiu fugir e, sem ter para onde ir, tornou-se moradora de rua.
Vivendo nas ruas e pedindo esmolas, só conseguiu trabalhar como vigia de um bordel e de um cassino, atividades ilegais e filiadas à máfia. Ella era informante, caso aparecesse algum policial no local. Porém, após meses de investigações, a escolta policial conseguiu desarticular as quadrilhas do bordel e do cassino, prendendo-os por exploração da prostituição e de jogos de azar. Ella acabou presa como cúmplice e foi enviada a um reformatório para menores de idade, de onde, após alguns meses, conseguiu fugir, voltando a viver na rua.
Sempre criativa, passou a ganhar dinheiro dançando sapateado nas ruas, improvisando apresentações em diversos estabelecimento comerciais, passando a ganhar um pouco de dinheiro, deixando de dormir nas calçadas. Nesta época, com o pouco dinheiro que ganhava, começou a fazer aula de piano com uma professora do bairro, que a apoiava na realização de seu sonho artístico. Uma noite foi encontrada por policiais e, por ser menor em situação de rua, foi internada no Asilo de Órfãos de Cor em Riverdale, no Bronx, Nova York, onde ficou por dois anos.
Ella sempre sonhou em ser uma cantora e dançarina de sucesso. Gostava de ouvir as gravações de jazz de Louis Armstrong, Bing Crosby e Boswell Sisters. Idolatrava a cantora Connee Boswell, dizendo mais tarde: "Minha mãe trouxe para casa um de seus discos, e me apaixonei por ela....Tentei tanto soar exatamente como ela".



















