Dois amigos perguntaram quem é a Odete. Achei interessante a curiosidade. Um queria saber se ela existe mesmo. Bem, vamos lá:
Odete era uma personagem secundária em livro que nunca terminei e nunca será lido ou publicado. Achei que ficou muito ruim, sem força literária que prenda a atenção do leitor.
Ela entra em apenas um capítulo, que tem o seu nome. A história se passa em Brasília, no Distrito Federal. Ela está no Brasil Palace, linda, aos dezenove anos, acompanhando a mãe em um evento social de moda, na noite de 30 de março de 1964, quando conhece o protagonista do pretenso livro.
Ele é um empresário bem sucedido, de descendência francesa, que partiu de São Paulo em um Caravelle da Panair naquela manhã, para encontrar com o deputado Franco Montoro que intermediou um encontro com o Ministro da Indústria e Comércio Egídio Michaelsen, para o dia dois de abril.
Ele é um empresário bem sucedido, de descendência francesa, que partiu de São Paulo em um Caravelle da Panair naquela manhã, para encontrar com o deputado Franco Montoro que intermediou um encontro com o Ministro da Indústria e Comércio Egídio Michaelsen, para o dia dois de abril.
Na noite do dia 31 tornam a se encontrar, em mais um desfile no hall do hotel, e acabam ficando juntos. Só que naquela fatídica madrugada de 01 de abril, a cidade ficou sem aeroporto, sem telefone e com estradas fechadas por dez dias. Em Estado de Sítio, Odete não tem como sair do Hotel e ficam esperando amanhecer. No meio ao caos, a estadia em Brasília demora dois meses por conta da paixão pela moça. Só que tem esposa, filho e empresa esperando por sua volta.
Uma vez em São Paulo, Odete passa a telefonar-lhe nas manhãs, entre cinco e seis horas, quando já está no escritório. Devido ao enorme congestionamento de linhas no horário comercial, e também por que tinha a facilidade de ter o pai como alto oficial do comando militar de Brasilia, tinha certas primazias, entre elas poder ligar com maior rapidez e não ter o telefone grampeado.
Conversam sobre tudo, das coisas que acontecem em Brasília, da saudade e no final sempre pede para ele largar São Paulo e voltar para seus braços e seu amor. Um dia fala da gravidez, mas aí já é outra história.
Enfim, está aí a Odete.
É isto aí!
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