segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A Rosa de Damasco



Este blogueiro tem a convicção de que o provável e cada vez mais evidente corpo celeste que se aproxima da nossa residência galáctica, não será capaz de promover nenhum fim de mundo. Nem agora, nem daqui a 3.600 anos, quando retornará em seu ciclo de passeio espacial.

Mas hoje estava pensando em Maquiavel, analisando com meus reduzidos recursos de interpretação, a situação tensa que vai do Japão ao Mar Mediterrâneo.


Maquiavel, que sempre se deve ler quando se trata de ver o lado mais obscuro das coisas, disse que "Quem queira perscrutar o futuro deve consultar o passado; porque os eventos humanos assemelham-se sempre. Isso se deve a que eventos humanos são produzidos por seres humanos que sempre foram e sempre serão animados pelas mesmas paixões; por isso, necessariamente, sempre levam aos mesmos resultados." 

Como estamos acompanhando, a China e o Japão vivem o momento mais difícil de suas relações diplomáticas, desde que as mesmas foram reestabelecidas em 1972. A luta pelas Ilhas Diaoyu (Senkaku, em japonês) é atualmente um dos mais delicados conflitos da região da Ásia-Pacifico. A disputa envolve diretamente as três maiores economias do mundo - EUA, China, Japão – e ainda Taiwan.

Para complicar, as Forças Armadas do Japão e dos Estados Unidos começaram nesta segunda-feira (5) manobras militares marítimas nas ilhas de Okinawa, província japonesa que administra as ilhas Senkaku/Diaoyu, disputadas com a China.

Segundo o Japão, os exercícios fazem parte de atividades regulares com previsão de término até o dia 16 de novembro. Inicialmente, estava previsto que as tropas desembarcassem em uma das ilhas do arquipélago de Okinawa, mas ambos os exércitos decidiram cancelá-lo para não aumentar ainda mais a tensão com Pequim. - Gostei disto - "Ainda mais!"

Notícia sempre distorcida da realidade conta que pelo menos 4 mil pessoas morreram na Síria desde o início das revoltas populares contra o presidente Bashar al-Assad, que está no poder há 11 anos. Este é o número mais recente divulgado pelo escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) com relação à repressão no país.

A Síria vinha batendo nas laterais para ver se alguém entrava para esquentar a briga., mas teve que sossegar o ímpeto, pois, por estas e outras, em recente denúncia na ONU, Bashar Jaafari embaixador sírio na Organização das Nações Unidas (ONU), acusou a Turquia de possuir armas nucleares e não respeitar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP). 

A preocupação do Governo é expressamente válida, pois Damasco sabe sobre a instalação de 70 bombas atômicas americanas, tipo B-61, na base militar de Incirlik, no sul da Turquia, colocadas agorinha, agorinha...

Segundo diplomatas americanos, a instalação de armas nucleares dos EUA  na Turquia tem lugar na linha de defesa, para atender interesses de Washington na região, uma vez que dá a militares dos EUA a oportunidade, no caso de um confronto perigoso na área, essas bombas se mudarem para um local apropriado. Você leu isto e entendeu?

Depois deste pequeno deslocamento de ogivas nucleares para a boca do conflito, o assinalado primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se declarou "pronto, se for necessário", para lançar um ataque contra instalações nucleares iranianas, durante entrevista na TV. - "Estamos prontos, se necessário, para apertar o botão' e iniciar um ataque contra instalações nucleares do Irã", disse Netanyahu ao Canal 2 da televisão israelense, referindo-se a uma ação "convencional" e não nuclear.

E para concluir, neste sábado passado as tropas russas realizaram exercícios chamados "tríade nuclear", sem precedente "na história recente da Rússia", comunicou o porta-voz do presidente Putin, Dmitry Peskov. Os exercícios foram encabeçados pelo comandante supremo das tropas do país e chefe de Estado, Vladimir Putin, destacou.

" A tríade nuclear" é composta por bombardeiros estratégicos e mísseis nucleares de longo alcance lançados por terra e mar. Fazem parte das Forças nucleares estratégicas russas.

É isto aí!



A Matrix está entre nós




Após ler o texto, assista ao vídeo, é 9 minutos apenas. A Rede nunca mais será a mesma para você!

Eli Pariser colocou o dedo na ferida. O vídeo dele no TED merece ser visto. O que ele está denunciando, ou inaugurando, é um novo debate político:

Precisamos abrir a discussão democrática dos algoritmos.

Palavras de Eli Pariser:

"Antes da internet, os jornais tinham um código de ética, ou tentavam ter. Filtravam humanamente o mundo para nós. Um editor decidia o que íamos ler, ver e ouvir no jornal, no rádio e na tevê. Vivíamos numa bolha da mídia de massa. E era ela que nos enredava de realidade. Agora, a internet veio com uma promessa muito badalada, mas impossível: sermos livres! 

Não vai haver essa liberdade ampla, geral e irrestrita, por um motivo simples: precisamos de filtros para nos orientar na vida, temos limitações enquanto espécie animal social. Nossa vida – cada vez mais corrida – precisa de alguém (seja gente ou seja máquina) que nos facilite a filtragem da informação. Ou seja, ser gente é ser filtrado. Ponto final! O que temos que discutir agora é como será feito isso. E qual é o grau de interferência que as pessoas terão para controlar esses filtros mecânicos, via algoritmo.

O Facebook, o Google, o Google+ - todos estão, de alguma forma, selecionando aquilo que devemos (ou podemos ver). Acredito que a Web 3.0 será a nossa capacidade de termos um assistente digital, que vai discutir conosco essa personalização, que é feita hoje em massa, dialogar com os algoritmos dos sites que acessamos e nos filtrar de forma mais interativa. Nós teremos mais opções de escolha. Vamos definir em que grau queremos mesmice e em que grau queremos novidades. A preocupação é válida e é em torno dos algoritmos que o debate político se dará no futuro, já que tudo – cada vez mais – será plataforma digital, que regularão nossas vidas."

Fonte Youtube:


"Smartphone é acordo com o diabo", diz super-hacker

 Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/tec/1095933-smartphone-e-acordo-com-o-diabo-diz-super-hacker.shtml

Ele foi chamado de "a peste que envergonha as empresas para que corrijam falhas de segurança", em perfil da revista "Wired", e foi listado como um dos "dez manipuladores da internet" pela "PC World", graças à influência de suas ações na rede. 


O americano Christopher Soghoian, 30, construiu essa reputação --e uma carreira-- denunciando brechas em sistemas de companhias, como Google, Facebook e AT&T, que levavam à exposição dos dados de seus usuários.

Ele virá pela primeira vez ao Brasil nesta semana para participar da conferência de direitos humanos e tecnologia RightsCon, que acontece nas próximas quinta e sexta, no Rio.

[Soghoian diz que a vigilância governamental ficou mais barata e eficiente com o avanço tecnológico e graças ao apoio das empresas privadas.

Até poucos anos atrás, ter um aparato de vigilância era complexo e caro, o que forçava o governo a limitar os alvos. Hoje, todo mundo pode ser alvo, porque é barato vigiar todos -afinal, boa parte de nós leva um "agente secreto" no próprio bolso: o smartphone.

"Eles são um acordo com o diabo. Ganhamos esses aparelhos extremamente convenientes, mas eles não trabalham em nosso benefício. Aplicativos podem vasculhar dados e enviá-los sem nos consultar. As empresas podem pedir para nossos telefones indicarem onde estamos. O smartphone é como um agente secreto do governo, pelo qual pagamos."]

"MODELO TÓXICO"

Ele participará do painel "O Futuro do Modelo de Negócios On-line", na sexta, às 11h45. Sua visão sobre o tema: o atual modelo de negócios na rede não combina com privacidade e, portanto, não deveria ter futuro.

"Esse modelo apoiado em publicidade, no qual recebemos serviços de graça em troca de nossos dados, é tóxico e fundamentalmente incompatível com a proteção da nossa privacidade", diz Soghoian à Folha por telefone, de Washington, onde mora.

"Apesar de estarmos todos usando serviços gratuitos, é um mau negócio, e deveríamos considerar pagar por e-mails da mesma forma que pagamos por ligações."

Com os usuários pagando, crê o americano, as empresas poderiam (se quisessem) deixar de armazenar dados privados, pois não precisariam mais deles para lucrar.

Com isso, deixariam de ser as fontes às quais os governos recorrem regularmente para vigiar seus cidadãos.

"Nossos dados pessoais estão cada vez mais nas mãos de empresas, e elas ajudam governos na vigilância. Seus papéis como facilitadoras não são bem conhecidos. Meu foco tem sido explorar e expor esse relacionamento."

LEVE PARANOIA

Autor do blog Slight Paranoia ("leve paranoia", em inglês; paranoia.dubfire.net), Soghoian se descreve como "basicamente um hippie".

"É o que a maioria das pessoas pensa quando me vê. Sou vegetariano, tenho cabelo comprido, barba, me desloco de bicicleta e sou o único de camiseta e bermuda em todas as minhas reuniões."

O interesse por aspectos legais da privacidade on-line emergiu em 2006, após ter a casa invadida pelo FBI -ele ensinara, num site, a driblar o controle de segurança nos aeroportos, com cartões de embarque falsos; queria expor a fragilidade do sistema. "Sempre tive problemas com autoridades. Não gosto que me digam o que fazer."


ESPIONAR É BARATO

Soghoian diz que a vigilância governamental ficou mais barata e eficiente com o avanço tecnológico e graças ao apoio das empresas privadas.

Até poucos anos atrás, ter um aparato de vigilância era complexo e caro, o que forçava o governo a limitar os alvos. Hoje, todo mundo pode ser alvo, porque é barato vigiar todos -afinal, boa parte de nós leva um "agente secreto" no próprio bolso: o smartphone.

"Eles são um acordo com o diabo. Ganhamos esses aparelhos extremamente convenientes, mas eles não trabalham em nosso benefício. Aplicativos podem vasculhar dados e enviá-los sem nos consultar. As empresas podem pedir para nossos telefones indicarem onde estamos. O smartphone é como um agente secreto do governo, pelo qual pagamos."






domingo, 4 de novembro de 2012

BBC aponta 10 ‘práticas de corrupção’ comuns no dia a dia do brasileiro





Este texto não é meu. Está postado para sua reflexão. Minha opinião será postada depois.


Quase um em cada quatro brasileiros (23%) afirma que dar dinheiro a um guarda para evitar uma multa não chega a ser um ato corrupto, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais e o Instituto Vox Populi.

Os números refletem o quanto atitudes ilícitas, como essa, de tão enraizados em parte da sociedade brasileira, acabam sendo encarados como parte do cotidiano.

"Muitas pessoas não enxergam o desvio privado como corrupção, só levam em conta a corrupção no ambiente público", diz o promotor de Justiça Jairo Cruz Moreira.

Ele é coordenador nacional da campanha do Ministério Público "O que você tem a ver com a corrupção", que pretende mostrar como atitudes que muitos consideram normal são, na verdade, um desvirtuamento ético.

Como lida diariamente com o assunto, Moreira ajudou a BBC Brasil a elaborar uma lista de dez atitudes que os brasileiros costumam tomar e que, por vezes, nem percebem que se trata de corrupção.
·         Não dar nota fiscal
·         Não declarar Imposto de Renda
·         Tentar subornar o guarda para evitar multas
·         Falsificar carteirinha de estudante
·         Dar/aceitar troco errado
·         Roubar TV a cabo
·         Furar fila
·         Comprar produtos falsificados
·         No trabalho, bater ponto pelo colega
·         Falsificar assinaturas
"Aceitar essas pequenas corrupções legitima aceitar grandes corrupções", afirma o promotor. "Seguindo esse raciocínio, seria algo como um menino que hoje não vê problema em colar na prova ser mais propenso a, mais pra frente, subornar um guarda sem achar que isso é corrupção."
Segundo a pesquisa da UFMG, 35% dos entrevistados dizem que algumas coisas podem ser um pouco erradas, mas não corruptas, como sonegar impostos quando a taxa é cara demais.

Otimismo
Mas a sondagem também mostra dados positivos, como o fato de 84% dos ouvidos afirmar que, em qualquer situação, existe sempre a chance de a pessoa ser honesta.
A psicóloga Lizete Verillo, diretora da ONG Amarribo (representante no Brasil da Transparência Internacional), afirma que em 12 anos trabalhando com ações anti-corrupção ela nunca esteve tão otimista - e justamente por causa dos jovens.
"Quando começamos, havia um distanciamento do jovem em relação à política", diz Lizete. "Aliás, havia pouco engajamento em relação a tudo, queriam saber mais é de festas. A corrupção não dizia respeito a eles."

"Há dois anos, venho percebendo uma grande mudança entre os jovens. Estão mais envolvidos, cobrando mais, em diversas áreas, não só da política."
Para Lizete, esse cenário animador foi criado por diversos fatores, especialmente pela explosão das redes sociais, que são extremamente populares entre os jovens e uma ótima maneira de promover a fiscalização e a mobilização.

Mas se a internet está ajudando os jovens, na opinião da psicóloga, as escolas estão deixando a desejar na hora de incentivar o engajamento e conscientizá-los sobre a corrupção
"Em geral, a escola é muito omissa. Estão apenas começando nesse assunto, com iniciativas isoladas. O que é uma pena, porque agora, com o mensalão, temos um enorme passo para a conscientização, mas que pouco avança se a educação não seguir junto", diz a diretora. "É preciso ensinar esses jovens a ter ética, transparência e também a exercer cidadania."

Políticos x cidadão comum
Os especialistas concordam que a corrupção do cotidiano acaba sendo alimentada pela corrupção política.
Se há impunidade no alto escalão, cria-se, segundo Lizete, um clima para que isso se replique no cotidiano do cidadão comum, com consequências graves. Isso porque a corrupção prejudica vários níveis da sociedade e cria um ciclo vicioso, caso de uma empresa que não consegue nota fiscal e, assim, não presta contas honestamente.

De acordo com o Ministério Público, a corrupção corrói vários níveis da sociedade, da prestação dos serviços públicos ao desenvolvimento social e econômico do país, e compromete a vida das gerações atuais e futuras.

Revista Veja estimula publicação de fotos do Enem




Atenção - Este texto não é meu.
Foi copiado e colado de: 
http://www.aldeiagaulesa.net/2012/11/revista-veja-estimula-publicacao-de.html


Revista Veja estimula publicação de fotos do Enem

Durante a realização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), todos os inscritos são comunicados que é expressamente proibido ingressar com celulares ligados e tirar fotos das provas.

No entanto, a revista Veja, em seu perfil no twitter (foto acima) estimulou que os inscritos postassem e compartilhassem fotos do Enem na rede. Alguns incautos seguiram a "dica" da Veja e o resultado não poderia ter sido pior.

O MEC (Ministério da Educação) informou que já são 37 candidatos desclassificados do Enem após terem sido flagrados postando fotos da prova nas redes sociais. Os casos aconteceram em diversos Estados.
No ano passado, ao menos oito jovens foram desclassificados por tuitarem dentro das salas no primeiro dia de provas.

A revista Veja, mais uma vez, mostra o quanto "apoia" a realização do Enem e tentou, mais uma vez, colaborar para criar a falsa noção de que a prova apresenta problemas, em mais uma tentativa de atacar o governo federal.

O ENEM, o MEC-USAID e os Idiotas de Sempre!





E lá se foi o ENEM, o mais democrático método de ingresso nas universidades públicas, nos últimos 50 anos, desde o falido e tendencioso acordo MEC-USAID na época da ditadura. Os acordos MEC-USAID, estabelecidos entre o Ministério da Educação (MEC) e United States Agency for International Development (USAID) tinham como objetivo promover a reforma do ensino brasileiro, para fortalecer a ditadura e estreitar os interesses americanos.

Por isto é que os sequelados da ditadura esperneiam tanto!!!!

Para enriquecer sua informação, e verificar que não desistem nunca, há apenas poucos anos atrás, em 22 de julho de 2005, o Jornal Folha de São Paulo revelou que a mesma USAID, promoveu no Congresso brasileiro um seminário sobre a reforma política brasileira, com a presença de palestrantes estrangeiros. O objetivo, segundo documentos passados à Folha era fazer o seminário coincidir com a véspera da discussão do tema no Legislativo brasileiro e um ano antes da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O evento foi realizado graças a uma parceria com uma conhecida universidade particular do Rio de Janeiro.

Voltando aos anos de chumbo, o tendencioso acordo fez com que os cursos primário (5 anos) e ginasial (4 anos) fossem fundidos, se chamando de primeiro grau, com 8 anos de duração e o curso científico fundido com o clássico passou a ser denominado segundo grau, com 3 anos de duração, e o curso universitário passou a ser denominado terceiro grau. Com essa reforma, se eliminou um ano de estudos fazendo com que o Brasil tivesse somente 11 níveis até chegar ao fim do segundo grau enquanto os Estados Unidos, Canadá e outros países europeus já possuíam no mínimo 12 níveis.

Para a implantação do programa, o acordo impunha ao Brasil a contratação de assessoramento Norte-americano e a obrigatoriedade do ensino da Língua Inglesa desde a primeira série do primeiro grau. Os técnicos oriundos dos Estados Unidos, que desceram por aqui aos borbotões e a peso de ouro para a União, criaram a reforma da educação pública que atingiu todos os níveis de ensino, sem nenhuma discussão, sem nenhum critério e sem querer saber se queríamos aquilo.

Naquela época era comum  que pensadores do mecanismo proposto, como Arnold Toynbee, Gunnar Myrdal, o juiz Douglas, da Corte Suprema americana, Edgar Morin, Bob Kennedy, Paul Rosenstein-Rodan, Georges Lavau, Everett Hagen, Samuel Huntington, Alex Inkeles, Talcott Parsons, transitassem com certa desenvoltura nas universidades públicas e privadas do país, fazendo apologia ao acordo.

Arautos da moderninha falácia saudosista deste período falam que nossa educação é medíocre, mas os esquecidinhos escondem que eles mesmos criaram este monstro emperrado e que não se muda um processo destes em 8 ou 10 anos.

Segundo Márcio Moreira Alves (http://www.marciomoreiraalves.com/downloads/beaba-dos-mec-usaid.pdf), crítico do acordo, O MEC-USAID, na verdade tinha como proposta inicial privatizar as escolas públicas. Matérias como História tiverem sua carga horária reduzida para que estudantes da época não tivessem seus olhos abertos em relação à ditadura.

Ainda segundo Márcio Moreira Alves, os defensores dos Acordos MEC-USAID costumam, com incrível cinismo, considerar que todos os  brasileiros são idiotas.
 
A implantação deste regime de ensino também retirou matérias consideradas "perigosas" ao currículo, tais como: Filosofia, Latim, Educação Política, Francês, entre outras.

É isto aí!


O fim do Blog do Pannunzio

Este texto tem dono: Fábio Pannunzio
Este texto tem fonte: http://www.pannunzio.com.br/


O fim do Blog do Pannunzio

Este é o último post do Blog do Pannunzio. Escrevo depois de semanas de reflexão e com a alma arrasada — especialmente porque ele representa um vitória dos que se insurgem contra a liberdade de opinião e informação.

O Blog nasceu em 2009. Veiculou quase oito mil textos. Meu objetivo era compor um espaço de manifestação pessoal e de reflexão política. Jamais aceitei oferta de patrocínio e o mantive exclusivamente às expensas do meu salário de repórter por achar que compromissos comerciais poderiam conspurcar sua essência.

Ocorre que, em um País que ainda não se habituou à crítica e está eivado de ranços antidemocráticos, manter uma página eletrônica independente significa enfrentar dificuldades que vão muito além da possibilidade individual de superá-las.

Refiro-me às empreitadas judiciais que têm como objetivo calar jornalistas que não se submetem a grupos politicos, ou a grupos dei interesse que terminaram por transformar a blogosfera numa cruzada de mercenários virtuais.

Até o nascimento do Blog, enfrentei um único processo judicial decorrente das milhares de reportagens que produzi para a televisão e o rádio ao longo de mais de três décadas. E ganhei.

Do nascimento do blog para cá, passei a responder a uma enxurrada de processos movidos por pessoas que se sentiram atingidas pelas críticas aqui veiculadas. Alinho entre os algozes o deputado estadual matogrossense José Geraldo Riva, o maior ficha-suja do País; uma quadrilha paranaense de traficantes de trabalhadores que censurou o blog no fim de 2009; e o secretário de segurança de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, cuja orientação equivocada acabou por transformar a ROTA naquilo que ela era nos tempos bicudos de Paulo Maluf.

A gota d`água foi uma carta que recebi do escritório de advocacia que representa Ferreira Pinto num processo civil, que ainda não conheço, comunicando decisão liminar de uma juíza de primeiro grau que determinou a retirada do ar de um post cujo título é “A indolência de Alckmin e o caos na segurança pública”. O texto contém uma crítica dura e assertiva sobre os desvios da política adotada pelo atual secretário e pelo governador, mas de maneira alguma contém afirmações caluniosas, injuriosas ou difamatórias.

A despeito dessa convicção, o post já foi retirado do ar. Determinação judicial, no entendimento deste blogueiro, á para ser cumprida. Vou discuti-la em juízo assim que apresentar minha defesa e tenho a convicção de que as pretensões punitivas de Antônio Ferreira Pinto não vão prosperar.

Ocorre que o simples fato de ter que constituir um advogado e arcar com o ônus financeiro da defesa já representa um castigo severo para quem vive exclusivamente de fontes lícitas de financiamento, como é o meu caso. E é isso o que me leva à decisão de paralisar o Blog. A cada processo, somente para enfrentar a fase inicial, há custos que invariavelmente ultrapassam cinco ou dez mil reais com a contratação de advogados — e ainda assim quando os honorários são camaradas.

É por estas razões que esta página eletrônica vai entrar em letargia a partir de agora. O espaço vai continuar aqui, neste endereço eletrônico. O acervo produzido ao longo dos últimos quatro anos continuará à disposição dos internautas para consulta. E eventualmente, voltarei a dar meus pitacos quando entender que isso é necessário. Mas a produção sistemática de textos está encerrada.

Espero voltar a esta atividade quando perceber que o País está maduro a ponto de não confundir críticas políticas com delitos de opinião. Quando a manifestação do pensamento e a publicação de fatos não enseje entre os inimigos da liberdade de imprensa campanhas monstruosas como esta que pretende  ’kirsnhnerizar’ o Brasil,  trazendo de volta o obscurantismo da censura prévia.

Por fim, digo apenas que essa pressão judicial calou o blog, mas não conseguiu dobrar a opinião do blogueiro. E que me sinto orgulhoso por ter conseguido cumprir o compromisso que me impus de respeitar a opinião alheia mesmo quando ela afronta a do editor. Aqui, nunca houve censura a comentários dos leitores que discordavam da minha maneira de ver o mundo. E esta é minha prova de apreço pela liberdade de expressão — inclusive quando ela me desfavorece.

A vocês que me acompanharam deixo meu muito obrigado. A gente vai continuar se encontrando em outra seara, a da televisão.

Muito obrigado. E até breve

sábado, 3 de novembro de 2012

Terceirização sucateia a saúde pública





Este texto tem dono: P. CID CARVALHAES, 66, neurocirurgião e advogado, é presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). Foi presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia

Este texto tem fonte:

O gerenciamento de unidades de saúde por Organizações Sociais (OSs) é desastroso, antidemocrático e antissocial. A terceirização da saúde pública cria diversos problemas, pois gera a mercantilização de um sistema que por dever é de responsabilidade do poder público e por direito, da população, que deve ter acesso a uma saúde de qualidade, ágil e resolutiva.

Desde que foram implantadas no Estado, em 1998, as OSs tem apresentado fragilidades. Com a privatização dos serviços públicos, os médicos, os profissionais da saúde e os usuários assistiram a um processo acelerado de sucateamento da saúde, artifício utilizado pelo gestor público para justificar a manutenção do serviço de privatização.

A discrepância pode ser vista em números. De acordo com o Tribunal de Contas do Município de São Paulo, somente na capital, em 2011, o governo repassou quase 40% de seu orçamento de mais de R$ 5 bilhões destinados à saúde para as OSs. No Estado de São Paulo, a situação não é diferente: estão sobre gerenciamento de OSs quase 40 hospitais, 44 unidades de saúde.

Temos consciência de que as organizações sociais aprofundaram os problemas da saúde pública do país e de São Paulo. As empresas maquiaram vários pontos de atendimento com pintura de paredes e modificação de pisos, mas o atendimento continua defasado, ineficiente e deficitário. No aspecto da prestação de contas, as OSs têm demonstrado dificuldades em apresentar eficiente controle do destino do dinheiro público para o privado.

Além disso, a terceirização gera uma rotatividade desastrosa nas contratações. Profissionais são contratados sem concurso público, sendo muitos deles sem qualificação adequada, o que gera grande desassistência aos usuários do sistema.

A lei das OSs se assemelha a outra experiência já rechaçada pela população de São Paulo anos atrás: o PAS (Plano de Atendimento à Saúde), do ex-prefeito Paulo Maluf. A alegação de que as empresas não têm fins lucrativos é desculpa para pagar polpudos salários a diretores e criar cargos em comissão por interesses administrativos, levantando a hipótese de benefícios eleiçoeiros e outros não declarados.

Após muitas lutas, em maio deste ano conseguimos sensibilizar a Justiça do Trabalho, que proibiu todas as contratações de funcionários nas parcerias entre a Secretaria de Saúde e as OSs por suposta terceirização irregular de mão de obra, mas a Procuradoria do Estado de São Paulo tenta desde o início de outubro reverter essa decisão.

Desde 1998, tramita uma ação direta de inconstitucionalidade para julgar a validade desses convênios. Nos últimos anos, houve também outras tentativas de impedir judicialmente os contratos com as OSs, mas uma definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF) é aguardada.

O Brasil precisa ter um orçamento realista para a saúde e uma gestão eficiente, focada na melhoria da qualidade dos serviços prestados para todos os brasileiros, sem distinção. Para tanto, é necessário auscultar todos os representantes envolvidos com a saúde e direcionar soluções concretas, eficientes e definitivas de sorte a garantir à população brasileira uma saúde mais sadia.

Há que se fazer valer o direito de todo cidadão a um sistema de saúde de qualidade. Garantir a todos um ambiente de trabalho seguro e consistente. A verdadeira justiça só se faz pela equidade! Afinal de contas, a saúde é um bem público e não deve ter intermediários.


Sacco, Vanzetti e a Súmula Vinculante



Conversas de esquina:

Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti eram dois anarquistas italianos que foram presos, processados, julgados e condenados nos Estados Unidos na década de 1920, sob a acusação de homicídio de um contador e de um guarda de uma fábrica de sapatos. Sobre sua culpa houve muitas dúvidas já à época dos acontecimentos.

Não conseguiram a absolvição nem mesmo depois que um outro homem admitiu em 1925 a autoria dos crimes. Foram condenados à pena de morte e executados por eletrocutação em 23 de agosto de 1927. Lembrei dos dois hoje, aliás, tenho pensado sobre isto a muito tempo. Como sou apenas um rábula, acho que esta tal de Súmula Vinculante veio daí.

Como sabemos, em um reino muito muito distante daqui, em uma ilha acústica, destas onde o som externo não consegue fazer chegar as palavras ao seu minúsculo habitat, a Súmula Vinculante é o mecanismo que impede juízes de instâncias inferiores de decidir de maneira diferente do Supremo Magistrado, nas questões nas quais este já tenha firmado entendimento definitivo. 

Pois bem. Vamos analisar um caso ocorrido neste reino muito muito distante, destes que você nunca imaginou que ocorreria em terras tupynambás:

João era casado com Maria, pai de três filhas, Liberdade, Fraternidade e Igualdade. Era um servidor público muito respeitado em toda a cidade. Maria era muito bonita, educada e elegante. Fiel e parceira de João para tudo. Além disto era uma excelente mãe, e prestava serviços comunitários no bairro.

Um dia, e este dia sempre chega, muda-se para a casa ao lado o José, também casado, sem filhos, e trabalhava com sua esposa em uma empresa destas que emprestam dinheiro para todo mundo. José não era de conversas e nem dava moral para que a vizinhança se aproximasse.

José comprou um carro novo, muito bonito, com toda a tecnologia disponível, e passou a deixar o carro na porta da casa do João. Este, obrigatoriamente tinha que passar pelo carro sempre que saia de casa. João reclamava isto com os amigos

Um dia o carro sumiu de lá. João comentou com amigos que suas preces foram atendidas. Parece finalmente que José tinha arrumado um local para guardar seu carro.

Passado mais uns dias a polícia vai na casa do João, o prende, é julgado e condenado por ter roubado o carro de José. João se desespera, a família se desespera, mas era a lei. Testemunhas afirmaram que João não gostava do carro na sua porta e que falou das preces.

Com a Súmula Vinculante nas mãos, não precisavam de provas, bastavam as suposições e aparentes evidências. João foi preso e José começou desde então a bolinar Maria, que era seu objeto de desejo desde que a viu naquela casa. Liberdade foi banida, Fraternidade se perdeu e Igualdade morreu de desgosto.

É isto aí!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

E se fosse com o Lula?




E se fosse com o Lula? Com certeza os senhores do apocalipse golpista já estariam jogando gasolina no fogo de sua ira.

Cena 1 :

A Promotoria de Justiça da Saúde entrou com uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-governador de Minas Gerais e senador eleito Aécio Neves e a ex-contadora geral do estado, Maria da Conceição Barros. Na ação é questionado o destino de R$ 3,5 bilhões que teriam sido declarados na lei orçamentária como dinheiro repassado à Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) para investimentos em obras de saneamento básico.


Cena 2 :

Em três dos mais desenvolvidos e ricos estados do País, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, todos governados pelo PSDB, e no Distrito Federal, durante a gestão do DEM, os recursos do SUS têm sido aplicados, ao longo dos últimos quatro anos, no mercado financeiro.


Cena 3 :

Apenas em Minas Gerais, entre 2003 e 2011, a Fundação Renato Azeredo faturou 212,1 milhões de reais de verbas repassadas diretamente do governo de Minas, graças a contratos firmados em gestões tucanas, duas de Aécio Neves e, desde o ano passado, a de Antonio Anastasia.


Cena 4 :


O Ministério Público de Minas Gerais abriu inquérito civil para investigar repasses feitos pelo governo mineiro entre 2003 e 2010 à rádio Arco-Íris, que pertence à família do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

No período dos repasses, Aécio era governador do Estado e sua irmã, Andréa Neves, também sócia na rádio, comandava o chamado Grupo Técnico de Comunicação, que apontava as diretrizes e planos de comunicação do governo mineiro.


Cena 5 :

O amigão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Dimas Toledo, foi denunciado pela procuradora da República no Rio, Andrea Bayão Ferreira, junto com empresários e políticos, pelo esquema de corrupção chamado Lista de Furnas.


Cena 6 :

No anuário 2011/2012, a Agência BRASIL SUSTENTÁVEL (rede de jornalistas que atuam em mais de 30 países, com sede em Curitiba-PR) publicou denúncia da suspeita de envolvimento da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, desde o Governo Aécio Neves com o ex-ministro José Carlos Carvalho à frente, até seu atual titular, que seria o elo entre indústrias financiadoras de campanha e candidatos do governo, por conta da “omissão” da fiscalização.


Cena 7 :

Assessores do gabinete do senador Aécio Neves (PSDB-MG) estão engordando seus contracheques graças a cargos em estatais mineiras. Três servidores comissionados recebem, além do salário do Senado, remunerações por integrar conselhos de empresas do Estado, governado pelo tucano de 2003 a 2010 e agora sob o comando do aliado Antônio Anastasia (PSDB). Assim, turbinam os rendimentos em até 46%. Ninguém é obrigado a bater ponto no Senado e, nas estatais, são exigidos a ir a no máximo uma reunião por mês.

O alvo agora é Lula na guerra sem fim





Fonte: blog Balaio do Kotscho
Endereço da Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2012/11/02/o-alvo-agora-e-lula-na-guerra-sem-fim/


Pouco antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2006, o sujeito viu a manchete do jornal na banca e não se conformou.

"Esse aí, só matando!", disse ao dono da banca, apontando o resultado da última pesquisa Datafolha que apontava a reeleição de Lula.

Passados seis anos desta cena nos Jardins, tradicional reduto tucano na capital paulista, o ódio de uma parcela da sociedade _ cada vez menor, é verdade _ contra Lula e tudo o que ele representa só fez aumentar.

Nem se trata mais de questão ideológica ou de simples preconceito de classe. Ao perder o poder em 2002, e não conseguir mais resgatá-lo nas sucessivas eleições seguintes, os antigos donos da opinião pública e dos destinos do país parecem já não acreditar mais na redenção pelas urnas.

Montados nos canhões do Instituto Millenium, os artilheiros do esquadrão Globo-Veja-Estadão miraram no julgamento do chamado mensalão, na esperança de "acabar com esta raça", como queria, já em 2005, o grande estadista nativo Jorge Bornhausen, que sumiu de cena, mas deixou alguns seguidores fanáticos para consumar a vingança.

A batalha final se daria no domingo passado, como consequência da "blitzkrieg" desfechada nos últimos três meses, que levou à condenação pelo STF de José Dirceu e José Genóino, duas lideranças históricas do PT.

Faltou combinar com os eleitores e o resultado acabou sendo o oposto do planejado: o PT de Lula e seus aliados saíram das urnas como os grandes vencedores em mais de 80% dos municípios brasileiros. E as oposições continuaram definhando.

Ato contínuo, os derrotados de domingo passado esqueceram-se de Dirceu e Genoíno, e mudaram o alvo diretamente para Lula, o inimigo principal a ser abatido, como queriam aquele personagem da banca de jornal e o antigo líder dos demo-tucanos.

Não passa um dia sem que qualquer declaração de qualquer cidadão contra Lula vá para a capa de jornal ou de revista, na tentativa de desconstruir o legado deixado por seu governo, ao final aprovado por mais de 80% da população _ o mesmo contingente de eleitores que votou agora nos candidatos dos partidos por ele apoiados.

Enganei-me ao prever que teríamos alguns dias de trégua neste feriadão. Esta é uma guerra sem fim. Quanto mais perdem, mais furiosos ficam, inconformados com a realidade que não se dobra mais aos seus canhões midiáticos movidos a intolerância e manipulação dos fatos.

O país em que eles mandavam não existe mais.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Porque só o Vasco da Gama?



Tudo bem que os clubes cariocas de futebol estão no topo do ranking de dívidas com impostos e contribuições, conforme revela pesquisa feita pela Pluri Consultoria, que atua no setor esportivo. Os quatro grandes do Rio devem, juntos, R$ 966 milhões em tributos, o que representa, aproximadamente, 52% dos cerca de R$ 1,9 bilhão devidos pelos 14 times com maiores receitas do Brasil. No topo da lista aparece o Botafogo, com uma dívida de R$ 318 milhões.

Mas fazer do Vasco da Gama o bode expiatório do processo é uma coisa muita estranha.

No levantamento, calculado a partir dos balanços relativos ao ano passado, a Pluri considerou as dívidas ligadas à Timemania - loteria criada pelo governo federal para dar aos clubes a receita necessária para pagar os atrasados - e os impostos de fora do âmbito da Timemania. "Isso indica que o processo de crescimento das dívidas de impostos dos clubes continua ocorrendo mesmo após a renegociação das dívidas ocorridas com a Timemania em 2007", conclui o relatório.

A segunda maior dívida é do Flamengo, que totaliza R$ 258 milhões, perseguido de perto pelo Fluminense, que chega a R$ 220 milhões. Na quarta colocação está um clube de Belo Horizonte, o Atlético-MG, com R$ 187 milhões de impostos e contribuições a pagar, seguido por outra agremiação carioca, o Vasco da Gama, com R$ 170 milhões de dívidas.

O primeiro clube paulista a aparecer na lista é o Corinthians, na sexta posição, com R$ 133 milhões devidos em impostos e contribuições.

Na sequência aparecem Internacional (R$ 127 milhões), Santos (R$ 108 milhões), Grêmio (R$ 91 milhões), São Paulo (R$ 62 milhões), Palmeiras (R$ 61 milhões), Cruzeiro (R$ 57 milhões), Coritiba (R$ 56 milhões) e Atlético Paranaense (R$ 6 milhões).

O Vasco, que briga na Justiça, por meio de recursos, para reaver pelo menos parte do dinheiro penhorado para a Receita Federal. Há três meses 100% das cotas dos patrocinadores e de TV (algo entorno de R$ 5 milhões por mês) não entram nos cofres de São Januário, segundo o departamento jurídico. No total, o clube deve à Fazenda cerca de R$ 60 milhões de impostos não recolhidos ao longo dos anos.

Como consequências, novamente o atraso nos salários de jogadores e funcionários, o não pagamento de premiações, o corte de água da sede e outras contas atrasadas. Para não afundar ainda mais na crise financeira, alguns empréstimos com os chamados vascaínos ilustres, com bancos, e até com CBF e a Ferj. Além da bilheteria, que não tem sido boa com a queda do time. E a situação pode piorar. Outros acordos feitos na Justiça já começam a atrasar, como o caso do Vasco/Barra, e se o pagamento não for feito em 90 dias, o clube terá de pagar multa.

A Receita Federal entrou com sete ações contra o clube na Justiça e ganhou todas elas com a mesma decisão: penhora total das receitas. O departamento jurídico do clube contesta a decisão e pede parcelamento da dívida em R$ 400 mil mensais. Porém, a Fazenda quer parcelas de R$1,2 milhões, para zerar a dívida em poucos anos. Os advogados do Vasco aguardam os julgamentos dos recursos, mas não há prazos nem certeza se a situação será revertida.

- Em todos os casos cíveis que temos, a jurisprudência é penhorar 5% das receitas. Só a Justiça Federal tomou essa decisão. Estamos com vários recursos questionando o pagamento integral. Se todo mundo quiser receber tudo de uma vez só o clube vai quebrar - alertou Marcelo Macêdo, um dos advogados contratados pelo clube.

A crise já ultrapassou a mesa da presidência e afetou o campo, apesar de o presidente Roberto Dinamite não acreditar na interferência direta no futebol. As reclamações mais explícitas dos jogadores são evitadas nas entrevistas coletivas, mas é fato que ninguém no grupo do Vasco está satisfeito com os problemas financeiros e as promessas não cumpridas pela diretoria. Une-se a isso a crise técnica do time, que não vence há cinco partidas, e caiu para a sétima posição no Brasileiro. Resultado: um ambiente de treino que tenta não ser de fim de festa.


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

UFO em Marte?




No filme abaixo produzido pelo Curiosity aparece um ponto brilhante em deslocamento. O ponto flutuando acima do horizonte marciano realmente poderia ser tomado por transportes alienígenas?

Especialistas em fotografia fizeram a imagem passar por vários filtros, e não encontraram uma explicação plausível.

Já os cientistas em óptica têm uma visão diferente. Segundo eles, os pontos são ou ligeiros danos da lente da câmera digital do Curiosity, ou partículas de poeira marciana.

Veja e tire você mesmo as suas conclusões:

Fonte Youtube: vanderlei376 
Data da publicação: 30 de set. de 2012





Tensa a relação entre Moscou e os Sunitas


Teólogo e xeque Yusuf Al-Qaradawi
Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/

“Irmãos, nestes dias Moscou tornou-se o inimigo do islã e dos muçulmanos, o inimigo número um”. Esta declaração sensacionalista foi feita por um dos principais estudiosos sunitas do mundo, o teólogo e xeque Yusuf Al-Qaradawi. Ele considera que a Rússia é responsável pelos assassinatos de civis na Síria.
Esta declaração é uma ameaça e não simplesmente uma explosão emocional. O xeque Yusuf Al-Qaradawi é o teólogo mais respeitado no mundo sunita. Ele é o líder espiritual da organização terrorista Irmandade Muçulmana no Egito, na Síria, na Líbia e em outros países do mundo muçulmano. Basta Al-Qaradawi declarar um país inimigo número um, todos seus seguidores ouvem seu chamado para ações ativas.

Al-Qaradawi escreveu mais de 120 livros, recebeu oito prêmios internacionais pela contribuição inestimável aos conhecimentos fundamentais muçulmanos. Hoje ele é o teólogo mais influente do mundo. Ele está em terceiro lugar na lista dos “homens mais intelectuais do mundo” segundo a versão da revista britânica Prospect Magazine e da revista americana Foreign Policy.

Na qualidade de líder espiritual do movimento Hamas, ele apoiou o método mais eficaz e sanguinário de atividade terrorista dos terroristas suicidas. “Milhares de teólogos islâmicos partilham de minha opinião,” declarou há oito anos Al-Qaradawi. Até mesmo quando a população civil de Israel sofreu com as explosões de terroristas-suicidas, ele declarou à BBC britânica que “as mulheres de Israel não são mulheres, são soldados”. Justamente depois desta declaração o movimento Hamas iniciou ativas operações de combate no território de Israel.

Como disse à Voz da Rússia Amit Assa, ex-coronel do Serviço geral de Segurança de Israel (Shabak) agora consultor de segurança internacional, a declaração do xeque Yusuf Al-Qaradawi momentaneamente colocou em risco a vida de russos no mundo inteiro. “Tal declaração hostil é um guia de ação para a Al-Qaeda, Irmandade Muçulmana e muitas outras organizações radicais. É um chamado para atacar russos em toda parte. Ele não precisa dizer “matem os russos”. Eles têm suas mensagens cifradas. E a declaração de “inimigo número um” é justamente uma mensagem dessas, um chamado a operações ativas”.

Esta é a primeira manifestação semelhante contra a Rússia. Até mesmo Ruhollah Musavi Khomeini, líder da revolução islâmica de 1979 no Irã, não chamou a Rússia de inimigo número um, apesar de sempre considerá-la “pequeno Satanás”, depois dos EUA e Israel. Muitos teólogos sunitas radicais abstiveram-se de semelhantes ataques contra a Rússia, apesar de lembrarem da URSS e sua ajuda de muitos milhões aos árabes.

O xeque Yusuf Al-Qaradawi esteve envolvido com a Al-Qaeda e outros rebeldes muçulmanos no Afeganistão. Mas ninguém poderia imaginar que chamariam a Rússia de inimigo número um. O xeque Abdul Hadi Palazzi, secretário geral da Associação Muçulmana Italiana disse à Voz da Rússia:

“Eu espero que todos os chefes espirituais dos muçulmanos da Rússia condenem semelhante declaração de Al-Qaradawi e continuem a seguir a política de paz e lealdade em relação à Rússia.”

Palazzi lamenta que no mundo muçulmano passem a predominar os ânimos radicais, semelhantes aos que haviam com Muhammad Amin al-Husseini. Este mufti de Jerusalém, líder dos nacionalistas árabes na Palestina, outrora apoiou Hitler. “O xeque Yusuf Al-Qaradawi também é seguidor da política de Hitler. Tem-se a impressão de que ele quer repetir os horríveis acontecimentos da história, chamando a Rússia de inimigo número um”.

Anonymous e WikiLeaks


Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/

Em entrevista exclusiva à Voz da Rússia por e-mail, um representante do grupo Anonymous falou das razões do conflito com WikiLeaks e de seu desenvolvimento alternativo – a plataforma online segura e descentralizada TYLER para publicação de informações importantes que governos de vários países escondem de seus cidadãos.
O lançamento da plataforma está previsto para 21 de dezembro.

John Robles: Por que é que os caminhos de Anonymous e WikiLeaks se separaram?

Anonymous: O conflito surgiu em torno de tecnologias de recolha forçada de fundos e a falta de transparência de relatórios financeiros do WikiLeaks .

R: Houve alegações de que Anonymous planejam publicar documentos secretos sobre WikiLeaks, você poderia nos dizer mais sobre isso?

A: A nossa organização irá publicar uma lista detalhada do que nos parece ser violações éticas por parte do WikiLeaks. Não houve quaisquer declarações que temos algum tipo de “materiais secretos”. A informação que queremos publicar é informação para o uso interno do WikiLeaks que vazou para nós. Uma organização que exige transparência para o mundo inteiro deve antes de tudo ser transparente ela própria.

R: Se o WikiLeaks cair, como isso afetará Julian Assange e sua situação atual?

A: Para responder a esta pergunta, devemos primeiro definir exatamente o que é o WikiLeaks. Na mídia é corrente o mito de que o WikiLeaks é uma equipe enorme de ativistas que tomam decisões nos interesses da organização. Isto não é assim. O WikiLeaks é o negócio de publicação de Julian Assange, que o criou, manteve e controlou individualmente. Assim, WikiLeaks e Asssange são a mesma pessoa.

Julian já ameaçou fechar o projeto porque a recolha de fundos não estava ao nível das expectativas. Foi então que a nossa organização começou planejando a criação de suas próprias plataformas para publicação de material revelador. Julian precisa muito do WikiLeaks, e ele é o único que pode fechar o projeto. Enquanto ele estiver em dificuldades financeiras, não o fará, apesar de todas as declarações em contrário. Mas isso levanta a questão: o que vai acontecer com o projeto se não haver Julian? Eu acho que isso será o fim do WikiLeaks.

R: Em quê o TYLER será melhor que o WikiLeaks?

A: O TYLER é um dos vários sites lançados por Anonymous. Há o projeto Par-Anoia. No ano passado lançamos LocalLeaks e HackerLeaks com o apoio da Frente de Libertação Popular (Peoples Liberation Front). Cada uma dessas plataformas tem seus próprios pontos fortes, e todos são importantes para a missão de Anonymous – encontrar um meio confiável, barato e descentralizado de divulgar informação.

O TYLER é único em que não possui servidor fixo. No TYLER se utiliza o princípio de rede descentralizada baseada na igualdade dos participantes. Teoricamente, isto faz dele um análogo de BitCoin ou outras plataformas P2P, uma vez que é impossível atacar ou fechar a plataforma. É claro, que ela irá ser descentralizada minuciosamente.

R: Houve um motivo especial para escolher a data de 21 de dezembro de 2012?

A: A data foi escolhida para coincidir com o mito maia sobre o fim do mundo. Mas isso foi feito para fins de publicidade, e não porque acreditamos nesse mito.

R: O que é feito dos membros de Anonymous que foram acusados nos EUA? Onde estão e qual é a situação de seus casos em tribunal?

A: O grupo Anonymous 16 nos EUA: todos os seus membros foram acusados de envolvimento em ataques DDoS contra sites políticos. Um dos membros foi acusado de organizar e realizar ataques DDoS contra ativos online do roqueiro Gene Simmons do grupo Kiss pelo seu forte apoio de leis de combate à pirataria. Não sei onde está sendo julgado este caso, mas Simmons publicamente se gabou de que esse homem foi preso.

O ativista Christopher Mark Doyon foi acusado de organizar e participar em campanhas de DDoS em Santa Cruz (Califórnia) em resposta à opressão de manifestantes locais. Seu julgamento está suspenso porque ele fugiu para o Canadá e pediu lá asilo político.

Outros 14 ativistas são, por vezes, distinguidos como o grupo PayPal 14 porque todos eles são acusados de ajudar o famoso ataque DDoS contra o PayPal em defesa do WikiLeaks. O julgamento contra eles está sendo protelado pelos procuradores dos EUA.

Jeremy Hammond, que foi supostamente um membro do grupo de hackers LulzSec/AntiSec e um participante de Anonymous, é acusado de um ataque ao servidor da empresa privada de recolha e analise de informações Stratfor e de receber dados de e-mail. Estes materiais estão agora disponíveis no WikiLeaks. Hammond foi negado fiança, e o processo de seu caso está avançando muito lentamente.

O hacker de AntiSec conhecido como Neuron, recentemente se declarou culpado do ataque aos servidores da Sony em 2011. Ele está aguardando uma sentença. Há vários outros casos, incluindo LulzSec e outro grupo de hackers chamado CabinCrew, sobre os quais eu não sei nada.
John Robles: Por que razão os caminhos de Anonymous e WikiLeaks se separaram?

Anonymous: A Anonymous não tem uma posição oficial sobre o WikiLeaks. Nem todos os anonymous deixaram de trabalhar com o WikiLeaks, que faz um bom trabalho. A Anonymous é a favor da liberdade de expressão e informação.

O WikiLeaks tinha uma Paywall - um sistema que não dá acesso à informação sem o usuário fazer uma doação, por isso alguns “anonymous” viram isso como censura, e foi por isso que surgiram sites como Par:AnoIA (par-anoia.net), que divulgam informação independentemente do WikiLeaks. Mas, novamente, se trata apenas de liberdade de expressão e informação.

O modelo de WikiLeaks é insustentável também porque à cabeça do projeto estava uma pessoa que podia ser retirada, o que acabou por acontecer com Assange.

R: Se o WikiLeaks naufragar, isso afetará Julian Assange e sua situação atual?

A: Esta situação dá um imenso espaço para trabalhar e muitas razões de preocupação. Esperemos que Assange receba imunidade diplomática.

R: Em quê a TYLER será melhor que o WikiLeaks?

A: TYLER vai ser uma estrutura de Cipherspace maciçamente distribuída, sem censura, compatível com Wiki-P2P.

R: Vocês escolheram a data de 21 de dezembro de 2012 intencionalmente? Alguns acreditam que neste dia, em que vai haver um desfile de planetas, o calendário maia terminará e chegará o Fim do Mundo.

A: Como você já deve ter lido, o calendário maia não termina. Muitos acreditam que este é o ponto de viragem, de mudança da consciência global. Um pequeno esclarecimento: o TYLER não vai ser lançado em 21, mas em 12 de dezembro.

R: Em que filosofia se baseia a Anonymous?

A: Nós não temos uma agenda - somos pessoas que estão preocupadas com o que vemos, com o que está acontecendo no mundo, e nós expressamos nossa preocupação. A preservação da justiça e dos direitos comuns é a pedra angular de Anonymous.

R: Porquê vocês não têm representantes oficiais?

A: A Anonymous é uma equipe livremente ligada. Se tivéssemos um chefe ou um representante oficial, seríamos vulneráveis. A Anonymous - é uma ideia.

R: Qual é a posição da Anonymous em relação à Federação Russa e à informação proveniente da Rússia?

A: Liberdade às Pussy Riot! Putin simplesmente nos chocou. Ele se livrou do sistema bancário central de Rothschild e cancelou a dívida de África. Isto é incrível e muito perigoso. A Nova Ordem Mundial está tentando removê-lo.