segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Cartas avulsas III


Reino da Pitangueira
Minas Geraes
Planeta Terra&Lua
Via Láctea
Zona Sul

Preciso dizer-lhe que ocorre um déjà vu quando penso em você. Não somente acendo os refletores de saudade, como também revelo as diversas coisas da sua existência que validam tudo, simplesmente por ser e estar aqui, comigo, nesta geração Baby Boomer

Foi assim que, de relance, deparei-me pela primeira vez pensando em Albert Camus e seu imperdível discurso quando contemplado com o Nobel em 1957, que achei estar vinculando e interligando os pontos da nossa geração. 

Isto sim foi estranho. Pessoas do quilate de Camus estão há pelo menos dois anos luz à frente da minha capacidade de condecorá-la com palavras ágeis e bonitas.

Porém, não escreveria esta carta se já não a tivesse feito dentro de mim. Algo assim como o déjà vu explicitado entre um poema e uma canção. De tal forma que seria outra carta avulsa, mas a convicção revela-me que de alguma maneira incidiu a virtualidade sobre a realidade, na qual, por coerência com o delírio, acabou cedendo ao acaso.

É verdade que sempre tive aquela sensação de já ter visto ou vivido uma memória que está acontecendo entre um ponto determinado e aquele instante onipresente e trans dimensional. 

Desconhecia o significado da minha existência só porque ocorria sem você ao meu lado, embora ao longo dos anos, acessando diversas teorias científicas ou místicas, coerentes ou não, percebi ser inútil explicar o óbvio. Apenas penso em você e pronto. Há você dentro de mim.

É isto aí!








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