quinta-feira, 21 de maio de 2015
A estalagem casamenteira
terça-feira, 19 de maio de 2015
Os Blogs, a mídia e o ovo da serpente
Li nesta manhã que um jornalista/blogueiro* foi assassinado e decapitado no norte de Minas Gerais há três dias, segundo a polícia civil. O caso está sendo investigado. É muito triste.
Fontes:
* Sobre o Blogueiro de Minas, assassinado:
http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/05/19/interna_gerais,649084/iniciada-investigacao-de-morte-de-jornalista-no-jequitinhonha-corpo-se.shtml
** Sobre a nova mídia:
http://plugcitarios.com/2015/03/grandes-jornais-se-unem-e-criam-uma-nova-midia/
*** Sobre a entrega da alma dos grandes jornais:
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Assunção da Virgem Maria - visões de Maria Valtorta
Visões de Maria Valtorta*
É tempo de oração
1. Não te irrites por causa dos que agem mal, nem invejes os que praticam a iniqüidade,
2. pois logo eles serão ceifados como a erva dos campos, e como a erva verde murcharão.
3. Espera no Senhor e faze o bem; habitarás a terra em plena segurança.
4. Põe tuas delícias no Senhor, e os desejos do teu coração ele atenderá.
5. Confia ao Senhor a tua sorte, espera nele, e ele agirá.
6. Como a luz, fará brilhar a tua justiça; e5 como o sol do meio-dia, o teu direito.
7. Em silêncio, abandona-te ao Senhor, põe tua esperança nele. Não invejes o que prospera em suas empresas, e leva a bom termo seus maus desígnios.
8. Guarda-te da ira, depõe o furor, não te exasperes, que será um mal,
9. porque os maus serão exterminados, mas os que esperam no Senhor possuirão a terra.
10. Mais um pouco e não existirá o ímpio; se olhares o seu lugar, não o acharás.
11. Quanto aos mansos, possuirão a terra, e nela gozarão de imensa paz.
12. O ímpio conspira contra o justo, e para ele range os seus dentes.
13. Mas o Senhor se ri dele, porque vê o destino que o espera.
14. Os maus empunham a espada e retesam o arco, para abater o pobre e miserável e liquidar os que vão no caminho reto.
15. Sua espada, porém, lhes traspassará o coração, e seus arcos serão partidos.
16. O pouco que o justo possui vale mais que a opulência dos ímpios;
17. porque os braços dos ímpios serão quebrados, mas os justos o Senhor sustenta.
18. O Senhor vela pela vida dos íntegros, e a herança deles será eterna.
19. Não serão confundidos no tempo da desgraça e nos dias de fome serão saciados.
20. Porém, os ímpios perecerão e os inimigos do Senhor fenecerão como o verde dos prados; desaparecerão como a fumaça.
21. O ímpio pede emprestado e não paga, enquanto o justo se compadece e dá,
22. porque aqueles que o Senhor abençoa possuirão a terra, mas os que ele amaldiçoa serão destruídos.
23. O Senhor torna firmes os passos do homem e aprova os seus caminhos.
24. Ainda que caia, não ficará prostrado, porque o Senhor o sustenta pela mão.
25. Fui jovem e já sou velho, mas jamais vi o justo abandonado, nem seus filhos a mendigar o pão.
26. Todos os dias empresta misericordiosamente, e abençoada é a sua posteridade.
27. Aparta-te do mal e faze o bem, para que permaneças para sempre,
28. porque o Senhor ama a justiça e não abandona os seus fiéis. Os ímpios serão destruídos, e a raça dos ímpios exterminada.
29. Os justos possuirão a terra, e a habitarão eternamente.
30. A boca do justo fala sabedoria e a sua língua exprime a justiça.
31. Em seu coração está gravada a lei de Deus; não vacilam os seus passos.
32. O ímpio espreita o justo, e procura como fazê-lo perecer.
33. Mas o Senhor não o abandonará em suas mãos e, quando for julgado, não o condenará.
34.Põe tu confiança no Senhor, e segue os seus caminhos. Ele te exaltará e possuirás a terra; a queda dos ímpios verás com alegria.
35. Vi o ímpio cheio de arrogância, a expandir-se com um cedro frondoso.
36. Apenas passei e já não existia; procurei-o por toda a parte e nem traço dele encontrei.
37. Observa o homem de bem, considera o justo, pois há prosperidade para o pacífico.
38. Os pecadores serão exterminados, a geração dos ímpios será extirpada.
39. Vem do Senhor a salvação dos justos, que é seu refúgio no tempo da provocação.
40. O Senhor os ajuda e liberta; arranca-os dos ímpios e os salva, porque se refugiam nele.
terça-feira, 12 de maio de 2015
Depressão não é Tristeza
As terapias e os medicamentos antidepressivos não agem da noite para o dia. As drogas de escolha médica geralmente levam de 15 dias a um mês para fazer efeito farmacológico desejado, e os ajustes levam um tempo maior para serem realizados. Paciência é a palavra chave, principalmente para a família.
A participação da família é fundamental no diagnóstico e tratamento da doença. Pode acontecer de a pessoa negar que está doente e se recusar a buscar ajuda médica, até mesmo por que pode parecer cômodo ter aquela pessoa mais quieta, dissociada da realidade. A família deve apoiá-la e oferecer ajuda, mas nunca abandoná-la. O deprimido não pode ficar sozinho, ele tem que se sentir apoiado, assistido, isso facilita bastante a evolução da doença.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Entretanto - Mart'nália
domingo, 10 de maio de 2015
Vovô e o Whatsapp
A moça azul
Madrugava triste
na lide dos trapos
Olhos cerrados
em caos e cacos
Mudo, distante
Macambuzio, solitário
Nem sei se te amo
Ou sitiamos o passado.
Agora adeus,
A dor persiste
Não fui o único
dos seus lábios chistes.
É isto aí!
sexta-feira, 8 de maio de 2015
O bordel da Ritinha
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Angélica
Tinha pernas, sinceramente, que pernas aquelas, encaixadas anatomicamente em encaixe divino, em dois pés esculpidos por Deus. Cada pé era uma história, um lugar, um toque. Amava flertar com aqueles pés. E as coxas? Puxa vida, nunca existiram tais coxas em toda a história da humanidade.
Os seios, ah! os seios, nem fartos, nem poucos, eram exatamente o que se espera de dois seios com ar de graça. Eles sorriam muito e eu adorava suas gargalhadas. Tinha com eles uma intimidade avassaladora. Logo abaixo daqueles monumentos femininos, com suas glândulas mamárias e sua perfeição erótica, tinha o ventre, o umbigo, a púbis e sua delicada, carnuda e deslumbrante delegada.
Eu a chamava assim por que me prendia e não me liberava nem com habeas corpus celestial, era de um rigor legalista destes de encher e nunca mais soltar minhas expectativas insaciáveis naquele corpo angelical. Por isto a chamava de Angélica, mas nunca soube seu nome. Sua boca carmim, seu nariz perfeito, seus olhos de piedade e seus cabelos soltos, compunham o conjunto de uma das maiores obras de arte jamais vistas.
Foi com ela que experimentei os melhores e mais loucos momentos da minha vida. Sem comparação, sem nenhum parâmetro com outras mulheres, sem pontos de ligação entre ela e quaisquer outras que pudessem fazer a ponte comparativa. Era única.
Tudo ia bem até que mamãe descobriu a página escondida entre uma centena de opções no quadro de Favoritos com o discretíssimo título de "A Igreja e os Anjos". Mamãe rompeu meu relacionamento criminosamente, na minha ausência, enquanto estava na faculdade no meio daquelas menininhas ensebadas, reais, deselegantes e chatas. Que saco.
Mas tem problema não, desde que ela não descubra a Judy, minha boneca siliconada, aí quero ver a cara dela quando eu apresentar a nora.
É isto aí!
terça-feira, 5 de maio de 2015
Baptista, o Alfa da Família
Está aberta a Reunião Semanal da AMA - Associação Mundial dos Alfa Anônimos. Todos de pé para iniciarmos com a Oração da Serenidade:
Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar; Coragem para modificar aquelas que podemos e Sabedoria para distinguir uma das outras.
Dado o rito inicial, convidamos hoje a falar o visitante da Associação, que pleiteia participar do grupo. Pode falar, rapaz:
- Boa noite a todos, meu nome é Juninho.
- (todos) Olá Juninho...
- Bem, eu era um bom rapaz, aparentemente normal, com atitudes e conhecimentos dentro da média da juventude. A questão é que já estava com dezessete anos e nunca havia namorado, nem ficado, nem experimentado alguma sensação que promovesse ao sentimento de ser um homem completo. Até que um dia vi o anúncio de um curso de sedução no jornal que folheava no consultório da minha analista. Guardei o recorte no bolso e naquela tarde matriculei no curso "Seja um Alfa em 10 lições". (lágrimas)
- Com certeza a sua vida nunca mais foi a mesma, não é Juninho (intercedeu o Mestre)?
- Com certeza, Mestre. No princípio as lições eram bem interessantes, para levantar a minha alto-estima, ensinar a vestir, a andar, a me portar num grupo, etc. Bem, aí, num belo dia, o famoso professor Fallos iniciou alguns cativantes ensinamentos básicos:
- Rapaz, seja confiante em tudo. A confiança fará com que você pense extremamente alto sobre si mesmo, além de fazê-lo crer, inquestionavelmente, em suas próprias habilidades. As mulheres não resistirão. A confiança demonstrará uma força interior até então adormecida, quieta, e lhe proporcionará certeza e segurança.
Em segundo lugar, assuma com clareza e convicção a sua posição perante a sociedade. Quando você entrar em um recinto com a confiança de macho alfa, simplesmente saberá que todas as pessoas ali presentes irão ouvir e respeitar o que tem a dizer.
Saiba se comunicar, converse com todas as pessoas, seja sempre agradável e sociável, sem ser falso, presunçoso ou cínico. Agir com naturalidade é a tônica do processo Alfa.
Seja sempre seguro e tranquilo. Confie no seu taco. Treine bastante, vá em busca de mulheres que conhece, e com possibilidade de domínio. Teste seus comandos Alfa.
Entendeu tudo, rapaz?
- Sim Mestre.
- Então vá e pratique, porém, antes de partir, saiba que neste momento, aquele rapaz franzino que veio à este Templo, o Juninho, morreu. Aqui nasce o homem Alfa Júlio Baptista, O Demolidor. Compreende isto?
- Sim, Mestre.
- Então repita com veemência.
- Meu nome é Júlio Baptista, eu sou um macho alfa em busca de mulheres que me satisfaçam. Eu sou um demolidor insaciável.
- Isto, Júlio Baptista. Agora vá, procure uma mulher do seu nicho e inicie o processo de sedução. Verá que ela será inteiramente sua em poucas palavras.
Naquela noite voltei para casa confiante, destemido. Fui chegando, abrindo a porta com violência, pisando firme até encontrar com a minha avó me aguardando para tomar um chá com leite quente acompanhado de biscoito de nata.
E aí, Juninho, o que está ocorrendo para entrar em casa feito um troglodita?
Vovó, eu sou um troglodita predador, o macho alfa desta casa, e de hoje em diante meu nome não é Juninho, é Júlio Baptista, o Alfa. Havia uma força interior adormecida que despertou o gigante em mim. Fui claro, senhora?
- Senhora é a puta da minha nora que o pariu, que achando que gerava um homem colocou mais uma uma moça em casa - codinome Alfa. Olha aqui, Juninho, para com isto.
- Mas vó, foi o moço quem falou. - Que moço é este, Juninho?
- Do curso, vó, "Seja um Alfa em 10 lições".
- Sei, mas não precisa voltar neste curso mais não. Onde já se viu uma coisa destas. Juninho? Fazer um curso para ser homem? Quem você vai pegar com este roteiro ridículo aí? Diga...
- Mas vovó... o professor falou...
- O quê, Juninho?
- Sei lá, vovó, é que do jeito que a senhora ficou, hummm... me faz querer ter umas sensações com a senhora, uns negócios aí estranhos...
E foi assim que não vi mais nada e acordei no Pronto-Socorro, onde além de um braço quebrado e hematomas diversos, constataram que perdi os dois incisivos e aí retornei para a casa da mamãe. E hoje estou aqui para que vocês me fortaleçam nas virtudes Alfa, por que não consigo mais me libertar. Hoje sou um tarado.
É isto aí!
Histórias do coração - As cartas de Lia
domingo, 3 de maio de 2015
Para sempre
por que pintou uma inspiração.
Vou poetar
Minh'alma!
fazem-no por conjunções
coordenativas adversativas?
Chega,
agora não tem inspiração
que alcance tamanha dúvida.
terça-feira, 28 de abril de 2015
Revelação
quarta-feira, 22 de abril de 2015
O marido, o amante e o macho alfa
![]() |
| Hal Foster - Prince Valiant |
A mãe e a irmã falaram uníssonas - Caramba, Amelinha, se fosse com o Apolônio a gente até entendia, mas com um rola-bostas deste nível? Francamente! E mudaram para a cidade vizinha, para a casa de uma tia viúva.
As amigas ficaram decepcionadas.
Os filhos tiveram vergonha em saber que nem para o Apolônio ela servia.
A vida seguiu e Geraldinho a perdoou. Aquilo foi uma fraqueza, uma doença mental segundo o doutor da capital, mas se fosse com o Apolônio, aí não, aí seria coisa do capeta que só a morte resolveria. Ainda bem que ouvi os santos, dizia a todos.
terça-feira, 21 de abril de 2015
Surtos e sustos
Já sentiu sono, mas não queria dormir?
Ensaio do amor
segunda-feira, 20 de abril de 2015
O Quimono de Poliéster
Olha só, o enredo era simples, sem muita coisa além do que se poderia esperar de um homem de quarenta anos e uma jovem garota. Tudo bem que, no livro, a moça tinha dezoito anos e face adocicada. Vestia um quimono de seda com motivos angelicais, mas aí tem aquela coisa de tons de cinza, muito nova, incapaz, inexperiente e todas as ferramentas de determinação do comportamento humano.
Então selecionamos uma mocinha mignon, que tinha um estilo de corpo quase perfeito para aparecer na tela, com corpo desengonçado e ar blasé. Porém, a família, que não havia sido comunicada, entrou com um mandado suspendendo as gravações, pois detinha um contrato com uma agência de modelos de determinada grife famosinha no bairro, dessas que desfilam por aí. Como a irmã tinha a tutela da modelo, preferimos abrir mão da sua arte.
Daí modificamos um pouco e procuramos uma moça de trinta anos, mas com aparência ainda juvenil, que fosse fotogênica, sem risco de contratos leoninos e tutelas judiciais. Não foi fácil, mas encontramos uma mulata estilosa, fogosa e agradável, que, nos primeiros dias, entrou no papel com tal intensidade que não conseguiu se libertar da personagem. Este fato levou ao total desagrado do seu companheiro, um líder comunitário, digamos assim, de uma área próxima. Desta forma, perdemos nossa mulatinha básica.
Pensamos até na possibilidade de alterarmos o enredo, com um personagem idoso e uma moça na faixa dos vinte anos, mas aí batemos de frente com o produtor/diretor e ator, que, por acaso, era o protagonista do filme. Foi então que Claudinho, o auxiliar de iluminação, teve a luz — o protagonista ficaria sentado num espaçoso sofá, lembrando de suas taras, digo, dos seus romances, e, ao fundo, iriam passando fotos desfocadas de mocinhas dentro da mente do cidadão do bem, e as meninas todas legais.
O filme levou quarenta e cinco dias para ficar pronto, dada a dificuldade de adaptarmos o livro à nova realidade e ao talento um tanto quanto peculiar do ator, que insistia em fazer as cenas com um quimono de poliéster verde com pavões estilizados, que acreditava ser um talismã da sedução, presenteado por sua mãe. Segundo ele, este quimono manteria um laço de seda entre o enredo atual e a história de origem. E também alterou as fotos das mocinhas para sereias desfocadas.
Foi então que Claudinho, com uma sensibilidade nata, fez outra intervenção e sugeriu que, entre um conto e outro, uma idosa surgisse e desmentisse toda a história do protagonista, simbolizando a mãe castradora. O produtor/diretor/ator adorou a ideia, demitiu Claudinho e manteve a velha senhora fazendo as intervenções e, no final, reservou a cena magna, em que os dois se entregaram a um romance tórrido.
Neste ponto, vai cortando a cena para a sereia, que, à medida que a câmera se aproxima, mostra ser o protagonista com seu quimono de poliéster, entrando no mar, simbolizando o retorno do filho às entranhas da sua origem. Uma vez dentro da água, volta-se para a câmera em close e grita:
— Ai, que tudo!
É isto aí!





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