sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Perdoar é manifestação de cura interior


Se tem uma coisa boa no perdão, é que é uma atitude individual. Ninguém precisa saber que foi perdoada, a não ser que você queira (mas quase sempre é bom guardar consigo). É um ato de inteligência emocional, mudança de paradigmas e principalmente de amor próprio.

O que é perdoar alguém?

Você sabe o que significa o perdão? Perdoar é reconhecer que alguém errou contra você, contudo, optar em deixar o rancor de lado em relação a essa pessoa. O perdão é um ato de decisão no que se refere às questões internas que perturbam a paz de um indivíduo.

O que é Perdão:

Perdão é a ação humana de se livrar de uma culpa, uma ofensa, uma dívida e etc. O perdão é um processo mental que visa a eliminação de qualquer ressentimento, raiva, rancor ou outro sentimento negativo sobre determinada pessoa ou por si próprio.

O que é o perdão segundo a Bíblia?

“Perdoar é permitir que a pessoa se aproxime” (Efésios 2, 13). Perdoar é uma união de arrependimento e sacrifício. Só há perdão se uma das partes estiver de fato arrependida e a outra verdadeiramente disposta a sentir a compaixão.

O que fazer para perdoar uma pessoa?

Se você é capaz de perdoar a si mesmo e lidar com seus erros naturalmente, compreendendo que é um ser humano como qualquer outro, não precisa de tanto esforço para perdoar. Assim sendo, o mais importante é estar bem consigo mesmo antes de qualquer coisa. Porque não adianta perdoar da boca pra fora.

Quem não perdoa sofre?

Seja qual for a razão, perdoar não é só uma decisão, ou um gesto de amor, mas um ato que revela a preocupação com a saúde. Isso mesmo! Estudos comprovam que a falta de perdão pode desencadear em doenças emocionais e físicas como depressão, dores musculares, hipertensão e até câncer.

Por que o perdão liberta?

O perdão, mais do que a desculpa, é um ato profundo. Assim, o perdão é um movimento que parte da compreensão do que significa ser humano. Esse é o perdão que liberta. A humanidade que é conferida a nós, pessoas, vem junto com a responsabilidade de se zelar por si mesmo e pelo próximo.

Onde nasce o perdão?

A etimologia da palavra é perdonare que, no latim tardio, tem o significado de doar. “No fundo, ao fazer isso você doa seu direito de estar ressentido com quem fez a agressão”. Ou seja, abre mão de sentir-se vítima de algum ato ruim.

Quem perdoa tem que esquecer?

É não sofrer quando lembrar. Sempre que alguém faz algo que você não gosta ou te prejudicar, você tem algumas alternativas e a melhor delas é perdoar, claro.

Qual é o poder do perdão?

Perdoar é ser forte. É ter coragem para deixar de sentir pena de si mesmo ou mesmo odiar uma pessoa, para escolher um novo caminho. Perdoar é escolher a paz interior, mesmo que isso seja difícil no começo. Aquele momento aconteceu, não podemos fingir que não houve nada. Então, claramente, perdoar não é esquecer.

Qual é a importância do perdão?

Perdoar é muito importante porque nos livra da raiva, rancor, tristeza e outros sentimentos desagradáveis. Ao realizar o ato de perdoar, tem-se uma oportunidade de se libertar das amarras que trazem peso negativo para nossas vidas. É um símbolo de inteligência emocional e, em muitos momentos, de amadurecimento pessoal.

Qual a importância do perdão para Deus?

Perdoar os outros não é uma opção para os cristãos: é um mandamento. Em Mateus 6:12, Jesus ensina-nos a orar, “Perdoa as nossas ofensas, assim como perdoamos aos que nos têm ofendidos”. Ele tornou claro que a oferta de perdão de Deus é inseparável da nossa vontade de perdoar os outros.

O que é perdão e cura interior?

Perdão é a ação humana de se livrar de uma culpa, uma ofensa, uma dívida e etc. O perdão é um processo mental que visa a eliminação de qualquer ressentimento, raiva, rancor ou outro sentimento negativo sobre determinada pessoa ou por si próprio.

É isto aí!

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Cartas ao futuro




Planeta Terra, ano 2022, Sistema Solar, Via Láctea, Zona Sul


Meu prezado amigo


Não sei se em 2042 ainda conseguem abrir estas mensagens no sistema MS-DOS, ou se ainda existe o windows, por via das dúvidas estou enviando nos dois sistemas. Você, idoso guardião das minhas memórias e da minha alma, se ainda assim, apesar de todas impossibilidades ainda lê estas palavras, é sinal que sobrevivi ao pior cenário da história humana.

Segundo observações de especialistas -  maledictus peritos (em Latim), você deve estar em local ermo, estranho ao meus costumes, comendo do que a natureza produz, sem acesso ao conforto que por ora zelo por ele. Segundo profetas e projecionistas, deve estar um pouco mais ao sul, pois o nordeste virou um enorme cenário de gelo e neve, o sudeste virou um arquipélago e o sul foi anexado à Europa, na altura do Saara.

Baseado um sonho que tive, em 2040 começarão a serem reconectadas pontes entre nossos mundos, por isto datei para estar recebendo parte de suas memórias agora, em 2042, com margem de segurança de dois anos. Em anexo poderá abrir fotos de meus pais, meus irmãos, minha família com os seus filhos e uma foto de quem não citarei o nome, mas que com certeza ainda dói dentro de nós, agora  e para sempre.

Somos viajantes do tempo, sempre soube disto. Agora mesmo ao escrever esta carta para você que sou eu daqui a vinte anos, depois de todas as guerras, o choque do planeta com um astro errante, que desliza pelo espaço, consigo vê-lo pelos seus olhos que também são meus. Não está tão mal assim, confesso que esperava vê-lo pior - rs.  

Escrevo esta carta em português mesmo, por que sei que será um dos poucos a ler e entender o que está escrito, e sinta-se à vontade para ter o desejo de saber como estou, o que eu faço, como passei estes anos todos até chegar o debacle seguido das coisas que estavam escritas nos textos sagrados. Como vê, e eu sei que pode ver, era tudo verdade. 

Acredito que entramos na contagem regressiva até o dia Z, assim denominado por ser o ultimo dia desta era. Salvei e guardei um arquivo de livros da literatura universal para ler, e aos poucos estarei anexando às cartas, para não ficar muito pesada. 

Eis que por aqui encerro esta carta, muito emocionado por você estar lendo o que escrevi, sendo testemunha de um tempo onde a humanidade ficou louca, suspostamente por contágio viral , no sentido biológico, através um vetor tóxico à nossa espécie humana, cuja origem galáctica será sempre desconhecida.

É isto aí!


terça-feira, 11 de outubro de 2022

Guardei para você


Abacate no pé
tesourinha e sabiá
galo índio, tiê
canário da terra

sanhaços verdes, azuis,
maritacas, rolinhas
João de barro, pardais
bem-te-vis e guaxes

Graviola, goiaba.
limão caipira
jabuticaba, cebolinha
couve e taioba

então é isto
que guardei para você
e tem a lua, o por do sol
estrelas cigarras e vagalumes

tem petúnia, girassol
brinco da princesa
margaridinha, grama
terra molhada e orquídeas

tem cafuné no cabelo
tem carinho na face
tem abraço apertado
e beijo apaixonado.

É isto aí!


Autumn Leaves - music by Joseph Kosma, arranged Andrew Carter. Lyrics by Jaques Prevert and Johnny Mercer.

A seasonal Lockdown project by the Tapestry Chamber Choir led by Sandra Burne. The voice and video recordings were made by the choir, and mixed by Mark Harmer,  who also produced the video. Thanks to the choir-members - a totally home-grown production!


Tradução literal da letra pelo Real Departamento de Linguística do Reino da Pitangueira:

As folhas caindo
À deriva pela minha janela
As folhas do outono
vermelhas e douradas

Eu vejo seus lábios
Os beijos do verão
As mãos queimadas de sol
que eu costumava segurar

Desde que você foi embora
Os dias crescem longos
E em breve vou ouvir
A velha canção do inverno

Mas eu sinto sua falta acima de tudo, 
minha querida
Quando as folhas do outono 
começam a cair


Compositores: Jacques Prevert / Joseph Kosma
Letra de Autumn Leaves © Enoch And Cie, Morley Music Co Inc, Peter Maurice Music Co Ltd






segunda-feira, 10 de outubro de 2022

A verdade, a pós-verdade e as fake news

Alto lá
Este texto não é meu
Confesso que copiei e colei
Título Original: Verdade líquida
Autor do texto: Dr Kennedy Diógenes
Fonte do texto: Portal HD 


“Vivemos o fim do futuro”, segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, autor do conceito da modernidade líquida, referindo-se a uma nova época em que as relações humanas são frágeis, fugazes e maleáveis, como os líquidos.

Para Bauman, a virtualização da vida, ou seja, a tendência de se imitar, no mundo virtual, a vida real, e a perda das referências políticas, culturais e morais geraram uma sociedade mais acomodada e ignorante em relação ao futuro, ao contrário das sociedades anteriores, que agiram e viveram voltadas para ele.

Neste processo, não se perdeu somente o porvir, mas, também, a verdade, vítima da desconstrução da modernidade sólida (onde a busca pelo real era um compromisso sério), fazendo surgir a pós-verdade, termo utilizado para situações em que emoções e crenças se sobrepõem aos fatos reais na formação da opinião pública.

Quem não se lembra da célebre frase de Goebbels, ministro da propaganda nazista, quando dizia que “uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”?

Pois é. A sociedade líquida aprisionou a verdade e cavou um fosso de narrativas para justificar o injustificável, negar o que foi flagrado ou flagrar o que não existiu, sempre a serviço de determinado indivíduo ou grupo na manipulação dos demais.

Embora, hoje, todos os fatos possam ser checados, a pós-verdade prolifera com base em dois pilares: repetição da mentira, como Goebbels afirmava; e desqualificação do contrário, desestabilizando as referências acerca daquele tema.

Dessa forma, a pós-verdade ou fake news é rapidamente difundida, encontrando campo fértil na sociedade líquida, pois há sempre um público que reverbera e se identifica com qualquer tese, por mais absurda que seja. É a partir disso que Leandro Karnal definiu a pós-verdade como uma “seleção afetiva de identidade”.

Utilizando-se deste expediente, Donald Trump, nas eleições Americanas de 2016, difundiu várias fake news contra seus adversários, tal qual a ideia de que Barack Obama não era um americano nato, tendo sido, inclusive, objeto de estudo de Rafael Goldzweig, mestre em Políticas Públicas pela Hertie School of Governance, em Berlim, Alemanha.

Nesta pesquisa, Goldzweig concluiu que as fake news, principalmente aquelas que desconstroem reputações, interferem diretamente na vontade do eleitor, sendo uma das maiores causas de influência nas eleições Americanas, Francesas e Alemãs, além da escolha inglesa pelo Brexit, revelando que pós-verdade e democracia não combinam.

Ocorre que a pós-verdade não se restringe somente à política. A manipulação dos fatos encontra espaço nas relações privadas, atacando à honra e à dignidade das pessoas e de grupos inteiros até em questões mais cotidianas, como o fim de um relacionamento, a concorrência do bairro ou para desafiar a ciência.

Para os terraplanistas, por exemplo, o nosso planeta é um prato chato e com bordas. Não interessa se a Terra é redonda, apesar de fotos e filmes do espaço que revelam o seu formato oval, mas, sim, as crenças e ideologias que apoiam esta tese.

O mesmo ocorre com os negacionistas das vacinas, que levantam suspeitas infundadas acerca de sua eficácia, não importando o fato de que as mortes por covid-19 tenham despencado depois da vacinação em massa, comprovando que a ciência, mais uma vez, salvou a humanidade.

O que importa é comprarmos a conclusão pronta sem passarmos pela investigação dos fatos, como um self-service de notícias fantásticas. Em um piscar de olhos, a vítima se transforma em algoz; o algoz, em vítima, e a agressão, em defesa, conforme a “qualidade” da narrativa e sua repetição, disseminando-se em uma velocidade avassaladora.

Quando menos esperamos, o estrago já está feito: vontades viciadas, empresas fechadas, pessoas feridas e reputações mortas no charco da hipocrisia social… E o pior é que tudo isso ocorre com a nossa permissão silenciosa, com a nossa omissão na defesa da verdade.

É assim que a pós-verdade tem conduzido nossa sociedade atual, guiando-nos em bando, não como a lanterna de Diógenes, em busca da honestidade, mas como o canto da sereia, que atrai o homem para uma armadilha mortal.

Como nas fábulas de Hans Andersen, colocaram o rei para desfilar nu e nós vamos deixando muitos likes. O rei está nu, vivendo em uma sociedade líquida e repleta de pós-verdade. De fato, qual futuro teremos?

Papo de Esquina - as fake news avançam


O fato, se é que existe fato real nesta balbúrdia, é que os replicadores de Fake news, que são aquelas mentiras diabólicas e desqualificadas, sempre repaginadas, podem estar envolvidos em pelo menos três bolhas do espectro social:

01 - São mal informados 

02 - São mal intencionados 

03 - São bem remunerados  


Sem nenhum outro critério que não seja o empírico, aparentemente e/ou supostamente, pessoas anônimas e desconhecidas, de origem não sabida e interesses não revelados, sugerem que as bolhas estejam distribuídas assim:

01 - Mal informados - 90,00%

02 - Mal intencionados - 9,99%

03 - Bem remunerados - 0,01%

De onde pode-se talvez, sem discriminar, incriminar ou acusar, provavelmente afirmar que segundo estes dados projetados a partir de fontes anônimas e desconhecidas, as Fake News são um negócio como qualquer outro, obedecendo a lei da oferta e da procura, pois como já dizia minha avó, e se não o disse, deveria tê-lo feito - Todo dia sai na rua, nas redes sociais, avenidas, parques, reuniões de condomínio, fila ônibus, fila bandejão, etc., um otário e um esperto. Se eles se encontram, sai negócio.

É isto aí!




sábado, 8 de outubro de 2022

Nosso caso de amor


" An Affair to Remember (Our Love Affair) " que foi indicado ao Oscar de Melhor Canção Original em 1957   é uma canção romântica composta por Harry Warren para o filme "Tarde demais para esquecer"  (An Affair to Remember) . As letras são de Leo McCarey e Harold Adamson . 
Fonte da imagem: Photo Galery 1957

Aqui abaixo, uma tradução livre da letra feita pelo Centro Real de Linguística do Reino da Pitangueira: 

Nosso caso de amor

Nosso caso de amor 
é uma coisa maravilhosa
Que nos regozijaremos 
em lembrar

Nosso amor nasceu 
com nosso primeiro abraço
E uma página foi arrancada 
do tempo e do espaço

Nosso caso de amor, 
que seja sempre
Uma chama para queimar 
pela eternidade

Então, pegue minha mão 
com uma oração fervorosa
Para que possamos viver 
e compartilhar
Um caso de amor para recordar


" An Affair to Remember (Our Love Affair) "

Our love affair is a wondrous thing
That we'll rejoice in remembering
Our love was born with our first embrace
And a page was torn out of time and space

Our love affair, may it always be
A flame to burn through eternity
So, take my hand with a fervent prayer
That we may live and we may share
A love affair to remember

Our love affair is a wondrous thing
That we'll rejoice in remembering
Our love was born with our first embrace
And a page was torn out of time and space

Our love affair, may it always be
A flame to burn through eternity
So, take my hand with a fervent prayer
That we may live and we may share

Fonte: LyricFind
Compositores: Harold Adamson / Harry Warren / Leo McCarey
Letra de An Affair to Remember (Our Love Affair) © Warner Chappell Music, Inc

Fonte Youtube Unclaimed







sexta-feira, 7 de outubro de 2022

O balanço, a amante e a ansiedade


 Ainda fechava o balanço da empresa quando ela telefonou - estou grávida - e imediatamente desligou o celular. Balançou a cabeça e recomeçou o trabalho que era um grande desafio para a empresa em expansão, enfrentando a tensa necessidade de se decidir em que e como alocar seus recursos. Várias das iniciativas e ideias de investimento iam surgindo e desaparecendo, disputando espaços alternativos no orçamento, limitante e complexo. Desta forma, precisa trabalhar em prol de decidir em qual desses projetos os recursos seriam direcionados para que sua empresa continuasse crescendo.

Pensava nos riscos e ela ligou novamente - está surdo? está ignorando? estou grávida. - e como da vez anterior desligou imediatamente. Levou alguns minutos até passar a crise de ansiedade que sempre simulava um infarto ao sentir dores na região do tórax, irradiada para o braço esquerdo. Ainda trêmulo, voltou aos números contábeis. 

Refletiu consigo, em voz baixa e tensa - eu sei que investimento enfrenta riscos, isso de fato é uma das verdades que mais do que se mostrou incontestável no mercado. Não há maneira de se eliminar totalmente esses riscos, mas eles são gerenciáveis. O lado bom é que há sempre a possibilidade de acompanha-los, podendo-se prever e evitar muitos deles antes que possam de fato se tornar um problema. 

Enquanto riscava um papel branco com lápis HB afinado no estilete, arguia a si mesmo: Como saber se vale a pena seguir com um projeto sem para isso contar com o conceito de tentativa e erro? Há alguma forma de fazê-lo sem colocar recursos e tempo em risco?. Ela liga novamente - merda, merda, merda, fala alguma coisa, estou grávida, está comigo ou está fora?, fala qualquer coisa, murmura, briga, fala comigo - desligou imediatamente. 

A crise de ansiedade retornou mais forte, sentiu o pescoço fechar as vias respiratórias, as dores torácicas aumentarem, bem como a irradiação para o braço esquerdo. Era o infarto tão ensaiado com aviso prévio. Enquanto era socorrido pela secretária, ela liga aos berros - Agenor Gonçalo de Magalhães, pelo amor de Deus, faça ou fale alguma coisa, estou indo para a porta da sua casa fazer um escândalo - ele sorriu, não era o Agenor. Agenor era um ex-amigo. concorrente desleal e poderoso. Morreu sorrindo.

É isto aí!



Sonhos de um pescador


Sentou-se à beira do rio 
e passou todas as horas 
pescando memórias
e histórias sobre ela, 

Recostou a cabeça 
fechou os olhos e dormiu. 
Acordou num sonho, 
nunca mais voltou.

É isto aí

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

How Deep Is Your Love (Bee Gees) - Yenne Lee - classical guitar (fingers...


Fonte Youtube:  Yenne Lee 

How Deep Is Your Love (Bee Gees) - Yenne Lee - classical guitar (fingerstyle) cover 
- 클래식기타 이예은

"How Deep Is Your Love?" é uma canção escrita por Barry, Robin e Maurice Gibb dos Bee Gees e lançada como single no ano de 1977.

Foi originalmente escrita para compor a trilha sonora do filme Saturday Night Fever, estando presente no álbum oficial do filme, tendo se tornado um grande sucesso dos anos 1970. Foi ainda a música com mais adaptações de todos os tempos, com mais de 400 regravações.

A canção está na posição de número 366 da lista da revista Rolling Stone das 500 Grandes Canções de Todos os Tempos.

É também uma das mais amadas trilhas sonoras do cinema, fazendo dela um dos maiores hits da historia, ganhando o Grammy por melhor música cantada por um grupo. A letra é uma declaração do amor à mulher amada, mas ao mesmo tempo um pedido para que ela esclareça seus sentimentos para acabar com as angústias do suplicante.

I know your eyes in the morning Sun
I feel you touch me in the pouring rain
And the moment that you wander far from me
I wanna feel you in my arms again

And you come to me on a summer breeze
Keep me warm in your love, then you softly leave
And it's me you need to show

How deep is your love
How deep is your love, how deep is your love?
I really mean to learn
'Cause we're living in a world of fools
Breaking us down
When they all should let us be
We belong to you and me

I believe in you
You know the door to my very soul
You're the light in my deepest, darkest hour
You're my saviour when I fall

And you may not think that I care for you
When you know down inside that I really do
And it's me you need to show

How deep is your love
How deep is your love, how deep is your love?
I really mean to learn
'Cause we're living in a world of fools
Breaking us down
When they all should let us be
We belong to you and me

Da da da da da
Da da da da, da da da da da
Da da da da da da da da da
Da da da da da

And you come to me on a summer breeze
Keep me warm in your love and then you softly leave
And it's me you need to show

How deep is your love
How deep is your love, how deep is your love?
I really mean to learn
'Cause we're living in a world of fools
Breaking us down
When they all should let us be
We belong to you and me

Da da da da da

How deep is your love, how deep is your love?
I really mean to learn
'Cause we're living in a world of fools
Breaking us down
When they all should let us be
We belong to you and me

Da da da da da

How deep is your love, how deep is your love?
I really mean to learn
'Cause we're living in a world of fools
Breaking us down
When they all should let us be


sábado, 1 de outubro de 2022

Papo de Esquina - a incrível eleição do Clube Literário



- Jorge Cafonete, o mediador:

Senhoras e senhores, hoje vamos fazer esta rodada de perguntas e respostas para a reeleição do presidente do Grêmio Literário Metropolitano, ouvindo o eterno líder das massas literatas, o grande e incomparável Matinhos da Horta. Saibam que sua excelência reservou seu precioso tempo para este exercício de democracia com a imprensa livre de Pindorama. Poderão fazer uma pergunta e a réplica depende de quatro fatores já entregues aos senhores na recepção do palácio principal do Clube Literário.

Pelo sorteio democrático das bolinhas de sopro, a primeira pergunta será da imprensada Rita Lins. Por favor senhora, dirija-se ao microfone no meio do corredor central.

- Rita Rins do Jornal do Filtro:

Candidato, Rita Rins do Jornal do Filtro: Como sabe, as questões em forma de acusações graves levantadas pelos seus oponentes no decorrer do processo eleitoral ainda não foram respondidas. O que o senhor tem a dizer quanto a isto?

- Jorge Cafonete: 

Com a palavra, sua excelência, o candidato

- Sua excelência, o candidato: 

Querido Jorginho, que perguntinha capciosa, hem?!?

Mas vamos respeitar a moça. Está claro que foi envenenada pelos morangos, melancias, cerejas, framboesas, amoras, tomates, caqui e outras coisas da mesma natureza. 

Veja bem, Jorginho, como todos estão cansados de saber, todas estas questões são devidamente ponderadas e avaliadas pela diretoria do Clube Literário porque levantam dúvidas sobre o processo condicionante onde percebemos que se a constante divulgação das informações deturbadas pelas mídias doentes desafia a capacidade de equalização das posturas dos órgãos dirigentes com relação às suas atribuições, teremos mais na frente questionamentos inóspitos, utilizados apenas para atingir a honra, os livros e a família. 

- Rita Rins do Jornal do Filtro:

Mas, senhor candidato, sua excelência não respondeu.

- Jorge Cafonete: 

Sinto muito, senhora, sua pergunta já foi respondida. O próximo, vejamos, ah, sim! João Gambá do Tarde da Gamboa

- João Gambá do Tarde da Gamboa:

Sua excelência, aqui é João Gambá do Tarde da Gamboa, a seu dispor para tirar ou por, querido ... fui. Em referencia ao que já foi exaustivamente respondido pelo senhor em outras ocasiões, agora, aqui, neste momento de grande ternura, candura e amor só para nosso leitores, da forma clara e transparente que lhe é ímpar, como o senhor vê o eleitor deste Clube Literário reagindo à sua postura não convencional?

Sua excelência, o candidato: 

Excelente pergunta, Gambá, excelente pergunta. Saiba que a nível organizacional, a mobilidade dos livros faz parte de um processo de gerenciamento dos conhecimentos estratégicos para atingir a excelência e do mesmo modo, a determinação clara de objetivos promove a alavancagem das regras de conduta normativas.

João Gambá do Tarde da Gamboa:

Uau! Excelente, candidato, o senhor é verdadeiramente nosso líder.

Jorge Cafonete: 

Senhor João Gambá, o senhor tem direito a réplica contemplativa.

Rita Rins do Jornal do Filtro:

Réplica contemplativa? Mas o sujeito diz nada com nada e este puxa-saco ainda elogia e ganha réplica?

Jorge Cafonete: 

Segurança, desligue o microfone da senhora Rita Rins. Pelo visto sua maledicência comunista atacou suas vísceras. E saiba que segundo normas internas do Palácio, se fizer quaisquer outras manifestações, por menor que sejam, será levada para averiguação de caráter e ética.

Sua excelência, o candidato: 

Deixa, Jorginho, ela teve uma má influência destes malucos desmiolados. Eu a perdoo.

Rita Rins do Jornal do Filtro:

Perdoe as merdas da sua laia, seu bosta. E chamar a pessoa de Jorginho? Que intimidade é esta?

Jorge Cafonete: 

Segurança, recolha a madame para a sala VIP, acho que ela vai gostar do tratamento.

Sua excelência, o candidato: 

Para, Jorginho, eu a perdoo, afinal, acima de tudo, é fundamental ressaltar que a valorização de fatores subjetivos possibilita uma melhor visão global dos relacionamentos verticais entre as hierarquias. E como ela está no menor nível, acho que por si só está anulada, apesar de ser bem bonitinha, embora de linguajar ordinário. E que coxas, hem Jorginho? Que coxas!

Rita Rins do Jornal do Filtro:

Vai ser no pau, seu tarado. Vai ser no pau, Matinhos. Me larga, vou bater neste pulha, me solta ...

É isto aí!


sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Pindorama e seus homens de bem.


E Pindorama vai às urnas. Enquanto isto, em locais finos, elegantes e perfumados, pessoas da massa cheirosa e do(s) bem(ns) alertam para o perigo dos homens maus, e em algumas ocasiões fazendo uso das profecias utilizadas por todos os seguimentos, crédulos ou não delas. Esta é a parte gozosa das profecias ofertadas aos humanos - não têm data de validade nem limitação de endereço. 

Assisti recentemente a um líder religioso julgando e condenando pessoas públicas , com dupla finalidade - esconder suas preferências de ira eleitoral e fazer-se um pouco deusinho de periferia, com poder de julgar, subjugar e condenar este ou aquele, absolvendo seus pares. 

Lembrei do Friedrich Nietzsche na obra A Genealogia da Moral . Em determinado momento ele explicita:

"Julgar e condenar moralmente é a vingança preferida das almas limitadas sobre aquelas que são menos que elas, uma espécie de indenização por tudo aquilo que obtiveram de menos da natureza, eis uma ocasião para mostrar espírito e tornar-se refinado — a malícia espiritualiza o homem. 

No fundo de seus corações gostariam que existisse uma medida, diante da qual também os homens ricos e privilegiados sejam seus iguais." 

NIETZSCHE, F. Genealogia da Moral. Trad: Paulo César de Souza. São Paulo: Cia das Letras, 2008 ; 

É isto aí!

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Noa Peled - Pressentimento - תחושת בטן



To buy the CD click: http://www.noa-peled.com

Filming & editing: Tzofit Damari.
Composers: Elton Medeiros & Hermínio Bello De Carvalho.
Voice & translation to hebrew: Noa Peled.
Violão 7 cordas: Gian Correa.
Cavaquinho: Henrique Araújo.
Tamborim, Pandeiro, Surdo, Ganzá, Cuíca, Repique de mão, Reco-reco de mola: Luiz Guello.
Special guests - chorus & joy: The LightKids, Tel Aviv. 
Recording & mixing: Estudio 185 Sao Paulo.
Kids recording: Daniel Ring.
Dancers: Aviv, Roy, Oren, Michal X 2, Noa X 2, Yaron, Itay, Alon, Maya, Efrat, Zahara, Galia, Noga.
LightKids: Maor, Yael, Daria, Romi, Tair, Nadav, Eitan, Guri, Talia.
Production assistants: Aviv, Gilad.
A track from the album "20​:​13", released on 25 September 2013.
Filmed near Jerusalem, Tel Aviv & Heifa, Israel.

A prophetic optimistic song that closes the album "20:13", which we have recorded in São Paulo. Afterwards in Tel Aviv we have taught the "LightKids" whom Noa works with, to sing the "La-la-ya" like in Brasil. The time has come to be happy!

שיר נבואה קוסמי עליז לסיום האלבום, שהקלטנו בסאו פאולו. אח"כ בבית בתל אביב לימדנו את "ילדי האור" שאיתם נועה עובדת, לשיר "לה-לה-יה" כמו בברזיל.
הגיע הזמן לשמוח!

Uma música profética e otimista para finalizar o álbum "20:13", que nos gravamos em São Paulo. Mais tarde em Tel Aviv, ensinamos as "Crianças da luz" com quem a Noa trabalha cantarolar o "La-la-ya" como no Brasil. Chegou a hora de se ter felicidade!

לב שלי קודח
מיהו שיבין את סודותיך
מיהו שיבוא בשעריך
ובאש אהבתך יכלה

מי אלי יגיע
כל העת אני שואלת
ועונה לי רק השקט
הפולח את הלילה

בוא אהוב שלי
כבר פתחתי את הדלת
כי שמעתי צעדיך
מבקשים את מעוני

הנה עולה האור
הגנים פורחים בצבע
והכל כבר מבשר לי
שהאושר מחכה לי
והגיע זמן לשמוח


Ai, ardido peito
Quem irá entender o seu segredo
Quem irá pousar em teu destino
E depois morrer de teu amor

Ai, mas quem virá
Me pergunto a toda hora
E a resposta é o silêncio
Que atravessa a madrugada

Vem meu novo amor
Vou deixar a casa aberta
Já escuto os teus passos
Procurando o meu abrigo

Vem que o sol raiou
Os jardins estão florindo
Tudo faz pressentimento
Que este é o tempo ansiado
De se ter felicidade

*

To buy the 20:13 album:


FB : Noa Peled Music

Contact for shows: 

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Classificados Líquidos

Diário da Pitangueira

Classificados de Classe


Vende-se milagres para dívidas e encostos. Tratar com Jamelão da Caixeta, Rua Maricota, 547, Vila Sete.

Vende-se felicidade. Novas, seminovas e virgens. Dispenso curiosos . Tratar com Filó da Ladeira, Avenida Franz, 232, Gambá Velho.

Vende-se ovos galados de Dinocephalosaurus, oriundos de um grupo de antigos répteis chamado de archosauromorpha domesticados e úteis nos afazeres do campo. Favor trazer chocadeira com temperatura de 42°. Tratar com Johnson Magaiver Rick Cristal, na Alameda das Botas, 564, Sarna Ardente,

Vende-se suspiros de amor em excelente estado de conservação. Conquiste sua amada ou seu amado em apenas três sessões. Estoque baixo, favor não insistir para escolher. Não aceito troca nem dou desconto, Tratar com Amelinha Melosa, no Beco das Salamandras, 386, Bairro do Despacho.

Vende-se ou troca-se por uma Kombi em bom estado de conservação, um pé de manga com mais de vinte anos de produção, em excelente estado. O comprador terá direito à produção anual do pé, no local e no estado em que se encontra. Não assumimos frete, não fazemos colheita, não nos responsabilizamos por intempéries e furtos, e alimentação das aves. Tratar com Carlinhos Xuxu, Beco do Linguiça, A4, Bairro da Baronesa.

Troco um celta 2003 por duas cabritas, doze galinhas poedeiras, duas vacas prenhas e um vaso de flor. A pessoa a negociar deverá ser do sexo masculino, carinhoso, bem afeiçoado, educado, solteiro e ter entre 50 e 60 anos, com disponibilidade para compromisso sério.

É isto aí!






 

 


quinta-feira, 22 de setembro de 2022

O ET da madrugada



Neguinho, acorda..., Neguinho ... acorda ..., acorda merda desgraça praga

Ahn?! Humm!? Que foi neguinha?

(sussurrando) Tem um ser alienígena dentro do quarto.

O que? Para de sussurrar e fala direito.

Tem um ET aqui debaixo da nossa cama.

Dorme que ele vai embora. Logo é manhã e tudo se resolve.

É sempre assim. Você nunca acredita em mim. Insensível.

Vera Windsor, para com isto. Não tem nada a ver uma coisa com outra coisa.

Aí, me chamando pelo nome. Você é horroroso. Por que você é tão mau comigo?

Que isto, eu amo você. Está tudo bem, mas vamos dormir que ele vai embora.

Uma hora depois: Neguinho, acorda, já chamei a polícia, o corpo de bombeiros e a guarda municipal

Você o quê?

(sirenes, luzes vermelhas, azuis e brancas, vozes e tumulto na rua)

Você ficou louca? Está doida? Está surtada? Está maluca? 

(sussurrando) Fala baixo, ele está aqui bem embaixo da cama.

O que? Para de sussurrar e fala direito.

(gritando) A merda da porra do caralho do ET está aqui, em pé, bem atrás de você. Não faça movimentos bruscos, se vire lentamente e verá o que estou dizendo.

E agora está gritando.

(batidas fortes na porta Pam Pam, Pam) Polícia, abre a porta, o que está acontecendo? Abram ou vamos arrombar.

O marido vai até a sala, acende a luz, abre a porta. Vê a rua tomada de curiosos, vizinhos e policiais e bombeiros e guarda municipal e ambulância, num grande exercício de garantia da segurança e do interesse à vida alheia pela população.

Boa noite, desculpe o incômodo, mas recebemos uma chamada de que vocês estavam sendo invadidos. Podemos entrar para averiguarmos? Tem mais alguém em casa?

Podem entrar e sim, minha esposa está no quarto. Nisto ouve-se um grito agudíssimo vindo do aposento, seguido de um barulho de impacto. Correram todos para acudir a mulher.

No quarto, em pé sobre a cama, a esposa apontava pálida, em pânico, para uma terrível, insensível e tenebrosa barata no chão, acuada e emparedada pela violência de um chinelo.

É isto aí!






segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Fechado por preguiça




Bateu preguiça, sei lá, 
algo tipo assim uma, 
humm, vejamos um termo bom 
para definir a preguiça, 
esta coisa de ficar estático 
parado, encostado, aquietado

Bateu preguiça 
este sentimento de falta de vontade 
ausência de motivação 
e desejo perpétuo
de nunca mais realizar 
(com vontade) tarefas e atividades.

É isto aí!



quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Papo de Esquina - Caiu na real


 - E a Beth, hem! Que coisa.

- Saiu sem despedidas e deixou o Carlinhos no comando.

- E o Carlinhos, hem!!!! Que coisinha ...

É isto aí!


segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Papo de Esquina - Uma bicicleta no céu


- Rapaz, sabe de quem eu lembre hoje? Do Geraldinho Caolho.

- Conheci bem. Contam que depois da mulher fugir com o Zé Gaiteiro, ficou quase um ano dentro de casa, até que um dia decidiu mudar o rumo da sua história e fez as preces conhecidas e decoradas, diante da imagem de uma santinha miúda, descorada, de sua grande devoção e predileção, que recebera como herança da avó materna.

- Lembro que como não sabia mais do que as duas rezas, dava-se por satisfeito e selava tudo num sinal da cruz invertido, da direita para a esquerda, segundo aprendera com o avô paterno, um cristão ortodoxo.

- Dona Aparecidinha da Venda, uma viúva que vigiava e agarrava o Geraldinho mais que tango argentino, revelou que naquele domingo o homem vestiu a melhor roupa, exclusiva para ocasiões especiais. Passou gel no cabelo, abusou do desodorante perfumado, calçou o melhor sapato com uma meia nova. Fez o café do jeito que gostava, forte, seco, sem açúcar. Sentou na cadeira da ponta anversa à imagem da cruz colocada por sobre a cristaleira centenária, herdada da família. 

- Ela disse para mim que ele comeu solenemente um pão brioche com manteiga e mussarela compradas na Venda ainda de manhãzinha. Degustou cada gole da bebida quente e forte. Sentia o coração apertar, mas a hora chegara. Era agora ou nunca, repetia dezenas de vezes para auto-afirmar o comando mental. Era agora ou nunca ... era agora ou nunca ...

- Chica das Dores, outra cheia de graça e assanhamento pelo Geraldinho, comentou que por coincidência, enquanto por acaso passava em frente da casa, resolveu dar uma espiadinha pela fresta da janela, e viu que ele levantou-se da cadeira com ares de quem não se preocupava com mais nada.  Retornou aos cômodos, verificou se as janelas e a porta dos fundos estavam trancadas. Verificou o gás; colocou os dois gatos para fora, passou pela sala, pegou seu chapéu estilo Fedora, clássico, com aba larga, trancou a porta que dava para um alpendre florido. Deu a volta, foi no quintal e soltou quinze passarinhos presos num viveiro, além do cachorro que o acompanhara por pelo menos dez anos. Olharam-se com ternura e tristeza.

- Terezinha da Sossó, a graciosa e fogosa vizinha do lado, que devorava de todas as formas o moço sempre com esperança de casar, viu quando ele pegou sua bicicleta sueca Raybar, de quadro duplo e aro 28, intacta tal qual o pai descrevera quando a comprou em 1958, levou-a até o portão, abriu o cadeado, saiu com seu veículo, trancou o portão, olhou para os gatos assustados, para o cachorro correndo pelas ruas descalças, para a dúzia de vasos pendurados no alpendre, para as bananeiras e laranjeiras entre o abacateiro e a graviola. Daí suspirou fundo. Alguém passou e deu bom dia; sem se virar respondeu pausadamente com um bom dia fraco e discreto.

Subiu na bicicleta e sem olhar para trás partiu ao infinito que acreditava existir atrás das montanhas que cercavam o vale. Nunca mais foi visto. Quanto à casa, três meses depois da sua partida, Zé Gaiteiro parou o caminhão de leite na porta e despejou a mulher, devolvendo para quem de direito. Para surpresa dela, ninguém morava mais ali, e assim descobriu que voltou para o que definitivamente acabou..   

As prosas sobre Geraldinho Caolho foram se esvaindo até inexistir alguma história nova. Seu nome virou lenda e dizem que de certa forma achou um jeito de entrar com a bicicleta no céu. De quebra deixou três viúvas de nariz torcido para a ex-esposa reaparecida e devolvida, para contarem as qualidades do Geraldinho, mas aí já é outra história. 

É isto aí!

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Paulinho Moska "Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor" (Lô Borges/Marcio Borges)






Fonte Youtube¹: Paulinho Moska (Mar Azul)
Fonte Youtube²: Paulinho Moska / Lô Borges (Zoombido)

Esta versão (Mar Azul)¹ de “Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor” (Lô Borges/Marcio Borges), arranjada e executada por Moska, é a faixa 10 de “Mar Azul”, tributo produzido por Fernando Neumayer e Luís Martino, com músicas dos mineiros do Clube da Esquina. (link para os outros vídeos abaixo)

As versões 2 (Zoombido) e 3 (Pardelion Music) também são imperdíveis.

Também disponível em versão digital “Mar Azul – Sons de Minas Gerais Vol. 1” (Slap):


Mar Azul é uma produção tocavideos
Direção: Fernando Neumayer e Luís Martino
Direção de fotografia: Thiago Britto
Gravação e mixagem de som: Bruno Giorgi e Elísio Freitas
Câmeras: Fernando Neumayer, Luís Martino, Thiago Britto, Raul Stefano e Bruno Giorgi
Idealizado e produzido por Fernando Neumayer e Luís Martino
Coproduzido por Bruno Giorgi e João Vitor
Direção artística: Fernando Neumayer
Gravado no Bituca Estudio, Rio de Janeiro, em novembro de 2013
Apoio: slap, Casa Black Bullet, Deu Zebra, Godofredo Rio, Denis Borges Barbosa Advogados 
Assessoria jurídica: Allan Rocha de Souza

Agradecimentos especiais: Nascimento Música, Milton Nascimento, Paulo Monte e equipe Som Livre, Allan Rocha de Souza, Denis Borges Barbosa Advogados, Naná Karabachian, Selo Casulo e Paula Catunda.

CURTA //


História da Música Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor

Composta pelos Irmãos Márcio Borges e Lô Borges, e gravada por Lô em 2003, Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor é uma das canções mais bonitas da dupla, que emplaca grandes sucessos desde o surgimento do Clube da Esquina.

Apesar de ter sido cantada por Lô e gravada no disco Um Dia e Meio, de 2003, a canção ganharia o Brasil na voz única de Milton Nascimento, quando a lançou um ano antes, no álbum Pietá, de 2002, fazendo com que se tornasse uma das músicas mais queridas de sua carreira, antes mesmo de ser cantada na voz do seu compositor.

Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo à frente do sol
Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira

Pensei em tudo que é possível falar
Que sirva apenas para nós dois
Sinais de bem, desejos vitais
Pequenos fragmentos de luz

Falar da cor dos temporais
De céu azul, das flores de abril
Pensar além do bem e do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu

O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer

Pensei no tempo e era tempo demais
Você olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça

Eu simplesmente não consigo parar
Lá fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar

Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você

O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer

Eu simplesmente não consigo parar
Lá fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar

Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você

O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer
Estrada de fazer o sonho acontecer


Explicando o inexplicável

- Dia destes, navegando pela rodovia no meu bólido indefectível, incontestável, infalível, sólido, fiel e possante Uno Mille 93 modelo 94, com teto solar e farol de milha, eu avistei ...

- Já que você tocou no assunto, sem querer interromper interrompendo, por que ter um farol de milha em Pindorama, se por aqui contam-se as coisas aos metros?

- Não sei se você sabe, mas a vida quis assim - em Pindorama em se plantando, tudo se exporta, pois o importante é o que se importa e não o ... bem, já entendeu.

- Entendi mais ou menos.

- Bem, depois explico. Aí, rapaz, na hora que pedi a conta ela entrou no restaurante. Parecia uma estrela lindíssima a brilhar no céu dos meus olhos. 

- Rapaz, que papo é este. Você estava na estrada como seu combalido Uno, e de onde surgiu esta mulher?

- Que mulher, rapaz? Que mulher? Esta mulher não existe, entendeu? Ela não existe. O que vi naquele tempo/espaço é que temos que ter sempre em mente que o fenômeno da Interplanetariedade extraordinária nos obriga à análise das regras de percepção normativas.

- Para com isto! Está fumando erva estragada? Bebendo destilado paraguaio? Você estava no Uno, viu uma estrela em forma de mulher e surtou? Foi isto?

- Mas que obsessão por esta mulher, hem! Salvo engano foi Lacan quem disse, logo depois do ocorrido no Paraíso, naquela coisa de comeu maçã e deu bode, numa entrevista para a descolada filha de Noé, que fazia as vezes de jornalista historiadora universal, que o desejo inconsciente se acompanha então de inconvenientes não negligenciáveis de que a Mulher não existe. É claro que ela existe, mas tem variáveis, entende?

- Entendi. Vocês não estão se falando mais.

- Ufa, que bom que você entende minha dor.

É isto aí!