segunda-feira, 11 de março de 2024
Cartas de Amor LXXXIII
sexta-feira, 8 de março de 2024
Palavras que rimam com você
Estava sentado,
diante da tela,
janela do mundo,
e vi sua face,
olhos amendoados;
definitivamente
linda e luzidia.
Saudade faz-se
à montante da vida
enquanto o tempo
segue à jusante,
até o ponto
onde ausento.
É isto aí!
quinta-feira, 7 de março de 2024
Cartas Avulsas IX
Reino da Pitangueira
Terra Redonda&Azul
Lua Minguante
Sistema Solar
Via Láctea
quarta-feira, 6 de março de 2024
Cartas Avulsas VIII
Terra Redonda&Azul
Lua Minguante (nascendo às 01:32)
Sistema Solar
Via Láctea
Zona Sul
sábado, 2 de março de 2024
A fuga do tempo
Você vai lá
e volta triste
para e pensa
tem nada aqui
acho que vou
voltar mas
não quer partir
então revolta
nada compensa
ficar mal aqui
em triste malta
mas não quer
fugir de si.
É isto aí!
sexta-feira, 1 de março de 2024
Poesia (Alguma poesia) Carlos Drummond de Andrade
Cartas Avulsas VII
Lua Balsâmica (nascendo às 21:57)
Sistema Solar
Via Láctea
Zona Sul
quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024
Cartas Avulsas VI
Sonho impossível (Chico Buarque/Joe Darion)
Sonho Impossível (Chico Buarque / Joe Darion)
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei,
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
Composição: Chico Buarque / Joe Darion.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024
Cartas Avulsas V
terça-feira, 27 de fevereiro de 2024
Cartas avulsas IV
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024
Cartas avulsas II
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024
Santo de casa
Zefa!!! Ô Zefa!!
Que foi Zé?
Zefa, faz favô de olhar na folhinha dos sagrado coração de Jesus, de que Santo que é hoje o dia?
Tem isso na folhinha, Zé?
Claro que tem, sô. Olha lá prá nós.
Mas que melda, eu cheia de serviço, você bonitão aí na viola atrapalhando meu dia.
Pode deixar, Zefa.
E pode pelo meno me dizer o causo do porque queria esta informação?
Nada não Zefa, bobagem minha.
Oia aqui, Zé, vai falando que já estou ficando esbaforida. E olha esta vassoura na mão, louquinha para te dar de pau nas costas.
Misericórdia, Zefa, então eu conto, mas você tem que prometer guardar segredo.
E eu lá sou muié de espalhar fofoca, homi?
Jura mesmo que não vai contá prá sua mãe, suas irmãs e sua cumadre?
Nossa, Zé, mas o que é este cerceamento de diálogo? Nem prá mãinha? Nem prá cumadi Zenólia? Misericórdia. Quero saber mais não. Deve ser até - modi dizer - estes pecado que andam por aí.
Eu sabia, Zefa, que ocê já lá ia contá tim tim por tim tim
E daí? Mió contá do que calar das novidades na roça. E não é fofoca, é uma rádio de ondas curtas, que só fica ali entre nós e onde atualizo as coisa.
Zefa, num tem segredo secreto. Sua mãe tem as irmãs dela e as cunhadas, sua irmãs tem amigas, a cumade então é mais conhecida que pé de mamona.
Nossa, Zé, inté parece que estamos falando para o mundo todo...
Ainda não, Zefa, mas vai chegá este tempo ...
É isto aí!
A Bela Adormecida da Pitangueira
Lembro que era um sábado de maio, o casamento seria na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias, às 16 horas. Ocorreu que do entardecer da sexta-feira até a alvorada do sábado, convidados, parentes, amigos e desconhecidos entravam e saiam da casa ininterruptamente, para comer e beber até atingir o limite da gula.
Naquela noite ninguém dormiu. Bandinha no forró sob o céu de maio animava a festa e espalhados em mesas enormes, sob tendas, no quintal, estavam as comidas, pratos e talheres. Uma mesa guardava leitão, carneiro, galinha caipira, carne bovina, linguiça, carne defumada, torresmo, miúdos diversos, molhos, vinagretes e pão. Era a mais requisitada delas , com um ir e vir da cozinha incessante.
Em outra mesa, caldeirão de arroz, caldeirão de feijão, tropeiro, farofas, batata de tudo quanto é jeito - palha, purê, inteira, empanada, em conserva, etc.. Salada fria, salada crua, salada de alface, salada de frutas, salada com pimenta, salada com frango desfiado, etc.. Nas pontas estavam salgadinhos pedindo para serem devorados e pela facilidade de acesso, eram consumidos às dúzias.
Na última mesa havia pudim de caçarola, pudim de paçoquinha, quentão, bolo de milho com cobertura de chocolate, broa de milho, pé de moleque, canjica, canjicão, bolo de laranja, de limão, de cidra, cocada aranha, cocada preta, cocada branca, cocada com leite condensado, balas diversas, bombons e frutas cristalizadas, além do sorveteiro, do pipoqueiro e do algodão doce.
Num balcão da enorme varanda, dando para os fundos do sobrado, estavam as bebidas como chopp, cachaça, vinhos, refrigerantes, água mineral com e sem gás, destilados diversos. De maneira incrivelmente anômala, as pessoas se dirigiam às mesas das comidas, doces e bebidas por múltiplas vezes e depois dançavam, comiam, cantavam, bebiam, conversavam e se divertiam freneticamente.
Sete horas da manhã do sábado chegaram as meninas do salão. Os noivos ainda brindavam o dia tão esperado, já dominados pelo álcool. A bandinha ainda tocava com todo o gás. A noiva foi colocada num quarto do segundo pavimento, as madrinhas e a mãe em outro quarto e ficaram ali sob os cuidados da beleza até as 14 horas aproximadamente.
Quando deu por volta das 15 horas, chegaram os táxis, ubers, etc, numa fila enorme, e começaram a levar os convidados, as testemunhas, as madrinhas, os padrinhos, as crianças, o coral, os arranjos, as cestinhas com pétalas, o noivo, a família do noivo, os convidados idosos, etc., esvaziando a casa, trancada pelo pai da noiva, que acompanharia a filha na limusine do Dr. Zequinha.
16 horas e trinta e seis minutos - toca a marcha nupcial - todos se levantam e olham para a porta que dava para a praça. Alarme falso, era uma convidada atrasada. O zum zum zum do descontentamento começa devagar e vai num crescente. Cadê a noiva? Cadê a noiva? Cadê a noiva? O pai vai ao microfone e pede calma, com certeza aquilo logo seria resolvido. Eu tenho certeza que ela veio, pois estávamos juntos eu e o Dr Zequinha Moreno, que a trouxe no seu automóvel.
17 horas, a igreja vai se esvaziando. Uma a uma, as famílias saem algumas curiosas, outras preocupadas enquanto desaguava a maior chuva já vista na cidade em pleno maio. O noivo teve uma crise de pânico e foi levado ao hospital.
Dr. Zequinha, ao chegar em sua residência sob chuva torrencial, numa cidade a cerca de uma hora da Matriz, resolveu abrir a porta de trás para dar mais uma conferida. Talvez encontrasse alguma pista do desaparecimento, um bilhete, um sinal, qualquer coisa. Mais que isto, deparou-se com a noiva dormindo placidamente sobre os macios tapetes, no piso do carro, escondida entre os bancos, coberta com um paletó, que há muito estava esquecido e dado como perdido, aguardando, quem sabe, a oportunidade de esconder e aquecer a moça.
É isto aí!
terça-feira, 20 de fevereiro de 2024
Faltam palavras
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024
Cartas avulsas III
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024
Discutindo relação
terça-feira, 13 de fevereiro de 2024
Cartas avulsas I
Reino da Pitangueira
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