sábado, 23 de novembro de 2024
Cartas avulsas XXI
sexta-feira, 22 de novembro de 2024
Cartas de Amor LXXXIX
quarta-feira, 13 de novembro de 2024
Os Cinco Anjos dos Continentes
terça-feira, 12 de novembro de 2024
Cartas de Amor LXXXVIII
Reino da Pitangueira,
Planeta Terra&Lua,
3° do Sistema Solar,
Via Láctea, Zona Sul
sexta-feira, 8 de novembro de 2024
Cartas avulsas XX
A todas esas cosas
Y tú me enseñaste
Que son maravillosas
Sutil llegaste a mí
Como la tentación
Llenando de inquietud
Mi corazón
Yo no concebía
Cómo se quería
En tu mundo raro
Y por ti aprendí
Por eso me pregunto
Al ver que me olvidaste
Por qué no me enseñaste
Cómo se vive sin ti
É isto aí!
terça-feira, 5 de novembro de 2024
Cartas avulsas XIX
sábado, 2 de novembro de 2024
Cartas avulsas XVIII
Por do Sol às 17h59min
Lua Nova
quarta-feira, 30 de outubro de 2024
Palavras que rimam com você - V
quinta-feira, 24 de outubro de 2024
Isso é amor, e desse amor se morre!
quinta-feira, 17 de outubro de 2024
Cafubira, o contador de casos
Ô Cafubira, conta aqui pra turma sobre a vez que você encarou uma onça na mão.
Nossassenhora, essa é fantástica. Foi assim - Estava andando há horas caçando a onça. No cansaço acabei dormindo numa pedreira. Acordei assustado com o canto com ruído grave e ritmo leve de uma coruja, anunciando a morte de alguém. Passei a mão no chão e senti que estava orvalhado. Aquilo era estranho. Abri os olhos bem devagar e pela luminosidade da lua crescente não reconheci o ambiente. Havia uma sinfonia de insetos, pássaros seguidos de silêncios espasmódicos. Só pode ser um daqueles sonhos malucos que vez ou outra me visitam, pensei. Nisto, de repente...
Credo, Cafubira, você floreia demais.
Floreio nada não, eu vivo a vida intensamente. Agora atrapalhou até a minha linha de raciocínio. Onde eu parei?
Você parou falando - de repente ...
Então, de repente, quando dei por mim, adentrei na sala da casa do Tenorinho, tio da Zeldinha, cunhada da Virgulina e dei de cara com o velório da Virgulina. Crendeuspai. Aquilo foi um baque terrível. Até na noite anterior nós dois nos amassávamos de amor apaixonante no paiol velho do Zé da Noca. Eu assustei ao ver Virgulina, a moça mais bonita do mundo, morta e minguadinha, coitada. Aquela tripinha lerda estirada num esquife de pinus, cheio de brocas e manchas de sebo. Quando aproximei do corpo, a danada arregalou os olhos, segurou apertando minha mão e falou sussurrando - Cafubira, guardei o bilhete premiado da loteria atrás da ... e acabou remorrendo de novo, travando minha mão na dela, e quase que me levou pelo susto.
Cafubira, para com estas histórias, onde já se fui defunta ressuscitar e remorrer?
Aí, vocês tudo pedem para eu contar a verdade e atrapalham de novo. Quer saber como termina ou não?
Está bem, Cafubira, conta aí o resto da história.
Onde que eu parei?
Disse que a sua mão estava travada com a dela.
Ah, lembrei! Estava dormindo na rede do alpendre. Aí minha mão deslizou e parou na mão dela, senti a maciez e o carinho das sua carícias. Puxei ela para o meu peito, travei seu corpinho macio nos meus braços, puxei com força mesmo e a danada veio facinha facinha. Fomos às inimagináveis loucuras de um amor atemporal, forte e contagiante. Acabamos dormindo agarradinhos, e tudo se deu com total volúpia. Fui sendo acordado com total carinho por ela, já de manhãzinha, ainda sem sol. Quando abri os olhos, era a onça que estava matando as galinhas do quintal. Expulsei a doida a tapas, chineladas e empurrões. Voltou mais uma vezes, a danada, e depois foi sumindo aos poucos.
É isto aí
quarta-feira, 16 de outubro de 2024
Papo de Esquina 16/outubro/2024
- Por qual razão existem as guerras?
- Deve ser para estarmos sempre tristes, ou angustiados, ou ansiosos, ou coléricos, ou traumatizados, ou endividados ...
- Ou depressivos, ou embriagados, ou alienados, ou submissos, ou desinformados ...
- Acho que vou para casa chorar escondido
- Eu, eu ... não sei para onde ir, eu acho, não sei, deve ser isso ...
- Eu vou ali, mas antes vou tomar alguma coisa ...
É isto aí!
terça-feira, 15 de outubro de 2024
Cartas de Amor LXXXVII
3° do Sistema Solar,
Via Láctea, Zona Sul
segunda-feira, 14 de outubro de 2024
Cartas Avulsas XVI
sexta-feira, 4 de outubro de 2024
Indo e voltando ao lado do lado
Não sei como será ainda
o formato deste espaço
onde reina a Pitangueira.
Muitas águas passaram
e eu ainda do lado da ponte,
que é o lado de cá
vendo o mundo ao largo
onde não há certo nem errado,
só há.
Bem vindo! Não posso prometer flores nem água gelada.
É isto aí!
sábado, 1 de junho de 2024
Cartas avulsas XV (Para tudo há um tempo)
terça-feira, 28 de maio de 2024
Uma viagem
Depressa, apressa, depressa
agora agora agora
vai, vem, voa meu bem
volta, dê vagarosamente
o retorno de frenagem
e desapressa, sem pressa
com carinho e apreço,
pousando no oceano
desta leve e astronômica
viagem à constelação
do seu bólido desejo.
É isto aí!
sábado, 25 de maio de 2024
Cartas avulsas XIV
quarta-feira, 22 de maio de 2024
Cartas avulsas XIII
terça-feira, 21 de maio de 2024
Papo de Esquina 19/05/24
sexta-feira, 17 de maio de 2024
Troco por nada nesta vida ...
Acordou ainda sonolento, vestiu a roupa amarrotada, fez um rápido ritual de ablução, olhou para os cabelos, passou a água fria neles, enxugou com um pano velho, que um dia foi a camisa com a qual corria as várzeas como um herói da periferia, o xerife do meio de campo do time da comunidade.
Procurou café, acabou; procurou leite, acabou; procurou pão, acabou; fechou o punho e o encostou na boca, buscando uma solução para a necessidade imediata. Saiu no quintal, puxou um abacate do pé da vizinha, e ao puxar, caíram dois. Partiu-os ao meio cerimoniosamente, raspou com a colher e deu-se por satisfeito.
Ao sair da casa, percebeu que estava descalço. Retornou, procurou pelas sandálias de couro cru, calçou-as, já bem gastas e manchadas, mas era o que tinha. Pegou a velha bicicleta e atravessou a trilha no meio do mato, ora morro acima, ora morro abaixo, e com sorte, em cerca de meia hora chegaria ao trabalho.
Na volta passou na venda, comprou café, leite, pão, trigo, maisena, farinha de milho, farinha de mandioca, sal, açúcar, arroz, cachaça e fumo de rolo. Tomou um banho frio, sentou-se com a companheira de longa data, na frente da casa, espiando o por do sol. Daí filosofou em voz alta:
Vidão, hem Nenzinha!!! Troco por nada nesta vida ...
É isto aí!

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