quinta-feira, 25 de janeiro de 2024
Nem sempre foi assim
quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
Cartas de Amor LXXXI
terça-feira, 23 de janeiro de 2024
01 Odete fala da língua pátria e outras reflexões
Saiu o índice de poliglossia de Pindorama. Segundo fontes fidedignas que obtiveram dados e metadados de fontes governamentais, abaixo estão relacionadas os cinco idiomas mais falados em terras brasilis:
01 - O Português (com pelo menos 10 variações para melhor ou para pior)
Carioca: Exclusividade da Cidade Maravilhosa e por indução, as cidades que compõem o Grande Rio
Baiano: De Teófilo Otoni (MG) até Natal (RN)
Mineiro: Começa logo ali e vai até onde se diz diz Trem, Uai e Arreda. O resto é dialeto de fronteira.
Gaúcho: Envolve os gaiteiros do sul, o chimarrão, a picanha, o bife ancho, o colorado e o tricolor. Tem também as tradições, as prendas, piás, guris, índio velho, barbaridades, tchê e outras buenas além fronteira.
Paulista: Falam que é português, mas não sei não. Não estou seguro para afirmar.
Cearense: Há uma baianidade serena na fala cearense, parece baiano mas no vocabulário se desfaz a dúvida. Tem uma quase imperceptível expressão linguística lusitana.
Pernambucano: Só de ter festa junina já está bom demais.
Catarinense: Entende razoavelmente bem o português.
02 - O Alemão
Falado por 2% da população de Pindorama (quatro milhões de pessoas), do Paraná ao Chuí, se prolifera em dialetos da língua alemã, além da cultura.
No Sudeste, existem colônias preservadas no Espírito Santo e no Vale do Mucuri em Minas, ainda se encontram núcleos de preservação da língua pátria.
Ao ultrapassar a divisa de São Paulo com o Paraná é bom ficar atento, pois o trem é doido demais, com dezenas de dialetos aqui e ali. Segundo a wikipédia , o idioma alemão é notável por seu amplo espectro de dialetos, com muitas variedades únicas existentes na Europa e também em outras partes do mundo.
Devido à inteligibilidade limitada entre certas variedades e o alemão padrão, bem como a falta de uma diferença indiscutivelmente científica entre um "dialeto" e uma "linguagem", algumas variedades alemãs ou grupos de dialetos (por exemplo baixo-alemão ou Plautdietsch) são alternativamente referidas como "línguas" e "dialetos".
03 - O Italiano
Veja só, você aí acreditando que a língua do norte estaria pelo menos aqui, esqueça. Das cantinas de massas de Minas, com pão de queijo e café aos pampas gaúcho, a colonada manda bem em seus dialetos e no italiano convencional. Tem quase a mesma percentagem dos alemães.
04 - O Japonês
Com quase dois milhões de falantes, o Japonês, discretamente, tem sido a quarta língua mais falada no país desde o início do século passado, de São Paulo até o Rio Grande do Sul.
05 - Espanhol
Língua quase oficial de toda a fronteira da extensão continental da pátria amada, o espanhol é imprescindível para a boa e estreita relação social e comercial com nossos vizinhos. Há dezenas de cidades na fronteira divididas apenas por ruas, pontes ou avenidas.
O número oficial é entre 500 mil e 1 milhão, mas com as crises aqui e ali no continente, é provável, apesar de não termos dados oficiais (só uma percepção mesmo) que este número chegue próximo ao alemão.
sexta-feira, 19 de janeiro de 2024
A Sorte passa na sua porta
quarta-feira, 17 de janeiro de 2024
segunda-feira, 15 de janeiro de 2024
GPS celestial com software bugado.
sexta-feira, 12 de janeiro de 2024
quinta-feira, 11 de janeiro de 2024
O Polímata e o Beócio
quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
Clarice Falcão e Paulinho Moska - Eu me Lembro
Canal Brasil Letra e Música: Clarice Falcão
Era manhã
(Três da tarde)
Quando ele chegou
(Foi ela que subiu)
Eu disse oi fica à vontade
(Eu é que disse oi, mas ela não ouviu)
E foi assim que eu vi que a vida colocou ele (ela) pra mim
Ali naquela terça-feira (quinta-feira) de setembro (dezembro)
Por isso eu sei de cada luz,
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro
A festa foi muito animada
(Oito ou nove gatos pingados no salão)
Eu adorei a feijoada
(Era presunto enrolado no melão)
E foi assim que eu vi que a vida colocou ele (ela) pra mim
Ali naquela terça-feira (quinta-feira) de setembro (dezembro)
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro
Ela me achou muito engraçado
(Ele falou, falou e eu fingi que ri)
A blusa dela tava do lado errado
(Ele adorou o jeito que eu me vesti)
E foi assim que eu vi que a vida colocou ele (ela) pra mim
Ali naquela terça-feira (quinta-feira) de setembro (dezembro)
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro
Eu me lembro (Eu me lembro)
Eu me lembro
Fonte: LyricFind
Compositores: Clarice Franco de Abreu Falcão
Letra de Eu Me Lembro © Ubc
No tempo em que só havia rádio
Aqui é Nildo Varella falando da Rádio Clube de Brejinho, a campeã de audiência, direto do Estádio Dr Silva. E começou o clássico. Totó passa e entrega a bola para Jorginho. Jorginho recebeu com estilo de craque, e repassa sem drible, com um passe magistral, para Dé, o melhor meia do mundo. Dé amorteceu no peito cheio de ar com vontade de ganhar na corrida o marcador brutamontes do time da casa.
É com você, Mané
- Olha, Nildo, se você quer cerveja, peça Cerveja Lalá. melhor não há. Macarrão é na Cantina do Tião, Banco sério é o Banco da Praça, onde seu dinheiro tem segurança. Vai que é sua, Nildo.
Com a palavra João Carlos Mandinga, nosso especialista em assuntos sobrenaturais do futebol:
- Nildo, este será o maior jogo da história do futebol mundial - maktub
Aqui é Nildo Varella e o jogo está pegando fogo. Jorginho desviou do Jajá, primeiro marcador, correu pela linha lateral esquerda para receber a bola de Dé, o melhor meia do mundo, direcionando a bola para a direita, disparou em fúria, chegou na bola com carinho de quem sabe, brecou deixando o marcador Pascoalino passar em liso, até cair fora do campo.
Fala Mané!
- Aqui é Mané Sergipe e se quer ficar de bem com a vida, dê para sua esposa o Regulador Xavier, tem na Farmácia do Tom Zé. E que saber o que mais só tem no Tom Zé? Se a criança chorar, tenha sempre Auris sedina, dorme dorme menina com auris sedina...Segue o jogo com Nildo.
Aqui é Nildo Varella, o campeão das rádios. O Raimundinho, segundo marcador, veio no embalo, recebeu um chapéu rápido do Bebeto Tranca Rua e o Raimundinho saiu de campo chorando.
O que você achou, Mandinga?
- Foi desmoralizante. Repito - foi Desmoralizante, e abateu a força moral do Raimundinho, tirou o ânimo do rapaz, que se viu desanimado e desencorajado. Vai Nildo.
Aqui é Nildo Varella, olha, Raimundinho, vai chorar no quarto escuro com essa. E o craque Jorginho, o maior do mundo como centroavante correu em direção ao gol. Todos se levantam, gritos ensurdecedores. Deu um corte curto, gênio!! Gênio!! Avança driblando o pé de apoio do goleiro, agora é só marcar e... fala Mané
- Aqui é o Mané. Você está com dor de cabeça? Tome Friona. Dor nos rins? Tome Friins. Dor no lombo? Tome Friombo. Todos à venda na Farmácia do Tom Zé. Segue aí Nildo.
Aqui é Nildo Varella, o locutor das emoções! Agora vai ser o gol, ai ai ai meu deusinho da redonda, vai menino. Gaguinho, o maior meia esquerda do mundo, tirou do zagueiro, tirou do quarto-zagueiro, bateu com a face externa do pé esquerdo, dando o efeito curva. A bola vai navegando pelo ar, silêncio total, no silêncio a bola vai lentamente em direção ... em direção ... minhanossasenhora dos parangolés da bola. O que você viu, Mané?
- Nildo, pelamordedeus, o que está acontecendo? Nunca vi algo parecido.
Aqui é Nildo Varella, e digo e repito: Olha Mané, a bola parou no ar. Nunca vi isto também. Com a palavra João Carlos Mandinga, nosso especialista em sobrenaturais do futebol.
Aqui é o Mandinga; Obrigado, gente, pela audiência, mas não tem nada de extraordinário nesta paradinha no ar. Aqui a regra é clara - A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade: as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em sentidos opostos. Neste caso, a secada da torcida adversária anulou a trajetória da bola. Simples assim, nada de extraordinário ou sobrenatural.
- Mané aos berros: Nildo, Nildo, olha na sua direita, tem um gato voador indo em direção à bola parada.
Pelanossasenhoradosgatos assustados, o que é isto, Mané? O gato está girando o corpo lentamente em seu próprio eixo e olha isto, está caindo em pé sobre a bola parada no ar. Estão aterrissando lentamente no chão. Olha lá, olha lá, a bola vai entrar. O que você está vendo, Mané?
Aqui é o Mané, compre na Drogaria do Tom Zé.
- Nildo, o bandeirinha atirou o pau no gato. O gato saltou da bola e correu para o gol e foi tirada no último segundo pela mão do gato. Incrível. O juiz apita o final da partida. Fala, Nildo
Nildo Varella agradecendo aos milhares de ouvintes pela preferencia. Fim de um jogo eletrizante, emocionante e inigualável até o apito final. Clássico é Clássico. Aqui você vive a realidade dos grandes jogos. Até a próxima!
É isto aí!
Vida que segue
segunda-feira, 8 de janeiro de 2024
Mim não dança
domingo, 7 de janeiro de 2024
Cartas de Amor LXXX
segunda-feira, 1 de janeiro de 2024
Resolvendo problemas velhos no ano novo
domingo, 31 de dezembro de 2023
02 - Odete, a mítica de Brasília
Apareceu uma mensagem no meu potente RPC Xiaomi, desta vez enigmática, pedindo para que atendesse ao número tal, que já bloqueara pela insistência. Desbloqueei e aguardei não tão ocioso quanto deveria, até mesmo porquê o prefixo era de Brasília. Acabei de liberar e tocou em frenesi. Era Odete.
Reza a lenda que nos primórdios da nova democracia ainda engatinhando no Planalto Central, Odete ganhou a alcunha de Vitória Régia. A Vitória Régia, na mitologia amazona, representa o amor impossível, aquele que buscamos, mas que a cada dia torna-se mais difícil de encontrar. Além disso, trás na figura da mulher a vontade de mudança para agradar e ser aceita pelo ser amado. Deu que alto cacique do Plano Piloto perdeu-se tanto de amor pela musa, que empoderados deram a ela um longo exílio em Viena, com estações de verão em Málaga, sem limite de crédito, até tudo passar.
- Amore, quanta má vontade com esta amiga que te ama mais do que sala vip de aeroporto. Pelo menos um Feliz Ano Novo eu mereço.
- Odete, querida, puxa vida, nem sei o que dizer, Odete, caramba, Odete ...
- Gostei das múltiplas Odetes, amore, sinal de que estou na sua boca de maneira ímpar.
- Não tenho como resistir, querida.
- Então, amore, larga de ser bobo e vem me ter em Brasília. Tem chuva, os palácios ficam desertos e os palacianos vagueiam pela tríade Disney/Miami/Acapulco, enfim, tudo na normalidade. Ah! Vem amore, que lhe custa me ter no Eixo Monumental?
- Uau, Odete, você me deixa sem ar. Mas e aí? O que vai rolar na capital neste ano que se inicia?
- Ai, amore, nem te conto o babado, mas vem, deixa eu te contar muitos segredos bem pertinho, coladinha, juntinha, todo o babado...
- Puxa vida, Odete, já estou ... alô, alô, alô?! Odete? Caramba, caiu a ligação justo quando eu recuperava o fôlego...
É isto aí!
A anunciação do Ano Novo
quinta-feira, 28 de dezembro de 2023
Cartas de Amor LXXIX
Querida, nosso destino é a singularidade,
E esta singularidade que é nosso destino, é o ponto do universo em que as equações da física param de funcionar, por algum motivo (quem sabe o amor?). A Ciência Astrofísica não cita, por precaução, o nosso amor como causa e diz que normalmente é porque as quantidades físicas como a massa ou a densidade crescem, vão para o infinito.
Consegue imaginar isto? Um amor tão grande que se contrai, esvazia em si, gerando um só em nós dois, eu e você, a mais bela luz a brilhar na galáxia da minha vida, neste rol infinito do horizonte de eventos deste maravilhoso e fantástico cosmos. Este fenômeno (horizonte de eventos), conhecido como ponto de não retorno, é a fronteira teórica ao redor de um buraco negro a partir da qual a força da gravidade é tão forte que, nada, nem mesmo a luz, pode escapar.
Consegue ver a analogia neste ballet da física e nós? Sabe, querida. gostaria muito de saber dizer palavras destas as quais você gosta, que geram poesias, rimas ricas ou emoções, mas não sei dize-las, nem criá-las. O fato é que eu não sei não amar você. Saudades, mande notícias do planeta Terra, da Lua, das estrelas que te dei e dos grãos de areia que resistem à eternidade.
Hoje serei breve. Um beijo, um abraço em milhões de anos-luz.,
Feliz 2024, que seja o melhor ano das nossas vidas!
É isto aí!
quarta-feira, 27 de dezembro de 2023
Pequenas coisas para colher grandes alegrias em 2024
Estamos quase em 2024. Este ano não passou rápido, passou na velocidade dos seus desejos. 24 também não passará rápido nem lento. O Tempo é movido pela felicidade, quanto mais feliz, mais vc vê o tempo passar.
Escreva duas cartas para você. Uma para 31 janeiro e a outra para o dia do seu aniversário, desde que não seja Janeiro. Escreva nesta carta o que fará para ser feliz a partir de janeiro e na outra descreverá o presente que está concedendo a si mesma. Vá a luta, e pare de reclamar que o Tempo passa rápido. Lembre-se sempre que somos nós que passamos por ele.
Presentes que posso dar para ser feliz:
1 perdoar. Este é um dos maiores presentes. A vantagem é que a pessoa não precisa saber. Isto é apenas entre vc e seus valores. Pare de lamentar-se do que esta pessoa fez com você, por que isto está destruindo sua alegria de viver. Se você quiser saber as técnicas de Perdão, peça aqui nos comentários. Se desejar que fique anônima/o é só solicitar que eu não publique e envie seu email para resposta
2 cuidar do corpo
3 parar de comer o que mais gosta
4 Conversar com Deus (não precisa gritar, afinal Ele é Deus). Pode pensar em silencio, só para agradecer
5 Ouvir quem sofre, sem juízo de valores
6 Olhar pelo espelho, em silencio profundo, no fundo dos seus olhos. Pela física, a imagem refletida no espelho é passado e seu inconsciente sabe disto. Olhe para os olhos do seu passado e perdoe tudo que está engasgado. Diga que vc não tem medo do seu passado, e sim amor.
É isto aí!
terça-feira, 26 de dezembro de 2023
Quando o Amor é peculiar
quinta-feira, 21 de dezembro de 2023
A Noite escura da alma (São João da Cruz)
De amor em vivas ânsias inflamada
Oh! Ditosa aventura!
Saí sem ser notada,
Estando já minha casa sossegada.
Na escuridão, segura,
Pela secreta escada, disfarçada,
Oh! Ditosa aventura!
Na escuridão, velada,
Estando já minha casa sossegada.
Em noite tão ditosa,
E num segredo em que ninguém me via,
Nem eu olhava coisa alguma,
Sem outra luz nem guia
Além da que no coração me ardia.
Essa luz me guiava,
Com mais clareza que a do meio-dia
Aonde me esperava
Quem eu bem conhecia,
Em lugar onde ninguém aparecia.
Oh! noite, que me guiaste,
Oh! noite, amável mais do que a alvorada
Oh! noite, que juntaste
Amado com amada,
Amada, já no amado transformada!
Em meu peito florido
Que, inteiro, para ele só guardava,
Quedou-se adormecido,
E eu, terna o regalava,
E dos cedros o leque o refrescava.
Da ameia a brisa amena,
Quando eu os seus cabelos afagava,
Com sua mão serena
Em meu colo soprava,
E meus sentidos todos transportava.
Esquecida, quedei-me,
O rosto reclinado sobre o Amado;
Tudo cessou. Deixei-me,
Largando meu cuidado,
Por entre as açucenas olvidado.
Poema e Tratado de São João da Cruz
(Wikipédia)

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