Chamei fulana, mas ela não respondeu e nem os fulaninhos estavam em casa. Eram quinze horas de ontem, segundo me revelou o celular. Sentei-me para entender o que se passava. Lembro que olhei as horas antes de dormir. Aquilo me dava uma enorme vantagem para jogar a mega acumulada, pensei.
Só então reparei que não conhecia a casa. Tudo rodou e acordei numa casa centenária. Uma mulher, suavemente perfumada, com uma fisionomia familiar me dava paz, enquanto segurava minha mão. Olhou para mim e beijou levemente meus lábios. Olhou novamente e perguntou:
— Meu amor, você sabe onde estamos? O que está acontecendo?
Não sei o que está acontecendo, mas você é o amor da minha vida, deve ser que ganhamos algum presente do céu. Eu também te amo!
Olhei no fundo da existência dela, tocando sua pele sedosa, e respondi — ter você aqui, ao meu lado, é uma coisa tão linda, que desejo ser eterna. Nunca mais vamos ... girou tudo à minha volta e acordei aqui, onde não tenho a menor ideia de onde é — parece um hotel — Voltei a dormir, e aí o despertador tocou às cinco e cinquenta. Estava em casa.
Fui tomar banho para ficar um pouco sozinho. Ao vestir a calça, tinha um cartão dela no bolso — volte logo, você também é o amor da minha vida!
É isto aí!

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