quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024
Discutindo relação
terça-feira, 13 de fevereiro de 2024
Cartas avulsas I
Reino da Pitangueira
A absurda felicidade
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024
Os amores complicados
domingo, 11 de fevereiro de 2024
Nunca brigue com seu amor
Estava com raiva dela, bloqueei celular, redes sociais e o escambau - não queria perdoá-la até aquele noite. - Era início da madrugada, noite linda, sem lua e sem nuvens. Tive a vontade de ir ao quintal, nos fundos da casa, observar não sabia ainda bem o que. Céu limpo e clima frio neste alto da serra. Ouvi sua voz melodiosa dizer - olhe para a esquerda. Virei o rosto e vi três objetos não identificados cruzando o céu em alta velocidade, sem barulho, deixando cada um deles, um rastro de cor desconhecida, de tal maneira que não saberia identificá-las.
Fui deitar meio preocupado e não consegui dormir, pelo menos acho que não. Aí ela me chamou pelo nome, abri os olhos e agora a via, era meu amor estava linda. Deu-me a mão e disse: vem. Como é linda o meu amor. Ao tocar na sua mão, ocorreu um flash, um clarão, num movimento de cores fantástico.
Ela me beijou, fechamos os olhos e ao abrirmos, estávamos em York, a principal cidade do Norte da Inglaterra. Estava sob cerrado ataque na manhã do gelado 1° de novembro de 866, seguindo a estratégia padrão dos vikings descendentes do lendário viking Ragnar Lodbrok de invadir, destruir e liquidar as vidas.
Antes de presenciar o inevitável, ela apertou minha mão, levou-me a uma vila medieval no leste europeu. Eu sabia que era no leste europeu atual, mas era numa época que não existia esta definição. A Vila estava sendo atacada e dizimada por Gengis Khan.
Nos abraçamos e quando abri os olhos estávamos na floresta de Ardennes, na Bélgica, próximos da Linha Maginot, exatamente no dia que o alemães invadiram a Bélgica. Olhei para ela em total desespero. Abraçou-me novamente e pediu para fecharmos os olhos. Tivemos uma crise de choro.
Enquanto chorava, senti novamente a sensação de deslocamento temporal tocar-me. Ao abrir os olhos éramos prisioneiros dos xavantes no interior do Mato Grosso, na metade do século XVI, e nesta ocasião, lembro bem, vivenciamos a experiência real e ao vivo das noites tapuias.
Nunca mais brigo com ela. Vou comprar um monte de rosas vermelhas e vamos ver como e' que fica isso.
É isto aí!
Resposta ao Tempo (Aldir Blanc e Cristovão Bastos)
sábado, 10 de fevereiro de 2024
Açodamento da saudade
Quantas coisas
vidas passando;
ora agonizantes,
ora frenéticas.
Será que o fácil
é fácil para todos?
Será que o difícil
é difícil para outros?
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024
Cartas de Amor LXXXII
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024
Pelo sim, pelo não
Matutando no mato
Pitando um rolo do bom, de frente para o pomar de pitangas, jabuticabas, manga e graviola, Zé filosofava a carreira de eventos ao longo da vida. São nestes momentos de contemplação do nada é que nada que presta sai, matutava, mas o importante mesmo é aflorar as coisas, daí vai se endireitando ali, desentortando acolá até chegar na linha do pensamento. Assim, chegava às suas conclusões dada à vasta experiência no fumo de cultivo ancestral:
- No fundo, bem lá no fundo, deve haver conserto para tudo, até mesmo para pneu de velocípede.
- Não concordo com ela nem discordo comigo, muito antes pelo contrário sou solidário aos reclames da minha natureza, que contempla a dissonância dela.
- Uma coisa é o que é, exatamente uma coisa. Outra coisa é outra coisa, desde que nãos seja a mesma coisa. Deve ser por isto que está tudo muito coisado neste mundo.
- Quando chegar a hora e bater a preguiça, brada que aquele agora, mais do que nunca, é a hora certa. E se estiver errado, vai dar certo, afinal preguiça é movimento intestinal puro.
- O importante é o que importa, é o que vende, é o que distribui e principalmente o que tira dinheiro do seu bolso sem você querer a compra. Se eu vou na venda, eu compro só o necessário, se eu sou da venda, eu vendo o mais desnecessário, por que é nele onde está o lucro, e vida que segue. Todo dia sai um bobo de casa e encontra um esperto na venda, daí pode sair negócio bom só para uma parte.
- É muito melhor ficar vermelho, virar onça e soltar os cachorros e as raivas logo, sendo sim o sim e não o não, do que viver feito porco, de focinho no chão, cor de rosa, com sorrido amarelo besta na cara.
- Se a Terra fosse plana, seria um dos planetas mais exóticos e desconhecidos do mundo. Imagina só um terreirão circular, com princípio e fim, com sol estagnado e uma gravura de lua besta no parador, sem luar, sem violão, sem estrelas, sem cometas sem nada. Prá quem que os cachorros iam uivar?
- Segundo lei trans-sideral, aprovada pelo diretor da congresso inter-galáctico e promulgada no parlamento da terra plana de Órion, cada um no seu quadrado, por isto - ado ado ado, cada um no seu quadrado por que "tudo junto" é separado e "separado" é tudo junto, donde se conclui que para-raios não param raios.
- Um é pouco, dois é primo e três é ímpar. Desconfie sempre dos primos...
- Há males que simplesmente vêm para o bem dos outros, porque pimenta que arde lá é refresco em pessoas malvadas.
- Briguei comigo mesmo, divorciei de mim, mas deu que lá si onde eu me ia, eu si me encontrava com eu mesmo, com aquele mesmíssimo sorrisinho retardado, com aquela carinha sonsa e olhar lerdo. Dava uma raiva danada d'eu comigo mesmo. Como pode o outro eu ser tão besta assim?
Zéééééé, para de sonhar, homi e vai roçar o terreiro...
Eita mulher ruim, tem raiva d'eu pensar coisas que ela não entende ...
É isto aí!
fonte da imagem: aprovincia.com.br
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terça-feira, 6 de fevereiro de 2024
O analista da Pitangueira - Sonhar o sonho impossível
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024
Senta que lá vem história sobre Rosa, de Pixinguinha e Octávio de Souza.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024
Sobre dismorfismo sexual, avestruzes e o Jeep Willys
quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
Por que é que não nos apaixonamos todos os meses de novo?
Freud explica:
Ao evitar o sofrimento, privamo-nos para mantermos a nossa integridade, poupamos a nossa saúde, a nossa capacidade de gozar a vida, as nossas emoções, guardamo-nos para alguma coisa sem sequer sabermos o que essa coisa é. E este hábito de reprimirmos constantemente as nossas pulsões naturais é o que faz de nós seres tão refinados.
Por que é que não nos embriagamos?
Porque a vergonha e os transtornos das dores de cabeça fazem nascer um desprazer mais importante que o prazer da embriaguez.
Por que é que não nos apaixonamos todos os meses de novo?
Porque, por altura de cada separação, uma parte dos nossos corações fica desfeita. Assim, esforçamo-nos mais por evitar o sofrimento do que na busca do prazer.
Sigmund Freud, in ‘As Palavras de Freud*’
* As palavras de Freud
Autor: Paulo César de Souza
sábado, 27 de janeiro de 2024
Deve ser saudade
Mas sinto uma coisa
Samba do Grande Amor (Chico Buarque)
Que agora sim
Eu vivia enfim
O grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim
Um amador
Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão
Pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração
De fiador
Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira
Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel
O grande amor
Mentira
Reservei hotel
Sarapatel
E lua de mel
Em Salvador
Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé
No grande amor
Mentira
Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé
O Redentor
Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira
Fonte: Musixmatch
Compositor Letra&Música: Chico Buarque






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